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São Paulo, SP

Corredora Zen :-)

Corredora Zen :-)

PERFIL

Histórias de corrida, yoga, alimentação, produtos e provas. Para mim, corrida é um tipo de meditação e escrever um tipo de diversão. Muito prazer, eu sou a Natalia Yudenitsch, mas pode me chamar de Nat. Se quiser, fala comigo no corredorazen@gmail.com

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CorredoraZen fez: teste ergoespirométrico SportsLab


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 25/01/12 às 14:52 na(s) categoria(s) produtos
Pessoas, bateu aquele momento Check List do Cruce. Aquele onde você descobre que não tem pilha na sua lanterna de cabeça, que você não testou se o colchão inflável infla mesmo e que falta o teste ergoespirométrico. Oi? Teste? Que teste?

Pois é, este ano, além do atestado médico (que já era obrigatório nas edições anteriores da prova) é preciso levar um teste ergométrico --o ergoespirométrico não é obrigatório, mas já que você vai ter que fazer, faz direito e faz o mais completo, né não?

Pois pessoas queridas, eu preciso confessar uma coisa. Eu não estava assim suuuper animada para fazer o teste. Para ser absolutamente sincericida (sinceridade suicida), quando vi que era obrigatório MESMO o que pensei foi "ai que saco". Não é bonito, eu sei, mas no meio da correria no trabalho (afinal eu vou ficar fora esses dias da prova), do check list das coisas, ainda ter que marcar o exame parecia algo bem mala de fazer.

Mas eu fui e fiz e tenho que confessar outra coisa: eu a-do-rei. Sério. Achei muuuuito mais interessante do que eu me lembrava --porque, já que estamos num Momento Confessionário, o último que eu fiz foi quando comecei a correr, há milênios atrás, e não lembro absolutamente nada dele, só que tinha que correr na esteira e no final eu estava liberada e podia começar a praticar corrida. Claro que eu perdi esse teste há muito tempo e não faço idéia de qual eram meus resultados. Assim, uma pessoa super responsável.

Mas, todavia, contudo, entretante, como todo mundo merece uma 2ª chance, fui para o teste disposta a entendê-lo --ou seja, fui preparada para usar toda minha formação jornalística para atormentar os testadores com perguntas. E nesse ponto, a SportsLab foi o lugar perfeito para isso. Porque a SportsLab tem o Rogerio. E o Rogério (vulgo Dr. Rogério Neves, médico fisiologista e especialista em medicina do esporte) não só tem paciência de responder perguntelhas como ainda se entusiasma e explica resultados desenhando gráficos no papel. Mas deixa eu contar como é este teste e porque agora eu virei fã dele.

A 1ª coisa que acontece quando você chega e coloca seu outfit de corrida/teste é ser pesado e medido e ter que responder questionários. É aí também que contece a checagem dos seus níveis de hidratação, o que é feito via bioimpedância elétrica, ou seja, colocam eletrodos em você e o aparelho mede a quantidade de água no seu corpo. Demora tipo 15 segundos. E não dói.

Aí já começaram minhas descobertas. Porque ao olhar meu teste, o dr. Rogério disse "você não sua muito né?". Gente, pensei, ele é meio vidente. Vou perguntar os números da megasena para ele já. Mas claro que não era magia, era tecnologia. Porque aprendi que, apesar da minha hidratação estar bem OK e dentro do normal, a distribuição da água dentro e fora das células não estava. Aprendi que a água do nosso corpo é dividia em água intracelular e extracelular. Pois esta extracelular minha é baixa. E daí?

E daí que é daí que vem o suor. E o suor é que dá aquela regulada na temperatura quando a gente corre, esfria o corpo e evita o hiperaquecimento que faz a gente parar na hora. Se o reservatório de onde o suor deveria vir já está meio vazio, o corpo espertamente economiza, e não deixa você suar muito. Ou seja, a minha regulagem de temperatura não está boa, e isso pode me fazer diminuir e ter que parar antes do que poderia.

E tem cura? Tem: beber mais água durante os treinos. Eu já bebo, mas o teste te fala quanto seria o ideal de beber por hora de treino --no meu caso 450ml a 600ml (lembrando que isso varia de pessoa para pessoa). O que eu quero ver é como fazer para tomar tudo isso num dia de tiro, que é quando qualquer aguinha a mais chacoalha no estômago e conversa com você até o final do treino.

