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DaniloBalu
São Paulo, SP

Recorrido

Recorrido

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Mais gente correndo significa melhores marcas?


Publicado por DANILO BALU em 24/04/12 às 00:36 na(s) categoria(s) Maratonas
Há um pensamento corrente que defende que com tantas provas a mais disponíveis, haveria mais corredores, e dessa massa sairia mais qualidade. Seria natural então que teríamos mais atletas e talentos. Mas será que isso ocorre?

Pra calcular algo assim, Graydon Snider, autor de um ótimo estudo, usou uma prova tradicional, a Tely 10 Mile Road Race, e mercado crescente (Canadá), que teve o boom que temos hoje no Brasil, só que algumas décadas antes.

Essa prova acontece desde 1922 com mesma distância e percurso quase inalterado (ah, a São Silvestre...). A população e a premiação pouco cresceram desde então, ou seja, estamos falando de um ambiente estável. Mas o que se observou? Que apesar de haver muito mais gente correndo, o número de corredores sub-1h00 nos 16,09km praticamente não se alterou. Ao menos nesse caso, não há correlação positiva de quantidade e qualidade. Desanimador para quem acha que nossa solução para um Brasil-potência–olímpica seja somente ter mais praticantes.



É apressado e pueril demais concluir isso, lógico, mas para encontrarmos qualidade há outras N variáveis que não apenas número de praticantes. O excelente estudo de onde tirei esses dados, me faz lembrar outro levantamento um pouco mais pessimista.

No estudo da inglesa BBC, há o inconveniente do ambiente não ser estável, mas ele compara o número de atletas de grande desempenho ao passar dos anos na Maratona de Londres. Mesmo com o explosivo crescimento de concluintes, o número de atletas que correm os mais de 42km em menos de 2h50 despencou. Em 1982, um 2h40 o colocaria em 457º, mas em 2008 você já seria o 184º. Em 1985, um 2h32:57 o faria o 385º entre mais de 20.000, porém em 2008 você seria o 83º entre 34.000!



Sim, o cenário mudou e há outras provas que agora concorrem com a maratona londrina, mas a corrida, para desespero dos mais românticos, vai tomando ares mais “fun” e menos competitiva onde quer que olhemos.

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Boston: calor e a perda de desempenho


Publicado por DANILO BALU em 19/04/12 às 01:22 na(s) categoria(s) Maratonas
A Maratona de Boston é a mais rápida dos EUA e muito provavelmente a mais rápida do mundo. A média de tempo dos seus concluintes é de arredondados 3h50. E o que aconteceu em 2012?

Saí pra pesquisar e cheguei que o tempo médio desta vez ficou em aproximados 4h20. Mais do que isso, o número de atletas sub-4h00, uma marca utilizada nos EUA pra comparar a velocidade de uma maratona, caiu drasticamente. Nos últimos 5 anos eles eram 68% dos corredores da prova. Em 2012? Apenas 40%!

O calor resultou numa queda tão drástica, mas tão impactante no desempenho que Boston que sempre foi disparada a mais veloz no critério “tempo médio”, não ficaria sequer no top-5 dos últimos 5 anos! Porcentualmente, esses 40% de sub4h00 ainda a fazem líder, mas em número absoluto ela cai do 1º lugar super isolado para um distante 3º.

A organizadora do evento (B.A.A.), sabendo o que se aproximava, anunciou que quem desistisse da prova, teria índice com validade estendida para 2013. 16% dos atletas sequer retiraram o kit (média histórica de 8%)! Dos que retiraram kits, 427 desistiram antes de correr, são esses poucos que parecem já ter vaga para 2013.

Outros 932 abandonaram a prova. 2181 foram atendidos em hospitais e outros cerca de 3000 foram atendidos fora deles. Esses números de atendimento, porém, apesar de altos não têm muito peso porque não há dados de edições passadas.

Não temos como fazer um cálculo exato da perda média de todos os corredores porque as metas eram absolutamente distintas e pessoais, mas falar em perda de 10 a 15 minutos já sabe-se agora que é pouco. A perda foi de cerca de 30 minutos lembrando sempre que a média era de 3h50. Assustador.

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Quer melhorar sua Meia? Treine para os 5km!


