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Brasília, DF

Meu Primeiro IronMan

Meu Primeiro IronMan

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Mesmo com a correria do dia a dia, o publicitário Duda Moreira Salles resolve encarar o desafio de se preparar, em apenas 365 dias, para o IronMan Brasil 2011. Acompanhe a saga de treinos.

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MEU PRIMEIRO IRONMAN


Publicado por DUDA MOREIRA SALLES em 03/06/11 às 18:41 na(s) categoria(s) Todos posts
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UM PROJETO:    


Muita gente não pôde ir à Floripa. Na volta, foram inúmeras perguntas e questionamentos de "e aí, como foi?". Para sanar essas dúvidas todas, escrevo aqui um relato dos dias pré-prova e da prova em si, divididos por etapas. Uma maneira simples de acompanhar esses últimos momentos e os trechos mais emocionantes dessa saga!

A PARTIDA PARA FLORIPA
O avião só decolou na quarta a tarde, mas a preparação das malas, a organização dos equipamentos, óculos de prova, óculos de treino, óculos de passear, (era óculos que não acabava mais) a despedida das pessoas que não puderam ir, tudo isso começou um pouco antes.

O Frio na barriga bateu no dia 20 de maio. Naquela sexta-feira a Amanda, redatora aqui da Latin, estava saindo de férias. Ao me despedir de todos, recebi um abraço dela e um "boa sorte". No princípio achei que ela estava desejando boa sorte em função da ausência dela e achei meio estranho. Dois segundos mais tarde me dei conta de que o boa sorte era sobre a prova. Gelei! Pela primeira vez o frio na barriga me pegou de jeito.

Dia 23, terça, sentei com o Guilherme na Cia Athlética para fazer o check lits da prova. Eram 2 folhas de itens, subdivididos em pré-prova, corrida, natação, bike, suplementos, assessórios e itens gerais. Tudo cronologicamente separado para que, durante a prova, não houvesse que pensar em mais nada que não fosse o esforço físico.

Mas a emoção de verdade começou mesmo na terça, dia 24, no bate-bola com a equipe do Transamérica Esportes. O programa era ao vivo e em noite de decisão do basquete, fiquei sabendo que a audiência estava em alta. Não só pela informação do pessoal da rádio, mas porque a repercussão que gerou no site e no perfil do facebook foi muito legal. Meu telefone não parou de tocar.

Na quarta de manhã estava de pé as 6h da manhã. Última sessão de fisioterapia, montagem da “Mala Bike”, últimos apetrechos, passada rápida na agência pra alinhar os procedimentos da minha ausência, pulinho rápido em casa pra pegar malas e rever o checklist pela última vez antes do embarque... partiu! Comecei a entrar no "Clima IronMan".

A EXPECTATIVA
Na Segunda, dia 23, sentei com o Guilherme, meu técnico para as últimas recomendações. Equipamentos, suplementação e a expectativas da prova. Ahhhh essa tal expectativa. A grande personagem dessa história toda.

Estava com a meta de fazer a prova abaixo de 12h. Esse era o meu grande desafio pessoal. Com medo da frustração de não conseguir, resolvi que não comentaria com ninguém além do meu técnico e do nutricionista, por motivos óbvios.

Para o meu desespero, ambos me disseram que eu estava viajando. O Guilherme com medo da minha frustração, o Fernando pela experiência, dizendo que seria inviável.

Tentei botar na cabeça que estava viajando com esse tempo, mas de um certo modo, lá no fundo, esse tempo martelava a minha cabeça. Em alguns momentos, até contra minha vontade racional.

Comecei a coletar dados e informações:

1)    O Leandro Macedo, triatleta e campeão panamericano da modalidade, explicou que, para calcular o seu tempo de IronMan, você pega o tempo do ½ Iron, multiplica por 2 e acrescenta 1 hora. Nessa matemática, meu tempo daria 12h20min. Tendo em vista que meu maior treino foi o Meio IronMan, essa cálculo não seria exatamente dessa forma. Imaginei que acrescentaria mais algum tempo.
2)    Num almoço com o Bruno Guimarães e o Japa, dois caras que já fizeram outros Irons, o Japa (que é professor de natação) comentou que tinha feito 12h e pouco no primeiro e que no segundo quebrou e fez em 13h e pedrada.
Depois desse almoço, o racional entendeu que era melhor baixar a expectativa. Entrei pra prova despreocupado de tempo e na intenção de concluir o desafio.


A CHEGADA EM FLORIPA
Não precisa nem dizer que a cidade respira IRONMAN. A esteira de bagagem parecia a fábrica de brinquedos do Papai Noel, era só bicicleta. Setenta por cento dos passageiros estavam com alguma roupa do IRONMAN. Se você foi de TAM, capaz até que a comissária de bordo fosse a Ariane Monticelli, triatleta top que (nas horas vagas) trabalha de Aeromoça (ou vice-versa).

O Edu com os equipamentos de filmagem, eu com os equipamentos de prova e o Guilherme, meu técnico com os equipamentos da férias. Afinal, depois de 365 dias de dedicação, ele merecia pegar umas ondas.

OS DIAS PRÉ-PROVA

QUINTA-FEIRA
Na quinta-feira começou a nossa rotina. Logo pela manhã, levei a bike na EXPOIRON para que os mecânicos pudessem montá-la. Nessas horas, sempre tem um detalhe pra comprar, ou alguma coisa pra fazer. Lá se vai mais dinheiro.

Encontrei com o pessoal da Latin, passei no estande da Oakley e logo fui para o treino simulado de natação. Uma água de rachar os dentes.

Cai na água só pra soltar. Nadei pouco mais de 1000m e cheguei na praia meio mareado. Fiquei preocupado de sair assim da água no dia da prova.

O pessoal da TV LATIN quis fazer uma entrevista comigo. Demorei uns dois minutos pra voltar ao normal. A entrevista foi muito legal.

Depois do almoço fui descansar um pouco. No final da tarde saímos pra fazer o reconhecimento do percurso, fizemos mais algumas filmagens e voltei na EXPOIRON pra entregar o DVD no estande da OAKLEY, peguei a bike e saí pra dar uma volta. Novamente só pra soltar.

