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Fernanda_Paradizo
São Paulo, SP

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A jornalista Fernanda Paradizo é corredora e viaja o mundo para cobrir e fotografar provas internacionais. Fez sua estréia nos 42 km em 1997, em Nova York, e a partir de então não parou mais de correr. Já completou oito maratonas internacionais.

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O contador de passos


Publicado por Fernanda Paradizo em 19/03/10 às 17:17 na(s) categoria(s) Corrida de rua

Em setembro de 2009, escrevi uma matéria para a Contra-Relógio intitulada “Viciados em maquininhas”. Como o próprio nome diz, o texto levanta alguns perfis de pessoas que são viciadas por tecnologia e utilizam tudo o que há de novidade no mercado em prol de sua corrida. Quando estava em busca de pessoas para compor minha matéria, o técnico Wanderlei de Oliveira lembrou de um corredor pra lá de inusitado, que não cabia muito bem no meu tema, mas que tem uma história bem interessante e “corre” na contramão de todos aqueles que são fãs dos cada vez mais sofisticados GPS, pedômetros e freqüencímetros.

O personagem da minha história, que ficou de fora da minha matéria por motivos óbvios, é o maratonista Jacob Nahmias, de 78 anos, que vive em São Paulo, nasceu na Grécia e chegou ao Brasil a bordo de um navio de imigrantes aos 24 anos de idade. Corredor há 15 anos e competitivo na faixa etária, Jacob descobriu um método muito interessante e peculiar para mantê-lo motivado nas competições. Ele literalmente conta os passos enquanto corre. É a maneira que tenho de me concentrar numa prova. Eu nem olho no relógio e fico bravo quando algum corredor do meu lado anuncia quanto deu o quilômetro. Durante a corrida, eu sei que estou competindo com mais ou menos seis atletas da minha categoria e é isso que me mantém concentrado. Eu aciono o cronômetro na largada e só paro no final”, comenta Jacob, que, para facilitar, costuma contar um para cada dois passos e multiplica por dois para saber a distância aproximada que já correu. Na conta de Jacob, cada passo equivale a 1 metro. Mesmo sabendo que a aferição não é perfeita, ele tem seus métodos para chegar a um consenso da real distância percorrida. “Dependendo de quanto estou correndo, sei quando tenho que acrescentar mais 200 ou 300 metros. É uma contagem aproximada. Em subida, por exemplo, costumamos diminuir os passos e nas descidas aumentar. Tudo isso você tem que considerar.” Apesar de ter esse hábito nas competições, nos treinos Jacob abre mão da contagem dos passos para poder usufruir da boa conversa numa corrida entre amigos.



Foto: Danilo Belmonte

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Momentos Disney


Publicado por Fernanda Paradizo em 28/01/10 às 12:47 na(s) categoria(s) Corrida de rua
Aproveitando que o Blog Click postou algumas imagens interessantes sobre as “figuras” que correm fantasiadas a São Silvestre, selecionei aqui algumas fotos que dão uma idéia geral do que acontece na Maratona e Meia maratona da Disney.

Para começar, Adriano Bastos e seu visual sempre extravagante. Este ano ele correu a maratona de chiquinhas. Tem gente que acredita que o heptacampeão da Disney ainda vira um personagem da Disney.



Mais Adriano... e este penteado do cabelo? Quem será que copiou de quem?



Correndo por uma causa... participante do Desafio do Pateta, que correu 21 km no sábado e mais 42 km no domingo, corre pela cerveja.



Abaixo, as mãos do Mickey serviram como luvas para proteger os corredores do frio.



Crédito de fotos: Fernanda Paradizo

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A maior medalha de maratona do mundo


Publicado por Fernanda Paradizo em 26/01/10 às 15:49 na(s) categoria(s) Corrida de rua
Os organizadores da Little Rock Marathon, que será realizada no dia 7 de março, na cidade de Little Rock, no estado do Arkansas (EUA), realizaram nesta segunda, 25, uma coletiva de imprensa especial para mostrar em primeira mão a medalha de participação a que todos os que finalizarem os 42 km terão direito.