Mas voltando para o teste, depois de ser medido, pesado e analisado, você está liberado para ir para a esteira e correr. Se fosse só isso estava ÓTEMO, o problema é que tem mais uns equipamentinhos que vão junto com você. Primeiro os eletrodos, que para mim não incomodaram nada, nem lembrava que eles estavam ali. Aí vem a máscara, que vamos combinar, não é exatamente algo gostoso de se usar. Cobre toda a sua boca e você tem que encaixar segurando com os dentes. Bonito não é, como vocês podem comprovar nas fotos. Mas aí vem o que foi o pior para mim: um negocinho que fecha seu nariz, tipo as meninas do nado sincronizado.

O problema é que eu basicamente respiro pelo nariz, então deu uma sensação de ahhhh-não-consigo-respirar-solta-meu-nariz. Mas claro que eu não dei pití nenhum e depois de um tempo melhorou bem, apesar que passar não passou. Mas não mata ninguém nem traumatiza.



Aí começa o teste ergoespirométrico em si, que vai avaliar sua potência aeróbica / cardiopulmonar e sua aptidão física. Você começa andando, depois começa a correr e vai aumentando a velocidade. Quando você está morrendo, ele coloca uma inclinação na esteira e aí sim, você tem certeza que vai morrer. E aí tem mais uns 15 segundos que parecem durar eternamente. E quando passam você acha que não foi tão terrível assim e daria para ter aguentado mais, mas aí é tarde e o teste já acabou.

Aí você relaxa num aparelinho delícia que faz uma ativação muscular e cirulatória --vulgo você recebe uma massagem relaxante vibratória nas pernas. Seria perfeito pós-treino de tiro. Fica a dica, Cris.

Depois disso tudo, senta que lá vem a história, é o momento em que você entende seu teste, que avaliou o comportamente do seu coração frente ao esforço --aliás, é aí que muitas vezes o teste conseguiria pegar potenciais problemas como arritmias, falta de oxigenênio etc e impedir que a pessoa descubra que tem algo assim do pior jeito, que é passando mal, desmaiando ou tendo um troço durante uma corrida.

Para quem corre, o mais legal é aprender sobre seus limiares e o VO2 máximo, que é o nosso potencial atlético (ou falta dele). O VO2 max. mede o consumo máximo de oxigênio, o quanto conseguimos gerar de energia, o que é medido em ml/kg/min. O que determina esse número, é uma junção de fatores: genética + condicionamento físico + constituição física. E dá para melhorar seu resultado?

Dá! Claro que você vai ter um teto, um limitador que é a genética, mas nos outros 2 fatores dá para mexer bem --perdendo as bóias e emagrecendo e treinando mais, melhorando seu condicionamento. Eu, que descobri que não sou uma atleta de alto nível (ah vá), tenho pelo menos uma esperança de melhora que nem é pouca: segundo o Rogério, dá para melhorar mais ou menos 20%. Não sei se no meu caso dá mesmo ou se ele foi bondoso porque eu fiquei decepcionada de não ser um Haile Gebrselassie adormecido num corpo de Corredora Zen.

Mas ainda não acabou. Porque aí aprendi sobre o limiares, que são os momentos durante sua corrida acima das quais começa o acúmulo de ácido lático no sangue e no músculo. O teste determina seus 2 limiares: o L1, ou 1º limiar, é seu liminar aeróbio e o L2, ou 2º limiar, é o limiar anaeróbio. Einh?

O que importa aí é que você aprende qual é a velocidade onde você deve fazer seus regenerativos e aquecimentos --que é abaixo do L1--, qual a faixa de velocidade onde você melhor trabalha endurance e consequentemente melhora resistência --entre o L1 e o L2-- e onde você precisa fazer seus treinos de tiro, melhorar potência e velocidade --acima da L2.