SEXTA-FEIRA
Amanheci meio gripado e gelei. Já pensou, montar um projeto todo, com toda estrutura e não conseguir largar porque gripei? É azar demais. De manhã fui no Congresso Técnico, resolvemos umas pendências das credenciais de imprensa do Edu e do Gui .

Peguei o novo filme da OAKLEY e deixei no estande. Lá encontrei com algumas feras do IRONMAN. Oscar Galindez, Fernada Keller e Eduardo Sturla (que viria a ser o campeão). Conversei um pouco com eles, o Guilherme fez umas perguntas mais técnicas. Um bate-bola muito legal.

Saí pra almoçar e voltei pra casa. Fiquei hibernado. Descansando mesmo.
A noite foi a vez do jantar das massas. Lugar para encontrar com os amigos, o pessoal da LATIN. O clima IRONMAN estava formado.

SÁBADO
Tensão... comecei o dia organizando as coisas. Kit natação, kit bike, kit corrida, special needs bike, special needs corrida. Itens pré e pós prova. O pessoal querendo dar uma volta em Floripa. Resolvi ficar e fazer tudo com mais calma.

Bateu a hora de almoçar. Parei a montagem, e almocei com o Bruno Guimarães.  Triatleta Top aqui de Brasília. Uma conversa muito legal. Na volta passamos em casa e ele me ajudou a fazer um último check list antes de sair para o check-in da bike, onde a Globo de lá já me aguardava para uma entrevista.

Um clima muito legal. Todos os atletas desfilando suas bikes. Uma mais sinistra que a outra. As figuras carimbadas do Iron estavam todas lá: Galvão, Matheus, Fernanda Keller, Motorzinho, todos lá.

Entrar na área de transição pela primeira vez foi emocionante. Respirar o clima IRONMAN é mesmo especial. Mas o grande dia ainda estava por vir. Voltei pra casa e tive o descanso dos justos.

DOMINGO
A SAÍDA DE CASA
O despertador tocou as 4h45 da manhã. Um frio de lascar! As coisas estavam todas separadas em ordem de vestir, pra não esquecer nada: protetor solar, vaselina para passar nas juntas, shorts de triatlo, bandaid para os mamilos não machucarem, camisa de manda longa de frio, top de triatlo, neoprene, chinelo, agasalho, touca.

Desci e já encontrei quase todo mundo despertado. Estavam todos quase tão empolgados quanto eu. Meu café já estava pronto: 1 banana, ½ mamão, dois sanduiches de queijo branco e 1 suco de uva. Até o momento da largada, ainda tomaria um Gatorade, um energético e uma garrafa d´água.

Saímos de carro e paramos na esquina. As ruas já estavam todas fechadas. Desci do carro e fui caminhando. Sozinho, com frio e pensando nos momentos que estavam por vir.

OS MINUTOS QUE ANTECEDERAM A LARGADA
Ao entrar na área de transição, fazemos a marcação do corpo: pernas e braços.  Em mim ficou marcado o número 1000.

Me dirijo até a bike, confere pneu, coloca as bebidas energéticas, sanduiches na bolsa, último confere em tudo.  E aquela última passada no banheiro antes de ir pra praia.
Não deu... não consegui ir no banheiro.. um cheiro horrível. Tentei entrar duas vezes, quase passei mal. Não queria desperdiçar a alimentação do café. Numa prova de longa distância, essa alimentação iria fazer toda a diferença.

No caminho pra praia, ainda mais tensão. O clima começava a tomar conta do IronMan. As pessoas gritavam, um dando boa sorte pro outro, cenas muito legais cruzavam nossa vista o tempo todo.

No meio daquela multidão, encontramos com todos que estavam lá em casa na entrada da praia. Uma coincidência sem tamanho.

Paramos para fazer o último take da filmagem antes da prova. Qual não foi minha surpresa quando uma mulher me para e pergunta se eu era o Duda do Meu Primeiro IronMan. Até foto ela pediu pra fazer comigo. Me senti celebridade.

Na areia, esperando a buzina tocar, mais alguns momentos de nervosismo. Encontrei com pessoas importantes. O Bruno estava no local onde fiquei, a Tati Porto passou no meio do caminho e parou para me desejar boa sorte (um baita boa sorte desses, é importante!) uma outra mulher me reconhece no meio da multidão e pergunta se eu sou o Duda do Meu Primeiro IronMan... novamente outro dos muitos momentos celebridades que estariam por vir.

 A NATAÇÃO
Com o nascer do sol, soa a sirene. Uma gritaria dos atletas, a emoção de quem está no público. Talvez o momento mais emocionante de todo o IRONMAN.

Entrei na água com calma. Já estava consciente de que deveria fazer uma prova cadenciada. Fugi do empurra-empurra, dos chutes e cotoveladas que tanto me alertaram. Ao invés de procurar a esteira de um atleta, fui atrás dos espaços vazios.

Antes da primeira boia, o corpo ainda estava frio e a natação não tinha encaixado. Dei algumas boas braçadas de peito. A preocupação era não quebrar (quebrar é um verbo do esporte utilizado para quando você chega à exaustão) na natação.

Na chegada da primeira boia, todo mundo afunila. A sensação é meio desesperadora porque tem muita gente de todos os lados e você precisa se mexer, sem bater em ninguém. Ou ao menos tentar.

A volta para a praia foi mais tranquila e rápida. Não consegui enxergar o posto de água que fica na areia, na metade da prova e segui o fluxo. Cheguei meio cansado, meio enjoado.

Bebi uma água, andei a parte da areia inteira e voltei pra dentro do mar bem tranquilo. Olhei algumas vezes no relógio pra conferir o tempo, mas não fiz um cálculo pra saber se estava indo bem.

O último trecho da natação foi bem tranquilo. A natação estava cadenciada, já não havia aquele tumulto todo, deu até pra pegar umas esteiras. Lembrei das recomendações do Guilherme e olhei o tempo todo para a boia.

Na última perna da natação, da última boa para a areia, o Fernando já tinha me alertado sobre uma corrente que jogava os atletas para a pedra e comecei a nadar quase como um peixe desgarrado. Acho que alí ganhei preciosos minutos.

