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Redação Webrun

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PERFIL

O blog da redação é um espaço aberto para nossa equipe de jornalismo contar aqui algumas curiosidades que acontecem no mundo da corrida.

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Desafio Pharmaton – Dia 4


Publicado por PAULO BARROSO GOMES em 16/05/12 às 17:46 na(s) categoria(s) Desafio Pharmaton
Rodagem invernal

Se você leu o título rápido e entendeu “infernal”, não está tão errado assim. Para mim, se existe um inferno, ele é extremamente gélido, não quente. Quando temos temperaturas extremas aqui no Brasil, sofro muito mais com o frio do que com o calor. Mas estou divagando, o que quis dizer foi invernal, de inverno mesmo.


Perto de casa estava assim
Foto: Luidger/ Licença Creative Commons

Sei que estamos no outono. Mas quando saí de casa para ir ao Ibirapuera na madrugada/manhã de ontem, a temperatura era de inverno europeu. O termômetro que marcava 15°C certamente estava quebrado, estava muito mais frio do que isso! E lá fui eu, de shorts, enxergando uma paisagem glacial onde antes havia asfalto.

Mais uma bronquinha para a coleção- Já sob a luz do dia, cheguei ao Parque e cumprimentei o treinador Leandro Castro. “Por onde você andou?”, questionou ele com uma expressão de desapontamento, em referência às minhas ausências na semana anterior. “Sábado eu fui lá na USP”, desconversei, o que me fez lembrar que na ocasião eu tomei outro puxão de orelha, do Cláudio Castilho.

O treino do dia era de rodagem.  Cinquenta minutos, dizia a planilha de treinos. “Pode ir”, autorizou Leandro. Fui. O frio opressivo de meia hora antes já estava mais agradável e com poucas passadas me senti melhor. A baixa temperatura, somada à intermitente chuva fina da véspera, afugentou a maior parte dos corredores que frequentam o parque.


Não é o Ibirapuera, mas estava bem parecido...
Foto: dirtyboy7/ Licença Creative Commons

Com isso, não foi necessário desviar ou alterar o ritmo por conta dos outros atletas. O caminho estava bem livre e o frio ideal para um bom desempenho. As ruas quase vazias do Ibira sob aquele céu nublado, folhas secas no meio-fio e árvores com coloração opaca criaram um visual belíssimo e inspirador para o treino.  

Consegui desenvolver minha corrida numa boa, sem complicações. No final, cheguei bem próximo dos dez quilômetros em pouco mais de cinquenta minutos, o suficiente para me deixar de bom humor pelo resto do dia. Até o próximo treino!
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Problemas Fila Night Run


Publicado por Eliana Maria do Nascimento em 15/05/12 às 18:58 na(s) categoria(s) Todos posts
Eu sou Eliana Nascimento e desde 2008 estou no Ramo de Corrida de Rua, antes eu trabalhava com organização de eventos e hoje estou trabalhando no portal Webrun na Área Comercial das Inscrições Online.

Há um ano comecei treinar e participo de alguns eventos, ainda não sou uma corredora, mas estou tomando gosto pela corrida.

No último domingo dia 12/05,  participei da Fila Night Run no Autódromo de Interlagos, corri os 5Km.

Cheguei no local do evento, fui até o guarda volumes que fora montado num local longe de toda concentração do evento. Faltava uns 8 minutos para largada, então guardei meus pertences e fui caminhando até o local da largada, cruzando uma parte do percurso. Ouvi algumas pessoas falando que estava muito trânsito, e muita gente ainda estava por vir.

Então a organização anunciou que atrasariam a largada em 20 minutos, fiquei esperando e vendo que fora montado um palco, pois depois da corrida teria um Show para os atletas (eu particularmente não fiquei).

A princípio tudo certo, quando cruzei o tapete tinham alguns staffs no meio da largada segurando os tapetes para ninguém tropeçar, o percurso eu achei ruim e mal iluminado. Tinham alguns pontos de iluminação, sendo um longe do outro e isso dificultou muito.

Nos 300 metros da chegada, havia alguns staffs orientando os participantes dos 5Km para esquerda e os participantes 10Km para direita, para a segunda volta até completar o percurso dos 10Km. Achei isso uma bagunça, afunilou a chegada dos 5Km,  então concentrou muita gente no pórtico da chegada, dificultando as pessoas passarem pelo tapete. Parei de uma vez ao cruzar o pórtico, pois havia muita gente ali na dispersão, algumas pessoas estavam esperando amigos, esposas, maridos, etc.

Peguei minha medalha, meu lanche e fui embora, foi onde veio a surpresa maior.

Para pegar os meus pertences que estavam no guarda volumes, precisei atravessar parte do percurso, onde ainda havia atletas completando a prova e não era só eu, havia muita gente indo para o guarda volumes e atrapalhando o pessoal que ainda estava no percurso. Muita gente reclamou disso.

Por fim a prova foi legal, o kit era legal só foi mal organizada a montagem da arena, eles poderiam ter estudado melhor sobre a arena. O local era grande e não precisava causar transtorno para ninguém.
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Desafio Pharmaton – Dia 3


Publicado por PAULO BARROSO GOMES em 14/05/12 às 20:22 na(s) categoria(s) Desafio Pharmaton
Treinão oficial

Agora é para valer! Sábado foi dia do primeiro evento oficial do Desafio Pharmaton, reunindo os cerca de 300 corredores das oito assessorias participantes. Quando meu despertador tocou às 5h30, confesso que pensei “socorro!”, mas levantei empolgado para queimar o chão.

O treino era na USP e acontece que a Cidade Universitária é imensa. Já estive lá inúmeras vezes pelos mais diversos motivos – acadêmicos, profissionais, esportivos e lazer – mas é notável a dificuldade que tenho para me localizar bem por ali.

O convite para o treinão dizia que o ponto de encontro era a casa do remo na raia olímpica da USP. “Simples”, eu pensei. Para mim era fácil, afinal tinha estado exatamente no mesmo local menos de uma semana antes, para a cobertura da segunda etapa do Troféu Brasil de Triathlon.

Enganaram-me- O acesso para um pedestre à USP não é muito simples, principalmente porque tudo lá dentro é longe. Cheguei em cima da hora, já meio correndo. No caminho para a casa do remo eu vi algumas vans de assessorias estacionadas, então não me preocupei, poucos minutinhos não iriam pesar. Mas a vida está sempre me lembrando de como eu posso estar errado.


É logo ali
Foto: Benjamin Earwicker

Não tinha ninguém na tal casa do remo. Ok, tinha, mas nada parecido com 300 corredores reunidos e uniformizados. Fiquei atônito, pensando se tinha errado o dia, o horário. Perguntei para a moça da guarita e ela indicou que era no final da raia. No final das contas andei mais de dois quilômetros até achar o lugar correto.

Atrasado e esbaforido, avistei a multidão. Ainda não estavam correndo, bom sinal. Deu tempo de cumprimentar o Cláudio Castilho, tomar uma água, vestir a camisa e pronto, já estava correndo de novo.

O propósito do Desafio é estimular a corrida como meio de qualidade de vida, então a intenção não é que os corredores se preocupem com desempenho. Mas eu queria correr bem e fugir de paces altos.

Correndo na raia- Eu nem sabia que dava para correr na margem oposta da raia olímpica. A distância era de cinco quilômetros (marquei seis) e realmente não havia espaço para desenvolver a velocidade, então não forcei muito no começo, esperei a concentração de atletas diminuir um pouco.