O que fiquei feliz é que eu tenho trabalho certo nessas faixas. Mas eu também fiquei com a sensação de que eu poderia ir bem mais nos tiros --quero dizer, não é bem mais rápido, mas que eu poderia forçar mais, ficar mais perto do meu liminar final. Porque a sensação que tive no teste eu quase nunca tenho nos tiros, o que talvez signifique que eu tenho ficado um pouco abaixo do desconforto que eu consigo aguentar.

Como sempre, é muito fácil na teoria do que na prática. Mas a verdade é que aprendi um bocado com esse teste e melhorei um pouco mais minha consciência corporal (que eu falei no post passado) e ainda descobri coisas que podem melhorar minha corrida.

Deu vontade de voltar --idealmente depois de ficar com corpitcho Bundchen e corrida Paula Radcliff-- e refazer o teste daqui um tempo e ver o que mudou. E se você está começando a correr, faça --e, ao contrário de mim, GUARDE o teste. Se morar em São Paulo, vai lá na SportsLab e pede para fazer o teste com o Rogério. E encham ele de perguntas por mim, afinal os leitores desses blog gostam de corrida e de uma boa conversa.
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A maldição do tênis rosa


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 07/10/11 às 18:58 na(s) categoria(s) produtos
Eu sou daquele tipo que acha que tênis de corrida não tem que ser discreto. De discreta, basta a minha performance. Por motivos que qualquer mulher vai entender,  eu sou sempre a favor de um shorts / calça nas cores óbvias preto-ou-cinza-mesclado. Além disso, as camisetas de corrida do Núcleo Aventura/Projeto Mulher são lindas e básicas, tipo pretas ou brancas. Adoro.

Com toda essa discrição, a cor tem que ir pra onde? Pros pés. Vocês já se perguntaram "mas quem é que usa essa cor esdrúxula?!" ao ver um tênis amarelo ovo ou um verde radioativo com vermelho grito? Sou eu. Não quer dizer que eu goste de qualquer combinação e tom de cor forte, mas entre um azulão que quase brilha no escuro e um cinzinha não tenho a menor dúvida.

Ou melhor, eu usaria SE achasse os tênis que eu gosto numa cor que não fosse...  ROSA. Porque se você é homem e resolveu comprar um tênis de corrida, parabéns. Vai poder escolher não só entre as várias marcas e modelos como também entre uma infinidade de cores que vão do básico ao muito legal. Agora, se você é mulher, normalmente você tem 3 alternativas: ser a Penélope Charmosa, usar preto ou passar MUITA vontade.

E cor é importante sim. Não me venham com essa de tênis-de-corrida-tem-que-ser-confortável-e-tá-ótimo. Cor me faz feliz. Pessoas, não se contentem com pouco. Tem que ser confortável, não se auto-destruir em 3 longões e... ser bonito. O que pra mim, sinifica colorido.

Porque eu não sei se são as marcas ou as lojas ou um complô entre ambas que decidiu que tênis feminino colorido pode ser rosa, pink, rosa bebê, azul cuequinha ou, ousadia das ousadias, verde água. Ou ficar no preto e cinza. As cores legais ficam todas do outro lado, na seção masculina.

Já ouvi que "preto é o que vende mais" e que "ah, mas toda mulher gosta de rosa". Tudo bem que em qualquer business como roupa, langerie e sapato as cores básicas e neutras são as que vendem mais sempre. Eu não pretendo mudar este quadro. Mas nem por isso vc precisa simplesmente eliminar as alternativas para a pobre porcentagem feminina que não quer usar o tênis da Hello Kitty, ne?



A boa notícia é que esse cenário descolorido vem mudando. Fora do Brasil, as marcas estão super caprichando nas cores: tem um Salomon Speed Cross (meu querido chuteira) feminino coloridíssimo. Tem o Newton (na linha tênis baixinho) multicolors. Tem os Nike Free de tudo quando é jeito e cor. Tem os Adidas Clima Cool num vermelho lindo, ou então amarelão. O chato é que essa variedade é basicamente impossível de se encontrar em terras tupiniquins se você calça menos que 39 ou 40. Tipo o Asics Gel Noosa Tri --esse só vi uma cor na versão feminina. adivinha qual cor?