Estava tão despreocupado com o tempo, que nem olhei para o pórtico quando saí da água. Só quando cruzei com a Lelê (uma amiga de trabalho) é que me dei conta do tempo que tinha feito. A bichinha ficou tão empolgada quando me viu que a pilha dela até me deu um gás.

CICLISMO
Parece até que o mar foi transportado de lugar. Aquele cardume de gente saindo da água foi direto para a área de transição.  Minha sorte é que a posição dos meus sacos de transição estavam num corredor em frente à única pilastras que tinha lá dentro. Sem contar que o número 1000 sempre fica mais fácil de ser encontrado.

Peguei o kit, e as coisas dentro do saco estavam bem organizadas graças ao Bruno Guimarães. Fui tirando as coisas conforme a necessidade de vesti-las. Perfeito... nessas horas de tensão, quanto mais automático forem as coisas, mais fácil fica de executá-las.

Saí pro pedal e, ainda na área de transição meu irmão me informa que o GPS que estava levando para que as pessoas pudessem me acompanhar, estava desligado. Não pensei duas vezes, desocupei um dos únicos dois bolsos que eu tinha no top do triátlon. Quando olhei pro lado, o Guilherme já não estava mais lá. Eu saindo pro pedal com o aparelho na mão, olhei pro lado, vi o Bruno Guimarães e joguei o GPS pra ele.

No 4km olhei para o Cateye (o marcador de velocidade, ritmo e tempo) e o tempo estava marcando 4 horas. Zerei o marcador e continuei.

Minha estratégia era fazer uma parada no km 90. Onde pegaria, no Special Needs, as duas garrafas de ACCELERADE, os gels, os sanduiches, os NaDyn (capsulas de sal) e os Rocket Dyn (cápsulas de energético). Mas transformaram em 2 postos sendo um no km 45, outro no km 130. O que me obrigou a fazer duas paradas.

Na primeira delas, aproveitei para ir ao banheiro fazer um xixi básico. Mas como perdi mais de 1min30, resolvi que meu banheiro, a partir dali, seriam os postos de água. Pegaria duas garrafinhas a mais e molharia a roupa para não ficar sujo.

O ritmo que estabeleci estava muito bom. Não forcei muito com medo de quebrar e o vento não ajudou muito.

A primeira volta fiz com média de 31,5km/h, mas o ritmo baixou pra 30,5km/h na segunda. O ponto alto da prova é a passagem pela galera. Muito rápido, mas intenso.
No fim dos 180km deixei a perna soltar mais um pouco, para entrar na corrida mais leve. A dica do Dirceu foi muito boa mesmo.

Entrei na transição sem que as pernas estivessem inchadas.

A CORRIDA
Quando sentei pra trocar o tênis a primeira coisa que pensei foi: pronto, agora é um passo depois do outro e acabou. Só precisei vestir o tênis, comer um sanduiche, beber um Gatorade e tomar uma cápsula de sal e outra de energético. Pronto para os 42 kms.

A saída pra corrida é emocionante. Talvez a modalidade mais importante. As pessoas estão por perto, o contato é real, você toca nas pessoas e revê aqueles que estão lá para torcer por você. Consegui até dar um beijo na Nina, minha filha. Esse beijo tá rendendo história até hoje. Toda vez que dou um um beijo nela agora, ela diz.. “beijo gelado do Papai”. Lembrando do beijo que dei nela durante a corrida e que, com certeza, estava gelado. Afinal, a temperatura já começava a cair.

Na saída pra corrida revi todos que foram me ver e tive gratas surpresas. O Gil, o Saulo, o Bruno, o Carlinhos, o Fernando, O Rodrigo. Nossa, tinha muita gente dando força.
Os primeiros kms foram ótimos. Muitas pessoas gritando por você. O projeto ainda trouxe uma visibilidade muito legal e muitas pessoas desconhecidas gritaram pelo meu nome durante a prova. Isso dá um gás extra.

O ponto alto da prova são as subidas de Canasvieiras. Alto mesmo. As subidas que estão lá precisariam de uma corda de escalada. Se você ficar em pé, perpendicular ao seu pé, você tomba para trás, tamanha e a inclinação.

Passado o perrengue dessa subida, o caminho pega um longo trecho ladeira abaixo. A grande subida da ida vira uma descida de dar medo. As pernas já não estão tão firmes, eu mesmo não arrisquei descer correndo.

Mais uma passagem pela torcida e novo fôlego. Ver os familiares e os amigos é bom demais. Ainda mais nesse final, onde o que move é mesmo a emoção.

Parada no Special Needs para pegar mais gel, umas bananas passa, mais cápsula de energia e mais cápsula de sal. Nessa altura do campeonato o estomago já não aceita qualquer coisa. Na verdade ele não aceita é quase nada.

Mais uma volta. Nessa última a família já não estão mais no meio do circuito. Estranhei, mas entendi que eles estavam se locomovendo para a linha de chegada.

O estômago já não aceitava mais nada. Comi dois pedaços da banana passa e joguei fora. Achei melhor não forçar. Afinal, eram os últimos 10km. Pra quem já tinha nadado 3,8km, pedalado 180km e corrido 32km, era só o último suspiro.

O tempo todo fui olhando no relógio pra saber em quanto tempo iria fazer a prova.  A expectativa de fazer abaixo das 12h estava ficando cada vez mais viável. Estava com tanta folga de tempo que deu até para diminuir um pouco do ritmo na última volta.

Quando entrei na reta final já comecei a me emocionar. Todo aquele ano de treino, as dificuldades, os desafios, tudo estava há poucos kms de serem completados.

O Gui, meu irmão, meu brother, meu técnico, fiz um último kilômetro comigo e pedi que ele avisasse a Cacá que gostaria de cruzar a linha de chegada com ela, com a Nina e com ele. Afinal, foram os 3 que participaram de todos os momentos.

O momento da chegada é tão intenso que até aqui, relatando esses últimos momentos, volto a me emocionar.

Quando olhei para o pórtico, o relógio marcava 11h42min04 segundos. Me explodi de alegria e logo em seguida me emocionei muito. Todos aqueles momentos de dificuldade, de dedicação, estavam agora completados.

Quando cruzei a linha de chegada ouvi do locutor: número 1000, Eduardo Souza, parabéns, você é um IRONMAAAAAN!



