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Fernanda_Paradizo
São Paulo, SP

in foco

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A jornalista Fernanda Paradizo é corredora e viaja o mundo para cobrir e fotografar provas internacionais. Fez sua estréia nos 42 km em 1997, em Nova York, e a partir de então não parou mais de correr. Já completou oito maratonas internacionais.

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Este é um blog pessoal e não reflete, necessariamente, as opiniões do Portal Webrun


Campeões em Caiobá


Publicado por Fernanda Paradizo em 09/03/10 às 01:13 na(s) categoria(s) Triathlon
As duas fotos abaixo registram muito bem o que aconteceu no 22ª edição do Triathlon de Caiobá, realizado no dia 7 de março, na Praia Mansa, em Matinhos, litoral do Paraná.

Na primeira imagem, o pelotão formado por Marcus Vinícius, Reinaldo Colucci, Raphael Menezes e Fábio Carvalho manteve-se compacto até pelo menos metada da etapa da corrida, definida no sprint final entre Fábio Carvalho e Reinaldo Colucci, que levou a melhor, repetindo assim o resultado do Internacional de Santos.


(by fparadizo)

Se entre os homens a prova foi embolada, o que se viu na competição das mulheres foi exatamente o oposto. A foto abaixo mostra Pamella Oliveira, que compôs a equipe feminina do Fast Triathlon na semana passada, saindo da água na liderança isolada. A jovem triatleta, de apenas 22 anos, venceu a tradicional competição paranaense do começo ao fim.


(by fparadizo)

 

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Ariane Monticeli brilha na Malásia


Publicado por Fernanda Paradizo em 27/02/10 às 14:10 na(s) categoria(s) Triathlon


Ela foi eleita pela revista Tri Sport a triatleta revelação de 2009 e não há como negar que começou 2010 com força total. Depois de faturar o título do Duathlon e do Long Distance do Rodoanel, em São Paulo, em dois finais semanas consecutivos, Ariane Monticeli, que é também comissária de bordo e concilia sua carga horária de treino com a as escalas de vôos internacionais exigidas pela profissão, conquistou na manhã deste sábado (horário de Brasília) a 4ª colocação no Ironman da Malásia, disputado em Langkawi.

A brasileira, que saiu na 9ª colocação da água e assumiu a 4ª posição no pedal, cruzou a linha de chegada em 10h15min17s, repetindo a mesma posição obtida no Ironman de Wisconsin (EUA), em setembro de 2009, quando também foi 4ª, com a melhor corrida disparada da prova (3h15) e ficando apenas a 3 minutos de uma vaga para a disputa do Mundial do Havaí, hoje seu grande sonho.

Aos 28 anos, Ariane, que é gaúcha e mora na capital paulista, começou a disputar provas como profissional somente em 2008. Mas os resultados na nova categoria não demoraram a aparecer. Em 2009, a triatleta foi campeã da etapa do Brasileiro de Longa Distância no Rio Grande Sul e conseguiu vários resultados expressivos em outras provas, que acabaram lhe rendendo o título de atleta revelação do ano. Sua estréia na distância de Ironman aconteceu há pouco menos de um ano, no Ironman do Brasil, em Florianópolis, onde foi a 9ª colocada, já impondo ali, entre nomes de peso, sua forte corrida.

Top 5 na Malásia

Feminino
1. Belinda Granger (AUS) – 9h23min33s
2. Edith Niederfriniger (ITA) – 9h35min02s
3. Hillary Biscay (EUA) – 10h10min59s
4. Ariane Monticeli (BRA) – 10h15min17s
5. Jocelyn Wong (EUA) – 10h20min32s

Masculino
1. Marino Vanhoenacker (BEL) - 8h22min31s
2. Hiroyuky Nishiuchi (JAP) - 8h50min52s
3. Romain Guillaume (FRA) - 8h55min38s
4. Justin Granger (AUS) - 9h01min08s
5. Andreas Venhorst (AUS) - 9h12min03s

 
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Brasileiros prometem brilhar em Pucón


Publicado por Fernanda Paradizo em 23/01/10 às 10:41 na(s) categoria(s) Triathlon
Depois da edição do Fast Triathlon, prova que reuniu no último final de semana o trio Juraci Moreira, Fabio Carvalho e Paulo Myiasiro, defendendo com êxito o Brasil na competição disputada na baixada santista, litoral de São Paulo, agora é a vez de outro trio brasileiro entrar em cena. Reinaldo Colucci, Santiago Ascenço e Igor Amorelli participam neste domingo, dia 24, de mais uma edição do tradicionalíssimo Ironman 70.3 de Pucón, no Chile, primeiro evento do ano da série 70.3 e que vale vaga para o Mundial, que acontece no dia 13 de novembro, em Clearwater, na Flórida.