A medalha em questão, considerada há seis anos a maior de finisher quando o assunto é maratona, tem cerca de 19,5 cm de altura por 16,5 de largura e pesa cerca de 760 gramas.

Na terceira edição do evento, em 2004, os organizadores confeccionaram a grande medalha sem saber que poderiam ostentar esse título. A idéia de fazer uma “big” medalha para a maratona, uma vez que a competição tinha também eventos paralelos, com provas menores, surgiu exatamente para diferenciar cada uma das distâncias e valorizar aqueles que cruzavam a dificil linha de chegada após cumprir os 42 km. Desde então, as medalhas da Little Rock Marathon têm sido cada vez maiores, até porque, ao que parece, o que menos querem os organizadores é perder esse título.



Foto: Divulgação (www.littlerockmarathon.com)
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Perseguidor e perseguido


Publicado por Fernanda Paradizo em 15/01/10 às 19:22 na(s) categoria(s) Corrida de rua
A foto abaixo foi tirada na 4ª milha da Maratona da Disney. É o único ponto do pecurso onde é possível assistir à passagem dos líderes e não correr o risco de perder a chegada do campeão. É ali mesmo que costumamos ver Adriano Bastos já reinar soberano na prova para mais uma vitória. Porém, na edição 2010, a passagem da 4ª milha já indicava que a prova transcorreria de forma diferente para o então hexacampeão. Fredison Costa, o brasileiro que foi à Disney para tentar roubar o reinado de Bastos no mundo encantado no Mickey, já mostrava ali a que veio. Na mesma cena, ainda mais dois outros atletas, estes norte-americanos, que não apareceram na imagem, mas que com certeza se fizeram vistos aos brasileiros pelo menos até a milha 16, quando Bastos, então na 4ª colocação, decidiu apertar o ritmo para encostar nos donos da casa, levando com ele também seu perseguidor, que chegou a virar líder, mas perdeu a batalha nas milhas finais para o heptacampeão.



Ainda de capa para aguentar o frio em Orlando, Bastos é perseguido por Fredison na passagem da milha 4 (by fparadizo)
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Será ele um personagem da Disney?


Publicado por Fernanda Paradizo em 05/01/10 às 22:10 na(s) categoria(s) Corrida de rua

Ele vai tentar o heptacampeonato na Maratona da Disney no próximo domingo. Claro que estou falando aqui de Adriano Bastos, que amanhã viaja para Orlando em busca de mais uma vitória na mundo encantado do Mickey. Sua primeira vitória ali aconteceu há sete anos. E um fato bem curioso aconteceu na sua estréia. O atleta, que veio do triathlon e sempre gostou de chamar atenção pelo visual, resolveu correr a prova de chiquinhas verde e amarela no cabelo, que deram o que falar. Não bastassem as chiquinhas, Adriano se apresentou para fazer a prova de sunga, top de triathlon e luvas.

Na largada, julgando pela aparência, os corredores que almejavam um lugar ao pódio não deram o menor crédito ao brasileiro, achando que se tratava de um personagem da Disney, conforme relatou ao final da prova para a imprensa o segundo colocado daquela edição. A surpresa foi que o tal “personagem” corria para valer e roubou a cena dos demais, tornando-se o protagonista de uma história que já lhe rendeu seis títulos.

De lá para cá, Adriano sempre inovou no visual... já correu de tranças curtas e mais longas, de chapéu do Pateta ou do Pluto no cabeça. Já tremulou bandeira brasileira na linha de chegada e também a bandeira dos anfitriões. São novas tatuagens que surgem a cada ano, sempre como uma forma de homenagear a prova que o tirou do anonimato.

Para este ano, aguardemos pelo que vem pela frente. Com certeza, Adriano já pensou em em algo bem irreverente para o próximo do domingo.



De trancinhas longas e bandeira do Brasil na mão (by fparadizo)

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A “Locomotiva Paulista” dos anos 50 ainda em ação


Publicado por Fernanda Paradizo em 01/01/10 às 13:31 na(s) categoria(s) Corrida de rua
Satisfação enorme ao chegar ontem às imediações da Avenida Paulista para a cobertura de mais uma São Silvestre e dar de cara com o professor Edgard Feire, do Cemafe. Para quem não sabe, Edgard foi atleta dos bons na juventude. E uma das suas principais conquistas foi exatamente há 55 anos, quando foi vice-campeão da São Silvestre.