PROJETO: Oakley

REALIZAÇÃO: IronMan Brasil / Latin Sports

PATROCINIOS: Companhia Atlhetica / K-Swiss

APOIO E PREPARAÇÃO: IronCoach / Active Sports / Latin Eco / INESP / Clínica 449 / Dynamica Lab / Marcelo Rocha Bike Fit

PRODUÇÃO: Tool Interativa / B de Vaca Filmes 

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FRIO NA BARRIGA - Se canalizada da forma correta, ...


Publicado por DUDA MOREIRA SALLES em 15/05/11 às 21:29 na(s) categoria(s) Todos posts
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UM PROJETO:    


Quem é atleta sabe como é aquela sensação de frio na barriga que dá minutos antes de um grande acontecimento. A entrada em campo, um arremesso livre, a largada de uma prova, não importa qual é o momento de tensão, o corpo reage da mesma maneira: frio na barriga, mão suada, boca seca, unhas roidas e um sem número de sintomas que pipocam.

Se o atleta souber canalizar esses minutos de tensão, esses sintomas todos podem se refletir em um melhor rendimento no início de prova. O importante desse processo é olhar para trás e ver que você fez tudo o que podia. Treinos corretos, alimentação balanceada, sono em dia. Se você é atleta e enxerga essa passado quando bate o nervosismo, concentre-se em tudo o que você fez até ali e BUM! Vai que vai.



Com 14 dias para o IronMan posso dizer que fiz tudo o que deveria. Ou pelo menos que o trabalho e a família permitiram. Não sei dizer ainda como será a prova, mas só de chegar em condições de competir já me deixa feliz.

No meu caso, a realização do MEU PRIMEIRO IRONMAN vai além dos treinos, da alimentação e do sono. Quando essa história começou, me propuz a relatar a rotina e a evolução desses 365 dias (confira no site www.meuprimeiroironman.com.br). É fato que não fui tão assiduo quanto gostaria. Mas, entre posts e treinos, fiquei com os treinos. Acho que todos entendem a decisão. Até porque o projeto vai além dos posts.

Formatar um projeto comercial, entrar em contato com empresas, com a mídia, com parceiros. Isso tudo também leva tempo. Mas posso dizer que há poucos dias do IRON, consegui atingir 95% da minha meta. Os últimos patrocinadores que passaram a compartilhar do desafio, viabilizaram os itens essenciais à realização da prova.

A Dynamic Lab é uma empresa de suplementos esportivos. Os produtos serão essenciais não só na preparação como no dia da prova. Companhia inseparável.

A K-SWISS (veja post da chegada do patrocinador), uma das principais marcas de TRIATLO do mundo, chegou à passos largos.Os Tênis de treino KEAHOU II, Tênis de corrida KWICKY BLADE-LIGHT, tênis de competição K-ONA que eles me mandaram são levíssimo e super bem arejados. No caso de provas longas essas são duas características fundamentais. Além dos tênis, recebi também roupas de treino e de prova.

Outra empresa que chegou com força total foi a OAKLEY. Além de viabilizar a bike, uma CERVELO P2 (veja aqui), e um vídeo que vai contar a saga do projeto, ainda foram generosos em mandar diversos equipamentos. Óculos (Jawbone, Radar e o sensacional Jury)  roupas, tênis, mochilas. Eu que já me identificava com a marca, passei a admirar ainda mais essa equipe.


Tudo nota 1000. E por falar em 1000, essa será também a minha numeração de peito no IRONMAN BRAZIL 2011 - o MEU PRIMEIRO IRONMAN. Um bom sinal de que, quando se faz tudo o que precisa, não há motivos para tanta tensão. É só olhar para trás e ver que está tudo, como diria meu avô, nos conformes.





PROJETO: Oakley

REALIZAÇÃO: IronMan Brasil / Latin Sports

PATROCINIOS: Companhia Atlhetica / K-Swiss

APOIO E PREPARAÇÃO: IronCoach / Active Sports / Latin Eco / INESP / Clínica 449 / Dynamica Lab

PRODUÇÃO: Tool Interativa / B de Vaca Filmes 
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MEU PRIMEIRO (E QUEM SABE, ÚLTIMO) IRONMAN - UM ...


Publicado por DUDA MOREIRA SALLES em 10/04/11 às 23:34 na(s) categoria(s) Todos posts
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Estava pronto para escrever sobre outro assunto, mas antes de começar a escrever, como de custume, fui conferir os últimos coments e me deparei com um que me chamou a atenção: "me desculpe, mas um verdadeiro IronMan nunca diria que é seu último IronMan". Resolvi escrever sobre outro assunto.

Não encaro esse post apenas como uma resposta ao autor do comentário, mas como resposta para mim mesmo. Afinal, minha vida de esportes sempre foi em período de colégio, quando as responsabilidades eram menores e os compromissos menos frequentes. Essa rotina de treinos tem me deixado beeem cansado.

Há que se deixar claro que além de marido e pai de família, sou Diretor de Criação de uma agência que possui um dos maiores clientes de marketing promocional do país. A demanda de trabalho e a responsabilidade que envolve meu trabalho são muito grandes e dependem muito da minha gestão. Soma-se a isso a família e os amigos e logo vem a pergunta dos conhecidos: "e que horas vc treina?"

A resposta é: há quase 11 meses, tenho feito treinos intensos sempre muito cedo. Lembro que comecei a treinar para o IronMan depois de 7 anos de sedentarismo. Ou seja, o que hoje considero um treino regenerativo (10km de corrida, 60km de ciclismo ou 1500 de natação), no começo eram coisas impossíveis de serem feitas.

Estou na 37 semana ininterrupta do ciclo de treinos e a linha de tendência de esforço ainda é crescente. Isso quer dizer que, até o momento de diminuir os treinos para chegar bem no dia da prova, ainda não vou ter alcançado o volume de alguém que já fez o IronMan.

Soma-se a isso, os gastos que se tem, em um único ano, para adquirir todo, eu repito, todo o equipamento de treino e prova. Que vão desde (acreditem) o tênis de corrida, até a bike de contra-relógio, que custa em torno de 10 mil reais. Roupas, suplementos, alimentação, equipamentos, provas, técnicos e preparadores físicos. Sem deixar passar em branco a cobrança da família (que vem sempre em primeiro lugar), em ter mais tempo com eles.