Aqui, quando você pergunta se tem vermelho, azul, roxo com verde limão (ahá esse eu tenho), recebe um sorrisinho amarelo e um "feminino tem preto, cinza... ah e tem ROSA". Rosa te garanto que SEMPRE tem. Igual aquele capacete rosa-calcinha que é quase uma unanimidade em São Paulo (foi uma liquidação gigante? quem compra 1 ganha 3? porque tanto homens quanto mulheres usam como se não houvesse amanhã?).

Não me entendam mal, eu não odeio rosa. Eu gosto até. Tenho um tênis numa cor que fica entre o pink e o vermelho, tive um famigerado cinzão com rosa e meu querido Vibram Five Fingers é rosa com laranja. Mas que tal abraçar a diversidade de cores?

Como por exemplo o Brooks Silent Green (que deve ser coloridão porque é unissex). Ou aquela linha das bandeiras de países, o K-Swiss K-Ona. Ou seja, há esperanças. Mulheres que gostam de Outras Cores que Não Rosa, uni-vos.

Quem sabe a gente não colore um pouco mais esse mercado?

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Vida e morte de um tênis de corrida


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 08/04/11 às 10:29 na(s) categoria(s) produtos
Ontem eu estava lendo o "Do que eu falo quando falo de corrida", uma deliciosa digressão sobre o que significa a corrida na vida do escritor japonês Haruki Murakami. Aliás, belo livro, adorei saber que tem mais gente que se sente como eu nas corridas longas --pensando em nada mas feliz-- e que encara a corrida não como um esforço de força de vontade (apesar dela ser bastante necessária especialmente naqueles dias de preguiça master e cansaço), mas como algo que "me cai bem".

Pois estava eu lendo, ladeada pela Mindoca e pelo Blacky, O Gato Preto, quando Murakami fala algo sobre amaciar um tênis. Esse comentário me trouxe a uma antiga discussão, que começa com esse tal de amaciamento e termina com a definição do momento em que seu tênis de corrida morre.

Para começar, vamos deixar claro que eu não acho digamos assim, sábio, ir correr uma prova com um tênis que você nunca colocou no pé. Mas ao longo das eras, mudei bastante de idéia quanto a esse tal de amaciar.

Nos primeiros anos de corrida, eu tinha claro que se não amaciasse os danados, Coisas Terríveis iriam acontecer. Eu tinha visões de pés dilacerados e cheios de bolhas e pus, no pior estilo sangue, suor & lágrimas. Quem ousasse pular o longo processo de amaciamento (cerca de 1 mês), certeza ia ter que parar no meio da prova ou sofrer horrores depois. E, para comprovar a tese, tive uns 2 tênis que eram duros no começo, machucavam se tentasse correr longões e só foram melhorando até ficarem confortáveis depois de um tempo.

Aí um dia eu comprei um tênis na véspera de um longo e fui direto para correr 1h40 com ele, estalando de novo. E... nada aconteceu. Nenhuma dor, nenhuma bolha, nem um machucadozinho de atrito. O tênis continuava ÓTEMO como no momento em que eu tinha experimentado na loja.

Foi então que minha ficha caiu. Tênis bom não precisa de amaciamento para ficar confortável. A sem noção aqui estava comprando tênis duros demais (para o meu gosto pessoal) e achando que esse desconforto e dureza iniciais eram normais. Hoje sei que, para mim, tênis bom é tênis bem baixo, bem flexível e bem macio. E eu posso tirá-lo da loja e ir correr 2h direto com ele que fica tudo bem. E se não ficar, o tênis não serve para mim, porque não vai ficar ótimo nunca.



Então pessoas, hoje para mim é assim: se PRECISA amaciar, não serve. Claro que o tênis vai ficando mais gostoso a medida em que você usa, porque pega o formato do seu pé --ou melhor, vai ficando cada vez mais parecido com o seu pé descalço. Ou seja, é óbvio que eu PREFIRO testar o tênis em vários tipos de treinos e deixá-lo mais a vontade antes de uma prova, mas isso não é obrigatório.

Quando fiz os 50K, por exemplo, só usei o chuteira em uns 4 treinos antes da prova. E como eu desenvolvi um apego nada evoluído a ele, economizo ao máximo e tendo a só usar em provas mesmo, ou nos treinos mais casca. Ou seja, pegou tênis novo, teste antes, mas se precisar amaciar por semanas ou meses... repense se este modelo é o ideal para vc e, pra garantir, teste outros. O ideal é amaciar por gosto e não por necessidade.

