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São Paulo, SP

Corredora Zen :-)

Corredora Zen :-)

PERFIL

Histórias de corrida, yoga, alimentação, produtos e provas. Para mim, corrida é um tipo de meditação e escrever um tipo de diversão. Muito prazer, eu sou a Natalia Yudenitsch, mas pode me chamar de Nat. Se quiser, fala comigo no corredorazen@gmail.com

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CorredoraZen fez: teste ergoespirométrico SportsLab


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 25/01/12 às 14:52 na(s) categoria(s) saude
Pessoas, bateu aquele momento Check List do Cruce. Aquele onde você descobre que não tem pilha na sua lanterna de cabeça, que você não testou se o colchão inflável infla mesmo e que falta o teste ergoespirométrico. Oi? Teste? Que teste?

Pois é, este ano, além do atestado médico (que já era obrigatório nas edições anteriores da prova) é preciso levar um teste ergométrico --o ergoespirométrico não é obrigatório, mas já que você vai ter que fazer, faz direito e faz o mais completo, né não?

Pois pessoas queridas, eu preciso confessar uma coisa. Eu não estava assim suuuper animada para fazer o teste. Para ser absolutamente sincericida (sinceridade suicida), quando vi que era obrigatório MESMO o que pensei foi "ai que saco". Não é bonito, eu sei, mas no meio da correria no trabalho (afinal eu vou ficar fora esses dias da prova), do check list das coisas, ainda ter que marcar o exame parecia algo bem mala de fazer.

Mas eu fui e fiz e tenho que confessar outra coisa: eu a-do-rei. Sério. Achei muuuuito mais interessante do que eu me lembrava --porque, já que estamos num Momento Confessionário, o último que eu fiz foi quando comecei a correr, há milênios atrás, e não lembro absolutamente nada dele, só que tinha que correr na esteira e no final eu estava liberada e podia começar a praticar corrida. Claro que eu perdi esse teste há muito tempo e não faço idéia de qual eram meus resultados. Assim, uma pessoa super responsável.

Mas, todavia, contudo, entretante, como todo mundo merece uma 2ª chance, fui para o teste disposta a entendê-lo --ou seja, fui preparada para usar toda minha formação jornalística para atormentar os testadores com perguntas. E nesse ponto, a SportsLab foi o lugar perfeito para isso. Porque a SportsLab tem o Rogerio. E o Rogério (vulgo Dr. Rogério Neves, médico fisiologista e especialista em medicina do esporte) não só tem paciência de responder perguntelhas como ainda se entusiasma e explica resultados desenhando gráficos no papel. Mas deixa eu contar como é este teste e porque agora eu virei fã dele.

A 1ª coisa que acontece quando você chega e coloca seu outfit de corrida/teste é ser pesado e medido e ter que responder questionários. É aí também que contece a checagem dos seus níveis de hidratação, o que é feito via bioimpedância elétrica, ou seja, colocam eletrodos em você e o aparelho mede a quantidade de água no seu corpo. Demora tipo 15 segundos. E não dói.

Aí já começaram minhas descobertas. Porque ao olhar meu teste, o dr. Rogério disse "você não sua muito né?". Gente, pensei, ele é meio vidente. Vou perguntar os números da megasena para ele já. Mas claro que não era magia, era tecnologia. Porque aprendi que, apesar da minha hidratação estar bem OK e dentro do normal, a distribuição da água dentro e fora das células não estava. Aprendi que a água do nosso corpo é dividia em água intracelular e extracelular. Pois esta extracelular minha é baixa. E daí?

E daí que é daí que vem o suor. E o suor é que dá aquela regulada na temperatura quando a gente corre, esfria o corpo e evita o hiperaquecimento que faz a gente parar na hora. Se o reservatório de onde o suor deveria vir já está meio vazio, o corpo espertamente economiza, e não deixa você suar muito. Ou seja, a minha regulagem de temperatura não está boa, e isso pode me fazer diminuir e ter que parar antes do que poderia.

E tem cura? Tem: beber mais água durante os treinos. Eu já bebo, mas o teste te fala quanto seria o ideal de beber por hora de treino --no meu caso 450ml a 600ml (lembrando que isso varia de pessoa para pessoa). O que eu quero ver é como fazer para tomar tudo isso num dia de tiro, que é quando qualquer aguinha a mais chacoalha no estômago e conversa com você até o final do treino.

Mas voltando para o teste, depois de ser medido, pesado e analisado, você está liberado para ir para a esteira e correr. Se fosse só isso estava ÓTEMO, o problema é que tem mais uns equipamentinhos que vão junto com você. Primeiro os eletrodos, que para mim não incomodaram nada, nem lembrava que eles estavam ali. Aí vem a máscara, que vamos combinar, não é exatamente algo gostoso de se usar. Cobre toda a sua boca e você tem que encaixar segurando com os dentes. Bonito não é, como vocês podem comprovar nas fotos. Mas aí vem o que foi o pior para mim: um negocinho que fecha seu nariz, tipo as meninas do nado sincronizado.

O problema é que eu basicamente respiro pelo nariz, então deu uma sensação de ahhhh-não-consigo-respirar-solta-meu-nariz. Mas claro que eu não dei pití nenhum e depois de um tempo melhorou bem, apesar que passar não passou. Mas não mata ninguém nem traumatiza.



Aí começa o teste ergoespirométrico em si, que vai avaliar sua potência aeróbica / cardiopulmonar e sua aptidão física. Você começa andando, depois começa a correr e vai aumentando a velocidade. Quando você está morrendo, ele coloca uma inclinação na esteira e aí sim, você tem certeza que vai morrer. E aí tem mais uns 15 segundos que parecem durar eternamente. E quando passam você acha que não foi tão terrível assim e daria para ter aguentado mais, mas aí é tarde e o teste já acabou.

Aí você relaxa num aparelinho delícia que faz uma ativação muscular e cirulatória --vulgo você recebe uma massagem relaxante vibratória nas pernas. Seria perfeito pós-treino de tiro. Fica a dica, Cris.

Depois disso tudo, senta que lá vem a história, é o momento em que você entende seu teste, que avaliou o comportamente do seu coração frente ao esforço --aliás, é aí que muitas vezes o teste conseguiria pegar potenciais problemas como arritmias, falta de oxigenênio etc e impedir que a pessoa descubra que tem algo assim do pior jeito, que é passando mal, desmaiando ou tendo um troço durante uma corrida.

Para quem corre, o mais legal é aprender sobre seus limiares e o VO2 máximo, que é o nosso potencial atlético (ou falta dele). O VO2 max. mede o consumo máximo de oxigênio, o quanto conseguimos gerar de energia, o que é medido em ml/kg/min. O que determina esse número, é uma junção de fatores: genética + condicionamento físico + constituição física. E dá para melhorar seu resultado?

Dá! Claro que você vai ter um teto, um limitador que é a genética, mas nos outros 2 fatores dá para mexer bem --perdendo as bóias e emagrecendo e treinando mais, melhorando seu condicionamento. Eu, que descobri que não sou uma atleta de alto nível (ah vá), tenho pelo menos uma esperança de melhora que nem é pouca: segundo o Rogério, dá para melhorar mais ou menos 20%. Não sei se no meu caso dá mesmo ou se ele foi bondoso porque eu fiquei decepcionada de não ser um Haile Gebrselassie adormecido num corpo de Corredora Zen.