Não saí na foto
Foto: Nelson Antoine/ adorofoto

O mais curioso foi que avistei uma placa com um símbolo mortal que dizia ser proibido nadar na raia. Proibido? Por quê? Espera, seis dias antes eu vi um monte de triatletas nadando ali! Alguém tem que avisá-los!

Depois dos cinco (seis) quilômetros, tivemos uma avaliação de gordura corporal e café da manhã à nossa disposição. Tive a oportunidade de conversar um pouco mais com os colegas de imprensa que fazem parte do meu time, a Saúde & Performance. Ana Paula Alfano, da Abril, e o Ricardo Capriotti, da Band. Foi divertido o ouvir falar comigo com aquela voz de radialista dando notícia: “Prazer Paulo, tudo bem?”.

Antes de ir embora ainda tomei uma bronca do Cláudio pelas minhas faltas nos treinos. Agora é pegar firme até o próximo encontro oficial, um treino cognitivo.


Ei, aonde vocês vão? Não pode nadar aí!
Foto: Paulo Gomes/ www.webrun.com.br
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Correria


Publicado por DANIEL COSTA em 14/05/12 às 00:24 na(s) categoria(s) Provas e afins

Desde que entrei no Webventure, empresa dona do portal Webrun, me animo para treinar e participar de provas. Leia bem, “me animo” não significa que treino, ou participo de provas... Até hoje.


Temos uma parceria com a 4any1, do Aulus Sellmer, e eu frequentava os treinos com periodicidade mais ou menos igual a da lua cheia. Até um dia botar na cabeça que precisaria traçar um objetivo, ter uma meta. Procurei a prova mais conveniente, e com a ajuda da Camila, minha treinadora, escolhemos o Circuito Athenas.


Daí passei a levar os treinos mais a sério. Percebi que é mesmo muito importante ter um objetivo. Vira o motivo de treino, para enfrentar frio, garoa, largar o trabalho e ir correr, não parar a volta no meio quando as dores aparecem... Foi pelo menos um mês pensando na prova.

 No acumulado dos treinos cheguei a rodar oito quilômetros em um dia. Cogitei encarar os dez e já fazer a inscrição na maior distância possível da prova deste domingo. Mas minhas outras experiências com esporte me ensinaram que a falta de humildade cobra um preço caro. Escolhi os 5km mesmo, e como precisava de um objetivo desafiador, coloquei na cabeça que teria que fazer a prova abaixo de 30 min, e para isso precisava de um pace que tinha dificuldade de manter durante os treinos.


Noite de sábado, kit em casa com tudo separado, passei na casa do meu tio para um encontro “light” de amigos. Não abdiquei da cerveja, mas bebi bem pouco. Papo vai, papo vem, uma da manhã estava de volta em casa, preparado para 4h50 de sono (sim, faço questão de calcular cada minuto de sono antes de dormir).

Acordei no susto, achando que tinha perdido a hora. Felizmente ainda estava no horário. Coloquei a camiseta da prova, amarrei bem o tênis, saí. Como na véspera peguei bastante trânsito para retirada do kit, fiz um caminho diferente e parei em uma rua próxima, que nem os flanelinhas conheciam. Meia hora antes da largada bati a porta do carro, lembrando onde ficava o guarda-volume para deixar meus pertences, chave, etc. O número da prova vinha com um ticket para ele, era só destacar aqui do... do que? Cadê meu número?! To sem o chip!

Na hora lembrei do envelope, intacto, deixado em cima da bancada do quarto. Faltavam menos de 30 min para a largada e eu precisava voltar pra casa, correndo. Sorte que não era tão longe, e que às 6h30 de um domingo, o trânsito de SP colabora com um projeto de atleta desesperado. De volta ao meu local de estacionamento – agora infelizmente descoberto pelos flanelinhas – corro para colocar o número e amarrar o chip no cadarço. O relógio marcava 7h05, já estava atrasado para a largada.

Zero alongamento, e o aquecimento foi correndo para a largada da prova. Deve ter dado menos de um quilômetro. Olho no relógio do pórtico de largada, 9min32, quase ninguém largando junto comigo. Luxo!

Meus primeiros passos já no percurso da prova foram suficientes para desamarrar o nó no estômago causado pela ansiedade e dúvida se minha correria ia dar certo. Voltei ao único pensamento que importava. “Treinei o último mês para isso, agora é hora de deixar a cabeça vazia e só pensar em correr, e correr abaixo de 6min/km”. Óbvio que também esqueci o frequencímetro e relógio, então não teria como marcar meu ritmo.

O que, no fim, achei bom. Corri descompromissado, leve, até a hora de alívio e felicidade em avistar a chegada da prova, com a grata surpresa de ver o relógio marcando 37min e uns quebrados – descontando os 9min32 do horário de largada, meta alcançada! Valeu a pena toda correria! Sucesso!





O resultado!

Na saída, passagem pela tenda da 4any1, confraternização com colegas de corrida e treinadores. Comentei com um deles, “agora podemos ir sem culpa para o almoço de dia das mães”...
Dia das mães?! Esqueci o presente!!!!!
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Desafio Pharmaton – Dia 2


Publicado por PAULO BARROSO GOMES em 03/05/12 às 17:46 na(s) categoria(s) Desafio Pharmaton
O novo aluno da turma

Depois de um feriado prolongado de muito frio e pouca coragem para sair de casa e correr, estou de volta ao Desafio. Ainda não me acostumei em levantar antes do sol e o frio desta quinta-feira estava mais cruel do que na semana passada.

Não consigo correr de calça, então cheguei a considerar ir com meiões de futebol para esquentar as pernas e fingir que eram meias de compressão. Lembrei-me de um colega que fez isso em uma prova de ciclismo – não pelo frio, mas utilizou um meião apertado com o propósito de compressão mesmo – e desisti da ideia, com receio de ser ridicularizado.

Dizem que correr é bom para pensar na vida. Eu mal tinha chegado ao Parque do Ibirapuera e já estava pensando nela. No quanto eu a estava arriscando saindo para correr naquele frio, com pouquíssimas horas de sono e um sistema imunológico baqueado. É, faz pensar na vida mesmo.



Oi. Eu sou o novo aluno...
Foto: Domínio público

Sensação estranha 1
- Desta vez o que marcou o treino não foram os obstáculos como o sono e o frequencímetro, mas dois sentimentos engraçados que eu tive ao longo do começo de manhã.  O primeiro foi a sensação de ser “o aluno novo”, aquele que é matriculado em uma escola onde as turmas já estão formadas e chega cauteloso, meio deslocado, sem saber direito como agir.

Aquele que ainda não tem o uniforme da nova escola e chama atenção por ser um estranho no ninho. Situação levemente incômoda que o “professor” Leandro Castro provavelmente notou e logo tratou de resolver, me enturmando: “Paulo, vai aquecer com a Raquel, ela vai te mostrar o caminho”.

E lá fui eu trotar com a Raquel, simpática corredora que treina na Saúde & Performance há cinco anos e está voltando de lesão séria no quadril, como me explicou. Quando voltamos para o prédio da Bienal, lá estava Cláudio Castilho.

Sensação estranha 2- Eu já conhecia o Cláudio pessoalmente. O entrevistei algumas vezes e nossa relação sempre foi a cordial jornalista-fonte. Mas logo vi que ali ele era outro cara. Ali ele era o Cláudio que treinava todas aquelas pessoas – portanto mais descontraído – e que ao mesmo tempo tem o status de técnico da maratonista olímpica brasileira, Adriana Aparecida da Silva – portanto muito respeitado.