Essa discussão sobre o começo da vida útil do tênis nos leva ao ponto seguinte, que é a morte do seu companheiro de corridas. Afinal, quanto dura um tênis? Bem, cada fabricante tem sua fórmula, normalmente calculada em KMs rodados. Mas eu, especialmente depois que comecei a pesquisar mais sobre esse movimento de calçados minimalistas e corrida o mais parecida com o descalço possível, comecei a me questionar sobre onde era este limite.

Porque quando você pega um desses tênis minimalistas para correr, essa fórmula não é assim tão clara. A idéia é você usar seu --pasmem-- bom senso, e ir sentindo o tênis. Como eu acredito em experimentar as coisas antes de acreditar piamente nelas, lá fui eu ser minha própria super-cobaia-humana.

Mais descobertas: sabe aqueles tênis láááá do parágrafo de cima que eu tinha que amaciar por um tempinho antes de ficar confortável? Pois bem, os modelos durango-kid (vulgo de solado mais rígido) realmente morrem de morte matada depois de x KMs. Matada porque ou você os mata ou eles te matam. Se você tenta usar um pouquinho a mais, ele te dá dores em lugares onde vc nunca teve dores. Tipo te zoa mesmo, apesar de continuar lindinho por fora.

Agora, aqueles modelos que dá para calçar na loja e ir correr 20K na sequência e voltar para casa com os pés inteirões, nada disso acontece. Eles tendem a morrer de morte morrida. Que é aquela onde a sola começa a soltar e o tênis começa a desmilinguir, sabe como é? Você corre com ele sem sentir dor nenhuma até o último suspiro (do tênis, fique claro) e dali não dá nem para usar "em casa", tem que se desapegar e deixar ele ir mesmo.

Ou seja, o tênis que não era bom no começo é péssimo no final. E o que era ótimo já de início chega ao fim com suavidade e sem causar estragos. Para mim, isso foi um divisor de águas no quesito tênis.

Mas antes que alguém fique indignado, vamos lá esclarecer límpida e cristalinamente uma coisa: eu não estou falando para você ignorar o que o fabricante diz, nem para usar seu tênis-molambento-da-adolescênci-que-você-ainda-adora-e-não-consegue-jogar-fora nas maratonas.

O que eu estou fazendo é compartilhar a MINHA experiência. E convidar os leitores queridos deste blog a prestar mais atenção aos seus pés e ao seu corpo. Lembra, o tal de bom senso? Pois é, é nosso amigo de todas as horas. Anote a tal fórmula de vida útil em quilometragens, mas tente ir sentindo a validade do tênis acabando ao invés de só confiar no escritinho. COMPROVE a fórmula. TESTE outros tipos de tênis.

Na dúvida, peque pelo conservadorismo mas, no geral, acredite sempre mais na sua experiência do que no papel. Boa corrida!
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Corredora Zen testou: Salomon Speed Cross II


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 18/01/11 às 15:17 na(s) categoria(s) produtos
Vocês sabem, eu nunca fui fã de futebol. Mas apesar de nunca ter tido inveja da aula de educação física dos meninos (que era como o dito caderno de "esportes" dos jornais, basicamente 80% a 90% futebol e "o resto"), tinha uma coisa que eu cobiçava: as chuteiras. Aquele calçado com cravos na sola sempre me pareceu O Máximo, mesmo que eu não soubesse bem para que serviam e não tivesse intenção alguma de jogar bola com ele.

Pois bem, uns 30 anos depois, mais um trauma riscado da lista: agora eu tenho uma chuteira também, TÁ?? E com essa eu sei bem o que fazer: correr nas trilhas. Chuteira, como vcs já adivinharam, é o apelido que dei para o Salomon Speed Cross II, que eu coloquei a prova nos 50K de pura piramba do Northface Endurance Challenge. Como chama um tênis preto, fininho e cheio de cravos na sola: chuteira, né pessoas?