Mas ainda não acabou. Porque aí aprendi sobre o limiares, que são os momentos durante sua corrida acima das quais começa o acúmulo de ácido lático no sangue e no músculo. O teste determina seus 2 limiares: o L1, ou 1º limiar, é seu liminar aeróbio e o L2, ou 2º limiar, é o limiar anaeróbio. Einh?

O que importa aí é que você aprende qual é a velocidade onde você deve fazer seus regenerativos e aquecimentos --que é abaixo do L1--, qual a faixa de velocidade onde você melhor trabalha endurance e consequentemente melhora resistência --entre o L1 e o L2-- e onde você precisa fazer seus treinos de tiro, melhorar potência e velocidade --acima da L2.

O que fiquei feliz é que eu tenho trabalho certo nessas faixas. Mas eu também fiquei com a sensação de que eu poderia ir bem mais nos tiros --quero dizer, não é bem mais rápido, mas que eu poderia forçar mais, ficar mais perto do meu liminar final. Porque a sensação que tive no teste eu quase nunca tenho nos tiros, o que talvez signifique que eu tenho ficado um pouco abaixo do desconforto que eu consigo aguentar.

Como sempre, é muito fácil na teoria do que na prática. Mas a verdade é que aprendi um bocado com esse teste e melhorei um pouco mais minha consciência corporal (que eu falei no post passado) e ainda descobri coisas que podem melhorar minha corrida.

Deu vontade de voltar --idealmente depois de ficar com corpitcho Bundchen e corrida Paula Radcliff-- e refazer o teste daqui um tempo e ver o que mudou. E se você está começando a correr, faça --e, ao contrário de mim, GUARDE o teste. Se morar em São Paulo, vai lá na SportsLab e pede para fazer o teste com o Rogério. E encham ele de perguntas por mim, afinal os leitores desses blog gostam de corrida e de uma boa conversa.
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Consciência corporal - como vai a sua?


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 19/01/12 às 16:25 na(s) categoria(s) saude
Pessoas, faltam menos de 15 dias para o Cruce (Cruce de los Andes, aquela prova LINDA onde você passa 3 dias atravessando a patagônia do Chile para a Argentina, que eu fiz em 2010 e contei tudo sobre, a começar DAQUI). Quando uma prova desse porte vem chegando, minha tendência é ficar super atenta aos míííííínimos detalhes, principalmente no que diz respeito ao meu corpo.

Porque tão pertinho de uma prova onde você vai subir quase 2 mil metros só no 1º dia, se machucar ou não estar 100% fisicamente não parece uma boa idéia né? Como cada um manifesta a ansiedade do jeito que pode, eu que fico zen com questões como mala, mochila e esquecimentos ridículos comuns em viagens, aumento minha consciência corporal uns 3 níveis acima nessa época.

Se isso é uma coisa boa ou não, há controvérsias. Quero dizer, consciência, em minha singela opinião, é sempre uma coisa boa. Já você ter uma tendência control freak em relação a ela, nem tanto. Mas o que eu quero dizer com esse termo tão tecnicamente zen?

Consciência corporal, literalmente, é você ter consciência do próprio corpo. É você se conhecer, saber como seu corpo age e reage e principalmente conseguir identificar em que momento seu corpo está a qualqer momento. Porque não adianta nada saber tudo de anatomia e fisiologia e não conseguir sacar quando você precisa descansar e quando está só com preguiça. Porque a princípio a sensação é bem parecida, parece uma lezeira master e pronto, só que em um caso é seu corpo sabiamente dizendo "pára um pouco senão vai dar m...." e no outro é um dos 7 pecados capitais e só.

Consciência corporal é o que te permite avaliar se essa dor é daquelas que andam --porque eu acredito que dor que anda normalmente tudo bem, é a dor que está sempre no mesmo lugar que costuma ser o problema-- ou daquelas que se você não cuidar JÁ vai virar uma lesão mais séria. É ela também que faz você entender como encaixar a passada perfeita (para você) na prática.

É essa mesma consciência que me faz sentir exatamente onde a corrida dá uma encurtada na minha musculatura e precisamente em quais ásanas (posturas) do yoga eu vou conseguir soltar este encurtamento. Sem ela eu nunca ia perceber que minha pisada mudou com o uso de tênis baixos e sem amortecimento, e que, como observou a Cris, eu tendo a curvar e forçar os ombros e o core quando vou ficando cansada no meio da corrida. Ou que as vezes falta um fortalecimento para conseguir fazer mais força nos tiros.

Ok então, já entendi, consciência corporal é essencial. Mas e aí, onde compra?

Porque a não ser que você seja uma desses seres iluminados, não se nasce com ela. A gente vem com os instintos certinhos, alguns com aptidões mais fortes, mas a consciência vem aos poucos, tipo em suaves prestações. E o melhor jeito de adquirí-la é se mexendo. E prestando atenção no próprio corpo em movimento.

No começo a gente faz as coisas sem pensar. Sei lá, saí correndo e deu certo! Fiz uma força não sei bem como e corri bem rápido! Tipo mágica. As coisas simplesmente acontecem e a gente não tem muito controle do como, nem sabe como repetir aquilo.

É a partir daí que começa a consciência. Se começar a prestar atenção, vai ficando claro. Observando os outros e a si mesmo, treinando, repetindo movimentos, respirando, a gente vai entendo como nosso corpo funciona.

É só estar presente. Não adianta gravar uma corrida sua e analisar o vídeo depois se você não registrou nada enquanto corria. Não adianta o treinador te corrigir se você não sentir o que está fazendo errado. Tem que perceber DURANTE a corrida. Não é uma análise racional e lógica, é mais como ficar atendo ao trânsito, ou as pedras e galhos numa trilha: você precisa perceber, ver que aquilo existe, está lá, reagir de forma apropriada e pronto, não precisa analisar.

Mas claro que perto de provas onde tem palavras como NEVE, 2 MIL METROS DE ALTITUDE, MONTANHA, COBERTOR DE EMERGENCIA e MUY DURO a tendência é ficar procurando pelo em ovo. Tipo "nossa, que cansaço é esse? melhor parar com a musculação". Ou "que dor nova é essa nesse osso esquisito do pé que só eu tenho?".  Aí a solução é apelar para a Naomi e suas agulhas acupunturísticas, só para garantir uma última geral antes de ir pra montanha. E estar presente a cada passada.

Até porque eu preciso lembrar de tudo bem certinho para contar para vocês aqui!


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O caso da unha preta


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 18/10/11 às 14:19 na(s) categoria(s) saude
Quando comecei a correr, as pessoas viviam me perguntando: e aí, vc fica com aquelas unhas pretas o tempo todo? Oi? Como assim por exemplo? E as pessoas me respondiam coisas como "ah, eu tenho um amigo que também corre e ele está SEMPRE com alguma unha preta". SEMPRE? Jura?