Não vou parar com o triaton, pode até ser que eu venha a fazer um 1/2 IronMan. Mas, se alguém me perguntar se quero fazer um segundo IronMan, minha resposta hoje é categorica: não!

Pode ser que, depois de me tornar um IronMan, eu, como diz o Carlos Galvão, diretor da prova, seja picado pelo bichinho do IronMan. Mas, hoje, eu repito: não faria um segundo IronMan!


Duda Moreira Salles
Pretendente a IronMan, criador e gestor do projeto MEU PRIMEIRO IRONMAN, Colunista do site Webrun, Diretor de Criação da Latin Promo, professor de redação publicitária, palestrante, Consultor de Projetos da Galeria a Casa da Luz Vermelha, Pai da Nina, Marido da Cacá, amigos dos amigos e, mesmo com essa correria toda, ATUAL PROFISSIONAL DE MARKETING PROMOCIONAL DO ANO PELO PRÊMIO COLUNISTAS BRASÍLIA.




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ROTINA DE TREINO. OU SERIA DE TRABALHO?


Publicado por DUDA MOREIRA SALLES em 06/04/11 às 00:16 na(s) categoria(s) Todos posts
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São exatos 0h01 do dia 6 de abril. Pelo visto, o treino de amanhã foi pro beleléu. Depois da corrida sem água de hoje de manhã (levaram as duas caramanholas na primeira volta de 3,5km) os 25km viraram 15km sofridos. O corpo está cansado, a mente cansada e ainda tem umas boas horas de trabalho antes de fechar tudo e ir pra casa.


Estamos há exatos 56 dias do IronMan Brasil e parece que o traballho e a família estão colocando os treinos dessa reta final à prova. Cada treino que fura me sinto culpado.


Tudo bem, tudo bem... eu sei que a meta é concluir o IronMan. Mas essa meta já passou. Isso já vai acontecer. Agora é um dilema pessoal pra saber em quanto tempo eu consigo fazer. E quero fazer o tempo mais baixo que eu puder. Porque vou te falar, é o MEU PRIMEIRO IRONMAN e último também.


A rotina de treinos, aliado à dura rotina de trabalho, coloca qualquer relacionamento em teste. Minha esposa que o diga. Nesses 10 meses de desafio nosso casamento já subiu na corda bamba 2 vezes. E o culpado é sempre o IronMan.


Depois desse projeto o triatlon vai continuar na minha vida. Mas se um dia eu quiser fazer um meio IronMan, vou ter que dizer que vou fazer uma prova de endurance, ou um 70.3. Se eu tocar no assunto IRONMAN, minha mulher pede demissão do casamento. É melhor não arriscar.





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VIDA DE IRONMAN É PURA CORRERIA


Publicado por DUDA MOREIRA SALLES em 22/03/11 às 12:13 na(s) categoria(s) Todos posts
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Quando me propus a fazer o IronMan, não tinha ideia do que estava por vir. Não estou falando dos 3,8km de natação, dos 180km de bike e dos 42km de ciclismo. Quando se treina para uma prova como essa, completar as distâncias é o de menos. O desafio fica por conta da rotina de treinos para conciliar família e treinos, trabalho e treinos, família e trabalho.


Quem está acompanhando os posts deve ter percebido que na semana passada não escrevi nada. É que, além de toda essa disciplina para organizar o dia a dia, ainda inventei de transformar essa saga em projeto. Quando família, trabalho e treinos consomem muito desse tempo, é natural que alguma questão fique em segundo, ou terceiro plano. Na semana passada, e no começo dessa semana, foi exatamente o que aconteceu.


A agenda cheia ficou por conta de uma série de atividades referentes ao projeto.


O pós carnaval foi marcado por uma forte gripe, que me tirou dos treinos por uns dois dias. O que, nessa altura do campeonato, é muito prejudicial à evolução dos treinos.


No sábado, dia 12 de março, o pessoal do INESP – Instituto Nacional do Esporte fez um teste de pisada comigo. Descobri que pé direito e esquerdo são bem diferentes. esquerdo é neutra, direita é supinada.


No domingo retrasado, dia 13 de março, participei de uma ação social na Ceilândia, uma das cidades satélites mais pobres do DF. O encontro foi em comemoração ao aniversário de 1 ano da ESCOT, uma escolinha de corrida para crianças carentes da cidade. O evento contou com a presença do padrinho ilustre do projeto: Ronaldo da Costa, campeão da São Silvestre em 1994 e recordista mundial da maratona de Berlin em 1998, com o incrível tempo de 2h06min.


A Clínica 449 de Nutrição esportiva, além de patrocinar o evento, arrecadou alguns tênis com seus clientes, para que os garotos pudessem dar os primeiros passos no esporte. (veja aqui o relato completo da ação).


A semana passada também foi bem movimentada. A rotina de treinos puxada, a família com muitos aniversários e o trabalho com muitas demandas me consumiram completamente.


Na sexta meu pai veio de São Paulo e os 14km de corrida se transformaram em 10km.


No sábado, voltei para o INESP, onde conclui o teste da pisada e fiz a palmilha para neutralizar a pisada do pé direito. Descobri que, muito mais do que dores nos pés, uma pisada defeituosa pode causar problemas no tornozelo e nos quadris. (veja o post completo sobre o teste de pisada no INESP)


Assim que saí do INESP fui para a casa do Tony, um aluno da Cia Athlética que convidou o pessoal da natação para uma última nadada longa antes da Travessia dos Fortes. Tudo bem que o lago não mexe que nem o mar,  mas a chuva contribuiu um pouco. Foi também o meu primeiro treino com o neoprene. Achei sensacional. Parece que estamos nadando em cima de uma prancha. Foram 3300m em 1h03. O melhor tempo de todos (veja o post completo do treino).


Os braços cansados sofreram um pouco no domingo durante uma prova de fast triatlo (750m, 20km, 5km), que foi seguida de um treino longo de 70km bike + 10km corrida.