Publicado por DANILO BALU em 17/04/12 às 02:16 na(s) categoria(s) Maratonas
Um excelente texto do Amby Burfoot sobre treinamento para corredores de Meia Maratona!
A linha de pensamento dele é basicamente bem parecida com a do mais underrated treinador de longa distância na minha opinião: o britânico Owen Anderson, sempre presente no excelente portal Peak Performance On Line (HTTP://www.pponline.co.uk).

Owen Anderson defende que quem quer melhorar suas marcas nos 21km, deveria focar antes de tudo em treinos em velocidade de seu atual 10km, não em treinos mais lentos como Limiar Anaeróbio ou treinos longos. Como certa vez disse o ex-atleta Sebastian Coe, um dos maiores meio-fundistas da história: “treinos longos e lentos produzem corredores de longa distância lentos”. (*I've always felt that long, slow distance produces long, slow runners)

Então como deveriam ser os treinos longos de um meio maratonista? Se pensarmos que os treinos mais longos da Maratona giram na casa de 32-35km, temos que o maratonista tem que gerenciar os últimos 7-10km de prova. Mas uma coisa muito mais difícil fisiologicamente é você conseguir estender dos 32km aos 42km do que dos 11km aos 21km.

Para defender a tese de que treinos longos não são a melhor opção, Burfoot dá exemplos de profissionais de nível mundial (Galen Rupp e Mo Farah) que correram recentemente dos 5km à Meia Maratona. Pelas contas de Burfoot, baseado em quanto você desacelera o seu ritmo competitivo dos 5km aos 21km (e não o quanto você acelera da velocidade dos longos ao ritmo dos 21km), a Meia Maratona (em minutos por km) é muito mais próxima dos 5km que os próprios 42km. Mais precisamente, você perde 10% de sua velocidade. Porcamente dizendo, é mais fácil desacelerar bastante do que acelerar da velocidade de Longo à Meia.

A lição de casa com a qual eu não poderia concordar mais é: quer melhorar seus 21km? Treine pra melhorar seus 5km. A melhora na Meia será uma consequência mais do que natural. Vou mais longe, eu diria eu é inevitável.

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O maratonista Khannouchi se aposenta...


Publicado por DANILO BALU em 28/03/12 às 11:59 na(s) categoria(s) Maratonas

O maratonista Khalid Khannouchi (KK), ex-recordista mundial e um dos maiores da história se aposenta aos 40 anos. Ex-recordista mundial na Maratona, um dos 5 na história a repetir o feito, 4 vezes vencedor em Chicago, 1 em Londres, atual recordista mundial nos 20km e chegou a ter 4 das 5 melhores marcas de todos os tempos. Biografia completa dele no site da IAAF aqui.

Há uma interessante retrospectiva da carreira do marroquino naturalizado americano feita pelo sempre ácido Philip Hersh na seção
Globetrotting do Chicago Tribune aqui e também talvez um pouco mais técnica no Lets Run aqui.

Antes de virar uma estrela na distância, KK sofreu como imigrante marroquino nos EUA depois de brigar com a federação de seu país de origem. Talvez sejam os EUA o país que melhor recebe estrangeiros no mundo e foi lá tentando fazer a vida na América que ele virou um astro em seu esporte. Decidiu correr pelo novo país, apesar de não ter convencido o próprio Hersh que antes da fama de KK havia escrito
este belo texto aqui em 1998 contando detalhes saborosos do início de carreira do então marroquino.

Mas quantos são unanimidades o tempo todo? Nem KK. Hersh pegou pesado contra o atleta por faltar “guts” nem compromisso em determinados momentos. Para Hersh, KK não tinha o que sobra em outros atletas, como pode
ler neste texto aqui.

Khannouchi é humano como mostram alguns pequenos deslizes, mas correndo os mais de 42km, foi alguém mais do que fantástico. Fará falta.

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Uma corrida e três países!


Publicado por DANILO BALU em 21/03/12 às 20:08 na(s) categoria(s) Maratonas

Domingo agora corri uma prova bem charmosa, a Monaco Run. Largamos de Ventimiglia (Itália), passando pela França e terminamos no Principado de Mônaco. Três países em uma prova de 23,8 km. O mais curioso é que havia anos atrás uma maratona em Ventimiglia e outra em Mônaco. Mas pelo visto elas não se sustentaram.