Aí, com o passar dos anos fui conhecendo CORREDORES que também achavam que unha preta ou unha nenhuma era não só o estado normal das unhas do pé como quase um sinal de que você é "corredor DE VERDADE", seja lá o que isso quer dizer. Como se a unha preta fosse a prova de que você realmente fez força. Taaaanta forrrrrrça que a unha do pé não aguentou sua potência incrível, sabe assim?

Então, eu tenho uma revelação: a não ser que você seja da corrida de aventura, não precisa ser assim. Porque se você é corredor ou corredora de aventura, não só sua unha caiu como provavelmente nasceram várias bolhas, frieiras, fissuras e feridinhas aleatórias, seu estômago deve estar sensível pacas e suas mãos também não devem estar aquela maravilha --e aí é meio inevitável sim, porque passar dias socando a bota na lama, terra, pedra, pedalar, remar, carregar bike, cair, dormir pouco e sempre com os pés molhados não tem como ser diferente.

Mas se você NÃO é da corrida de aventura, não tem porque andar com mais esse troféu por aí, assustando pessoas na academia, na praia, na aula de yoga e no verão, quando se anda de sandalinha neste país.

Agora, a parte mais incrível dessa inusitada possibilidade, correr sem viver de unha preta, implica em se abrir para uma nova verdade: correr não deixa ninguém de unha preta, o tênis sim. Ou então você é fã do Zé do Caixão e não acredita em cortar unhas dos pés. A corrida em si não faz cair unha nenhuma. Porque vamos relembrar como tudo acontece: você corre, seu dedo -ou mais especificamente a unha do dedo-- bate e bate e bate sempre no mesmo lugar na parte de cima do tênis, se machuca e forma um hematoma. Hematoma = unha preta. Aí o próximo passo é a unha preta cair e nascer uma nova, toda deformadinha, por baixo. Bonito demais né?

Eu tive o desprazer de viver essa experiência há alguns meses atrás. E olha que não foi correndo ladeira abaixo ou chutando pedras na montanha, que é onde isso acontece com uma frequência maior. O caso foi o seguinte:

Fui fazer um treino longo de 25K e aproveitei a prova que estva rolando junto com a Maratona de SP. Fui feliz, acompanhada da galera sangue bom que estava no mesmo barco, na época treinando para a K42 Bombinhas. Era só um treino, mas óbvio que treino é treino e prova é prova e o ritmo foi beeeeem mais forte do que o programado. No final, 2 dedos bem doloridos, os mesmos de cada pé. A prova do crime: 1 par de Nike Lunar Glide, que eu já vinha usando há tempos e nunca tinha dado problemas. Mas, também, eu nunca tinha corrido mais de 1h com ele --e eu venho correndo cada vez mais com tênis mais baixo, do tipo Nike Free, Brooks GreenSilence e afins. Quem mandou não ir com eles?

Como eu sou uma moça fina de família, prendada ao ponto de saber fazer sua própria manicure, estava com esmalte em dia, ou seja, só fui ver que as duas unhas estavam pretas quando fui trocar de cor. Aí, já era tarde demais.

Porque se eu tivesse notado no dia, ainda dava para tentar o método faca-na-caveira, ou melhor, agulha-na-unha. ATENÇÃO PESSOAS, NÃO TENTEM FAZER ISSO EM CASA, a não ser que assinem um tratado dizendo que se der tudo errado, tudo bem. Porque esse método survivor usa uma agulha, desinfetada e aquecida na chama, para encostar na unha até fazer um microfurinho na danada. Aí o sangue concentrado sai (que é o que estava deixando a unha roxa-preta), a unha clareia e provavelmente não precisa mais cair. Mas só dá certo se fizer na hora, dias depois nem adianta tentar. Mas vejam lá pessoas, usem o bom senso, não quero saber de reclamações no blog dizendo que fulaninho atravessou o dedão do pé com agulha incandescente ou sicraninho perdeu a perna por causa da infecção da agulha de costura que roubou da máquina da vó. Falem antes com um amigo médico que com certeza vai dizer que é arriscado e melhor não fazer. Ouçam o amigo médico.

Seja lá como for, não dei uma de Bear Grylls (aquele cara do A Prova de Tudo) e fiquei de muito mau humor.  Porque vamos falar a verdade, pé faltando unha é MUITO FEIO. Não mata ninguém, não dá divórcio, não impede de ir pra praia mas.... não favorece ninguém, vai. E a unha que cresce por baixo do estrago? Toda esquisita, meio disforme, sequelada coitada.

Se você curte uma unha pintada, os esmaltes de cores escuras são seus amigos. Tanto durante a fase unha preta quanto para não chamar tanta atenção na unha nova esquizo que nasceu. Se você for do tipo matcho-man ou unhas-só-ao-natural, finja que tem orgulho da coisa. Aquele tipo de orgulho que a gente tinha quando era criança e discutia quem tinha o machucado mais feio no pátio da escola, sabe? Ou use um bandaid até ficar mais apresentável.



Agora, se a eliminação sistemática de unhas é uma constante na sua vida, pára tudo.  E troca de tênis. Aproveita e corta a unha também,do jeito que a mamãe ensinou, sem tirar demais nos cantos para não encravar e dando uma lixada para não ficar pegando na meia.

Mas a probabilidade maior é do culpado ser o tênis mesmo. Será que o que você está usando não pega no dedão? Ou tem o "teto" baixo demais e raspa nas unhas? Ou a ponteira está muito próxima dos dedos? Ou a forma está apertada? Na dúvida tente outro, e outro, e outro, até achar um que deixe seu pé correr sem sufocos, apertos ou raspadinhas. Eu posso garantir que dá sim para fazer prova de montanha de 3 dias (vulgo Cruce de los Andes) sem uma bolha sequer e com as unhas 100%.

Combinado? Então vamos colocar em prática a campanha Unha preta - ninguém precisa ter uma.
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Vai um smoothie aí?


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 28/07/11 às 20:06 na(s) categoria(s) saude
Faz tempo que eu estou querendo falar sobre isso, comidas pré e pós treino. Porque este é um tema que eu A-DO-RO, o que significa que eu desenvolvo quase um TOC --leio MUITO a respeito, participo de listas, falo com pessoas, assino newsletters, leio sites e blogs e principalmente, testo tudo em mim mesma. Então aí vai um aviso para o povo que adora ler o post até o fim e depois reclamar que era chato e irrelevante e que não devia ter lido até o fim: cuidado! Esse post vai ser sobre alimentação! Arght! Fuja para as montanhas enquanto é tempo! Não vai se distrair e ler até o fim einh?

Agora quem ficou é porque está afins de falar do assunto, certo? Certo. Então senta ai e pega um smoothie. Um o que? Um smoothie (ou izmútchi se formos na linha escreve-como-se-lê) é um misto de vitamina, suco e mix de vegetais. E não, não é a nossa tradicional vitamina só que em inglês. Porque a vitamina é uma mistura de frutas e só --já no smoothie vai o que seu conhecimento alimentar e criatividade mandarem. Aliás, nas padarias aqui do lado, se vc quer um mero iogurte na vitamina tem que pedir vitamina-com-iogurte, ou seja, é um extra.