Conhecido na época como a “Locomotiva Paulista”, ele ostenta também no seu currículo o fato de ter sido o primeiro brasileiro a correr os 5.000 metros abaixo dos 15 minutos (14min55s). Ex-faxineiro da Escola Paulista de Medicina, Edgard deixou o atletismo no auge da carreira, em 1963, para estudar. Formou-se em Biomedicina e virou mestre, passando a ministrar aulas de Fisiologia na Universidade Federal de São Paulo.

Em 1994, um projeto científico na época um tanto quanto audacioso, coordenado pelo dr. Turíbio de Leite Barros, trouxe-o de volta ao atletismo para provar que alguém de 64 anos, levando uma vida completamente sedentária há 30 anos, poderia voltar a correr e enfrentar o desafio de fazer uma maratona. Sob os cuidados do técnico Wanderlei de Oliveira, ele voltou à ativa e em 1995 completou sua primeira maratona em Nova York, em 4h32, e muitas outras maratonas e meias que depois vieram pela frente. Seu melhor tempo nos 42 km foi exatamente em Nova York, quando correu a prova em 3h53.

Depois de sua volta ao esporte, Edgard, que completa 79 anos agora em janeiro, não parou mais de correr. No último dia de 2009, ele completou sua 15ª São Silvestre seguida após sua volta ao esporte, uma competição que ele mesmo faz questão de marcar presença anualmente, faça chuva ou faça sol.


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Duelo de quenianos na SS


Publicado por Fernanda Paradizo em 24/12/09 às 11:36 na(s) categoria(s) Corrida de rua
Depois da participação na Maratona de NY, os quenianos Robert Cheruiyot e James Kwambai voltam a se encontrar, dessa vez nas ruas de São Paulo. A foto abaixo foi tirada em NY, na saída da Queensboro Brigde, que dá acesso à Primeira Avenida, em Manhattan. Os dois atletas em cena serão as estrelas principais da 85ª Corrida Internacional de São Silvestre, que acontece no último dia de 2009.

Se depender de histórico, Cheruiyot leva vantagem. Ele o único que pode ser tetracampeão da prova, aproximando-se assim em número de vitórias de outro ilustre compatriota, o queniano Paul Tergat, pentamcapeão absoluto da disputa. Em Nova York, Cheruiyot, que foi quatro vezes campeão da Maratona de Boston, foi o 2º colocado, enquanto Kwambai, a exemplo de Marilson, abandonou a disputa. Em contrapartida, Kwambai, que é o atual campeão da São Silvestre, correu este ano a Maratona de Roterdã em 2h04min27s, resultado que o coloca em 3º lugar no ranking mundial. É esperar para ver. A São Silvestre este ano promete.



Em NY, Cheruiyot e Kwambia na entrada da Primeira Avenida (by fparadizo) 
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Olivera Jevtic: só ela pode ser tri


Publicado por Fernanda Paradizo em 19/12/09 às 11:49 na(s) categoria(s) Corrida de rua

A atleta sérvia Olivera Jevtic, duas vezes campeã da São Silvestre (1998 e 2005), volta a São Paulo em busca do tricampeonato. A informação foi confirmada na semana passada pelos organizadores. Enquanto as brasileiras Lucélia Peres (2006), Marizete de Paula Rezende (2002) e Maria Zeferina Baldaia (2001) brigam pelo bi inédito para o Brasil, Jevtic é a única no “field” feminino que pode ser tricampeã, igualando-se em número de vitórias à mexicana Maria Del Carmen Diaz (1989, 1990 e 1992) e também à queniana Lydia Cheromei (1999, 2000 e 2004), que acumulam três títulos cada. Enquanto isso, a portuguesa Rosa Motta lidera sozinha o ranking das campeãs, com seis vitórias consecutivas (de 1981 a 1986).