Se o mercado brasileiro tem tanta dificuldade em criar uma maratona duradoura e de sucesso, talvez seja o caso de aprender um pouco com um mercado tão mais maduro e ver se ha espaço para cidades menores investirem em provas cujo atrativo seja justamente esse caráter itinerário de uma cidade (ou estado) para outra.

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As maiores Maratonas do muuundo em 2011


Publicado por DANILO BALU em 07/03/12 às 00:55 na(s) categoria(s) Maratonas
Posição, local e número de concluintes:

1. ING New York City 47.133 (*maior da história)
2. Bank of America Chicago 35.755
3. Virgin London 35.126
4. BMW Berlin 32.816
5. Tokyo Int’l 32.395
6. Paris 31.133
7. Osaka 26.175 (*1a edição)
8. Boston 23.913
9. Marine Corps (Washington, EUA) 21.042
10. Kobe 20.103 (*1a edição)
11. Honda L.A. (EUA) 19.902
12. Honolulu (EUA) 19.102
13. Naha (Japão) 17.060
14. ASICS Stockholm (Suécia) 15.470
15. Shonan Int’l (Japão) 15.278

6 nos EUA, 5 no Japão e 4 na Europa. Esse é quase o retrato fiel das Maratonas no mundo.
Nós e toda a América do Sul sequer aparecemos.

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O panorama da Maratona nos EUA em 2011


Publicado por DANILO BALU em 06/03/12 às 11:54 na(s) categoria(s) Maratonas

Foi publicado o ótimo relatório anual de maratonas americanas (Running USA's Annual Marathon Report) para o ano de 2011. Ele nos dá uma grande ideia do mercado de corrida porque avalia o que se passou no maior e mais maduro mercado do mundo. A diferença é que o que se passa no mercado de Meia Maratona pode ser bem aplicado para o resto do mundo, já a maratona envolve muitas questões culturais e preferências locais. Mas não deixa de ser interessante olhar para os números e ver o imenso tamanho do mercado deles. Principais pontos:

- O crescimento foi o menor dos últimos anos. Desaceleração? Temos que esperar mais um ano para confirmar. A saber: houve crescimento de 2,2% no número de concluintes (sempre de 2010 para 2011). Pra que saiba, o crescimento acumulado desde 2000 é de 47%!

- 518.000 concluintes apenas em 2011! O Brasil precisaria de mais de meio século para chegar a esse número;
- A divisão por sexo e idade permanece inalterada há anos. Maioria de homens (59%) e adultos (35-44 anos) como 32% dos concluintes;
- Há cerca de 720 maratonas nos EUA. 94 delas com mais 1.000 concluintes;

Abaixo as 15 maiores Maratonas dos EUA em 2011 (número de concluintes).

1 ING New York City 47.133 (maior da história)
2. Bank of America Chicago 35.755
3. Boston 23.913
4. Marine Corps 21.042
5. Honda LA 19.902
6. Honolulu 19.102
7. Walt Disney World 13.551
8. Philadelphia 10.267
9. Medtronic Twin Cities 8.534
10. Portland 8.461
11. Rock ‘n’ Roll San Diego 8.290
12. Chevron Houston 6.919
13. Grandma’s 6.337
14. Nike Women’s 6.108
15. San Francisco 5.989

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Dos 5km para a Maratona... quanta pressa!


Publicado por DANILO BALU em 17/02/12 às 12:57 na(s) categoria(s) Maratonas

O treinador Aulus Sellmer, sócio da 4any1 (SP), escreveu um lúcido artigo na revista Contra-Relógio de Fevereiro. Ele ficou espantado com “orientações” de treinamento para maratona que encontrou na Disney que defendia treinos de 30 minutos 2 vezes por semanas e longos não muito maiores que 1 hora. O autor? O renomado americano Jeff Galloway.

Não consigo pensar diferente dele. Hoje a pessoa começa a correr e já quer encarar a Meia do Rio da Globo em Setembro já olhando uma maratona internacional no ano seguinte. O cara compra uma bicicleta (ou bike) e já pede informações sobre o Ironman, um “short distance” parece que já não se caracteriza como esporte para essas pessoas.

Qual a razão de encarar uma maratona andando, se arrastando, comprometendo a corrida (e os joelhos) nos anos seguintes? Se houvesse critérios para definir quando algo virou moda e não estilo, essas seriam algumas delas.