O bom é que, mesmo depois dessa maratona de treinos, o corpo segurou bem a onda. Não fiquei morto de cansado. Pelo contrário, se precisasse treinaria mais um pouco. Méritos todos para o meu técnico, o Guilherme Salles da Iron Coach, que está dosando muito bem a relação entre a intensidade e o volume de treinos com o descanso.


Quando estava na metade do ciclo, lá por volta da semana 23, um atleta de triatlo me mandou uma mensagem sobre o volume de treinos. Ele dizia que desejava que meu técnico soubesse o que estava fazendo, pois nunca tinha visto um ciclo de treinos tão grande. Hoje, há pouco mais de 2 meses para a prova, vejo que tudo corre bem, mas que a correria só vai terminar no dia 29 de maio.

 

 

PATROCINIOS: IronMan Brasil / Latin Sports / Companhia Atlhetica
APOIO: IronCoach / Tool Interativa / B de Vaca Filmes / Active Sports / Latin Eco / Grupo Apoio de Fotografia
/ INESP / Clínica 449

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MEU PRIMEIRO IRONMAN NO GLOBO ESPORTE


Publicado por DUDA MOREIRA SALLES em 08/03/11 às 22:18 na(s) categoria(s) Todos posts
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Essa semana completei 33 anos de vida. E que boa vida. Descobri a paixão pelo esporte com 32 primaveras. Não que seja tarde pra isso. Mas convenhamos que não é lá tão comum.


Na sexta feira pré-carnaval me dei o dia de folga de presente. Na segunda fui descobrir que não foi a decisão mais acertada. Era para fazer 140km de bike, mas as duas pancadas de chuva no meio do caminho e o esforço físico do exercício fizeram aflorar uma gripe que estava pra chegar.


Masssss... como diz aquele ditado: há males que vem para o bem. No segundo dia de cama, recebi uma mensagem do André, repórter do Globo Esporte, me avisando que a matéria que gravamos na sexta-feira retrasada ia ao ar em 15 minutos.


Não precisa nem dizer que não consegui avisar todo mundo. Postei no Fcebook, no Twitter, liguei para familiares e técnicos. Mas alguns amigos ficaram sem ver a reportagem que vai abaixo.


(veja aqui a reportagem na íntegra)


A outra “boa notícia” da semana é que bati outra marca. Pedalei 131km. Tudo bem que era para ter feito 140km, mas a gripe que me pegou no meio do treino fez com que terminasse 9km antes.


A previsão de que faríamos os 180km no próximo final de semana pode não acontecer. Até porque, hoje recebi um convite do Fernando Carvalho, nutricionista 449. Domingo que vem faremos uma corrida beneficente junto com o recordista mundial de maratona, Ronaldo da Costa. Me senti lisonjeado!


Nos vemos semana que vem.  




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MARATONA DE TREINOS


Publicado por DUDA MOREIRA SALLES em 01/03/11 às 15:52 na(s) categoria(s) Todos posts
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Essa semana foi muito boa. Bati todas as minhas melhores marcas. Na terça fiz 90km com 34km/h de média. No sábado nadei 4000m no lago, antes de uma chuva que deixou a água mais mexida do que mar, e fiz em 1h34. No domingo o treino foi ainda mais puxado.

Era dia de Meia Maratona das Pontes de Brasília e meu técnico pediu que eu fizesse um treino de 60km de ciclismo antes da prova que estava prevista para largar as 7h30. Saí pra pedalar por volta de 5h50 e deixei toda a estrutura armada para fazer a transição com a prova já começada. Fiz o cálculo um pouco errado e cheguei para largada com 14minutos de atraso.

Do descer da bike até disparar o cronômetro da corrida, passaram-se 3 minutos. Nesse meio tempo troquei tênis, comi barra de cereal, tomei um energético e um copinho d'água. Uma verdadeira transição. Daí pra frente, foi muito bem.

Meu melhor peace em treinos tinha sido 6min/km. Completei a prova em 2h, mesmo depois de ter pedalado os 60km com média de 33km/h.

Para fechar a semana com chave de ouro, o Correio Braziliense fez a cobertura da prova dando destaque para minha participação (veja aqui a matéria na web).

Na sexta, quem resolveu cobrir o projeto foi o Globo Esporte. A matéria deve ir ao ar essa semana, pedi que, se desse, fosse transmitida na sexta, dia do meu aniversário.

Abaixo algumas fotos da 1/2 Maratona.







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RETA FINAL - Faltam 100 dias


Publicado por DUDA MOREIRA SALLES em 20/02/11 às 22:57 na(s) categoria(s) Todos posts
Essa semana atingimos uma marca especial. Faltam 100 dias para o IronMan Brasil. A proximidade com o evento me fez relembrar do início do processo.

As primeiras 8 semanas foram destinadas ao conhecimento do esporte, do corpo e suas limitações. A partir daí, mais precisamente em 27 de julho, começaram os ciclos de treinamento.

Fui buscar a primeira planilha para fazer uma comparação e pude perceber como a evolução dos treinos tem surtido efeito. Veja que, na primeira semana, a Percepção Seletiva de Cansaço Inicial (PSC Inc) e a Percepção Seletiva de Cansaço Final (PSC Final) foram altas, apesar das baixas distâncias e da baixa Percepção Seletiva de Esforço (PSE).


 


Veja que, em 30 semanas, a evolução aconteceu de forma vertiginosa graças a muitos treinos, muita dedicação e, claro, à toda equipe técnica do projeto.


Outros elementos fundamentais nesse processo foram o comprometimento quase que militar, a regularidade e a alimentação que entrou no projeto em janeiro.

Desde então são 7 refeições diárias, sendo 3 principais e 4 lanches intervalados. Uma rotina responsável pela perda de 3 quilos no último mês, sendo que, a substituição de massa gorda por músculo foi um pouco maior.

Essa semana foi um período de bater algumas marcas. Na terça-feira nadei 3.400m em mar aberto, em 1h13min. Recorde de tempo e distância, sem interrupções.

No domingo foram os 120km que percorri em 3h58min. Uma média de 30,1km/h, contando aí mais de 5 minutos para reabastecer as caramanholas. Se não fosse a bateria de alimentação receitada pela Clínica 449 (ver abaixo), com certeza tinha quebrado. As poucas 6h de descanso, as duas voltas pela subida para os condomínios na da Ponte JK e o vento contra, foram grande vilões.