O que eu não sabia quando comecei a correr é que o smoothie é super amigo dos corredores. Aliás, dos praticantes de atividade física em geral. Para começar, ele é de fácil digestão, porque é quase líquido. Quase porque a regra nº 1 de um smoothie é que ele tem que segurar um canudo de pé. Se vc coloca o canudinho no meio e ele cai para a borda do copo está líquido demais e não é smoothie.

Segundo, você consegue colocar quase qualquer alimento ali e deixar gostoso. Legumes, verduras, folhas, frutas, sementes, pós.. É só misturar com frutas que vc adora. Fica ÓTEMO. Mesmo.



O terceiro ponto é que adotar o hábito de 1 smoothie diário é uma ótima (e gostosa) forma de comer bem e se preparar para os treinos. Porque a fórmula básica do bom senso alimentar (e da maior parte dos nutricionistas que não são voltados a esporte e performance) costuma não ser suficiente para quem treina forte. E quando vc não está comendo tudo o que seu corpo precisa e continua correndo e exigindo mais e mais, o resultado é um ou mais dos sintomas a seguir:
  • Fraqueza durante treinos ou provas
  • Sensação de falta de explosão durante os tiros (treinos de velocidade)
  • Uma preguiça e uma falta de vontade de treinar que não passam
  • Ataques de fome que vc não tinha antes, resultando em vc engordar mesmo treinando pra caramba

Já faz algum tempo que adotei os smoothies como café da manhã em dia de semana. Eu deixo os super cafés da manhã com direito a ovo mexido, pão e opções mil para os finais de semana. Outro bom momento para o smoothie é antes ou logo depois dos treinos (tipo até 30 min depois), porque alimenta e não pesa tanto quanto um sandubão.  Mas atenção: se vc não está acostumado a comer frutas, fibras e afins, começa tomando em momentos tranquilos, tipo a tarde, para acostumar, que seu estômago pode estranhar no começo. E antes dos longões (acima de 1h15 de treino) é melhor comer algo com mais carbo e menos fibras.

Agora, smoothie não é um tipo de remédio, é quase uma arte. Porque o smoothie perfeito não demora nada, mas exige ter algum conhecimento do que vc está jogando no liquidificador. Uma boa fórmula de smoothie, na minha não muito humilde opinião, é uma que leve:
  • 1 fruta doce picada que vc adore (ex: banana, manga, tâmara, amora etc)
  • 1 fruta ou legume complementar picada (que pode mas não precisa ser doce, tipo morango, abacaxi, beterraba, cenoura, pessego, uva etc)
  • 1 copo de líquido (suco de laranja, água de coco, chá verde gelado ou água mesmo)
  • 1 colher de sopa de sementes, de preferência moídas ou trituradas na hora, não compre em pó (linhaça, gergelim, girassol etc)
  • 1 colher de sopa de nozes ou castanhas ou amêndoas etc picadas
  • SEMI OPCIONAL: 1 proteína (1 copo de iogurte ou 2 medidas de proteína em pó --eu não gosto de whey protein, mas se vc gosta, se joga! tem as sem ser de leite também)
  • OPCIONAL: 1 folha crua, para os momentos em que vc pode dar um up nas fibras (1 folha de couve manteiga, hortelã, salsinha, espinafre etc)
  • OPCIONAL: pós tipo spirulina, pó de açaí, pó de maca, chia, chlorella, pó de guaraná etc 
  • OPCIONAL: para dar um saborzinho diferente: pimenta fresca picada ou sumo de limão

Ah sim, e um liquidificador. Se pareceu complicado, respira fundo porque não é. E tem formas de facilitar sua vida e a preparação levar cerca de 2 minutos, 5 se for contar o tempo de lavar os copos. Por exemplo: já deixa as sementes misturadas e prontas num potinho. Idem para as castanhas e afins. As folhas ficam melhores frescas, mas na falta de tempo pode bater todas antes com água e congelar em forminhas de gelo, aí é só jogar o gelo no liquidificador. Também pode picar e congelar as frutas num ziplock.

Para completar, arruma uns copos bonitinhos e canudos coloridos, que a apresentação faz diferença. E vai provando, que a prática leva a perfeição!

Receitinha amiga da Corredora Zen :-) - Smoothie apimentado de manga

  • manga Palmer picada
  • banana prata picada
  • 1 copo de suco de laranja
  • castanha de caju + nozes picadas
  • mix de sementes
  • 1 colher de sopa de pó de fibra de maracujá
  • pimenta dedo de moça picada e sem sementes (se não gostar de apimentado coloque menos e sempre sem sementes)
  • suco de 1 limão
  • iogurte
É claro que o smoothie é só um pedacinho de comer bem para treinar bem, mas é um bom começo. Ah, e quem gosta do assunto, vale a pena ver uns posts antigos mas super atuais sobre o assunto tipo ESSE e ESSE aQUI.

Divirta-se criando o seu e, se ficar bom mezzzz manda a receita pra mim, combinado?
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50K e não se fala mais nisso


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 07/10/10 às 16:47 na(s) categoria(s) saude
Desde o final do mês passado que eu venho tentando fingir que nada demais vai acontecer em dezembro. Que só vai rolar uma prova, assim para fechar o ano. Na verdade, o que eu venho tentando ignorar é a distância que eu vou correr nessa prova: 50K. Na hora de pensar em cinquenta-quilômetros minha mente abstrai, tipo 50 é só um número!

Só que agora a planilha aumentou o volume com força total e não dá mais para ignorar, então chegou a hora de abraçar o capeta e entrar na imersão total dessa que será a última etapa do Northface Endurance Challenge, que acontece em San Francisco / CA no começo de dezembro. É uma prova de montanha, daquelas que não tem trechos planos. 50 K. Sem trechos planos. Dá para entender porque o cérebro dá uns tilts?

Então porque eu vou fazer essa prova? Bem, para começar porque é linda. Depois, para ver como é correr uma ultramaratona. Nada de asfalto, visual estonteante, frio, viagem, muitos longões, treinos legais com pessoas idem. Resumindo, é a minha cara!

 

De volta aos treinos no Pico do Jaraguá, Atibaia - juro que já estava com saudades, desde os treinos p/ o Cruce no ano passado que não fazia esse tipo de intensivão. O maluco vai ser treinar no calor do verão brasileiro - isto é, se fizer calor, já que as estações estão malucas ultimamente - e cair no meio do inverno, se bem que inverno californiano não é tão inverno assim.

Minha rotina de treinos é a dupla corrida + yoga. E só. Só que são 5 dias de corrida e 4 de yoga, então na verdade nem sobra muito tempo para outras coisas, digamos, esportivas. Mas para mim, essa é a dupla perfeita. Sem musculação, sem pesos. Só caminhadas diárias com a Mindoca e uma eventual bike recreativa.

Antes que alguém venha me dizer que yoga não fortalece, que é só alongamento, deixa eu colocar alguns pingos nos is. Primeiro, eu não sou treinadora nem professora, ou seja, compartilho aqui o que funciona pra MIM. Ou seja, se para você é diferente tá tudo bem, Vive la différence! Yoga, para minha singela pessoa, não entra na categoria esportes, fica mais na área de modo de vida. Meu esporte é corrida, ponto! Eu experimentei várias linhas de yoga antes de achar a que eu hoje chamo de minha, que é o ashtanga. De novo, não é que eu ache que qualquer outra linha é pior, é que essa eu me identifiquei na 1ª vez que fiz, deu aquela sensação de era-isso-que-eu-procurava-como-eu-não-descobri-isso-antes.