Para encurtar: eu ADOREI. Já é, de longe, meu tênis predileto para trilha. Porque eu estava sofrendo com a perspectiva de fazer os 50K com os tênis de trail running que eu já tinha, que eram 2 outros Salomons (XT Wings e Salomon XA Pro). Não que eu não goste deles, fiz o Cruce de los Andes 2010 com os dois e foi tudo bem, mas é que de lá para cá abracei mesmo o estilo de tênis mais fino/baixo e o soladão do XT Wings começou a me incomodar nos longões, me cansava muito mais que os baixinhos. Já o XA Pro, apesar de mais baixo, é meio duro e pesadinho, não é uma sola flexível (apesar de ter um grip excelente).

Eu sei, eu sei, isso tudo é para te dar estabilidade nas corridas de trilha. Mas mesmo assim eu queria algo menos durango e mais solado, mais pé no chão. Aí encontrei o Speed Cross. Amor a 1ª vista, na loja o pé fez até aquele "aaaahhhhh" quando provei. Macio em cima e dos lados, dá uma sensação de algo fofinho que abraça o pé. O solado firme mas beeeem flexível. Tem biqueira mas não pega no dedão. E tem os cravos.

Esses cravos são tudo nessa vida quando vc pega lama. Não escorrega de jeito nenhum (a não ser que seja na pedra lisa, aí nem santo resolve). E os cravos te impulsionam de um jeito na grama e na terra que dá até gosto. O lado ruim é que, como ele, vc não consegue jogar a culpa no tênis, não dá para soltar aquele "é que estava muito escorregadio e não deu para ir mais rápido". Tem que admitir que faltou perna mesmo.


Claro que, se vc tentar correr com ele no asfalto vai ser péssimo. Além de gastar os cravos, vc vai se sentir brecando o tempo todo. Ele é trilha only, mas nas pirambas faz bonito e não te deixa na mão, seca rápido depois de entrar na água e na lama e deixa o pé respirar.

Mas, todavia, contudo, entretanto, se vc gosta de tênis que dê aquela suuuuper estabilidade no pé, tem chances de não gostar tanto assim da chuteira. Já ouvi pessoas reclamando que é muito mole - então depende do que vc curte. Mas antes de torcer o nariz, dê uma chance para o Speed Cross II que ele é bom de trilha!

Ah sim, e vamos fazer um abaixo assinado para as lojas nacionais arrumarem os modelos COLORIDOS, que essa opção chuteira all black pode ser legal mas não precisa ser a única né?
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A mochila do Cruce e outros dilemas


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 24/09/10 às 19:07 na(s) categoria(s) produtos
Pessoas leitoras deste blog, vcs não sabem como é legal quando acontece de conhecer alguns de vcs. Seja por email, twitter, msn, facebook ou pessoalmente é sempre muito bacana quando Os Leitores deixam de ser uma grupo de silhouetas difusas e passam a ter nomes, caras e dúvidas, muitas dúvidas :-) Adoro! Só me deem um desconto que nem sempre consigo responder na hora - afinal, tem que garantir a ração da Mindy e do Blacky.

Para vcs verem como é verdade, esses dias recebi um email da Claudia, que está na maior pilha para participar da próxima edição do Cruce --o Columbia Cruce de los Andes, que eu fiz este ano, AMEI, pretendo fazer novamente ano que vem e que rendeu vários posts, a começar desse aqui.

A Claudia perguntou coisas sobre a mochila e as questões práticas dessa prova, e eu achei que de repente outras pessoas poderiam gostar de entrar nessa discussão também. Sim, porque vamos lembrar que eu não sou nenhuma "otoridade" no assunto, só posso compartilhar o que funcionou para MIM. De qualquer forma, Claudia, esse post é para vc!

A primeira dúvida da Claudia é sobre ela, a mochila do Cruce, sua inseparável companheira pelos 3 dias da prova. Como é algo que vc vai carregar o tempo todo nas costas, não despreze a escolha da mochila. E Claudia, se segura que eu tenho uma notícia: minha mochila não é grande! rsrsrs Eu corri c/ uma mochila de 10L, que vem com hidratação de 2L de água. Se vc for muito rápida, tipo elite, e estiver planejando fazer a prova em 3h, até pode fazer com uma menor de 5L, mas se não for o caso a de 10 L é boa. Tinha gente correndo com mochila de 15 L e até de 20L.