# HIDRATAÇÃO:
- 2 caramanholas grandes (840ml) com GLICODRY (2 medidas em cada)
- 1  caramanhola térmica pequena com água .
- Beber a cada 15-20'.
- Utilizar estratégia do congelamento.

# ALIMENTAÇÃO:
- Carboidrato em Gel (1)- 45'
- Carboidrato em Gel (1)-  1º30''
-  Bisnaguinha (2) + Polenguinho LIGHT (1) - 2º 15'
-  Barra de Cereal (1) - 3º 00'
- Carboidrato em Gel (1)- 3º45'
>> NaDyn: 2 unidades a cada 60'

Após o treino:
-  MALTODEXTRINA (1,5 "medida do whey"), FRUTA (2) e WHEY PROTEIN (1 medida)
- Almoçar 2 horas depois

 

Ainda bem que a semana acabou!



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PRMOÇÃO NOTA 10. TREINOS NOTA 6


Publicado por DUDA MOREIRA SALLES em 13/02/11 às 22:23 na(s) categoria(s) Todos posts
Na quarta fechamos um parceiro muito importante. A partir de agora a Clínica de Nutrição Esportiva 449 passa a alimentar o sonho de completar o MEU PRIMEIRO IRONMAN (ver notícia completa aqui). Na quinta foi a entrevista na rádio Transamérica. Repercussão muito bacana.

Os treinos é que não foram lá essas coisas. A previsão do Técnico Guilherme era fazer 5600km de natação, 28km de corrida e 180km de pedal. Perdi 3200m de natação e 40km de bike. A natação furou por conta do trabalho. Essa semana foi o primeiro dia de aula da minha filha. Fiz questão de acompanhar, mesmo correndo o risco de perder a oportunidade de treinar no decorrer do dia. Não deu outra. A quarta-feira foi perdida.

No final de semana tivemos que inverter os treinos por conta de uma viagem pra Goiânia. Nesse troca-troca lá se foi o treino de natação.

Não mencionei, mas treino de musculação também perdi dois! Para quem está nessa rotina sabe que isso vai acontecer. Não pode é frustrar e querer compensar porque o corpo pode não aguentar.

Vale dizer também que o esforço da semana passada, e a falta de alongamentos, tem causado uma certa dor na panturrilha. O INESP fez uma analise e identificou que é falta de alongamento mesmo. Vou me policiar para ficar mais atento à esse detalhe.

Semana que vem volto pra dizer como foi!




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1/2 IRONMAN NOS TREINOS


Publicado por DUDA MOREIRA SALLES em 07/02/11 às 00:05 na(s) categoria(s) Todos posts
A notícia dessa semana é muito boa. Emplacamos uma matéria no Correio Braziliense e já recebemos convite para um bate-papo na Transamérica, próxima quinta-feira. Tudo correndo super bem, inclusive eu.


Esse final de semana, juntando sábado e domingo, fiz um 1/2 IronMan.

No sábado, chegamos no Parque da Cidade às 8h30 para encarar 26km. Neomar, meu parceiro de corrida, largou comigo. Nos 10km juntaram-se a nós o Alex e o Arthur. Neomar acompanhou até os 14km. Alex e Arthur, até os 20km. Os últimos 6km foram os mais sofridos. Não só pela solidão, mas porque o sol já tinha começado a subir e estava correndo a mais de 2h. Ao todo foram 26km em 2h50, com média de 9,31km/h. Não precisaria dizer que o final do dia foi uma seção de gelo no joelho.


No domingo a pauleira não diminuiu. Pelo contrário! As 7h20 da manhã estava saindo de casa e quando eram 7h50 estava dentro da água. Um treino de natação curto e rápido. Foram 1500m em 29 minutos, seguidos de um treino com o técnico de bike, dirceu.

Saímos da Cia Atlhetica as 8h40 cravados para 100km. Quando estávamos no km 60, quebrei. Fui descobrir só no final do treino que esqueci da suplementação correta. Dos 4 geis que deveria ter tomado, usei só 1. Pois é, esqueci mesmo. Pior do que isso, foi ver que além do sache, esqueci também de comer a futa de antes do treino.

No frigir dos ovos, a semana acabou bem. Amanhã é descanso e massagem. Essa semana teremos algumas novidades. Inclusive o técnico de natação específico e o nutricionista mais constante. Afinal, a partir de agora, a alimentação é um dos itens fundamentais.



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EXTRA, EXTRA: SEMANA FECHOU DE FORMA SENSACIONAL!


Publicado por DUDA MOREIRA SALLES em 30/01/11 às 19:44 na(s) categoria(s) Todos posts
A semana tinha tudo para ser muito boa. Depois de um treino regenerativo de segunda, nadei 4200m na terça, meu recorde até aqui.

A partir de quarta a coisa começou a ir ladeira à baixo. Depois do treino furado de quarta (é... de fato o pneu furou), da furada do treino de quinta (que acabou não rolando mesmo) e de 15km de corrida quase morrendo na sexta, tudo melhorou quase que num passe de mágica. Foi descer da esteira e meu telefone tocou. A Patrícia, repórter do Correio Braziliense, estava na porta da Companhia Atlhetica para fazer uma entrevista comigo à respeito do MEU PRIMEIRO IRONMAN.

Apesar do fotógrado Ronaldo (que era uma figura) ter me colocado pra fazer ainda mais exercícios, a entrevista foi muito legal. O Guilherme (meu técnico) e o Dirceu (meu preparador de bike) também participaram. O que era pra ser um bate papo, acabou durando 2 horas entre fotos e conversas. As fotos que vi na câmera ficaram muito legais. O resultado sai no Caderno de Esportes de terça. Semana que vem mando o link.

Se já não bastasse a boa notícia, o final de semana também rendeu. Sábado foram 3000m de natação em 1h02 e domingo é que veio a grata surpresa. As 8h da matina botamos o pé na estrada. O pé não, os pneus.