Porque eu não funciono bem com linhas mais calmas e meditativas, ou aquelas onde existe muita permanência nas posturas (e que também fortalecem muito!). Eu gosto de práticas que realmente usam corpo, que exigem do físico. Senão eu não seria corredora né? Então essa que eu faço é assim, práticas de 1h30 e quando vc sai dá para torcer a camiseta ou pelo menos suar o mat (mat = tapetinho do yoga)

Tudo isso para explicar para vocês porque yoga é a minha fonte de fortalecimento e alongamento para a corrida. Porque funciona. Porque eu tenho certeza que é parte essencial de eu nunca ter me lesionado até hoje (dor é outra coisa, dor aqui, dor ali, dor acolá faz parte, você ignora). Não que não possa acontecer, mas tenho certeza que o yoga deu uma boa fortalecida mas sem encurtamento nos tendões, ligamentos e músculos. E se acontecer, tenho certeza que o yoga vai ajudar a recuperar mais rápido.







Ah, e para quem estiver cogitando em fazer o mesmo, vale um alerta: demora para vc acostumar com a prática, quero dizer, para vc realmente conseguir fazer o suficiente de forma a fortalecer, alongar e limpar (sim, pq a idéia da 1ª série é dar uma desentoxicada geral em vc). Ou seja, não é uma boa idéia começar a praticar faltando 1 mês para a prova, vc só vai se cansar MUITO e não vai dar tempo de usar como preparo. Pense em no mínimo 3 ou 4 meses, mas a coisa só fica boa mesmo a partir de 1 ano de prática -- meio que como a corrida né?

Enfim, findo o Momento Yoga, quero dizer que estou ANIMADÌSSIMA com a perspectiva de correr uma ultra. Ainda mais que li recentemente o Nascidos para Correr, do Christopher McDougall, um livro que te entusiasma e te deixa com a certeza de que 50K é tipo tranquilo e o mínimo que qualquer ser humano deveria ser capaz de correr sem traumas. Se quiserem, de repente posto até um review do livro aqui.

Como toda prova maluca que eu entro, tudo começou com a Cris, minha treinadora, que tem o dom de por pilha em tudo mundo. Ela falou dessa prova -- já tinha rolado a etapa de NY, que eu não tinha como ir-- e me deu uma vontade imediata. Ela falou que tinha várias distâncias: 10K, 21K, 42K, 50K, 80K... Aí pensei bom, meia-maratona já fiz várias, pra ser desafio tinha que ser mais! Mas depois vi que era prova de montanha com altimetria tipo montanha-russa e comecei a repensar.

Aí caí na besteira de perguntar pra Cris o que ela achava, até pq ainda tinha a opção 42K. Eu comecei a perguntar "Cris, você acha que eu devia faz.." e ela me olhou, tipo ignorou o resto e só falou "50K". Ponto. Assim, sem nenhum tipo de argumentação, na linha nem-sei-porque-vc-perguntou. Então tá né? 50K e não se fala mais nisso.
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Dia de tiro


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 28/07/10 às 11:58 na(s) categoria(s) saude
Toda semana você sabe que vai ter Aquele Dia. O dia em que você vai morrer, bater no inferno e subir ao paraíso, tudo em algo como 1h de treino. Sim, é ele, o Dia de Tiro. O treino sangue-nozóio. A hora do vamo-vê. Impressionante minha relação de amor e ódio com esse treino de velocidade.

Porque têm outros treinos na semana onde você faz força, mas é diferente. Eu lembro do primeiro tiro que eu dei na minha vida, de 1k. Fiz em 5h48. Um aparte: é, eu lembro, porque eu tenho uma facilidade absurda de gravar informações super úteis como essa, assim como as palavras exatas ditas pelas pessoas há 10 anos atrás e números de telefone antigos. Parece que as únicas duas coisas que eu nunca consegui lembrar são nomes das pessoas e datas. Eu sou aquela que jamais lembrou de coisas como aniversário de namoro. Aliás, eu já casei e me separei há muito tempo e não, nunca consegui gravar sequer o ano em que essas coisas aconteceram, que se diga o mês e o dia.

Mas lá vou eu divagar sobre a Maldição da Memória. Voltemos aos treinos de tiros. Eu fiz esse 1º tiro da minha vida há uns 5 anos atrás e na verdade eu peguei o tempo para passar para a Cris, mas não tinha sequer parâmetros para saber se isso era um tempo péssimo ou bom. De lá para cá, se for pensar racionalmente, as coisas não mudaram tanto assim. Até hoje ainda não consegui chegar aos 4min cravados no tiro de mil. Meu recorde está em 4min10, e isso foi antes de Cruce.

Segunda-feira, meu dia de tiro oficial, fizemos 10 tiros de 1K - depois de um aquecimento de 3k, claro. Para conseguir fazer os 10, minha meta era manter nos 5min, o que até que deu certo - os primeiros tiros na base dos 4min58 ou 5min05 e a segunda parte na base dos 4min53, enquanto o povo fazia um pace suave de 4h30 ou 4h. Isso porque era para correr ritmo e não forte. Mas eu gostei, por incrível que pareça.

Outro treino de tiro que eu gosto é o pirâmide, aquele que vc começa fazendo tipo 500m forte e fraco, vai aumentando até chegar a 2K e depois desce novamente. Ou os tiros de 1,5K. Ou os curtinhos de 250m.

Na verdade, eu acho qualquer tiro que não sejam 6 de 1k bom. Porque esses 6 tiros de mil para mim são sempre os piores. Deve ser psicológico, porque não como 8 tiros de 1K serem melhores - mas são. Eu morro muito no de 6. Tipo no 3º minha mente fala "deu, posso ir embora?". No 4º eu tenho a sensação de que estou me arrastando e não aguento mais ver o mesmo percurso, aquela mesma curvinha no final da subidinha, o mesmo batbanheiro e a mesma maldita batvolta de 1K no Ibira. Já no último, que é assim pra morte, chego daquele jeito que tem que dar uma andada para não passar mal depois de terminar. E no fim, quando vejo os tempos, nem foi ruim. Mas a sensação durante é péssima.



Agora, que é isso que faz A Diferença na sua corrida, é uma verdade inegável. Nada ajuda tanto a melhorar performance (e estou falando de performance de pessoas normais como eu, não de gente que corre para baixo de 3min50 o km) quanto treino de velocidade. E a deixar o coração e o pulmão preparados.

Agora, uma coisa que já entendi, é que mais do que corpo o tiro tem a ver com a mente. Ou melhor, o quanto vc consegue deixar sua mente fora disso. Porque tem uma coisa chamada limite de desconforto que é tipo gosto, cada um tem o seu. A diferença é que quanto mais vc consegue ampliar esse limite, melhor e mais rápido que vc corre.

Um dia estávamos soltando pós treino no parque, batendo papo como sempre acontece, e a Cris comentando em como as pessoas tinham essa idéia de que os atletas de elite sofriam menos, que parecia que não sentiam desconforto algum a não ser quando estavam nos picos de velocidade em provas. E o quanto isso não era verdade. Porque assim que saem do trotinho, eles também saem da zona de conforto, como eu e você. só que o limite deles de aguentar o desconforto é muito muito superior.