Notei que algumas corredoras faziam brincadeiras com ele relacionadas à preparação de Adriana para os Jogos Olímpicos. “Li que você vai para altitude na Colômbia e na Suiça. Que chique meu treinador”, brincou uma delas, demonstrando intimidade e ao mesmo tempo admiração.


Técnico da maratonista olímpica brasileira e do repórter do Webrun
Foto: Alexandre Koda/ Webrun
Pouco tempo depois, me vi tomado por um orgulhinho bobo. Enquanto Cláudio me ensinava um simples exercício coordenativo, foi impossível não associar que o mesmo cara que me orientava naquele momento era o que seis meses antes abraçava Adriana emocionada após a medalha de ouro no Pan de Guadalajara, aquele cara que estará em Londres em agosto acompanhando nossa fundista.

Difícil não pensar “o meu técnico é um treinador olímpico”. Achei graça nessa sensação, mas tentei me concentrar nos exercícios técnicos. Deu para ver que tenho um longo trabalho de postura de corrida a ser feito.

Depois desta parte coordenativa, fui para a corrida solta, em ritmo moderado. Pouco mais de 30 minutos e quase seis quilômetros. Como o ritmo era mais rápido do que na semana anterior, eu e o frequencímetro não nos estranhamos tanto. Foi um treino leve, mas o ponto aqui é a disciplina. Conquistando-a, os resultados virão.

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Treino de atletismo e perrengues...


Publicado por ALEXANDRE KANITI KODA em 26/04/12 às 18:06 na(s) categoria(s) Provas e afins
Já faz um tempo que eu não posto neste espaço, mas acho que os eventos recentes merecem um bom destaque nas próximas linhas....Vou falar rapidamente sobre os três últimos eventos em que estive presente...

O primeiro foi uma ótima sacada da Nike, ao convidar jornalistas para um treino na pista de atletismo do Constâncio Vaz Guimarães, na ocasião do lançamento do novo tênis Free Run+3. Fizemos treinos ao lado de Nilson André e Ana Cláudia...simplesmente fantástico... Até me deu vontade de virar velocista rs...

Fizemos alguns exercícios educativos e depois alguns tiros, simulando os treinos dos atletas de elite. Tudo isso usando o Free Run, com tendência minimalista, tendo a oportunidade de sentir melhor a pista e ter uma passada mais natural. Foi uma experiência e tanto!!



Foto: divulgação Nike

Patagônia:


Dois dias depois fui para a Patagônia argentina cobrir a Meia Maratona Del Glaciar, em El Calafate. Foi uma semana de atividades intensas, desde a cobertura da prova (que teve sol, chuva e neve), além de passeios pela região com o intuito de fazer matérias de turismo. Passei um frio cruel, dormi menos de 6h por noite, mas valeu a pena. Um dos passeios que mais valeu foi uma caminhada no gelo em cima da geleira Perito Moreno. Em breve mais detalhes no site irmão do Webrun, o Webventure.




A corrida teve diferentes condições climáticas. Foto: Alexandre Koda/ Webrun


Cobertura gelada na Patagônia.... Fotos: Alexandre koda/ Webrun e Sérgio Rocha/ Contra Relógio

XTerra

Passada a correria da Patagônia tive quatro dias para resolver pendências no escritório e lá fui eu pegar estrada novamente, dessa vez para cobrir o XTerra Ilhabela junto com a nossa repórter, a Fabiana Coletta. XTerra é sempre sinônimo de perrengue!!! Ficamos trabalhando das 7h às 01h30 da madrugada, enfrentando junto com os atletas muita lama e chuva nas provas de triathlon e ultra de 50 e 80 km. O lado bom é que pudemos rever os coleguinhas da imprensa já conhecidos de outros eventos e conhecer novos rostos...


Um bom camarão à parmegiana fica ainda melhor na cia dos coleguinhas da imprensa. Embaixo à esquerda, o locutor Cadu Cortez e seu famoso "Bom dia, bom dia". Fotos: Alexandre Koda/ Webrun.

O perrengue começou logo cedo quando levei um capote digno de vídeo cacetada!! Inventei de fazer fotos num píer, ao lado de uma plataforma onde os atletas saltavam para o mar. Desci as escadas de madeira, encontrei com o Togumi, proprietário do site Adventure Mag, que me alertou: cuidado! Antes dele terminar a frase eu já tinha me espatifado no chão....Por sorte os prejuízos foram alguns arranhões na câmera e um hematoma gigante nas costas.... Por muita sorte não bati a cabeça...As costas ainda doem e me fazem lembrar da cabacice máster!!


Acima nossa repórter Fabiana checando as fotos.  Abaixo: Eu no perrengue. Fotos: Alexandre Koda e Betinho

A chuva foi apertando e, por sorte, dessa vez fui super prevenido com capa de chuva para mim e para os equipamentos fotográficos. Mas a água era tanta que tive que lançar mão de algumas gambiarras ao melhor estilo Inspetor Bugiganga, ou Professor Pardal... Sorte que elas já haviam sido testado na redação durante a semana... Trata-se de um guarda chuva acoplado a um braço de metal, que por sua vez se acopla à câmera.

O resultado da cobertura vocês podem acompanhar aqui...e o resultado final de toda essa maratona foi uma gripe forte problemas com a voz, que até agora não voltou!!! É muito chato ter que ficar cochichando para falar com as pessoas!!


Gambiarra testada na redação e em ação durante a prova. Foto 1: Maurício Rummens/ Fotoarena. Foto 2: Wladimir Togumi/ Adventuremag


No dia seguinte à prova, domingo, ainda em Ilhabela, eu e a Fabiana gravamos uma entrevista com a Rosália Camargo, nossa vizinha de Blog, e o marido dela, André. Em breve vocês verão no Webrun.

Como ninguém é de ferro, logo após a entrevista fomos almoçar. Eu queria muito levar a Rosália e o André para conhecerem o restaurante Kanoa, em minha opinião um dos melhores da ilha, mas às 13h eles ainda estavam fechados (parece padaria de purtuga que fecha para o almoço...).  Mudamos para o restaurante Deck....comemos muito bem, apesar da lentidão no serviço.... O papo rendeu bastante e ainda conversamos um pouco com o Adevan Pereira, organizador da K21 de Arraial do Cabo.

Estômago cheio, hora de voltar a Sampa com duas horas na fila da balsa e um pouco de trânsito na estrada...e a vida segue seu rumo....até o próximo perrengue!!


Nossa simpática blogueira, Rosália. Foto by André Guarischi



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Desafio Pharmaton – Dia 1


Publicado por PAULO BARROSO GOMES em 25/04/12 às 13:06 na(s) categoria(s) Desafio Pharmaton
Conhecendo minha assessoria

Chegou a hora. Agora não tem volta, é o momento de encarar o leão face a face e pegá-lo pelos dentes.
Esses eram os meus pensamentos ao me levantar antes das 6h da manhã na última terça-feira (24/04). Vale de tudo para enganar a mente e vencer as garras sedutoras da cama quentinha em uma manhã gélida.

Levantei-me, tomei um café da manhã safado e um banho quente rápido para despertar. Saí de casa perto das 6h, rumo ao Ibirapuera, onde faria a minha avaliação técnica – é por ela que serão definidos os primeiros passos do meu treinamento.

Cheguei lá e, apesar de conhecer bem o Parque, demorei um pouco para achar o local onde a Saúde & Performance atua, perto do prédio da Bienal. Foi o meu primeiro contato com uma assessoria, já que sempre treinei por conta própria.