Se depender do histórico dos brasileiros na competição, podemos aguardar um bom resultado dos atletas. O jovem paulista Reinado Colucci, de Descalvado, já foi campeão da prova em 2008, desbancando o então favorito Oscar Galindez, argentino radicado no Brasil e que buscava na época o pentacampeonato, resultado que conseguiu no ano seguinte, em 2009, exatamente em cima de Colucci, que foi vice.

O outro brasileiro com histórico positivo na prova é o goiano Santiago Ascenço, que tem como ponto forte a corrida e pode surpreender os adversários exatamente na etapa final da competição. Para se ter uma idéia, Santiago fez sua estréia na distância de Ironman (3.800 m/ 180 km/ 42 km) em novembro no Arizona com a 10ª colocação e a melhor corrida da prova, com 2h49 na maratona. Em Pucón, o goiano também já deixou sua marca. Foi 2º colocado em 2007, 3º em 2008 e 6º  em 2009. Nos últimos dois anos, fez também a melhor corrida da competição: 1h16 em 2008 e 1h15 em 2009.

Entre os principais adversários dos brasileiros, estarão lá dois argentinos já bem conhecidos por aqui: Oscar Galindez, que tentará o hexa na competição, e Eduardo Sturla, que nunca venceu em Pucón, mas tem também seu histórico positivo. Sturla foi 3º em 2003, 4º em 2008 e 5º em 2006 e 2009.

A largada da prova acontece neste domingo, 24, às 8 horas da manhã (9h no horário de Brasília). Para acompanhar as informações sobre o evento, acesse www.ironmanlive.com ou www.ironmanpucon.com.



Santiago Ascenço e Reinaldo Colucci na coletiva de imprensa da edição de 2008 do Ironman 70.3 de Pucón (by fparadizo)
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Dois campeões mundias na mesma cena


Publicado por Fernanda Paradizo em 29/11/09 às 22:18 na(s) categoria(s) Triathlon
Fotografia tem dessas coisas. Quando você menos espera, surge no meio de todo o seu trabalho algo do nada, com um significado bem maior do que você imaginava. Na foto abaixo, registrada na 3ª etapa da Track&Field, realizada neste domingo, o foco principal era o técnico e atleta Marcello Butenas, que acabou de ser campeão mundial na categoria 40-44 anos no Ironman 70.3 de Clearwater, disputado no dia 15 de novembro, na Flórida. A surpresa da foto foi verificar ao lado de Butenas a presença de outro campeão mundial, Joachim Doeding, vice-campeão este ano, e que na edição de 2008 faturou na Flórida o mesmo título de Butenas, na categoria 50-54 anos. A  imagem clicada ao acaso não poderia passar em branco. Ainda que tardiamente (duas semanas depois), fica aqui registrada a justa homenagem aos dois triatletas, que fizeram bonito na Flórida.



À esquerda, Marcello Butenas (36min41s nos 10k). À direita, Joachim Doeding (36min34s nos 10k)... campeões de suas categorias também na Track
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Brasil fatura Ironman 70.3 Penha


Publicado por Fernanda Paradizo em 30/08/09 às 23:09 na(s) categoria(s) Triathlon
Parabéns ao goiano Santiago Ascenço e à campineira Vanessa Gianinni, que venceram no sábado, dia 29, a 4ª edição do Ironman Brasil 70.3, realizada no parque temático do Beto Carrero World, em Penha, litoral de Santa Catarina. Santiago cruzou a linha de chegada com 3h47min09s e Vanessa fechou os 1.900 m de natação, os 90 km de ciclismo e os 21 km de corrida em 4h29min35s.

Para mais detalhes sobre a prova, clique aqui para ver release da assessoria de imprensa.


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A superação de Julie Moss


Publicado por Fernanda Paradizo em 14/06/09 às 12:45 na(s) categoria(s) Triathlon
Um dos finais mais emocionantes do Ironman do Havaí foi sem dúvida nenhuma protagonizado pela norte-americana Julie Moss, em 1982. Vários triatletas que iniciaram na década de 80 se inspiraram pelo drama e superação da atleta, que perdeu a liderança da prova para Kathleen McCartney faltando apenas 50 metros para o final. Julie, que não agüentava dar nem mais passo adiante, cruzou a linha de chegada engatinhando. Emocionante!





