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Bota pra Correr etapa Pantanal na visão de quem participou da prova

Recebi o convite para participar de uma corrida no Mato Grosso do Sul e pensei: olha que diferente, inovador, visionário – vamos lá nos divertir. Se tratava do Bota Pra Correr, da Olympikus, mas dessa vez, seria no Pantanal.

Começamos com uma viagem que parecia uma calma excursão: um belo passeio de barco pelo Rio Paraguai vendo o nascer do sol e apreciando o contato com a natureza. Mas, assim que descemos em terreno pantaneiro, as intempéries climáticas e a personalidade da flora e fauna já mostraram a que vieram: marcantes.

Dada a largada, a prova se mostrou dificílima até para os mais experientes. O calor e o sol escaldante, ainda mais que saímos 1 hora após a largada prevista, aumentaram mais as dificuldades impostas pelo clima hostil, até mesmo para os atletas acostumados à provas de aventura.

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Os moradores da região acabaram ajudando com água e até mangueiras para jogar na nossa nuca durante o trajeto, além dos pontos de hidratação que a Shubi Guimarães, organizadora da prova, cuidou de colocar carinhosamente para nós. Mas mesmo assim, o meu motor fundiu. Acho que sai muito forte, até o 5º km, estive em 3º lugar, o que me motivava e, ao mesmo tempo com a hipertermia e desidratação, não percebia que estava fazendo um esforço gigantesco e meu corpo foi se cansando.

Bota pra Correr etapa Pantanal na visão de quem participou da prova

Foto: Fotop

O percurso da prova

A prova foi dentro de uma Área de Proteção Ambiental (APA) da Baía Negra. Ao longo do trajeto, pudemos apreciar as planícies do Pantanal e do outro lado: o Rio Paraguai, olhar para qualquer um dos lados era de tirar o fôlego, correr observando a flora e a fauna ímpar , e até mesmo fugindo de “bichos” como o caso da cobra que cruzou o trajeto de alguns atletas. Além de passar pelas taboas colocadas sobre as terras alagadas para fazer pontes de madeira, cuidadosamente feitas para que passássemos com toda segurança.

Mesmo com tanta aventura, pudemos usar tênis “normais” de corrida, uma vez que a região é predominantemente plana, e todos os competidores ganharam o seu par na inscrição, assim como o staff e pessoas que ajudaram nos arredores com o turismo local, o que eu achei sensacional para a marca Olympikus aproximar as pessoas. Sem falar da movimentação turística que a cidade teve, uma vez que a maioria dos contratados para ajudar na prova eram da cidade, assim como os inscritos locais.

Toda a preparação para a prova também teve o acompanhamento das autoridades ambientais locais, do IBAMA, do Instituto do Homem Pantaneiro e da Fundação de Meio Ambiente da prefeitura de Ladário, cidade onde foi a largada. Fato que achei um cuidado à parte dos organizadores, que além de se preocuparem em respeitar o ambiente, tiveram a preocupação de usar copos recicláveis, que foram entregues no kit de cada competidor para pegar água.

De longe, era possível ver o balão da chegada que estava instalado na Baía Negra, onde uma grande estrutura foi montada com café da manhã, hidratação, frutas, massagem e todo conforto para os competidores e convidados comemorarem juntos o momento de superação. A minha maior emoção foi ter sido convidada pela primeira vez na vida à andar de balão.

Bota pra Correr etapa Pantanal na visão de quem participou da prova

Foto: Fotop

Os aprendizados com o Bota pra Correr

Não sei dizer o que foi mais emocionante, posso dizer que aprendi varias coisas:

– Prova de aventura: levar seu próprio kit de hidratação e suplementação – pensar na sua sobrevivência;
– Prova quente: resfriar cabeça sempre e usar protetores solares de todos os aspectos (chapéus e cremes);
– Prova na mata/mato: usar repelente;
– Sol escaldante: usar roupas leves e claras;
– Provas que você não conhece o trajeto: faça progressivo, se adeque ao meio, primeiro sinta seu corpo e vá aquecendo, para no final dar seu máximo;
– Se está doente ou lesionado (como eu estava gripada) pegue mais leve;
– Se for com algum amigo é sempre mais seguro.

Ter sido convidada para o Bota pra Correr, me trouxe uma realização pessoal que não tive quando fui nadadora: o reconhecimento dentro de uma marca. Acima disso, ver nosso país sediar um evento desses, mostra o enorme potencial que temos de firmar o Brasil como País referência em Ecoturismo e Turismo de Aventura, uma vez que somos privilegiados pela nossa extensão territorial e variedade de biomas, com inúmeras opções de lazer em cenários naturais que contemplam nossas cinco Regiões.

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Parabéns Marcio Callege pela idéia inovadora, à todos os envolvidos da Milk JuCassino e Sullen que fizeram tudo acontecer, e principalmente aos meus amigos Audrio Magalhães e Amanda Preto pelo convite. E mais que tudo: obrigada aos meus novos amigos que não será possível nomear aqui individualmente mas que estarão eternamente na lembrança e no meu coração.

A próxima etapa do Circuito Bota Pra Correr Olympikus vai acontecer em Alter do Chão, em Santarém (PA) no dia 16 de novembro.

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Ana Paula Simões
Professora Instrutora e mestre em Ortopedia e Traumatologia do Esporte da Santa Casa de SP. Membro internacional e nacional da Sociedade de medicina e cirurgia da Perna, Tornozelo e Pé. Vice presidente da sociedade paulista de medicina esportiva. Comissão da prova de título da Sociedade Brasileira de medicina do esporte. Membro da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte e da Sociedade de Traumatologia Esportiva. E também é corredora e nadadora.
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