Eu enfrentando o sono
Foto: Roger Rössing/ Deutsche Fotothek

Começando- A primeira coisa que fiz foi preencher uma ficha cadastral que, entre os dados comuns, tinha informações específicas sobre corrida, como qual o meu melhor tempo em provas de determinada distância. Depois disso, o treinador Leandro Castro me explicou como seria a avaliação e me emprestou um frequencímetro da Polar.

Fiz diversas voltas em um percurso curto, sempre passando na frente de Leandro para informar como estavam os batimentos cardíacos. Confesso: foi muito difícil acertar o que ele me pediu. Primeiro era para correr em 141 batimentos. Quando comecei estava abaixo de 100, então acelerei e os batimentos subiram tanto que depois tive que quase rastejar para reduzí-los.

Fiquei nesse trote devagar quase parando por um bom tempo até que ele deu a orientação: “Agora é para correr em 161, pode disparar”. Ingenuamente acreditando que ele realmente queria que eu disparasse, acelerei como nunca. Os batimentos foram quase em 180!

Reduzi e mantive o ritmo moderado para tentar acertar, uma verdadeira batalha contra o frequencímetro. Mas consegui (mais ou menos) e Leandro me liberou para uma volta no ritmo em que eu me sentisse confortável pelo percurso tradicional no Ibirapuera (marquise-lago-quadras).


O inimigo atende por vários nomes. Frequencímetro, monitor cardíaco...
Foto: Domínio público

Feedback- Terminada a avaliação, era hora do papo sério. O treinador disse que eu tenho um bom preparo físico, mas mostrou que tenho uma verdadeira montanha para escalar: a passada, aberta em excesso, deve ser corrigida. Com a passada certa devo ganhar em impulsão, consequentemente velocidade e a minha pisada passará de levemente pronada para neutra.

Mas isso demanda um treinamento técnico de reeducação da postura que devo levar com grande disciplina. Outro ponto a ser melhorado: corro como se fosse um gringo dançando um sambinha, com os ombros tensos e com os braços cruzando o eixo do corpo.

“É vício de jogador de futebol”, explica Leandro, tentando não me deixar mais para baixo. “Como mudam de direção a toda hora, utilizam os braços para se equilibrar. Os jogadores que tem melhor técnica de corrida são os laterais e alguns atacantes, que correm mais tempo em linha reta. O Cafu, por exemplo, tinha potencial para ser um velocista”, elucida.

Minimalistas, cuidado- Com a autoestima em baixa por conta das críticas, desviei o assunto para calçados. “Ahm... e qual seria o tênis ideal para mim? O que você acha da tendência minimalista e de barefoot running?”, tergiversei.

“Tem que tomar cuidado”, disse ele. “Esses calçados muito flexíveis que dizem permitir movimentos do pé inteiro normalmente não tem uma proteção adequada e portanto são mais propensos à fascite plantar”.

Leandro afirma que é “conservador” quanto aos calçados, preferindo os “tênis convencionais”. “Ainda não fui convencido que esse tipo de tênis realmente traz um benefício. Calçados de barefoot running então [como o Vibram Five Fingers] são uma agressão”, opina.

E foi com esse papo que encerrei o primeiro dia de treino. Como esperado, praticar exercícios no começo da manhã dá uma “ligada” no organismo e eu comecei o dia muito mais produtivo. Já sabia que isso acontecia, mas fazia tempo que não experienciava isso. Agora é questão de regular o sono. Que venham muitos outros!
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Desafio Pharmaton 2012 é lançado!


Publicado por PAULO BARROSO GOMES em 18/04/12 às 19:28 na(s) categoria(s) Desafio Pharmaton
Nesta terça-feira (18/04), a farmacêutica internacional Boehringer Ingelheim lançou em São Paulo o Desafio Pharmaton 2012. No ano passado, o Webrun participou com a repórter Monique Barleben. Desta vez, o eleito para suar a camisa fui eu e agora não dá mais para voltar atrás: adeus manhãs de sono!

 O que é o Desafio- O Pharmaton é um polivitamínico que, segundo a bula, melhora o rendimento físico e mental. Para promover o medicamento e aliar sua imagem a valores como qualidade de vida, a Boehringer criou o Desafio Pharmaton, que em 2011 opôs duas das maiores assessorias esportivas de São Paulo: a MPR, de Marcos Paulo Reis, e a Run & Fun, de Mário Sérgio.

Cerca de 60 corredores – todos amadores, até mesmo iniciantes – participaram da disputa no ano passado, que teve como objetivo estimular a prática consciente do esporte. O sucesso fez com que o número quintuplicasse em 2012: serão mais de 300 participantes divididos em oito assessorias.

Além das duas do ano passado, juntam-se a elas mais seis: Saúde & Performance (de Cláudio Castilho), ZTrack (José Carlos), Five Ways (Ronaldo Martinelli), Race (Ricardo Arap), Tri Lopez (Diego Lopez) e DLB (Diego Leite de Barros).

Fui escalado para treinar com a S&P. Como o Cláudio está na Europa acompanhando os corredores do Pinheiros que brigam por uma vaga na Maratona Olímpica, fui recebido pelo treinador Leandro Castro. No começo da semana que vem, vou ao Ibirapuera para uma avaliação técnica, que vai definir como será meu treinamento nos próximos sete meses (maio a outubro).

Além dos treinos, teremos nesse período exercícios cognitivos, assessoria de nutricionistas e cardiologistas. Espero ter a disciplina necessária para encarar o Desafio à altura. Nas próximas semanas, trarei novidades sobre o meu desenvolvimento, aguardem!



Foto da galera: treinadores, Nabil, Heloísa (nutricionista) e o Diretor de Marketing da Consumer Health Care da Boehringer Ingelheim. Crédito: Luiz Doro Neto/ Adorofoto


Assessoria Saúde e Performance. Sabe a Adriana, que vai para a Olimpíada? Temos o mesmo treinador!
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Bolt Corre para chegar a Londres...


Publicado por REDAÇÃO WEBRUN em 27/03/12 às 18:17 na(s) categoria(s) Vídeos
Pegando carona no post do nosso blog vizinho, o Recorrido, resolvemos compartilhar um vídeo de uma operadora de cartão de crédito que usa o velocista Usain Bolt como garoto propaganda. No comercial, Bolt aposta corrida com uma pessoa comum para chegar ao Estádio Olímpico de Londres...Confira abaixo...



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Bastidores Mountain Do Atacama Dia 1/4


Publicado por ALEXANDRE KANITI KODA em 06/02/12 às 19:40 na(s) categoria(s) Provas e afins
Como a maioria de vocês deve saber estive no Deserto do Atacama para cobrir o Mountain Do, com provas de 42, 23 e 5 km no último fim de semana de janeiro. A cobertura completa está no Webrun, mas o que venho contar aqui são alguns bastidores de mais uma cobertura perrengue, mas ao mesmo tempo muito produtiva.

Dia 1

Cinco da matina da sexta-feira e eu já estava em Guarulhos para o voo até Santiago...foram quatro horas voando de Lan Chile, uma excelente Cia Aérea, que deixa qualquer brasileira no chinelo. Talheres de metal, caneca de porcelana, copo de vidro e comissárias muito simpáticas. Chegando a Santiago nem deu tempo de passar no Free Shop, porque o voo para Calama já estava quase saindo... Check in realizado e mais 1h30 até uma cidade perdida no deserto. Do avião foi possível avistar diversas paisagens, entre elas a Cordilheira dos Andes, um visual incrível.