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Keller: uma xará pra lá de ilustre


Publicado por Fernanda Paradizo em 28/05/09 às 17:16 na(s) categoria(s) Triathlon
Estava eu um dia num vôo para a cidade de Cancún, no México, onde faria a cobertura de um mundial de triathlon olímpico. No avião, deparei-me com uma revista, daqueles de bordo, feitas exclusivamente para os passageiros, em que uma das matérias principais falava de Fernandas ilustres. Vários sobrenomes ali contemplavam as páginas da matéria, como Montenegro, Torres, Cândido, Venturini, Lima e outros.  Tinha Fernanda de diversas áreas, mas uma especificamente me chamava atenção: a Keller, reconhecida com a dama de ferro do triathlon brasileiro. Fiquei com aquela matéria na cabeça, lida muito rapidamente, e resolvi que, na volta do vôo, 10 dias depois, pediria para a comissária de bordo um exemplar dessa revista, não somente pela minha admiração pela triatleta, mas também pelo tipo de abordagem, que falava do poder dessas famosas Fernandas.

Nessa época, eu pouco conhecia a triatleta, mas já a admirava pelos feitos seguidos no Mundial do Havaí e também por ter ela como a expressão máxima da modalidade no país. Uma das primeiras vezes que a vi atuando foi em Porto Seguro, em 2000, quando venceu ali seu primeiro Ironman da carreira. Foi bacana presenciar a admiração e respeito que os gringos tinham por ela.
Fui encontrá-la novamente no ano seguinte, em 2001, na primeira edição do Ironman em terras catarinenses. Meu contato ali com minha xará de respeito foi muito pouco. O tempo passou e em 2002 surgiu a oportunidade de conhecê-la um pouco mais de perto. Fui convidada para acompanhar como jornalista e fotógrafa um evento-piloto do Extra Hipermercados, que tinha a intenção de realizar no Brasil uma espécie de Race Across America (RAAM), prova de ciclismo norte-americana de 5 mil quilômetros, que corta os Estados Unidos de costa a costa, e que originou depois o Extra Distance 800k. Eram 16 ciclistas, que se dividiam em quatro equipes de quatro pessoas e que se revezavam de uma em uma hora num pedal ininterrupto, dia e noite, para cumprir um percurso de cerca de 3,5 mil quilômetros, que largou de Fortaleza, Ceará, e chegou a São Paulo sete dias depois. E a Fernanda Keller estava ali compondo um dos quartetos. Nestes dias que passei acompanhando os ciclistas tive a oportunidade de conhecê-la um pouco. Foram vários os acontecimentos bacanas dessa viagem, dura e penosa também para quem não pedalava.

Chegamos ao final desse desafio após 7 dias e minha admiração por essa grande triatleta não parou mais de crescer. À medida que o tempo passava, fui conhecendo um pouco mais a fundo também a pessoa, que sempre se mostrou fantástica e uma profissional com uma postura indiscutível. Tive o prazer de ver de perto suas três vitórias em Ironman. A primeira lá atrás, em 2000, em Porto Seguro. As outras duas já em Florianópolis, em 2004 e 2008. Ver ela cruzando a linha de chegada em 1º lugar, levando a platéia ao delírio, é uma sensação única. Fiquei também espantada ao vê-la em 2001 correr 42 km quando para o tempo de 3h06min depois de nadar 3.800 m e pedalar 180 km. Foi nesse mesmo ano que ela bateu o recorde sul-americano de Ironman, fechando a prova para 9h14min12s.

No dia 31 de maio, Fernanda fará sua nona participação seguida no Ironman Brasil, em Florianópolis (SC). Aos 45 anos, sendo 26 dedicados ao triathlon, ela tentará mais uma vez, a 23ª consecutiva, garantir sua presença no Mundial de Ironman, no Havaí, onde já faturou 10 pódios e foi seis vezes medalha de bronze.