Indico carregar o mínimo possível. Vc vai ter que levar um fleece (de preferencia o fininho e leve que eles dão no kit), que já ocupa um espaço, mais a bolsa de hidratação cheia de água, q fica dentro da mochila. As comidas vc deixa nos bolos externos da mochila e nos da sua calça.



Considerando tudo isso, acho que vale um check list na hora de escolher a mochila:
  • Conforto - cheque e depois cheque de novo como as alças da mochila ficam nos seus ombros. Não pode ficar raspando, incomodando ou batendo. Pense no atrito, que talvez vc esteja ensopado e no peso com a água, pq qualquer pequeno incômodo vira insuportável em 3 dias de prova.
  • Bolsos laterais externos - não leve uma mochila que não tenha isso. Estou falando daqueles bolsinhos do lado de fora da mochila, com zíper, que ficam logo acima dos seus quadris. É ali que sua comida vai ficar, permitindo que vc pegue os lanchinhos sem precisar mexer na mochila nem parar. São muito muito MUITO úteis.
  • Hidratação - beber água não é preciso, é obrigatório se vc quiser terminar o Cruce. Então escolha um sistema de hidratação que fique bem confortável na mochila. A capacidade fica por conta do freguês, eu fui com uma de 2L mas na verdade poderia ter ido com 1L ou 1,5L na boa. 
  • Barrigueira - se a mochila não tiver aquela faixa de prender na cintura, esqueça. Aliás, a mochila tem que ficar certinha no seu corpo depois de ajustadas e fechadas todas as alças. Nada de ficar batendo ou apertando.
Quanto ao conteúdo, primeiro tem que fazer o check list dos itens obrigatórios da prova, que incluem tanto coisas a serem levadas por dupla quanto coisas que cada pessoa tem que ter. Aí entram coisas como o kit de primeiros socorros (por dupla), fleece (por pessoa) e por aí vai. Só lembra que se é por dupla vcs vão ter que decidir quem leva o que e cada coisa ocupa espaço na mochila. Tipo o bivac. Fora os obrigatórios, considere algumas coisas essenciais:
  • Hipoglós - não vá para a prova sem ele hehehe Pode ser também vaselina, questão de gosto. Mas se vc sentir que o pé molhado está começando a fazer atrito com a meia, para, tira o tênis, enche o pé de hipoglós e troca de meia.
  • Meia extra - é bom levar, no caso da potencial bolha acima ou do frio, como na chegada onde ficamos molhados esperando as vans chegarem.
  • Cobertor térmico de sobrevivência - é aquele troço que parece um papel alumínio gigante, mas que pode salvar sua vida. É minúsculo, não ocupa lugar na mochila e custa baratex, então não tem desculpa p/ não ter.
  • Gorro / luva - aí depende da temperatura da prova e do quão friorento vc for. Nas filas e paradas, onde vc esfria muito, a luva foi uma salvação para mim, que tenho frrrrrrio nas mãos. Se vc não tem dessas frescuras, pode pular essa.
  • Protetor solar - também depende de como estiver o tempo durante a prova, se estiver solão e vc for naturalmente morena jambo como eu, com tom de pele mais para o picolé de coco, vale cogitar. Tem uns protetores que vem num potinho micro de plástico, menor que um baton, não pesa nada nem ocupa espaço.
  • Máquina fotográfica - se vc não estiver competindo para ganhar de alguém que não de vc mesmo, fotinho da prova é algo que vc nunca vai se arrepender de ter. Não precisa comentar que o ideal é vc ter uma máquina daquelas bem compactas né?
  • Impermeável - mas olha, tem que ser impermeável MESMO. Não economize neste item. Nada de comprar aquele impermeável la garantia soy jo, de procedência duvidosa, que pode resolver seu problema num trotinho na cidade chuvosa mas não vai servir para nada se chover de verdade no Cruce. Acredite nos tecidos tecnológicos e leve em consideração coisas como peso, tamanho do anorak dobrado, grau de impermeabilidade (é bom que tenha Goretex ou equivalente), se tem respiros (para vc não cozinhar dentro dele), se tem costuras seladas e se o capuz protege mesmo. Ah sim, e lembre-se de que corta vento e impermeável são coisas diferentes. Como diz meu ditado predileto, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.
Agora, sobre o container. Ou seja, a caixona onde irão tooooodas as coisas da sua dupla. Não está lá dentro, não existe. Ponto. Olhando as fotos, vc deve estar pensando que o container é grande. E é, mas até a página 3. Porque pense o seguinte, vai toda a vida da sua dupla nessa prova nessa caixa. Vai somando:
  • Barraca
  • 2 sacos de dormir
  • roupas da dupla para o pós-prova (ou seja, os casacos mais grossões, meias etc)
  • comidinhas (que vc vai levar nas provas e eventuais outras coisas que queira comer, incluindo elementos utilíssimos como garrafa de vinho e chocolates).
  • os pratos, talheres, canecas e copos da dupla
  • as roupas de prova, contando com o 2º tênis de cada um mais sapato confortável p/ o acampamento (eu fui de crock)
  • objetos de higiene pessoal como os essenciais lenços umedecidos
  • sacos e sacos extras, porque tudo, mas tudo mesmo que vai dentro da caixa tem que estar em sacos plásticos ou corre sérios riscos de molhar, além das coisas molhadas e canguentas do dia anterior que vc vai ter que jogar lá também
  • kit primeiros e segundos socorros, o que depende de cada um, vi gente que era uma verdadeira farmácia ambulante
  • lacres, que são legais de ter a mão para fechar as caixas
Já não parece tão grande a caixa né? Não é a toa que vc vê gente pulando e se jogando em cima dela para conseguir fechá-la na 1ª vez (depois ela normalmente vai esvaziando).