Desembarcando em Calama (por volta de 13h)  era hora de pegar um transfer previamente agendado pela organização, com duração de 1h até San Pedro de Atacama. Mostrei o voucher, meu nome não estava na lista, mas o motorista disse para que não me preocupar, que ele daria um jeito. Enquanto ele fazia 500 ligações, resolvi comer um sanduba e tomar um refri no andar de cima... Obviamente me enrolei com a língua e com o dinheiro (eles tem muitos zeros na moeda rs), mas consegui pedir um club sandwich e uma Pepsi.


Serviço de bordo da Lan. Excelente

Enquanto eu aguardava feliz e contente o preparo do sanduba e saboreava a Pepsi chilena, vi o motora indo embora!!! Paguei correndo, cancelei a comida (mas fui cobrado!!) e quase perco a van porque a garçonete não tinha troco!!

Passado o primeiro sufoco peguei a Van e durante o caminho todo fui conversando e entrevistando alguns brasileiros que iriam correr a prova. Afinal, jornalista nunca está de folga né...


Este que vos escreve. Webrun representado no meio do deserto

Chegando a San Pedro fui conhecer o hotel....Camino Del Inca...parecia bonitinho por fora, bem arrumadinho...mas, ao conversar  com a moça da recepção (a essa altura meu espanhol estava ótimo já!!) ela me disse que eu estaria hospedado nas “Cabañas”. Fiquei imaginando uma cabana mesmo...mas nada mais era do que um quarto fora do hotel, numa rua próxima. Depois de passar por três portas trancadas, enfim cheguei ao quarto... O local era tipo uma kitnet, com uma mesa central, pia, armário, fogão, banheiro, frigobar e uma TV (tela plana e com TV a cabo!!). Eram dois quartos, um com cama de casal e outro com três camas e o que me chamou a atenção é que já havia alguém hospedado por lá, porque havia malas, roupas e outros pertences em ambos os quartos.


Calama, uma cidade isolada

Fui “reclamar” com a moça da recepção, afinal meu voucher dizia “quarto single e banheiro privativo”, mas ela me disse que não havia mais quartos e que o dono do hotel havia me colocado lá, porque eram outros brasileiros e também iam participar da corrida... Não tinha o que fazer, então aguardei a chegada dos meus companheiros de quarto.

Eram dois gaúchos muito gente boa!! O Jackes e o Luciano! Expliquei a situação e eles logo foram também reclamar com o dono do hotel e, no mínimo, pedir desconto... Enquanto eles tiravam uma pestana, eu logo fui fazer um reconhecimento do local. Fui até a arena da prova, conversei com o pessoal da organização e finalmente fui almoçar... Com o meu espanhol mega afiado pedi um suco de laranja e uma omelete. A omelete estava fantástica, mas a laranja parecia mais uma mexerica...


Gauchada tri legal, tchê!!

Olhando minha programação percebi que teria uma parte do sábado livre e resolvi agendar um passeio. Com as zilhares de agências pela cidade cobrando o mesmo preço, era difícil escolher uma, mas graças ao colega fotógrafo Fausto Ferrarias, que também estava por lá, escolhi com sucesso a Grado 10. Fechei com eles um passeio para a lagoa de sal, a Laguna Cejar, para o sábado 16h15.

Retornei para a praça, assisti ao briefing da prova e combinei com o Kiko, organizador da prova, que ao meio dia de sábado sairia com ele para fazer um reconhecimento do percurso. Até aí tudo estava perfeito...percurso de manhã, passeio à tarde...


Briefing da prova

Retornei ao hotel, encontrei os corredores gaúchos e eles me disseram que mudariam de quarto (depois de muita conversa com o dono da pousada), até porque os vizinhos de cima eram muito barulhentos... Antes de irem embora saquei o gravador e fiz mais duas entrevistas!!

Que blz...um quarto gigante só para mim... Mais tarde aparece o Cleyton Russo, vídeo repórter da ESPN Brasil e velho conhecido, com quem já fiz outras coberturas...





Camarada Cleyton

O dia terminou com jantar num restaurante com DJ tocando sucessos internacionais e um bom prato de massa e coca cola, por oito mil pesos, o equivalente a 28 reais...depois disso cama (ao som dos barulhentos vizinhos do quarto de cima), porque o galo cantaria às 6h!!

Amanhã continuo o relato...
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Meu primeiro triathlon


Publicado por PAULO BARROSO GOMES em 20/01/12 às 18:25 na(s) categoria(s) Galera Webrun, Provas e afins
Nunca me imaginei participando de uma prova de triathlon. Eu mal sei nadar e andar de bicicleta. A não ser que eu nade com aquelas bóias de braço e pedale com uma bicicleta de rodinhas, não é algo que faz parte dos meus planos. No entanto, isso está prestes a mudar.


Não vou fazer isso
Outro dia eu estava tomando café com o Caetano Barreira, fotógrafo e diretor da agência Fotoarena, e ele me perguntou, em tom meio desleixado: “então você corre mesmo?”, ao mesmo tempo em que me dava uns tapinhas irritantes com as costas da mão. “Sim”, respondi. “Mas... mesmo? Em quanto tempo você corre dez quilômetros?”, continuou Caetano. Eu não entendia o porquê da investigação, mas respondi novamente.

Ele então revelou o plano maligno. “Topa participar de uma prova de triathlon na minha equipe de revezamento? Mas tem que treinar”, disse ele, em leve tom de provocação. Respondi “claro!”, mas não levei a sério. Sabe quando encontramos antigos colegas de escola e a conversa termina com aquela promessa de reunião da turma? O meu “claro!” foi dito com a mesma convicção que falamos “vamos marcar!” nessas situações.


E nem isso

Na semana seguinte veio a dura notícia. Não só a inscrição de nossa equipe foi confirmada no 21º Triathlon Internacional de Santos – a convite da organização, como equipe de imprensa – como o editor do Webrun me escalou para cobrir a prova, “já que vou estar lá”. Os membros da equipe de imprensa são Klaus Bernhoeft (natação, designer da Editora Abril), Caetano Barreira (bike, da Fotoarena) e eu (corrida, do Webrun).

Treinamento- Pressionado por Caetano e pelos boatos de que é diferente correr em Santos – “lá é mais quente e abafado do que você está acostumado”, me disseram – comecei a treinar, preocupado com um possível papelão. Restavam pouco mais de 15 dias, o mesmo período que me separava do treino anterior. Não podia mais perder tempo.

E lá fui eu, debaixo da forte chuva do verão paulistano, correr no Pacaembu. Apesar de afugentar muitos corredores, a chuva estava uma delícia. E o treino rendeu, corri cerca de nove quilômetros em 47 minutos, o meu melhor pace em três anos. Agora fico na expectativa de estrear no triathlon (ok, mesmo que seja no revezamento, a atmosfera da prova deve ser diferente). Até breve!

Fotos: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br
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Chegada do Homem Faixa na Sargento Gonzaguinha


Publicado por ALEXANDRE KANITI KODA em 14/12/11 às 15:49 na(s) categoria(s) Provas e afins, Vídeos

As campanhas de conscientização sobre a Faixa de Pedestres, tanto para os motoristas, quanto para os pedestres, chegou às corridas de rua também. Isso porque o "Homem Faixa" esteve na Sargento Gonzaguinha para divulgar a campanha e atacou de corredor...

 

Assista no vídeo a seguir a dificuldade com que ele cruza a linha de chegada, mas sem perder a pose...