Um fato curioso sobre Olivera Jevtic é que, na sua primeira vitória na São Silvestre, há 11 anos, ela desbancou a equatoriana e favorita Martha Tenório, que tentava na época sua terceira vitória na prova. Coincidentemente, as duas atletas venceram sua primeira São Silvestre com apenas 21 anos. A outra coincidência é que Tenório tentou o tricampeonato 11 anos após sua primeira vitória. E o mesmo acontecerá com Jevtic no dia 31 de dezembro. Coincidência ou não, não custa nada ficar atento às próximas semanas para saber se no “field” feminino haverá alguma jovem atleta estreante que poderá desbancá-la.



Olivera na cerimônia de premiação e na largada da SS 2005 (by fparadizo)

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O inesquecível e implacável Tergat


Publicado por Fernanda Paradizo em 17/12/09 às 21:49 na(s) categoria(s) Corrida de rua
Revirando meus arquivos antigos, deparei-me com um texto que me chamou atenção e trouxe de volta à memória os feitos do grande Paul Tergat por aqui. O ano era 2000. Assunto? Pentacampeonato do queniano na São Silvestre. Foi também o ano de sua despedida na mais famosa corrida no Brasil.

Na época, o próprio atleta definiu sua quinta vitória como a mais dura nas ruas de São Paulo, após ultrapassar o etíope Tesfaye Tola no final da Avenida Brigadeiro Luis Antonio. A mesma Brigadeiro que lhe tirou o tricampeonato em 1997, quando o brasileiro Emerson Iser Bem foi campeão. Em 2000, Tergat cruzou a linha de chegada com apenas 1 segundo de diferença sobre Tesfaye Tola para se sagrar pentacampeão da competição.

Para se ter uma idéia do quanto a presença do queniano abrilhantava nossa São Silvestre, já nessa época o atleta ostentava o pentacampeonato mundial de cross-country, o bi mundial de meia e ainda carregava no currículo duas medalhas de prata olímpicas nos 10.000 metros. Após essa última e honrosa participação na prova brasileira, aí sim Tergat passou a disputar maratonas, chegando a bater inclusive o recorde mundial na distância em 2003, quando quebrou a barreira das 2h05, com 2h4min55s em Berlim.

Aos 40 anos, o queniano ainda dá mostras de que está em forma. Em março deste ano, ele foi campeão da Maratona de Lake Biwa, no Japão. Seus feitos em terras brasileiras marcaram época e jamais serão esquecidos. O queniano ainda é o atual recordista da São Silvestre, com 43min12s, resultado obtido em 1995 e que já dura 14 anos.




Paul Tergat na Maratona de Nova York de 2008 (by fparadizo)

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Correndo à beira do rio Hudson


Publicado por Fernanda Paradizo em 05/11/09 às 01:06 na(s) categoria(s) Corrida de rua
(Direto de NY...) Adoro correr em lugares que não conheço. E hoje pela manhã aqui em Nova York resolvi mudar meu rumo e, e em vez de ir ao já conhecido Central Park, peguei uma outra direção e fui parar à beira do rio Hudson. Uma horinha de corrida, na companhia das amigas Flávia Kurtz (que correu NY) e Renata Gomide (que fará no próximo domingo um Meio Ironman em Miami) e com a visão magnífica da Queensboro Bridge, ponte que marca a entrada na Primeira Avenida da maratona e o acesso a Manhattan para mais 10 milhas de prova (ou 16 km)... e pronto. Depois de dois dias tentando me recuperar das andanças para lá e para cá da semana do evento, foi o que bastou para que eu, e também as amigas, me sentisse renovada. A visual do lugar é algo indescritível. Era tudo o que eu precisava para recuperar as energias e direcionar meu foco para domingo que vem, quando corro a Maratona de Harrisburg, na Pensilvânia. Se sobrou pernas para os 42 km, sinceramente ainda não sei!! Mas vontade e motivação com certeza não faltarão.