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Pra correr bem tem que treinar. Muito!


Publicado por DANILO BALU em 30/01/12 às 11:20 na(s) categoria(s) Maratonas
O atletismo é um dos esportes mais justos que existem. Por quê? Ele devolve o quanto você o entrega. Se você treinar, se dedicar, não tem erro. Você ficará bom! Óbvio que isso por si só muito provavelmente não será suficiente para levá-lo a uma seletiva olímpica, mas ao menos no nível amador você será, sim, um bom ou ótimo corredor. É isso que muita gente de assessoria não consegue entender... para ser bom, tem que treinar. Muito. Um corredor bom que fala que treina pouco ou é mentiroso ou não é bom de fato.

É isso
o que comprova um excelente estudo com os atletas da seletiva americana para a maratona olímpica de 2004. Se você quiser ser bom a ponto de ser um dos pouco mais de 200 privilegiados (entre homens e mulheres) a se alinhar com reais chances de ser um maratonista olímpico, você vai ter que correr, mas treinar MUITO!

Dentre os atletas, os melhores (2h12 ou mais rápido) são mais baixos e mais leves (59kg x 66kg). Eles ainda correm mais por semana (156,5km x 145km) com um maior pico de volume semanal também. Mas o que mais chama atenção é o número de longões acima de 32km. Os melhores fazem MENOS que os que correm 2h20 na Maratona. Eles correm em média 8 contra 18 dos mais lentos! Por fim, os atletas correm cerca de 70% do volume mais lento que o ritmo de Maratona!

Pude conversar sobre esse estudo com o Claudio Castilho, treinador do E. C. Pinheiros e um dos melhores do país. Ele destaca o fato de 20% a 50% dos atletas não possuírem treinadores pessoais, mas utilizarem profissionais de fisiologia.

Para que esse estudo não vire receita de bolo, como eu mesmo vou fazer, ele reforça que a distribuição dos volumes pelas zonas de treinamento são bem diferentes das demais escolas de fundo. Mas em um ponto todos concordamos: há uma necessidade de tornar o atleta mais veloz nas distâncias mais curtas para se ter um bom desempenho na Maratona.
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Trials - Seletiva olímpica Americana


Publicado por DANILO BALU em 11/01/12 às 18:49 na(s) categoria(s) Maratonas

Não conheço a existência de alguma mensuração da cobertura internacional das principais maratonas no mundo, mas apostaria todas as minhas fichas como sendo:

#1: Nova Iorque
#2 a #5: (
fora de ordem) Chicago, Boston, Berlim e
Londres
#6: Paris

Então não deixa de ser sintomático da capacidade dos EUA em promover eventos quando temos que a seletiva olímpica americana para os Jogos de Londres será provavelmente uma das maratonas de maior cobertura deste ano. Se levarmos em conta ainda que eles possuem 5 medalhas (2 ouro, 2 pratas e 1 bronze), tamanha cobertura passa a ser ainda mais desproporcional.

O modelo americano é disparado o mais bem sucedido. O índice no feminino relativamente alto (2h46) permite que se classifiquem muitas mulheres (225). Já o masculino é mais apertado (2h19), mas ainda assim permite uma prova com 100 competidores, garantindo uma maratona de muito alto nível. A premiação é de muito respeito: U$50mil ao vencedor (U$40mil ao vice e U$30mil para o 3º) com um bônus de U$20mil entregues depois apenas quando o atleta correr a prova olímpica.

Tudo isso por si só já permitiria as condições pra fazer do evento um espetáculo esportivo. Mas outra qualidade deles é o de ativar bem o evento. Então ao longo das últimas semanas se repetem as histórias e reportagens de superação entre as americanas amadoras (sem chances reais) para alcançar o índice da seletiva (2h46).

Pra facilitar o acompanhamento do público, o percurso será em 3 voltas (como em Londres), exatamente no dia anterior à Maratona de Houston, uma das maiores do país, ou seja, local onde no final de semana do evento estará repleta de praticantes e fãs do esporte. Ou seja, não tem como não ser um evento de sucesso.

Não conheço muito bem o modelo adotado por outros países, mas nenhum tem hoje as condições de fazer da seletiva um acontecimento como fazem muito bem os americanos. Você não acha que seria o caso de tentarmos copiar parte dessa ideia?