Imagens e edição: Emílio Pedrosa/ www.webrun.com.br



Saiba mais sobre a campanha "Dê preferência à vida, respeite o pedestre" no site www.preferenciaavida.com.br



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Asics convida público a desafiar Ryan Hall em NY


Publicado por ALEXANDRE KANITI KODA em 16/11/11 às 19:59 na(s) categoria(s) Provas e afins

A Asics encontrou uma forma bem humorada de promover a marca e, ao mesmo tempo, a Maratona de Nova York. Foi montado um painel virtual num local que parece um shopping em Nova York onde as pessoas eram a desafiadas a correr no mesmo ritmo que o maratonista americano Ryan Hall por 18 metros.

 

Depois de várias tentativas frustradas, o próprio Ryan aparece para tentar acompanhar o seu “eu” virtual.... e o resultado qual é: nem ele mesmo consegue....



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Correndo no Circuito Caixa de São Paulo


Publicado por PAULO BARROSO GOMES em 04/10/11 às 21:07 na(s) categoria(s) Galera Webrun

Nossa redação recebeu o convite da organização para correr a Etapa de São Paulo do Circuito de Corridas Caixa no final da tarde do último dia de inscrições. “Quer se inscrever?”, perguntou meu editor, Alexandre Koda. Eu me interessei, mas já estava designado para cobrir a mesma prova. Como iria conciliar a corrida e a cobertura?

“É só correr mais rápido que os atletas de elite”, disse ele. “Assim você consegue entrevistá-los na chegada”, brincou o fanfarrão editor. Na verdade eu poderia falar com os vencedores após a premiação, o que me dava certa margem de tempo para completar os dez quilômetros no ritmo médio de um corredor amador.

Como o convite foi de última hora, não teria tempo para treinar.  Procurei então pelo menos cuidar do meu corpo. Alimentação leve na véspera da corrida e o sono em dia poderiam fazer a diferença no meu rendimento.

No sábado, cumpri com parte do que havia estabelecido para mim mesmo. Comi uma massa leve com legumes no almoço, e, no jantar, mais massa e vegetais: Macarrão ao molho sugo e brócolis. No domingo, antes da prova, algumas fatias de pão integral e mais brócolis.

Lei de Murphy no futebol
No entanto, cometi um erro na preparação, ainda que consciente. Frequentador assíduo de peladas com os amigos, não pude recusar um futebolzinho no início da noite de sábado. Para meu azar, justo nesse dia a maior parte dos boleiros faltou ao jogo, o que fez com que jogássemos com dois a menos em cada time por aproximadamente duas horas. O desgaste físico era inevitável.

Para coroar a noite desastrosa, uma forte chuva de verão (na primavera, eu sei) nos castigou durante boa parte do jogo. Preocupado com o desempenho no dia seguinte, usei bastante gelo nas pernas para reduzir a fadiga muscular e fui dormir já depois da meia-noite.

No domingo, bom sinal: Apesar de pouco, dormi bem e não estava com tanta dor nas pernas como esperado. A crioterapia rendeu! Ainda assim, não estava inteiro. Fui para a prova conformado em correr para completar.

Clima bom. Para quem?
Fui informado que a largada seria em frente ao Estádio do Pacaembu, mas não, era dentro. Começar a correr ao lado daquele gramado “tapete” era uma inspiração para mim. No entanto, não demorou muito para que eu sentisse os efeitos do cansaço da véspera, já fora do estádio.

Ainda no primeiro quilômetro avistei um relógio-termômetro de rua, que marcava 20 °C. O céu estava nublado, mas o ar estava pesado, abafado. Depois, escrevendo sobre o resultado dos atletas de elite, vi que os dois primeiros da categoria masculina classificaram o clima como ameno. “O clima foi bom”, disse o vencedor, Paulo Roberto de Almeida Paula. “O tempo estava bom”, repetiu o queniano Hillary Kibet. Bom o caramba! Não tinha nada de frio, era puro mormaço.

Eu visto a camisa!


No segundo quilômetro, ainda na Avenida Pacaembu, comecei a sentir dor nos rins. “Estou desidratado”, pensei. “Não vai dar”. Abatido pela dor, diminuí um pouco o ritmo e olhei para as pessoas que já caminhavam. Desapontado comigo mesmo por considerar tal hipótese, voltei ao ritmo anterior, firme para seguir em frente.

Surgiu o primeiro posto de hidratação, mas estiquei o braço em falso e só peguei gelo. Teria que aguardar o próximo. Adotei então a tática de enganar a mim mesmo. Mentalizei que iria correr doze quilômetros em vez de dez e sempre que cruzava uma marcação pensava que faltavam dois quilômetros a mais do que realmente faltava.

À medida que consegui beber água, a dor nos rins passou e o único adversário tornou-se a fadiga muscular e o clima pesado. Mas a tática dos doze quilômetros funcionou e eu ainda esperava poder apertar um pouco a passada no final.

Palhaçada
Vencido o “Minhocão” – Elevado Costa e Silva – faltava o retorno da Avenida Pacaembu. A descida para voltar à avenida me deu um gás e segui determinado, até ouvir uma buzininha de sorveteiro e os membros do staff de apoio gritando “vai, palhaço!”. O palhaço em questão era Clemente Medeiros, figurinha carimbada nas provas paulistanas.

Apesar de respeitar Clemente e reconhecer que ele corre há mais tempo do que eu, não podia aceitar que um cara com duas bolas de plástico nas costas, bolinha vermelha no nariz, macacão e todas as outras peças que compunham aquela indumentária chegasse junto comigo. Eu, livre, não conseguia correr mais do que ele, cheio de coisas.

Mas não tinha muita opção, então me conformei em correr contra os meus tempos passados, como fazem todos os corredores, em vez de competir com o palhaço. Consegui apertar um pouco a passada quando avistei o estádio, mas, já próximo à chegada, o palhaço me atormentou de novo: Ele estava alguns metros na minha frente. A visão foi angustiante e apertei o ritmo. Para minha surpresa, ele parou de correr e começou a andar perto da chegada. Vislumbrando a glória, eu o ultrapassei nos últimos metros, triunfante.

O vídeo abaixo mostra nossa chegada, atentem para o final:



Imagens por Emílio Pedrosa.


Pós-prova
Ao chegar fui recebido pela equipe do Webrun, mas estava desesperado demais para respirar e segui em frente. Parabenizei o palhaço Clemente, aproveitei para entrevistá-lo e fui retirar meus pertences no guarda-volumes para me trocar e enfim começar o trabalho.

No entanto, a aglomeração no guarda-volumes me atrasou e perdi a premiação dos atletas de elite. Ainda tomei bronca por não ter feito tempo bom o suficiente para pegar pódio na categoria de imprensa, mas tudo bem.

Na segunda-feira, uma dor de cabeça digna de ressaca me acompanhou durante todo o dia, fruto de má reidratação. A semana estava apenas começando...



Ar! Cadê você?
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XTerra Brasil: um grande festival de esportes


Publicado por ALEXANDRE KANITI KODA em 04/10/11 às 12:29 na(s) categoria(s) Provas e afins
Há duas semanas estive em Ilhabela, litoral norte de São Paulo, para acompanhar mais uma etapa do Circuito XTerra, prova que cresce a cada ano e que se tornou uma alternativa para diferentes tribos num mesmo evento. Imagine a mistureba de atletas num mesmo final de semana para disputar uma ultramaratona, triatlhon, corrida rústica, prova de natação e corrida infantil.

Acho curioso como o Bernardo Fonseca, responsável pela X3M, empresa que organiza a prova, consegue fazer um evento atrativo para todos. Até duas tribos improváveis de se reunirem, como os corredores de rua e os corredores de aventura estavam por lá. Isso porque tenho verificado uma tendência do pessoal do asfalto migrar para a terra em busca de mais desafios e o contato com a natureza.