Uma paradinha para uma foto em frente à Queensboro Bridge, ponte que dá acesso a Manhattan na Maratona de Nova York
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Marilson já está em NY


Publicado por Fernanda Paradizo em 26/10/09 às 16:49 na(s) categoria(s) Corrida de rua
O atual campeão da Maratona de Nova York, Marilson Gomes dos Santos, já está na Big Apple. Quem anunciou a chegada do brasileiro foi a presidente do NYRR e diretora de prova da maratona, Mary Wittenberg, que postou a seguinte mensagem no twitter: “O bi e atual campeão Marilson Gomes dos Santos é o primeiro a chegar ao hotel. Será ele também o primeiro a cruzar a linha de chegada novamente?” Esperamos que sim. Conforme a programação oficial do evento, Marilson participa sozinho amanhã, a partir das 10h30 (horário local), de uma coletiva de imprensa, com todas as honras de atual campeão.



Marílson na coletiva de imprensa aqui no Brasil, onde foi anunciada sua participação na prova (by fparadizo)
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Resultados de Nova York in real time


Publicado por Fernanda Paradizo em 26/10/09 às 14:22 na(s) categoria(s) Corrida de rua
Conhece alguém que vai correr a Maratona de Nova York, no dia 1º  de novembro? Os orgazanidores da prova disponibilizaram no site oficial uma ferramenta chamada Athlete Alert, em que você pode escolher até quatro atletas para acompanhar suas passagens a cada 5k, in real time. Depois da meia maratona (13.1 milhas / 21.1k), os alertas serão enviados a cada milha (1.609 m). Acesse aqui o link para registrar seu e-mail ou celular e escolha seus corredores favoritos. Dá até para receber as passagens dos atletas de elite, como Marilson Gomes dos Santos, Paula Radcliffe e cia.


Foto do início da Primeira Avenida, quando a prova sai do Queens e entra em Manhattan (milha 16 / km 25), ponto em que, em 2006, o então desconhecido Marilson Gomes dos Santos escapou dos favoritos para vencer pela primeira vez em NY (by fparadizo)
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Armstrong quer ser coelho de Joan Samuelson em NY


Publicado por Fernanda Paradizo em 02/10/09 às 17:50 na(s) categoria(s) Corrida de rua

Lance Armstrong anunciou que quer ser coelho da norte-americana Joan Benoit Samuelson na 40ª Maratona de Nova York na parte final da prova. O desejo de heptacampeão do Tour de France é uma forma de retribuir a gentileza à Samuelson, que em 2006 conduziu Armstrong até a linha de chegada na sua estréia em maratona, em 2006, ajudando o atleta a fechar os 42 km abaixo das 3 horas.

Primeira campeã olímpica da história da maratona feminina (Los Angeles 1984), Samuelson, 52 anos, correrá a prova para celebrar os 25 anos de seu ouro olímpico e também de olho no recorde da prova na sua faixa etária. E é  exatamente por isso que o desejo de Armstrong pode não ser atendido pelos organizadores da prova. Segundo Mary Wittenberg, presidente de NYRR e diretora de prova da maratona, Samuelson pode ter coelho, mas este não poderá entrar no meio da prova. Do contrário, o recorde, se acontecer, não será validado. Isso quer dizer que, se Armstrong quiser ajudar Samuelson, terá que largar na prova. Afinal, o assunto em questão é bem diferente de quando ele foi a estrela da festa e os organizadores diponibilizaram vários “pacesetters” famosos, como o tricampeão de NY, Alberto Salazar, e a própria Samuelson, para ajudá-lo a cumprir o desafio. Isso porque todo o projeto era promocional, em prol da luta contra o câncer, e Armstrong não estava concorrendo a nada.

Dada a resposta para o rei do Le Tour, resta saber agora se ele vai querer encarar a maratona inteira, para conduzir a atleta até o final e retribuir a gentileza, ou se contenta em ajudá-la apenas na parte inicial do percurso. Apesar de Armstrong ter como melhor marca um tempo inferior às conquistadas  por Samuelson em maratonas nessa fase da carreira (ele fez 2h46min43s em 2007), o atleta, que voltou ao ciclismo este ano, não treinou especificamente para encarar os 42 km e o que se coloca em dúvida é se Armstrong conseguirá ser um coelho da lardada ao fim.

