Harry Thomas Jr. é um apaixonado por esportes. O paulistano compete desde 1995 e já completou 17 maratonas, sendo três sub 3 horas: São Paulo (2h59min30), Nova York (2h58min20) e Blumenau (2h58min10). O Administrador, é sócio e Publisher do Webrun.
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São Paulo - (1/2 de maratona...) – E no treino #9, agora pela manhã para a K42 Salomon Adventure Marathon, foi rodagem de 21 km em 1h59min58 com média de 6min/km.
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São Paulo - (1/3 de maratona...) – E no treino #6, agora pela manhã para a K42 Salomon Adventure Marathon, foi rodagem de 14 km em 1h12min44 com média de 5min11s por/km.
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São Paulo - (a primeira vez a gente nunca esquece...) - E sábado pela primeira vez na vida fiz um treino duplo, que na verdade foi uma pequena simulação do que me aguarda no Desafio Nike 600k SP-Rio. Pelo aperitivo já sei. Não será nada, nadinha fácil correr picado por três dias.
As 7h15 da manhã eu e outra integrante da gloriosa equipe Imprensa, a Yara Âchoa, já estávamos em Aldeia da Serra, com temperatura propícia (17ºC) e uma névoa bacanuda que não fazia eu esquecer que estava na serra, como o próprio nome da Aldeia diz, com seus 1.100 metros de elevação acima do nível do mar.
Alongamento feito. Fomos para o treino. E volta o velho chavão de que na corrida como na vida estamos sempre aprendendo. E no caso da corrida quando damos uma bola fora o aprendizado se dá invariavelmente sofrendo. Começamos a correr. Os atletas que estão selecionados pelo técnico Mario Sergio, defendendo as cores da Run&Fun soltam a bucha.
Eu na minha ansiedade, ou pior, na ignorância que a ficha não caiu que “envelhecemos” como disse meu guru no treino o Roberto Ferreira (editor da antiga Running Brasil), que também fará os 600k pela Run&Fun, soltei o freio logo no começo.
Burrice porque, segundo me alerta Robertinho nos primeiros metros, vamos e voltamos pelo mesmo percurso. Serão 12k com muita subida e descida. Vou descendo e sempre lembrando que na volta eu subiria, mas me sinto bem e vou. Mas logo nas subidas mais íngremes vem uma constatação. Estou quebrando na subida.
O percurso usado pela equipe é bem aferido. Isso, percebi quando o GPS marcou 6km e em seguida vejo os integrantes do staff da equipe. Abasteço com o santo isotônico e volto, sempre solitário pela estrada de terra. Minha única companhia são alguns caminhões que por grande azar trafegam com a mesma velocidade que eu, ou seja, se passo era capaz de ser atropelado, se fico atrás, vou respirando óleo.
Penso: “o peixe morre bela boca”, ao tomar a última baforada de diesel. Olho para o cronômetro nesta hora. O marcador não poderia ser mais hilário: 33min33. Lembro de Cristo na cruz, e ultrapasso aquele caminhão azul que fica definitivamente para trás.
Volto para o asfalto e lá pelo 9k vem à subida. E eu quebrando. Sinto que vem gente atrás. Era Robertinho e a Tâmara Kladt (que fará os 600k, também), impávidos e constantes. Robertinho com que tenho a honra de ser seu colega e por que não dizer amigo há quase 15 anos me dá um pito que veio a calhar. Ele põe a mão na cabeça como quem diz, corrida é cabeça, concordo, agradeço, e vou no vácuo.
Mas a cabeça da lebre aqui teima em querer ficar para trás. Os dois me incentivam e vamos juntos até o final. Apesar de sofrer fico contente. A volta ficou 56 segundo mais lenta do que a ida, ou seja, corri de certa forma constante.
Chegamos a USP as 10h30 e friozinho da serra já tinha ido para o espaço. Agora tínhamos 23ºC e mais 10 km com Biologia para ser feito. Vou começar a correr e o Garmim pede para eu apagar algumas corridas, perco um tempo no qual fico para trás, saio forte – novamente – mas para buscar o Robertinho. Lá pelo primeiro quilômetro emparelho com ele. Junto, não Tâmara, mas uma loirinha de olhos azuis parecidos com um Huski Siberiano, agora, é a sua nova parceira. Eu já estava na cola desta loirinha desde a Meia das Pontes, embabascado com sua passada.
Apelido ela de queniana, devido à plástica de sua passada. Pode ser heresia ou não, mas sua passada me faz lembrar o etíope Haile. Vamos juntos até ... a Biologia... quando começo a sobrar (ou seria faltar) na celebre subida. Dez, 50, 100 metros e vou ficando para trás. Subo o quilômetro biológico em 5m40. Acabado o perengue vou a caça da dupla que me fazia companhia. Alcanço os dois na FEA, grito se são 8 km (não sei da onde tirei essa distância), ele me responde com as mãos: o treino é de 10k. Penso: vou parar, e não paro. Deixo o quilômetro 9 km para trás.
Na descida que avistamos a Reitoria saio em disparada, consigo colar no meu amigo e na queniana de passada bonita. Os dois chegam a uns 10 segundos na minha frente e esse que vos bloga chega para completar 22 km de seu primeiro treino divididos por seções.
Fico feliz, bem ou mal, corri as duas pernas em um tempo bacana e com sensação de missão cumprida.
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