Já contei em meu blog pessoal o perrengue que foi cobrir o evento por conta da chuva, lama, carro atolado, mas de qualquer maneira foi muito prazeroso. Isso porque encontrei vários amigos, desde coleguinhas da imprensa, até o pessoal da organização e vários atletas.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                             


Estavam por lá Hadi Akkouh, velho parceiro e corredor de aventura, Lilian Hadad, ex-repórter do Webventure, minha amiga pessoal e namorada do Hadi, José Virginio, tricampeão de corridas de montanha e tri vice campeão da K42 Bombinhas, com quem tive a oportunidade de encontrar em diversas viagens, além de Rosália de Camargo, atleta de quem virei fã número um. A carioca venceu Bombinhas, uma semana depois venceu os 50 km do XTerra em Mangaratiba e recentemente venceu os 50 km do XTerra da Ilha, simplesmente desbancando uma gringa patrocinada pela The North Face. E ela nem é elite e trabalha como qualquer um de nós durante a semana.

Outro fato interessante é que o evento movimenta a economia da cidade numa época de baixa temporada e ainda contribui para ser um evento familiar, já que tem provas para todos os gostos e os diferentes condicionamentos físicos. O único problema é a qualidade do atendimento na Ilha. O pessoal não se prepara com mão de obra qualificada e o resultado é demora no atendimento, pedidos errados...

Adoro ir para Ilhabela e costumo desembarcar na paradisíaca cidade para cobrir provas de vela para o Webventure, site irmão do Webrun. Ao chegar por lá dei de cara com dois fotógrafos caiçaras que sempre me acompanham no barco da imprensa e que logo me questionaram que eu estava cobrindo o esporte errado hehe. Na verdade estava no esporte certo, mas durante as provas e vela tiro a farda de editor do Webrun e literalmente visto a camisa do Webventure.



Mas, voltando ao assunto XTerra, o pessoal da parte técnica, que monta o percurso, conseguiu fazer uma prova extremamente desafiadora, tanto no triathlon, quanto nos 50 km noturnos. Por isso Ilhabela tem fama de ser a etapa mais difícil do circuito. O pessoal se divertiu com descidas e subidas íngremes, poças de lamas, travessias de rio, praias, enfim, tinha brincadeira para ninguém botar defeito.

Cubro provas do XTerra desde 2009 e lembro como se fosse hoje minha primeira vez, em Mangaratiba, sem conhecer ninguém, sem saber o que me esperava no evento... Hoje me sinto quase como um veterano rs, depois de enfrentar os desafios da Selva Amazônica duas vezes, as areias de Fortaleza, o calor de Mangaratiba mais três e agora Ilhabela...

A diferença que vejo para os grandes eventos é que existe uma competitividade natural entre os atletas, mas ao mesmo tempo eles são todos “brothers” entre si e ficam felizes com as conquistas uns dos outros. Não é a toa que os gringos que vêm aqui ficam maravilhados.

Parabéns mais uma vez a toda a equipe da X3M pelo evento e espero que ele só cresça a cada ano...que venham os próximos...
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Opinião: Vila do Farol K42 Bombinhas


Publicado por ALEXANDRE KANITI KODA em 17/08/11 às 19:03 na(s) categoria(s) Provas e afins

Nos últimos meses tenho viajado bastante para acompanhar provas ao redor do país, algumas novas, outras já consolidadas e outras com novidades a cada ano. Vou falar agora sobre a Vila do Farol K42 Bombinhas, prova em que os companheiros Harry e Corredora Zen tiveram oportunidade de participar.


Eu acompanhei os bastidores da prova. Não corri, mas gostaria de deixar a minha opinião sobre o evento como um todo, que no geral foi muito bem organizado, mas obviamente pode melhorar para os próximos anos.


Essa prova foi criada há três anos e para o ano que vem deve atingir fácil os mil inscritos. A modalidade corridas de montanha/ cross country tem crescido no Brasil e muita gente tem perdido o medo de correr no meio do mato. E não é algo impossível, todos podem fazer uma corrida como essa e eu fico cada vez com mais vontade de participar.


Os 42 km são bem duros, com erosões, pedras soltas e diversos obstáculos naturais. É preciso ter cuidado, mas o visual compensa, já que a Praia de Bombinhas, em Santa Catarina, é um colírio para os olhos.


Esse é o tipo de prova perfeito para a família toda viajar e ter um final de semana com esporte aliado ao turismo, pois além dos 42 km há os 12 e um revezamento de 21 e uma prova infantil. Então os maridões que dependem de carta de alforria das esposas para viajar podem parar de dar desculpas e correr com a família para a corrida. Até porque o hotel oficial oferece lazer completo e cinco refeições.



O tricampeão da prova Giliard Pinheiro. Foto: Alexandre Koda/ Webrun


Dentre as sugestões que eu dei para o organizador, Juan Carlos Asef, está a presença de médicos/ socorristas logo depois da linha de chegada, pois muita gente chega cambaleando. Havia uma ambulância de plantão, mas o doutor estava um pouco distante da chegada.


Todos com quem conversei elogiaram a prova e afirmam se tratar da maratona fora de estrada mais difícil do país. Ela é inclusive mais complicada do que a prova final do circuito K42, na Argentina, mas parece que esse é o combustível que move a galera: “quanto pior melhor”.


Enfim, acredito no sucesso da K42 e com a presença do professor Carlos Duarte (responsável pela Volta à Ilha) como diretor técnico certamente o evento teve um upgrade...


Boa sorte a todos que forem participar...

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Prova do equilíbrio encerra o Desafio Pharmaton


Publicado por DANIEL COSTA em 06/08/11 às 12:54 na(s) categoria(s) Desafio Pharmaton
Uma prova de regularidade encerrou o Desafio Pharmaton na manhã deste sábado na Cidade Universitária, em São Paulo. A campanha do polivitamínico reuniu equipes das assessorias esportivas Run&Fun de Mario Sergio, e da MPR de Marcos Paulo Reis, com o lema “em busca do equilíbrio entre corpo e mente” durante os últimos três meses.

No último teste, todos os competidores enfrentaram o circuito da Raia Olímpica da Usp, uma pista plana de asfalto com cerca de cinco quilômetros. Mesmo divididos em três grupos (Iniciantes, Relax e Workaholics), todos os competidores tiveram a missão de terminar a prova juntos, ao mesmo tempo, em 36 minutos cravados. E um detalhe, sem usar relógio, GPS, nem qualquer dica ou mandinga que facilite a contagem do tempo.

A assessoria com o maior número de atletas com tempo correto seria a vencedora. Mas adivinhe o resultado da prova do equilíbrio? Só poderia dar em empate. Marcos Paulo e Mario Sergio organizaram os horários de largada de cada grupo, conforme o ritmo de cada atleta. E com muito bom humor, todos se encontraram nos últimos metros para passarem juntos na linha de chegada.

Para os treinadores, o desafio ficou por conta de organizar as equipes e o ritmo de cada um de seus alunos, depois da análise desses três meses de treino para o Desafio. “Por mais que tenha o lado festivo, todos pensaram em regularidade, e funcionou. Nunca ninguém pensou em fazer uma prova para chegar ao mesmo tempo dos outros”, comemorou Marcos Paulo.