A questão que paira sobre Joan Benoit Samuelson, que bateu recorde da sua faixa etária no ano passado, correndo o 2008 Olympic Marathon Trials para 2h49min08s, é se ela vai mesmo em busca desse recorde da prova, que é de 2h53min53s (S. Rae Baymiller, em 1993), sagrando-se campeã numa competição em que jamais subiu ao lugar mais alto do pódio, ainda que tivesse currículo de sobra para isso.

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A maior campeã de NY faz aniversário hoje


Publicado por Fernanda Paradizo em 01/10/09 às 14:42 na(s) categoria(s) Corrida de rua
A maior campeã de todos os tempos da Maratona de Nova York faz aniversário hoje. A norueguesa Grete Waitz , que completa 56 anos, venceu nove vezes na Big Apple e foi prata nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984, quando aconteceu a estréia das mulheres na maratona olímpica.

Waitz carrega ainda no currículo quatro recordes mundias nos 42 km e ainda um ouro Campeonato Mundial de Atletismo.

No ano passado, os organizadores da maratona que a consagrou fizeram uma homenagem à grandre campeã, estampando sua figura nas medalhas distribuídas aos 38 mil corredores que competiram na prova.
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Será o fim do chip?


Publicado por Fernanda Paradizo em 01/10/09 às 13:22 na(s) categoria(s) Corrida de rua

Uma nova tecnologia de cronometragem está tomando conta das provas norte-americanas há cerca de um ano e meio. A novidade, usada pela primeira vez em maio de 2008 na Maratona de Los Angeles, parece que pegou mesmo. Tanto que as grandes provas já estão abandonando o sistema tradicional do chip e aderindo ao D-Tag, que nada mais é do que um tira de papel plastificado que fica presa ao cadarço do tênis.

Experimentei pela primeira vez a novidade na Meia maratona de Fort Lauderdale, em novembro do ano passado, e depois na Meia maratona de Miami, em janeiro. O melhor de tudo é que é descartável. Isso quer dizer que, ao cruzar a linha de chegada, você não precisa se abaixar (ou pedir o auxílio dos voluntários ou staffs) para desamarrar o tênis e fazer a devolução do acessório para os organizadores. Terminou a prova? Pode pegar sua medalha e ir embora.

A novo sistema será usado pela primeira vez na Maratona de Nova York, que acontece no dia 1º de novembro. Pelo que tudo indica, a famosa frase “vamos retirar o chip” pode estar com seus dias contados.


Foto reproduzida do site da Maratona de Nova York (www.nycmarathon.org)

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Conhecendo o percurso da NYC Marathon


Publicado por Fernanda Paradizo em 29/09/09 às 11:31 na(s) categoria(s) Corrida de rua
Para quem vai correr no primeiro dia de novembro a Mararatona de Nova York, há duas maneiras de conhecer o percurso. A primeira delas é in loco. Para a comemoração dos 40 anos da prova, os organizadores estão oferecendo aos participantes um serviço chamado de Motorcoach, que fará um tour pelos 42.195 metros do percurso, de Staten Island ao Central Park. 

Local de saída dos ônibus: da Expo, no Jacob K. Javits Convention Center
Horários: às 9h e às 14h
Dias do tour: de 28 a 31 de outubro
Valor: U$ 35 por pessoa / U$ 25 para crianças com menos de 12 anos (Clique aqui para comprar seu bus ticket)
Duração: 4 horas (com uma parada no bairro do Brooklyn)

Mas, se você é daqueles que prefere descansar nesses dias que antecedem a prova, assista ao vídeo abaixo para fazer um tour virtual pelo percurso.


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Briga de tetracampeões na Maratona PA de Revezamento


Publicado por Fernanda Paradizo em 15/09/09 às 15:43 na(s) categoria(s) Corrida de rua
A 17ª edição da Maratona Pão de Açúcar de Revezamento, que acontece no dia 20 de setembro, no Ibirapuera, promete uma briga boa entre as equipes do Pão de Açúcar BM&F e do Cruzeiro. Desde 2001, os dois times têm travado um duelo à parte na competição e o resultado do domingo colocará uma das equipes à frente em número de vitórias. Tanto Cruzeiro quanto Pão de Açúcar BM&F computam no quadro geral quatro vitórias para cada lado.