Site oficial do evento:
http://www.houston2012.com/

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Maratonas e Marcas Esportivas (América do Sul)


Publicado por DANILO BALU em 10/01/12 às 12:31 na(s) categoria(s) Maratonas

Pelos números podemos concluir que a Maratona é um fenômeno fortemente americano e europeu. É acompanhado pelos japoneses que melhoram os números asiáticos. Nós, latino-americanos, somos meros coadjuvantes no cenário global e temos o consolo de saber que os africanos apesar de ganhar as provas são nulos nas estatísticas. Alguns números:

- Os EUA (#1) têm 2,5x mais concluintes que o #2, o Japão. Esses 2 somados têm mais concluintes que do #3 (Alemanha) ao #30 (Irlanda do Norte) também somados;
- O Brasil é o 1º da América do Sul na 24ª posição seguido de perto pelos hermanos (#25).

Enquanto EUA e Europa têm mais de 400.000 concluintes cada, a América do Sul tem humildes 25.000. Somando-se temos que ASICS é a #1 globalmente, seguida pela adidas, a número 2. Brooks e Nike seguem um pouco mais de longe. Vêm depois (fora de ordem) Mizuno, New Balance, Salomon, K-Swiss, Saucony, Puma e Spira que têm todas números “de respeito”.

Voltando aos números sulamericanos:

(Marca; Número de Provas, Concluintes, Porcentagem do total de corredores)

adidas
                   6            13793           53,6%
Olympikus             1              2741           10,7%
Saucony                1                400            1,6%
Salomon                1                391            1,5%
New Balance         1                352            1,4%
ASICS                    1                187            0,7%
N/C                         4              7871          30,6%

 

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Maratonas e Marcas Esportivas (EUA)


Publicado por DANILO BALU em 09/01/12 às 10:21 na(s) categoria(s) Maratonas

Os EUA possuem quase 410.000 pessoas em Maratonas com mais de 300 concluintes ou com marca esportiva patrocinadora! É um número impressionante! Há um total de 102 provas espalhadas pelo país e, destas, há 8 com mais de 10.000 concluintes (número à toda a Europa), 6 com mais de 20.000 e 35 provas maiores que nossa maior maratona (São Paulo). Impressionante.

Nos EUA mais da metade das provas estão sem marcas esportivas (outra característica que deve ser particularidade do mercado). Mas outros números chamam atenção:

- A Brooks depois que passou a ser parceira da Rock n´ Roll Marathon ganhou um peso considerável. A parceria é relativamente nova, então é interessante ficar de olho;
- A ASICS mantém sua força global, juntando-se com os números europeus é disparada a marca #1 em maratonas;
- Nike e adidas entram em poucas provas nos EUA, mas nas grandes.
- Mizuno, Salomon, PUMA, Diadora e Pearl Izumi inexplicavelmente 100% fora. Não entendi.

(Marca; Número de Provas, Concluintes, Porcentagem do total de corredores)

Brooks                           17                68.327             16,8%
ASICS                             8                61.225              15,0%
New Balance                  5                13.098               3,2%
adidas                            3                 45.065             11,1%
Nike                                3                42.004             10,3%
The North Face               3                 1.414               0,3%
Spira                               2               17.187               4,2%
Under Armour                 2                 9.652               2,4%
Saucony                          2                6.130               1,5%
K-Swiss                           1              22.580                5,5%
KARHU                            1                2.155                0,5%
Reebok                           1                   303                0,1%
montrail                          1                    58                 0,0%
N/C                                53             118.576              29,1%

 

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Maratonas e Marcas Esportivas (Europa)


Publicado por DANILO BALU em 06/01/12 às 10:58 na(s) categoria(s) Maratonas

No final de 2011, após ler uma pesquisa bem incompleta sobre patrocínios de marcas esportivas em maratonas ao redor do mundo, resolvi com a ajuda do Gabriel Sisti e do Nelson Evêncio fazer um levantamento por conta própria. Vou separar aqui no blog em 2 posts dados dos 2 grandes centros, EUA e Europa.