Já Mario Sergio não esqueceu o lado competitivo do último desafio. “Tenho certeza que para os atletas foi difícil. Eles não conheciam o local da corrida, não foi possível ter nenhuma baliza para marcarem o ritmo, foram todos sem relógio – o que dificulta bastante. No fim, todos erraram em cerca de dois minutos, mas foi um erro pequeno pensando em 60 pessoas correndo em ritmos diferentes. Mostrou a importância de correr em ritmo, de se conhecer, e também do equilíbrio”, avaliou.

Para os alunos participantes do Desafio Pharmaton, as mudanças que a corrida proporcionou melhoraram a qualidade de vida de cada um dentro do seu grupo: Workaholics passaram a cuidar mais do corpo, e agora trabalham melhor porque correm; os Relax têm mais disposição até para a balada depois de correrem; e os Iniciantes, depois do primeiro passo, foram picados pelo bichinho da corrida e agora vai ser difícil de largar. Todos correndo atrás do equilíbrio.

“Além de ajudar a me manter em forma, a corrida ajuda a me equilibrar a vida profissional e pessoal. Na corrida aprendi a ser mais concentrado, o que me ajuda no trabalho”, disse Fernando, o Workaholic da equipe de Mario Sergio, de 30 anos, antes da largada.

Já o casal Relax Mariana e Daniel, da equipe de Marcos Paulo, tem na corrida uma forma de melhorar a saúde. “Comecei a correr dois anos atrás e mudei meus hábitos. Agora como melhor, tomo café da manhã, tinha uma barriguinha que perdi, grças a... Bom, graças ao nosso esforço!”, contou Daniel. “Correr me dá mais disposição para as atividades do dia a dia, e equilibra todos os aspectos da minha vida”, completou Mariana.

No fim do evento, com um sorriso que não saia do rosto, estava o Iniciante Rodolfo, de 34 anos e que participou do desafio também pela equipe de Marcos Paulo Reis. Em sua primeira competição, ele ficou surpreso com o desempenho. “ Cumpri o desafio com excelência. Fui bem melhor do que eu esperava. Pensei que faria um tempo muito ruim, e no fim foi muito bom. Tive até que diminuir o ritmo no final para chegar junto com todos”, contou o atleta, que foi um dos primeiros a largar. “Estou trocando o stress pela energia no meu dia a dia, por causa da corrida”, completou.

Veja algumas fotos do evento:


Mario Sergio e Marcos Paulo dão a largada para a última corrida do Desafio Pharmaton


Grito de guerra na equpe de Mario Sergio


Marcos Paulo Reis passa o briefing aos atletas. Entendeu? Não? Ai de você...



Largada de uma das equipes de Marcos Paulo




Largada de uma das equipes de Mario Sergio


Chegada com todas as equipes juntas
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Maratona do Rio: preparação para as Olimpíadas?


Publicado por REDAÇÃO WEBRUN em 19/07/11 às 13:04 na(s) categoria(s) Provas e afins
Por Patrícia Serrão, correspondente do Webrun no Rio de Janeiro

Domingo acordei cedo e fui para o aterro do Flamengo cobrir a Maratona do Rio de Janeiro, que também teria a participação de competidores dos Jogos Mundiais Militares. Esperava encontrar um evento bem organizado, como foi o Pan de 2007. Mas não foi bem isto que ocorreu.


No caminho para o metrô encontrei um americano completamente perdido, sem saber onde saltar para ir para a prova. Depois percebi que isto foi um problema comum. A organização disse que a largada da Family seria no Aterro do Flamengo, mas não especificou o local. Num parque com 1.200.000 metros quadrados isto é um problema. A corredora que chegou em primeiro da Family saltou no local errado e teve que correr 3 quilômetros, metade do percurso da Family, para chegar a tempo.


Placas de publicidade não faltaram no evento

Estavam acontecendo quatro provas juntas no dia: a Maratona da Cidade do Rio de Janeiro, a Maratona dos Jogos Mundiais Militares, a Meia-Maratona e a Family Run. Essa última era para ter ocorrido no dia anterior, mas por causa da CET-Rio foi transferida para domingo. Acredito que organização deu pouca atenção, pois não estava prevista originalmente.


Corredores não inscritos correram na frente dos inscritos e a largada da Family Run coincidiu com a chegada da meia-maratona masculina e as mulheres das duas provas chegaram quase ao mesmo tempo. Os locais de chegada eram diferentes, então não atrapalhou os corredores, mas com certeza atrapalhou os jornalistas que ficaram sem saber para onde ir e com quem falar.


Na Maratona mais problemas. O local de chegada foi invadido por pessoas das delegações que queriam tirar fotos dos atletas, atrapalhando o trabalho dos fotógrafos credenciados, que oficialmente eram as únicas pessoas que poderiam ficar naquela área. O ônibus com os pertences dos corredores pegou trânsito, por causa das ruas fechadas para a prova e chegou pelo menos meia hora depois que os primeiros atletas da meia cruzaram a linha de chegada. Algo desagradável para o corredor cansado que só quer pegar suas coisas, sua medalha e ir para casa curtir o resto do seu domingo.


Seja um mascote dos Jogos você também!

O resultado com o tempo dos atletas demorou muito a ser impresso e os jornalistas precisaram copiar à mão o tempo. O que causou reclamação de alguns repórteres, como um grupo de jornalistas chineses que veio cobrir os jogos Mundiais Militares. Outra falha foi que, num evento deste nível, deveria existir uma sala, ou uma tenda, para a coletiva de imprensa, com tradutores para os atletas estrangeiros, como ocorreu nos jogos Pan-Americanos.

 Para entrevistar o primeiro colocado da maratona masculina foi preciso contar com a boa vontade de uma das assessoras do evento e de um jornalista que falava francês fluentemente. A entrevista com a atleta norte coreana foi outro sufoco. Ela desmaiou logo após a chegada e a maioria dos jornalistas não conseguiu  falar com ela. Eu e outro repórter encontramos a coreana logo depois da entrega das medalhas e ela tinha ao seu lado um tradutor do governo coreano.


Os artistas não economizaram em criatividade para recepcionar os atletas

 Ele falava somente em espanhol e aposto que aumentou ou alterou as respostas dela. Perguntava algo, ela respondia com duas palavras e ele me dava uma frase de cinco linhas sempre elogiando o governo e o povo da Coréia. Falando na Coréia do Norte, outro momento embaraçoso do evento foi no momento em tocaram o hino errado para a medalhista deles. Dizem as más línguas que tocaram o hino da Coréia do Sul. Eu não conheço o hino das duas Coréias para dizer que isto é verdade. Mas ouvi o narrador chamar de volta ao pódio a corredora norte-coreana e o coronel que estava com ela para pedir desculpas à grande República Democrática Popular da Coreia (nome oficial do país) por ter tocado o hino errado.


Uma das poucas coisas positivas no evento foi a assessoria de imprensa da Maratona e a solidariedade dos jornalistas. As assessoras tinham muita boa vontade e, apesar da bagunça, tentaram ajudar os jornalistas da forma que podiam, fosse traduzindo ou tentando conseguir os tempos dos corredores. E os jornalistas também se esforçaram para ajudar os coleguinhas. Quem sabia francês traduziu para quem não sabia, quem tinha o tempo ou a classificação dos atletas passava para quem não tinha, etc. Isto tudo como forma de compensar a bagunça e desorganização da prova.

Os argentinos não escaparam das chacotas dos brasileiros

O chato é que estão anunciando os jogos Mundiais Militares como evento de preparação para as Olimpíadas. E pelo o que eu vi no domingo vamos passar vergonha em 2016 se não melhorarmos e muito até lá.
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Antes de iniciar a prática esportiva consulte um médico para realizar exames que qualifiquem o seu estado de saúde para tal.
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