As expectativas para Floripa são favoráveis a um bom resultado. Como a própria Fernanda diz, ela simplesmente adora competir no Brasil, já que “a torcida e os amigos fazem uma enorme diferença”. Por isso mesmo, deixo aqui minha mensagem de boa sorte a essa triatleta. A única coisa que sinto é não poder estar lá este ano para ver de perto mais uma apresentação da grande Fernanda Keller. Mas com certeza estarei torcendo por aqui e acompanhando pela internet os resultados online pelo Ironmanlive.

Ah... já ia me esquecendo. Que fim levou a matéria das Fernandas? Bom, conforme planejado e como disse no início deste post, voltei de Cancún disposta a adquirir um exemplar da revista. Para minha surpresa, ela não estava mais a bordo do vôo. Sempre que lembro, reviro a internet à procura da matéria e nada. Mas não desisti. Ainda estou à procura. Às vezes também fico pensando que posso ter dormido no avião e sonhado com uma matéria que eu mesma gostaria de ter feito, até porque não me lembro de detalhes do texto. Coisas de jornalista. E isso não seria nenhuma novidade. Já cansei de tirar pautas de sonhos, de corridas matutinas e de situações completamente inusitadas. Afinal, é assim que surgem as idéias... de onde você menos espera. Mas isso é assunto para outro post.


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Mariana Ohata estréia em Ironman


Publicado por Fernanda Paradizo em 25/05/09 às 20:58 na(s) categoria(s) Triathlon

A brasiliense Mariana Ohata completa este ano 19 anos de triathlon. No dia 31 de maio, a única triatleta feminina brasileira presente em todos os Jogos Olímpicos desde a estréia da modalidade, em Sidney 2000, vai participar pela primeira vez de um Ironman. Aos 31 anos, Mariana, que escolheu o Ironman Brasil, em Florianópolis (SC), para fazer sua estréia na distância, fala aqui um pouco de seus treinos e expectativas para encarar no próximo domingo 3.800 m de natação, 180 km de ciclismo e mais 42 km de corrida.

Fernanda (in foco): Há quanto tempo está morando em São Carlos e treinando com o Cali? O que mudou na sua vida com essa mudança e por que você decidiu trocar Brasília pelo interior de São Paulo?

Mariana: Estou em São Carlos treinando com o Cali há três anos. Fui a convite dele e não quis mais voltar para Brasília. Na época, tinha acabado de perder um patrocínio e estava bem desanimada em continuar. O Cali me convidou para conhecer São Carlos e o centro de treinamento. Não pensei duas vezes e fui de mala e cuia. Tenho uma estrutura excelente para todos os treinamentos que faço. Somos sempre acompanhados do Cali e treinamos com segurança na fazenda do Damha, além de contar com excelente qualidade de vida. A Cidade de São Carlos é bem agradável, diferente dos grandes centros urbanos. Consigo treinar, morar e viver bem. O único problema é viver longe da família. Mas sempre que posso faço uma visita a eles ou eles vêm para cá.

Fernanda: Você e o Juraci são os únicos triatletas brasileiros com participação em todos os Jogos Olímpicos até então. Quando você olha para o futuro, você se vê na próxima Olimpíada ou há uma tendência em optar de vez para as disputas de longa distância? 

Mariana
: Na verdade por muito tempo falei que me "aposentaria" depois de Pequim. Mas, quando voltei de lá, vi que não estava preparada para isso. E o triathlon me deu essa alternativa de continuar competindo, mas em outras distâncias. Ao começar meus treinos para o Ironman, vi e percebi que sou capaz de me manter bem e forte tanto para as distâncias olímpicas quanto para as de meio e Ironman. Por isso decidi tentar mais uma Olimpíada, mas vou priorizar esses dois primeiros anos do ciclo olímpico para as maiores distâncias, sem perder o foco na disputa das provas olímpicas para conseguir meus pontos e me classificar para os Jogos Pan-americanos do México, em 2011, e para os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012.

Fernanda: No ano passado, você ganhou o Ironman 70.3 Penha na sua estréia na distância de meio-ironman logo depois dos Jogos Olímpicos, com pouco tempo de preparação para uma distância até então desconhecida para você. Como você se preparou para o Ironman Brasil? O que difere do seu treino quando seu foco é apenas a distância olímpica?