As provas listadas foram apenas as que atingiram pelo menos 300 concluintes ou que necessariamente possuíam um patrocinador de marca esportiva. Nessas condições há na Europa o incrível número de 184 maratonas (e pensar que uns 95% dos brasileiros se concentram em meia dúzia delas...). Mais:

- 48 destas não trabalham com nenhuma marca de tênis;
- França (36), Alemanha (32) e Itália (27) são disparados os 3 países com mais provas;
- São 8 as provas com mais de 10.000 concluintes e destas 3 têm mais de 30.000;
- 36 provas europeias são maiores que nossa maior maratona (São Paulo);
- São mais de 465.000 corredores completando essas 184 maratonas europeias.

Abaixo há o ranking completo:

(Marca; Número de Provas, Concluintes, Porcentagem do total de corredores)

ASICS                 44            150.435       32,3%
adidas                 24           125.729       27,0%
Mizuno                12            40.733        8,7%
Salomon             12              7.609         1,6%
Nike                    10             21.257         4,6%
New Balance        9              4.870         1,0%
Saucony               7            13.993         3,0%
Brooks                  6              3.384         0,7%
PUMA                   5              7.951         1,7%
Diadora                2              2.506         0,5%
K-Swiss                2              2.187         0,5%
Pearl Izumi          1              1.343         0,3%
Under Armour      1                 958         0,2%
Reebok                1                  422        0,1%
N/C                     48             82.373      17,7%

Comentários:
- Esperava um número menor de provas sem patrocinadores o que pode indicar uma característica local do mercado;
- Fiquei surpreso com o baixo número das americanas Nike e Under Armour;
- Interessante investida da Salomon que foca nas maratonas trilheiras.

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Leituras de 4a feira - edição Maratona e Jogos ...


Publicado por DANILO BALU em 07/12/11 às 16:09 na(s) categoria(s) Maratonas

A Grã-Bretanha já definiu 19 atletas de diversas modalidades para representar o país em Londres/2012. Da lista, 3 são maratonistas: Scott Overall, após bela estréia em Berlim/2011, a recordista mundial Paula Radcliffe e a eterna esperança Mara Yamauchi.

A CBAt de forma planejada e democrática muda de cima para baixo e de repente
os critérios para quem vai para Londres/2012. Conforme decisão de seu Conselho Técnico, agora os atletas top 10 no Ranking Mundial de 2011 têm vaga garantida. No caso da maratona vão os 30 primeiros do ranking mundial. Assim temos: Bruno Lins (10º nos 200m), Fábio Gomes (7º no salto com vara), Mauro Vinícius da Silva (10º no salto em distância), Ana Cláudia Lemos (8ª nos 200m), Fabiana Murer (2ª no salto com vara), Maurren Maggi (6ª no salto em distância) e Marílson dos Santos (21º na maratona).

Sem vaga garantida ainda, Keila Costa (triplo), Jefferson Sabino (triplo) e Lucimara Silvestre (22º do heptatlo) não devem ter muitos problemas em garantir suas vagas. Os 2 revezamentos 4x100m também não, sendo que os 2 têm chances (bem pequenas) de brigar por medalhas.

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De negros correndo nos EUA e preços de provas


Publicado por DANILO BALU em 29/11/11 às 17:58 na(s) categoria(s) Maratonas

Com o perdão do trocadilho, vivo em dias corridos…. Espero que normalize até o final da semana. Então vou “enganar” vocês e deixar 2 sugestões super recomendadas. A primeira é um longo e interessante artigo que tenta entender o porquê da corrida ser um esporte predominantemente branco nos EUA. Os negros dominam o atletismo, mas são minoria entre os amadores na corrida de longa distância. Infelizmente está apenas em inglês. Clique aqui.

Outro link é um vídeo que é obrigatório para quem reclama dos preços das provas no Brasil. São inflacionados? Com certeza! Mas a precificação tem (muita) participação e contribuição do corredor/consumidor. Mas a corrida SEMPRE vale mais do que pagamos.
Veja o vídeo aqui. Mesmo que não entenda inglês, é fácil acompanhar o raciocínio.

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Ainda sobre a Maratona nos dias de hoje


Publicado por DANILO BALU em 25/11/11 às 10:10 na(s) categoria(s) Maratonas
Ainda na discussão do incrível nível dos maratonistas na atualidade, algo quase sem precedentes no esporte, fui lendo alguns números interessantes. Apenas 6 semanas depois do queniano Patrick Makau quebrar o recorde mundial na distância, seu compatriota Wilson Kipsang ficou a 4 segundos da marca em Frankfurt (Alemanha).

