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DaniloBalu
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Recorrido

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Estamos exagerando com a recuperação?


Publicado por DANILO BALU em 16/04/12 às 03:31 na(s) categoria(s) Fisiologia e/ou Treinamento, Nutrição
Um artigo muito, mas MUITO interessante na Outside! A teoria é daquelas que nos faz repensar se as tendências estão realmente apontando para o que deveria ser o caminho certo. Lendo o texto lembrei-me muito de um de meus melhores professores, grande estudioso de Bioquímica, sobre um tópico que carrego comigo até hoje.

O aumento na produção de radicais livres é entre tantas outras coisas, um indicativo que o corpo precisa se adaptar à maior demanda energética imposta pela atividade física. Ou seja, reduzir sua presença com suplementos, seria como tirar do organismo esse indicador de que é preciso adaptação à tal demanda. Porém, a suplementação com antioxidantes para combater radicais livres virou mania mesmo sem comprovações, já que não há nada conclusivo que justifique seu consumo.

É isso que falava meu professor e é isso o que alerta o artigo em questão: não estaríamos tendo uma overdose de recuperação artificial ao estresse do treinamento?

A teoria é simples: treinando, estamos avisando ao corpo que precisamos de adaptações fisiológicas que o farão mais forte e mais resistente. Ele precisaria aprender a “se virar” sozinho, nada de parafernálias como câmeras hiperbáricas ou banheiras de gelo. O corpo teria que aprender a lidar com o desgaste (e supercompensação) pós-treino sozinho.

E no quê se baseia quem propõe essa mudança de olhar sobre a teoria do treinamento? Um estudo japonês de 2006 encontrou indícios de menor adaptação (ganhos de força) em quem usava crioterapia (imersão em gelo) pós-treino. Outro. Um professor australiano corrobora o que dizia meu professor, muito antioxidante tira nossa capacidade natural de se adaptar ao aumento de radicais livres. Aos adeptos desses suplementos, ele e 23 outros estudos apontam essa interferência de adaptação ao treinamento!

A teoria de um fisiologista inglês é que o atleta no longo termo acaba perdendo adaptações que viriam sem o uso de parafernálias. E o que fazer?

Tudo é teoria, mas para quem treina diariamente, a crioterapia deveria se limitar às vésperas de competição (fase de polimento). E para quem treina menos que isso, relaxe!, você não precisa de nada disso. Da minha parte, não consumo suplementos de antioxidantes, fico com o consumo regular (diário) de frutas.

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