Mariana
: Quando voltei de Pequim, estava bem treinada e motivada para competir em todos os tipos de prova, tanto que fiz três provas logo que desembarquei no Brasil, incluindo o 70.3 de Penha (em setembro), que foi excelente, pois não esperava, mas queria muito me classificar para o Mundial em Clearwater, na Flórida (em novembro). Terminei a prova exausta, mas consegui vencê-la. O que vi no Mundial foi que a distancia 70.3 está ficando muito rápida. É praticamente uma disputa olímpica. Por isso acho que os treinos praticamente não diferem muito. Para a minha preparação para o Iron, as coisas já começaram a ficar mais complicadas (rssss), na verdade, mais longas. Foquei nos treinos mais longos, com transições que duravam o dia inteiro, e passei também a aprender a me alimentar durante esses treinos, algo que não fazia antes. Foi uma adaptação rápida, mas bem diferente. Superei bem, pois, além de já ter uma bagagem boa, tinha companheiros de treino que sempre me davam dicas e me ensinavam o que fazer e quando.  Foi bem legal. Aliás, está sendo muito legal toda essa transformação. A maturidade também conta muito, pois acho que com cinco ou seis anos a menos não teria tanta paciência para entender e fazer tudo o que estou fazendo hoje. 
 
Fernanda: Você vai em busca de uma vaga para o Havaí? 

Mariana
: Acho que todo mundo almeja essa vaga, assim como os atletas de distância curta almejam uma vaga olímpica. Comigo não seria diferente e vou tentar estar no Havaí, com certeza. Pode até ser que não seja este ano, mas agora sei que tenho plenas condições de conseguir.

Fernanda: Como será sua semana até o Ironman? Quando viaja para Floripa? E o que vai fazer de treino daqui para a frente até o grande dia?

Mariana
: Estou indo para Floripa na quarta-feira e nada vai mudar até o dia da prova. Meus treinamentos continuarão os mesmos, inclusive na semana da competição. Não sou o tipo de atleta que pára tudo e só descansa. Gosto de manter o corpo em movimento. Por isso só vou diminuir o ritmo, ou melhor, o volume de treinos alguns dias antes. Acho que o mais importante é você estar de bem (psicologicamente falando). A cabeça tem que estar boa e confiante.

Fernanda: O que você sabe da prova de Floripa? Tem alguma estratégia ou, por ser sua primeira, vai apenas sentir? Qual a etapa que acredita ser a mais difícil?

Mariana
: Por ser uma estreante na distância, quero fazer uma prova bastante inteligente e curtir o meu dia. Sei que vou competir com pessoas muito mais experientes que eu. Sei também que qualquer erro é fatal. Por isso o meu objetivo é completar a prova bem e o resultado vai ser conseqüência disso. Lógico que a torcida, a emoção, todo o filme de treinos passando pela minha cabeça vão contar muito, mas vou tentar manter o foco no trabalho que fiz, confiar nisso e fechar bem minha prova. Nem consigo dizer o que será mais difícil, pois serão praticamente 10 horas de esforço e acho que “vamos” sofrer por etapas. Mas estou preparada para isso.

Fernanda: Na distância de Ironman, você tem algum ídolo ou alguém que você se espelhe? 
    
Mariana: Vi que para ser um Ironman qualquer atleta precisa se superar diariamente. Por isso, posso dizer que todas as pessoas que já completaram um Ironman se tornaram ídolos e motivadores na minha preparação. Claro que existem super, hiper, mega, Ironmen e Ironwomen, mas eu seria injusta se falasse apenas um nome. Fica então minha admiração por todos.

 

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Quem sou? De onde vim?


Publicado por Fernanda Paradizo em 22/04/09 às 11:41 na(s) categoria(s) Triathlon

São Paulo, SP - São perguntas óbvias. E gostaria de respondê-las aqui neste meu primeiro post, até como uma forma de me apresentar. Quando fui convidada para tocar este blog, aceitei de imediato. Mas confesso que fiquei um pouco perdida sobre a linha que deveria seguir. E não há nada pior para um jornalista do que sentar diante de uma tela de computador e não saber que caminho tomar. Sem querer ser redundante, o melhor a fazer é começar pelo início. Conversando com alguns amigos, e com o próprio Harry, percebi que não poderia fugir das minhas origens e de toda a história pessoal e profissional que construí ao longo destes quase doze anos dedicados à corrida.

Comecei a correr em 1993 para manter a forma, mas minha verdadeira paixão pela corrida surgiu em 1997. Eu trabalhava na revista Boa Forma, da Abril, e, por ter a corrida como algo quase regular na minha rotina (3 vezes na semana, 8 km por dia), fui incumbida de fazer uma matéria especial sobre como encarar um treino de seis meses para uma maratona.