A equipe do Cruzeiro, que mais uma vez será comandada por Franck Caldeira, foi campeã em 2001, 2002, 2007 e 2008. O time do Pão de Açúcar BM&F, que já tem a presença confirmada de Marílson Gomes dos Santos na equipe, conquistou os títulos em 2003, 2004, 2005 e 2006.

O Pão de Açúcar BM&F corre este ano com Marilson Gomes dos Santos,
Daniel Chaves da Silva, Joilson Bernardo da Silva, Reginaldo Campos Jr.,
Antonio Carlos de Jesus Borges, Jean Carlos da Silva, Adriano Bastos e  
Hudson Santos de Souza. Já a equipe do Cruzeiro vem com a seguinte formação: Cristiano da Silva Machado, Franck Caldeira, Giomar Pereira da Silva, Ivanildo Pereira dos Anjos, João Ferreira de Lima, José Ramos Pereira dos Santos, Lindomar Modesto de Oliveira, Luis Paulo do Silva Antunes e Marcos Alexandre Elias. Quem será que leva a melhor este ano?




Na edição de 2008, o empresário Abílio Diniz e o prefeito de SP, Gilberto Kassab, entregam o troféu de tetracampeão à equipe do Cruzeiro
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Correndo na chuva


Publicado por Fernanda Paradizo em 08/09/09 às 16:45 na(s) categoria(s) Corrida de rua
Que chuva é essa? Saí hoje para correr pela manhã, por volta das 7h, um pouco mais tarde que o habitual. O dia estava lindo e convidativo a uma corrida.  Na minha planilha de treino, 15 km. Saí pelo meu bairro, sem determinar muito o percurso que faria. “Na hora eu defino para que lado eu vou”, pensei. Às vezes gosto de correr sem rumo. E o dia lindo de sol pedia isso. Como estava sozinha, peguei meu MP3 (só corro ouvindo música quando estou só, mas fico muito bem sem a companhia de música), prendi por dentro da camiseta e fui direto para a Praça Vinícius de Moraes, no Morumbi. Deram 30 minutos de corrida no meu relógio e o tempo começou a fechar. Pingos foram caindo. E as pessoas na praça foram aos poucos sumindo. A chuva começou a apertar. Eu fui adiante. “Afinal, o que é uma chuvinha?”, indaguei-me. Depois de dar quatro voltas na praça, com subidas e descidas, resolvi pegar um caminho habitual, me distanciando cada vez mais do meu ponto de origem.

A chuva foi apertando. De repente, me vi no meio de um pé d’água. Mas continuei a correr. Foi quando o cenário da forte chuva me fez lembrar dos quilômetros finais da minha primeira maratona, em Nova York 1997. Comentei isso com o Harry hoje pelo twitter, que também tem boas lembranças desse dia. Chovia forte no Central Park  e não havia como desviar das poças de água que iam se formando pelo caminho. Foi uma verdadeira enxurrada naquele final de maratona. Eu não tinha muita noção de corrida na época, não sabia em que ritmo corria, mas lembro-me que naquele ponto dos 42 km eu me sentia “leve” e feliz por estar completando minha primeira maratona. Nem vi o constante sobe-e-desce do Central Park, que acabei conhecendo em participações posteriores, de tão anestesiada que estava naquele final mágico de prova.

Com essa lembrança de NY tão presente na minha memória, não consegui dar meia volta e “fugir” da chuva. Fui adiante com a minha corrida solitária, ao som de uma seleção de músicas do grande Eric Clapton, que também que me fez lembrar naquele momento as inúmeras bandas do melhor rock’n roll espalhadas pelos bairros do Brooklyn e do Queens, na primeira parte da prova. Apesar de estarmos prestes a entrar na Primavera, as folhas no chão, amareladas,  lembravam o Outono no Central Park, época em que acontece a maratona. Eu poderia ter ficado horas ali correndo, apenas aguardando que as lembranças viessem à tona. Mas tive que voltar para fechar meus 15 km da planilha. Feliz da vida, diga-se de passagem. O que parecia uma simples corrida num dia bonito de sol se transformou em algo indescritível, que só quem corre sabe o que é.

 

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