Os quenianos, aliás, ganharam TODAS as grandes maratonas no mundo. Todas. Sem exceção. As 6 mais importantes (Nova Iorque, Boston, Chicago, Londres, Paris e Berlim), além de Amsterdã e Roterdã (esta um antigo palco de recorde mundial). Levaram também a do Mundial em Daegu (Coréia do Sul) e a dos últimos Jogos Olímpicos (Pequim/2008). Os vencedores bateram praticamente todos os recordes dessas provas.

Os 20 melhores atletas e as 24 melhores marcas são quenianos. O primeiro intruso é nosso Marílson Gomes dos Santos. E o primeiro vencedor não-queniano de uma maratona de expressão é o etíope Bekana Daba (26º, vencendo a de Houston em 2h07:04).

Outra estatística assustadora. O recorde mundial de 10 anos atrás não é mais garantia de ser um top10. Se antes havia 5 sub-2h07 por ano, em 2011 são 25, 20 em 2010 e 19 e 2009.

Incrível!
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Kipsang e a Maratona de Frankfurt


Publicado por DANILO BALU em 04/11/11 às 07:57 na(s) categoria(s) Maratonas

Domingo rolou a Marine Corps Marathon (Arlington, EUA), uma das maiores maratonas do mundo, mas a maratona que ganhou manchetes foi a Maratona de Frankfurt. Por quê? Por causa do queniano Wilson Kipsang.


Na edição do ano passado a meta dele era bater seu então recorde pessoal (2h07:10) e a meta mais agressiva era a de bater o da prova (2h06:14). Ele foi lá e correu 2h04:57, a 8ª melhor marca da história. Antes da edição deste ano, na coletiva de 5ª, quando perguntado sobre sua meta, ele foi super simples dizendo que esperava bater seu recorde pessoal e a meta agressiva era a de bater o recorde mundial! Simples e direto assim.


E como ele foi? Kipsang surpreendeu o mundo correndo 2h03:42, ficando a 4 segundos do recorde mundial! Para ver o final da prova e o belíssimo cenário da chegada, veja esse vídeo (narrado em alemão). Caso prefira não ver tudo, adiante para o 11:30.

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Leituras de 2a feira


Publicado por DANILO BALU em 10/10/11 às 11:56 na(s) categoria(s) Maratonas
Ontem foi a Maratona de Chicago, uma das 6 “grandes”. A prova é sensacional, mas costuma há muitos anos prometer mais performance do que entrega. Se você se empolgou em corrê-la, talvez fique ainda mais animado ao ver esse vídeo da Nike com o percurso.

Aos corajosos que correram a Maratona de Buenos Aires, deixo
um vídeo emocionante que a adidas fez para a prova de Santiago do Chile de 2008 e veiculou na mesma noite da prova. Sensacional!

Uma das principais maratonas da Espanha, a de Valência, está com
um viral muito legal onde jornalistas “flagram” um misterioso corredor que corre sobre as águas. Veja aqui. Antes, eles começaram essa campanha com um vídeo “amador” de uma família. Pra que você possa estufar o peito e gritar “Brasil-sil-sil”, saiba que bem antes a Nike fez aqui algo parecido na USP em um projeto que não vingou.

E para você que correu qualquer maratona, não nos encha o saco se vangloriando.
Ninguém quer saber, afinal, não há nada de tão especial assim.

Há ainda muita vida inteligente na corrida! Um dos conselhos mais equivocados que surgiu até hoje, o de bebermos água ANTES da sede já causou estrago demais. Um texto da Runner´s World quantifica os casos de hiponatremia (resultado dessas dicas erradas) enquanto outro do New York Times tem a coragem de dizer o óbvio: a sede é um excelente indicador, não precisamos estar à frente dela!

Para a mulherada corredora, uma empresa americana tem uma coleção de calcinhas (comportadas!) com peças que servem para qualquer dia de sua agenda de treinos. Tem pra tiro, pra longão, pra descanso...
Veja aqui!

Esqueça o feminismo por uns instantes. Essa é a ideia da tradicional corrida onde os competidores devem carregar as mulheres. O vencedor ganha o prêmio em cerveja no peso da mulher.
Aqui fotos da edição americana que classifica para o mundial que acontece sempre em Sonkajärvi (Finlândia). Mais informações do Mundial você encontra aqui.
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