Claro que existe a genética, biotipos, base sólida de corrida e muito treino. Não estou querendo dizer que vc amplia seu limite de desconforto e vira o Usain Bolt. Mas estou dizendo que se vc conseguir aumentar esse limite um pouquinho, a diferença nos seus tempos de tiro vai ser grande, isso sem alterar sua rotina atual de treinos.

E como faz isso? Infelizmente não tem uma fórmula. Tipo repita o mantra X enquanto respira de forma Y e corre de forma Z. Mas vc tem que dar um jeito de ignorar um pouco seu cérebro. Porque é ele quem diz para o seu corpo que vc chegou ao limite, normalmente beeeem antes de isso ser verdade. Seu cérebro é uma entidade precavida que tem por objetivo (bem louvável por sinal) evitar que seu corpo entre em colapso.

Então ele aperta o botão de pânico normalmente bem antes de qualquer ameaça real. Com o tempo, ele vai vendo que o corpo aguenta esse esforço e vai liberando mais, deixando você fazer mais força antes dele ordenar às suas pernas que diminuam o ritmo. Ou seja, ou vc se convence de que dá, acredita e continua a fazer força mesmo quando uma voz diz que não dá ou descobre outros jeitos de burlar essa trava automática que existe dentro de vc. E ampliar essa zona significa ter uma relação diferente com a dor e o desconforto. Porque eles vão continuar existindo, não se iluda. Só não vão ter tanto efeito sobre você.

Mas antes que me chamem de sem noção, vamos ressaltar algo que deveria ser óbvio: não faça isso sem antes passar por um check up e um teste ergoespirométrico e ter certeza de que seu corpo aguenta mesmo o tranco. Porque vencer limites é bem diferente de ser irresponsável.

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Corredora Zen testou - Suum


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 10/05/10 às 19:31 na(s) categoria(s) saude
Pois é, olha só que coisa tres chic, agora temos review no blog. E podem acreditar, esse blog, assim como eu, é 100% sincericida (sinceridade suicida), ou seja, se eu falar que gostei é porque gostei mezz - e se odiei idem. Vocês também vão ficar sempre sabendo se foi um produto que me mandaram para testes ou se eu resolvi testar por conta, já que transparência é tudo nessa vida.

Neste caso, foi a própria Suum quem enviou a bebida repositora para testes práticos. A grande diferença inicial de um Gatorade da vida é que vem em pastilhas, estilo aquela vitamina C efervescente que é bom tomar antes de big provas como o Cruce. A idéia me parece bem prática pensando em levar para provas: vc joga 1 pastilha na caramanhola, espera dissolver e boa.

Minha 1ª impressão foi de que se vc não gosta da efervescência, vulgo bolhas, vai ter que esperar um pouco antes de beber. Porque assim que dissolve fica com um gostinho de coisa gasosa, o que pode ser bom ou ruim - vc gosta de água com gás? Eu experimentei sempre pós-treinos e só o sabor lima limão, que no geral não é meu super predileto, mas achei bom. Mas aí vai de gosto pessoal mesmo.

Agora, eu não sou nutricionista, então não vou saber avaliar o quão bem ele repõe, mas dando uma sapeada entendi que é um repositor de eletrólitos, ou seja, não vem com carboidratos (como o Gatorade). Por um lado, penso que isso talvez facilite a absorção de eletrólitos, mas por outro vc vai precisar de um gelzinho ou similar para complementar. Mas aí já fica muito avançado para minha humilde análise e prefiro deixar para os universitários.

Mas é sempre legal ver empresas brasileiras lançando novidades na área e dando a cara para bater. Alguém teve mais experiências com o Suum? Usou em provas? Deu certo? Foi bom para você?
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Pé no chão


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 28/12/09 às 19:20 na(s) categoria(s) saude
Antes de mais nada, Ho HO Ho para vcs! Espero que Papai Noel tenha sido generoso, que a ceia tenha sido deliciosa e que ainda tenha sobrado energia para uma corridinha. Por falar nisso, vcs estão acompanhando esse movimento que promove uma volta ao pé no chão (ou barefoot running)?    

A idéia é que a melhor pisada é aquela que vc faz quando corre descalço -- ou quase. A tese, comprovada facilmente filmando alguém correndo descalço e de tênis, é que descalço vc pisa primeiro com o meio do pé, o que leva o seu arco do pé absorver a maior parte do impacto (o arco meio que se achata e volta para fazer isso). Com os nossos belos, caros e acolchoadíssimos tênis, tendemos a pisar primeiro com o calcanhar - que, aliás, costuma ser a parte mais fofinha do tênis.  
O pulo do gato, diz essa linha de pensamento: o tênis não consegue absorver tanto assim o impacto, que vai direto para as pernas e especialmente para os joelhos, aumentando a propensão a lesões. Isso mesmo, o raciocínio é que quanto mais fofinho e acolchoado o tênis, mais probabilidade de adquirir lesões com ele. 

Absurdo? Gente maluca? Bem, eu tenho que confessar que estou cada vez mais amiga dessa idéia e não por ter lido e acreditado. Na verdade tudo começou uns 2 anos atrás, quando comprei meu primeiro tênis Brooks. Tinha vários modelos, alguns deles do tipo bem fofinho, mas eu provei um que era super leve, confortabilíssimo, lindo e com a sola claramente mais fina que os outros. Eu vesti e senti o pé mais no chão, mais... "solado", tipo dava para os pés ficarem mais abertos, os dedinhos mais felizes. Comprei, com muitas dúvidas do que ia acontecer quando ele encarasse um longão.   

Bem, ele não só passou no teste com louvor como passou a ser meu tênis predileto para provas. Fez meias maratonas, tiros, de tudo. Foi aí que descobri que eu me dou super bem com esse tipo de tênis, mas achei que era só uma esquisitisse minha, como gostar de leite de soja ou ler durante as refeições. Aí agora me deparei com esse povo dizendo algo muito parecido e fez o maior sentido para mim. 
Claro que não vou ser xiita nem dizer que a sua lesão obviamente vem do tênis que vc usa, ou que tênis com muito amortecimento faz mal, até pq não tenho conhecimento técnico ou médico adequado para tanto. Mas vou dizer que talvez seja algo para pensar e testar. 

Fora do Brasil, todas as grandes marcas de tênis já lançaram seus modelos nessa linha, que eles chamam de mais "natural" (arght), que são tênis mais leves, bem flexíveis e finos. Como sempre tem um modelo super ultra mega bold geek, tem até o Vibram FiveFingers, que tem os 5 dedinhos, igual aquelas meias de dedinho que rolam por aí (tem até meia de compressão com dedinhos). 