A programação era fazer um treino de subidas. Para quem conhece Brasília, sabe o quão inclinada é a subida da Barragem do Paranoá. Pois bem, para chegar até ela, resolvemos fazer o caminho mais longo: demos a volta pelo Setor de Mansões do Lago Norte. O detalhe é que, para chegar até lá, existem muitas outras subidas no caminho. Ainda assim, fizemos os quase 103km em 3h08, o que rendeu uma média de 32,69km/h. Nada mal para quem não fazia atividade física nenhuma à cerca de 8 meses.


Participaram desse treino o Dirceu (meu técnico de bike - que não saiu na foto porque precisou cortar caminho pra ficar com a família), o Gil Castelo Branco (@projetoiron - de vermelho) e o Sabiá (professor de Spinning - de azul)).







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FORÇA DUDA, FORÇA!


Publicado por DUDA MOREIRA SALLES em 23/01/11 às 23:11 na(s) categoria(s) Todos posts
Até aqui, os posts contaram o enredo do projeto. A partir de agora, vou relatar a rotina de treinos semanais. Para saber sobre o dia a dia das atividades, acesse o site do projeto (www.meuprimeiroironman.com.br).

Encerramos a 26a semana de treinos. Nos últimos 21 dias o Guilherme Salles, meu técnico, diminuiu o volume de treinos das modalidades e aumentou a quantidade e a intensidade dos treinos de musculação. A intenção foi fortalecer a musculatura dos membros inferiores para aumentar a velocidade de corrida e do ciclismo. Para se ter uma ideia, aumentei em 80% a quantidade de carga que levantava quando começou esse ciclo.

O reflexo apareceu esse final de semana. Depois de ficar infurnado na academia, fui pro lago e pra rua. No sábado o Guilherme me acompanhou no treino de natação em águas nem tão abertas. As braçadas no Lago Paranoá duraram 59 minutos e se estenderam por 3000 metros.


No domingo o treino foi mais puxado, mas mostrou que as seções de musculação surtiram efeito.

Os 59km foram percorridos em 1h42, com média de 32,8km/h. O técnico de bike, Dirceu Lobo e o IronMan Bruno Guimaraes, ajudaram a puxar o ritmo forte. O primeiro 1/3 do treino foi bem leve, com média de 28km/h. A partir daí o ritmo aumentou, quem não deu conta, ficou para trás.

Do pedal para a corrida. Também fiquei surpreso comigo mesmo. O GPS informava o peace cada vez mais baixo. O sol ardendo na cabeça e mesmo assim o ritmo continuou forte (ao menos para mim). Foram 15km em 1h28. Muito cansaço, mas satisfação lá em cima.





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A DECISÃO - O PRIMEIRO PASSO


Publicado por DUDA MOREIRA SALLES em 18/01/11 às 12:32 na(s) categoria(s) Todos posts
Tudo começou na linha de chegada do IronMan 2010. Meu nome é Duda Moreira Salles, sou diretor de criação da Latin Sports/Promo, consultor de projetos culturais, professor de redação publicitária e atual Profissional de Marketing Promocional do ano pelo prêmio Colunistas Brasília. Apesar da correria que é o dia a dia, resolvi encarar esse desafio. Estava há 7 anos sem praticar atividades físicas por conta de uma cirurgia no ligamento cruzado anterior que rompeu em uma partida de futebol, mas decidi que treinaria os próximos 365 dias para completar o IronMan 2011.

 

Para quem não sabe, a Latin Sports é a organizadora do IronMan e o Carlos Galvão, além de triatleta e diretor da prova, é também o Diretor geral do Grupo Latin. E foi na espera dos últimos colocados que alguém perguntou:

- Galvão, quanto tempo alguém precisa treinar para fazer um IronMan?

Com 6 meses de treino você completa a prova, respondeu Galvão. Bom, não preciso nem falar que a informação foi fundamental para que eu desse o primeiro passo.

Você pode nunca ter ouvido alguém dizendo que sempre sonhou em jogar bocha, ou um maluco dizendo que sonha em ser jogador de damas. Mas deve conhecer uma galera que sempre quis fazer triathlon. Eu sempre fui um desses e os 6 meses de treino me pareceram razoáveis.

Para você entender a loucura que foi a decisão, é importante saber que os treinos começaram com uma montain bike Caloi e um tênis completamente surrado. Além das condições precárias, não faltaram pessoas para me colocar para baixo. Afinal, é mais do que compreensível não receber os créditos quando você decide por uma insanidade dessas.

Solucionar esses contratempos foi uma questão de tempo. Aos poucos comecei a utilizar as ferramentas de trabalho para minar esses desestímulos e mostrar que o projeto era coisa séria. Criei um blog (www.meuprimeiroironman.com.br), montei uma página no facebook (facebook.com/MeuprimeiroIM), contratei personal e nutricionista. O compromisso trouxe o patrocínio da Companhia Atlhetica, mas foi a rotina de treinos que realmente fez as pessoas acreditarem que a loucura era séria.

De lá pra cá já se passaram 7 meses, ou uns 210 dias. Mas a corrida continua e, a partir de hoje, voltarei uma vez por semana para contar a rotina de treinos dos últimos 7 dias. Sempre que possível, uns dos treinadores ou o nutricionista assinarão comigo alguns posts. Então, fiquem ligados, assinem o RSS, me adicionem no Facebook e acompanhem os posts mais frequentes no próprio site do projeto: www.meuprimeiroironman.com.br. A presença e apoio de cada um vocês é fundamental para a conquista desse desafio. Sintam-sem parte dessa jornada.

Até semana que vem!



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PREPARE-SE, SEMANA QUE VEM SERÁ DADA A LARGADA DOS ...


Publicado por DUDA MOREIRA SALLES em 11/01/11 às 20:08 na(s) categoria(s) Todos posts
O IRONMAN é uma corrida contra o tempo. Para o publicitário Duda Moreira Salles ela começou com o final da etapa de 2010. O desafio é sair do sedentarismo e concluir a etapa brasileira do campeonato mundial, o IRONMAN Brasil, que acontecerá no último final de semana de maio de 2011. Os treinos já começaram e, com eles, a contagem regressiva. Acompanhe aqui um resumo semanal das atividades, deixe o seu incentivo, siga o atleta no twitter, no facebook ou em seu site www.meuprimeiroironman.com.br. Cada palavra de apoio é um fôlego a mais.








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