Meu principal entrevistado era o técnico Wanderlei de Oliveira, na época diretor do Pão de Açúcar Club e pioneiro na implantação de programa de qualidade de vida em empresas. O primeiro contato com ele foi por telefone. Em vez de eu tomar as rédeas da conversa e estabelecer naquele momento que era eu quem faria as perguntas, acabei deixando ele comandar a situação. “Você corre? Há quanto tempo?  Quanto por dia ou semana? Que tênis você usa?”. Respondi tudo calmamente e, quando achei que iríamos tratar do meu assunto,  lá veio ele com outra conversa: “Esteja amanhã, às 6h da manhã, na pista de atletismo do Constâncio Vaz Guimarães. Traga tênis e roupa de corrida”. Tentei intervir, falando que eu só queria fazer uma entrevista com ele... e nada mais. “Quer escrever sobre corrida? Então, corra!”, disse ele, enfático.

Mesmo um pouco contrariada, fui até lá e fiz tudo o que ele queria. Resumindo, comecei a treinar com o grupo do Wanderlei imaginando que ficaria só até o momento de conseguir todo o material que precisava. Terminei a matéria e, antes que o texto fosse publicado na revista, lá veio ele de novo com outra “conversa”: “Que tal correr a Maratona de Nova York e relatar seu treino e participação na revista?” Estávamos a cerca de seis meses da prova. De certa forma, era um meio de eu mesma constatar se aquele programa que ele havia me passado funcionava. E também uma chance única para fazer minha primeira grande matéria como repórter de fitness. Conclusão? Virei personagem da minha própria história.

Treinei duro durante seis meses e corri minha primeira maratona para 3h49, 1 minuto abaixo do tempo projetado. Ainda guardo na memória vários detalhes sobre essa emocionante experiência, que relatei em quatro páginas da edição de dezembro de 1997 da revista Boa Forma. Depois disso, outros desafios vieram. E aquela conversa inicial na linha do “venha correr para saber o que escrever” acabou tendo grande impacto sobre mim e até direcionando minha carreira profissional logo depois que encarei meus primeiros 42 km. Fiquei tão apaixonada por essa modalidade que resolvi deixar de lado o mundo do fitness e mergulhar fundo na corrida, mesmo não sabendo direito onde isso ia dar. Fui levada pelo próprio Wanderlei, que, além de meu técnico, virou também meu amigo e parceiro de muitos trabalhos que vieram pela frente, para trabalhar no Pão de Açúcar, onde fiquei por 10 anos atuando na área esportiva da empresa, que foi pioneira em muitos aspectos que envolveram a modalidade. Posso dizer que fui privilegiada porque tive a oportunidade de acompanhar de camarote boa parte do “boom” da corrida de rua no Brasil, o aparecimento e crescimento das assessorias esportivas e o início dessa febre de correr maratona.

O tempo passou... e eu não parei mais de correr. Hoje, acumulo oito participações em maratonas (sendo cinco em Nova York e três em Paris, onde tenho meu recorde pessoal, de 3h37) e mais quinze em meias maratonas espalhadas pelo mundo. Carrego também na bagagem diversas coberturas de maratonas e meias internacionais, como Nova York, Paris, Disney, Miami, Lisboa, Santiago, Buenos Aires, além de provas de ciclismo e triathlon, como Voltas de São Paulo, do Paraná e de Santa Catarina, Mundial de Ultramaratona, Mundial de Ironman 70.3, Ironman do Brasil, e ainda uma Race Across America, prova de ciclismo que corta os EUA de costa a costa. Atualmente escrevo para as revistas Contra-relógio e Tri Sport e gerencio uma empresa de conteúdo online de assuntos ligados à saúde, esporte e qualidade de vida.

Quando olho para trás, não consigo imaginar outro caminho para a minha vida se não tivesse sido eu a pessoa escolhida para tocar aquela primeira matéria sobre maratona, doze anos atrás. Havia vários repórteres na redação com mais experiência para fazer esse trabalho, mas tenho certeza de que ninguém ali se envolveria tanto pelo assunto quanto eu. Inexperiência de uma repórter iniciante? Talvez... mas não me importo com isso. Prefiro achar que aquilo tudo estava escrito para mim. Aquele era o meu destino... e de mais ninguém. Eu estava no lugar certo na hora certa... e o foi o “acaso” que tratou de colocar as coisas nos devidos lugares.

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