Todo mundo que testou fala que a aparência é esquizo, vc se sente no Planeta dos Macacos, as pessoas te olham como alienígena, mas a sensação é ótima. Aliás, todo mundo que fez esse teste de passar a usar um tênis mais pé no chao diz que demora entre 1 e 2 semanas para se adaptar, ou seja, durante esse tempo seu pé dói em lugares que vc não sabia que existiam e a corrida fica estranha, mas assim que acostuma com a nova pisada fica melhor que antes. Deem uma sapeada nele no vídeo abaixo:


Eu, que não uso nada super radical como esse Vibram, notei uma mudança de pisada sim e para melhor. Curti mezzz esse mania style de correr. De repente é algo a se investigar mais, sem preconceitos ou radicalismos.
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Brigadeiros energéticos


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 01/12/09 às 18:01 na(s) categoria(s) saude
Vocês já repararam que eu curto o tema alimentação, né? Gosto de cozinhar, de escolher conscientemente o que como (mesmo que seja uma caixa de língua de gato hmmm), de saber o que cada alimento faz e principalmente de colocar meus valores pessoais na minha alimentação -- como só comer ovos da galinha feliz, que dividi com vcs nesse post aqui.

Na corrida, tenho que confessar: curto o gosto do gel (desde que chocolate ou triberry) e amo isotônico (especialmente se for o de frutas vermelhas). Eu sei, um monte de gente acha que o gel tem gosto horrível e revira o estômago, mas para mim tem um efeito igual o de tomar uma daquelas poções de vida de videogame: sinto a barrinha de energia vital recarregando na hora, dá até barato! Quanto ao isotônico, eu só consegui subir a serra de Maresias naquela prova de revezamento pq minha equipe de apoio era THE BEST e sabia que a cenourinha para me fazer seguir em frente era um gator gelado.

MAS um dia desses li uma matéria que me encantou. Era sobre um ultramaratonista que decidiu correr a Sables (nada menos do que uma ultramaratona de 243KM pelo deserto do Sahara) só comendo.. comida. Ou seja, sem suplementos, géis, isotônicos e afins. Aí ele e algum nutricionista montaram um cardápio muito bacana para a prova. Além do café, almoço, jantar, ele tinha criado uma coisa que chamou de Energy Balls, ou seja, algo como bolas energizantes. É uma mistureba de coisas como sementes, castanhas e alimentos em pó, adoçadas com mel e transformadas literalmente em bolinhas. A idéia é deixar pronto e ir consumindo durante a prova para, segundo ele, uma dose de energia e antioxidante.

Eu adorei o conceito das super foods, ou super comidas, e estava louca para experimentar nesse meu momento pré-Curce mas aí... perdi a revista. Estava super triste até que a Camila, que além de correr MUITO ainda trabalha na revista, me salvou. Ela não só lembrava da matéria como ainda tinha o link para o blog do tal ultramaratonista, que compartilha coisas bem bacanas sobre treinos e alimentação --e ainda tem as receitas.

Eu vou testar, quem quiser testar junto é só anotar e montar a sua (com eventuais substituições, pq tem ingredientes que não encontrei). Aí vai a receita desses brigadeiros energéticos, que traduzi do blog dele, mas sempre bom dar uma olhada no original caso eu tenha feito alguma atrocidade:

Energy Balls (ou Brigadeiros Energéticos na minha mais que livre adaptação rsrs)

Moer ou picar um ou dois punhados (punhados = mão cheia) de Gojis, passas, tâmaras, figos, damascos (ou outros frutos ou frutos secos, escolha o que quiser), de preferência orgânicos. Adicione sementes de abóbora, de girassol, gergelim, castanhas de caju ou amendoim picados.

Adicione um pouco de óleo de coco, um pouco de água, sal marinho, proteína em pó Sunwarrior, pó de Maca e, se quiser, farinha de aveia para dar a liga.

Tempere com cacau, baunilha ou canela. Coloque açaí em pó (ou frutas vermelhas em pó) como antioxidantes e para garantir energia extra. Se gostar de um sabor mais adocicado, adoce com mel ou adoçante natural. Você pode adicionar também pós como Spirulina ou Boku.

Misture tudo até formar uma massa lisa e homogênea, enrole em bolinhas e pronto. Leve com vc e consuma durante treinos longos ou provas.

Ah sim, e para quem ainda não cansou do assunto, nas buscas pelos brigadeiros energéticos achei uma edição antiga mas totalmente atual da Go Outside quase que temática, falando exatamente sobre alimentação e treinos, é só clicar AQUI.
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Acupuntura djá


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 13/08/09 às 16:23 na(s) categoria(s) saude
Tem medo de agulha? Então melhor evitar esse post. Faz tatuagem numa boa mas acha que não suporta o sofrimento da acupuntura? Neste caso pára de mimimi e repensa tudo, porque VALE A PENA. A acupuntura tem sido essencial para essa minha vida de corrida + yoga, ou seja, de convivência assídua com a endorfina e a dor. Sim, porque quem pensa que yoga é obrigatoriamente aquela coisa meditativa e relaxante, onde vc se senta de olhos fechados e faz alongamentos suaves em câmara lenta nunca fez ashtanga. Então somando os ajustes doloridos e mudanças que o yoga traz para seu corpo, ainda tem a corrida, com aquela travada no ombro quando vc faz força no tiro, a dor ali quando exagera no volume, a dor aqui pós-prova. Dá até dó né?

Eu, até uns 2 anos atrás, apostava na massagem para ajudar no processo de relaxamento e cura das microlesões (ou nem tão micro assim). De preferência shiatsu, porque quando eu tinha uns 18 anos resolvi aprender algo de medicina chinesa e fiz vários cursos longos e bacanas a respeito, então conhecer um pouco da teoria me ajuda bem. Aliás, é por causa deles que sei que a acupuntura usa os mesmos pontos do shiatsu, só que de forma, digamos assim, mais agressive. Mas aí eu conheci uma acupunturista corredora, a Super Naomi-san.

Na próxima dorzinha chata fui lá. Tá, eu não vou mentir. Dói. Tipo DÓI. Mesmo. Se vc está bem travado, dói muito. Se vc só quer dar uma soltada, não dói. No meu caso, lógico, dói muito e sempre. Mas uma pessoa que também corre, como ela, acaba atendendo muitos atletas, gente maluca que faz ultramaratona, triathlon, corrida e afins, e sabe que só dar uma apertadinha ou seguir aquele esquema de colocar agulhas e sair por 20 min tomar um café enquanto o paciente relaxa estilo porco-espinho não funciona tão bem para quem faz esporte. Ou pelo menos, o jeito que ela faz funciona anos luz melhor.

Em dois tempos ela já matou a origem da dor, que vc pensava que era no joelho ou na canela mas na verdade vinha do quadril. Eu, que caí de moto em dezembro, tenho certeza absoluta que só estou correndo e fazendo yoga graças a ela, senão já tinha travado tudo há muito tempo atrás.

Aí funciona assim: vc chega travada, sofre ali na maca, sai desnorteada e meio zumbitola (zumbi + manquitola), mas no dia seguinte está nas nuvens indolores do paraíso. Claro que acupuntura não é a única coisa que resolve, tem várias massagens bacanas e malucas, com uma delas com certeza vc vai se dar bem. Pessoas, não temam, tentem de tudo: shiatsu (desde que não seja aquela coisa suave e deslizante que é uma delícia mas não resolve meu problema), miofascial, crânio-sacral, RPG... Achou legal? Experimenta! Porque todo corredor tem no mínimo uma dorzinha aqui e um músculo travado ali.  Super recomendo, que essa coisa de tomar remédio para dor é para fracos :-)

ps- se alguem quiser uma indicação, me procura em pvt que eu passo com o maior prazer!
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Coma comida


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 24/06/09 às 12:12 na(s) categoria(s) saude
Alimentação tem tudo a ver com corrida. Aliás tem tudo a ver com viver - bem ou mal. Nesse ponto, a prática do yoga me trouxe uma consciência maior dos efeitos de cada tipo de alimento no meu corpo - e aí estou falando de algo mais pessoal, cada pessoa vai ter suas particlaridades. Mas depois de um tempo, fica fácil identificar como cada tipo de comida reage com práticas e treinos.

Na corrida, por exemplo, 6ª feira é o Dia Sagrado da Massa ao Sugo. Para mim, faz TODA a diferença para o longão de sábado de manhã. Aliás, no dia do longão, a Cibele, nutricionista, deu uma dica que funcionou muito: comer uma torrada antes do treino. Mas com o tempo você vai notando como determinados alimentos funcionam para seu organismo. Tipo soja (proteína de soja), que eu adoro, evito de comer uns 3 dias antes de prova, porque tem digestão mais difícil e pode pesar na hora de correr.

Iogurte para mim funciona super bem no pós-prova. Aliás, pós prova eu fico mais pró-proteína, no meu caso queijo, ovos, iogurte, soja e todas as combinações vegetais que suprem as proteínas necessárias (é, como vocês notaram eu sou vegetariana).

Nao vou ficar entrando no mérito de que alimentos fazem bem ou não, mas eu acredito muito em prestar atenção no que você come. De onde vem sua comida? Como ela foi cultivada (ou criada, se estivermos falando de carne, frango e peixe)? Hoje em dia acho cada vez mais difícil fechar os olhos para os efeitos que determinado cultivo ou criação tenham no resto do mundo (ou só naquele pedaço), dizer "ah sei lá, eu vou no supermercado e compro, pronto". É mais fácil e mais cômodo, concordo, mas quem corre, pratica esportes, não está procurando comodidade, vamos combinar.

A gente pesquisa o melhor tipo de amortecimento de tênis, faz teste de pisada, procura o top mais estruturado com sbrubles master bold, calcula o ritmo de suas passadas, acorda cedo no final de semana para subir ladeira correndo, treina na chuva, corre em trilha cheia de lama, toma tombo, faz gelo, mas ir atrás do que a gente está mandando para dentro do organismo dá muito trabalho e é complciado. Ah, então tá então :-D

Claro que rende várias piadas e as pessoas se divertem ás suas custas. Minha mãe se diverte quando eu vou lá, mas compra "o ovo da galinha feliz que a Natalia gosta". Ovo da galinha feliz é o simpático nome que eu dou para os ovos de galinhas que são criadas soltas, ao ar livre, e não confinadas e apertadas na sujeira dia e noite sob luz artificial. É só ler na embalagem, tem várias opções em qualquer mercado.

Mas enfim, esse post não é para convencer ninguém a comer ou deixar de comer algo, só um convite a se observar melhor e ver como você reage depois de cada tipo de refeição. Mas, para quem se interessar mais por esse lado mais sustentável da alimentação, vale assistir esse vídeo do Mark Bitman, que fala bastante sobre o tema (ah, e ele não é vegetariano):

Uma das coisas mais bacanas que ele comenta, é sobre como paramos de comer comida para comermos nutrientes. Ou seja, a gente fica pensando nas vitaminas, minerais etc e esquece da comida. E ele lembra que vitamina C e suco de laranja não dá na mesma. O suco é muito melhor. E ele cita um outro autor, Michael Pollan, para resumir a melhor visão alimentação que já vi: Coma comida. Não muita. Principalmente plantas. (no original: Eat Food. Not much. Mostly plants). Assino embaixo.
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Renascendo das cinzas


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 23/06/09 às 11:37 na(s) categoria(s) saude
Após um longo e tenebroso inverno nas profundezas de um gripe, estou de volta. Gente, há uns 2 anos que eu não ficava doente. Ainda bem que não acabei de voltar do exterior, senão ia ter certeza que era a temida gripe suína, de tão frote que foi. Febre, tosse, sensação de ter feito uma ultramaratona sem ter treinado (não que eu saiba como é a sensação de fazer uma ultramaratona, mas imagino que sem treino deve ser a mesa de ter sido amarrada a um cavalo e arrastada pelas ruas por dias).

Enfim, rensaci e estou de volta. Cheia de posts na cabeça, me aguardem :-)
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Respira, respira!


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 20/05/09 às 10:23 na(s) categoria(s) saude
Taí outro tema que sempre dá pano pra manga. Qual a melhor respiração na hora de correr? Só pelo nariz? Inspira pelo nariz e solta pela boca? Inspira e expira por nariz + boca simultaneamente?

Dos 108 quaquilhões de artigos que eu costumo ler (quase um TOC meu) parece que é difícil encontrar sequer 2 que concordem totalmente entre si. Uns recomendam a inspiração só pelo nariz por conta do aquecimento mais eficiente do ar que vai para os pulmões e a expiração só pela boca. Outros ponderam que, num ritmo forte, só o nariz não dá conta e o ideal é inspirar ao mesmo tempo pelo nariz e boca e soltar o ar da mesma forma.

Na prática, o lance é: teste e descubra que jeito funciona melhor para vc.

Particularmente, para mim funciona da seguinte forma: durante o aquecimento ou em treinos de trote mais leve, eu costumo respirar só pelo nariz. Isso porque eu já fiquei treinadinha p/ respirar assim no yoga, onde aprendi a fazer uma respiração completa (e não só superficial, que é aquela que só o peito mexe) desse jeito. Como para mim essa é a forma automatica de respirar, começo sempre assim. É uma respiração mais profunda, o que tem o efeito de deixar minha corrida mais cadenciada e evita a afobação.

Quem não está acostumado a respirar assim provavelmente vai sentir um desconforto, então não recomendo para quem não se sente 100% OK com essa técnica. Mas para quem faz yoga, como eu, talvez seja uma boa, porque essa forma ajuda a se aquecer e permite que vc controle melhor seu ritmo.

Agora, na medida em que vou aumentando o ritmo, seja em provas ou em treino de tiro, mudo para inspirar e expirar pelo nariz e boca simultaneamente. É algo que acontece naturalmente, pq o corpo pede mais oxigenação - mas não consigo fazer esse tipo de respiração se estiver devagar.

Uma dica para quem costuma sentir que falta pulmão ou quem tem tendência a ficar com aquela dor alucinante no lado do abdômem sempre que dispara na pista: tente fazer uma inspiração mais longa e depois expirar em 2 etapas (conte 1, 2 na hora de expirar), pode ajudar. Na verdade, sempre que vc consegue controlar seu ritmo respiratório sua vida melhora :-D Vc cansa menos, consegue prestar mais atenção à postura e às passadas e sua mente tende a se acalmar.

E vc, como respira durante a corrida? Tem algum truque ou dica? Posta aí!



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Antes de iniciar a prática esportiva consulte um médico para realizar exames que qualifiquem o seu estado de saúde para tal.
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