Na prática, nada disso é tão complicado e, se vc adora uma planilha e acha fazer listas algo divertido como eu, vai curtir as preparações. Mesmo se vc não gostar, não se esqueça que numa prova de 3 dias no meio da montanha, a logística faz parte da prova e descuidar dela pode levar vc de volta para o hotel mais cedo e com uma frustração enorme.

Então planeje, teste tudo o que puder --tipo veja se as coisas necessárias cabem na sua mochila, se vc tem todos os itens, que comidas dão certo com seu estômago numa prova longa etc - e seja feliz, que o Cruce de los Andes vale muuuuito a pena.
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Yes, nós temos Bikilas!


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 07/08/10 às 18:54 na(s) categoria(s) produtos
Pessoas, minha super amiga e sócia Ceci fez uma colaboraçao inestimável para este blog: trouxe uma novidade quentinha que implora para ser testada. Apresentando a vcs o próximo teste da Corredora Zen – tcharammm – um lindo e colorido par do Bikila, modelo mais focado em corrida da Vibram FiveFingers, o calçado do coraçao de boa parte dos corredores que curtem minimalismo no que se refere a calçados para correr.
Primeira impressao super relevante: é lindo. E me desculpem as pessoas super práticas que acham que isso de visual, cartela de cores e beleza é uma inutilidade fútil, mas design é fundamental. Ao menos para este blog. Por isso não me espantei ao descobrir que a Vibram é italiana – esse povo que tem design nas veias.


Ok, assumo que rolou um momento deslumbre com as cores coloridérrimas. É que é algo que eu sinto MUITA falta nos tenis de corrida, ou melhor, nos modelos femininos. Quem é essa pessoa que decidiu que TODAS as mulheres só gostam de branco com corzinha pastel? Uma pessoa com TOC de rosa bebe, azul cuequinha e verde água, com certeza. Juro, me dá um tédio olhar as prateleiras. Ainda bem que nos últimos tempos isso tem mudado, eu tenho um Brooks pink susto e tem um Nike Lunar Glide roxo com cores cítricas que adoro, assim como o Brooks Green Silence, que está na minha lista. Mas que ainda está longe das opçoes da prateleira masculina, não há o que discutir. Entao ver a cartela desse Vibram foi um verdadeiro colírio.
Passado o Momento Experiencia Estética, segundas impressoes: muito macio, mas resistente. E leve, muuuito leve. Vestir exige uma certa curva de aprendizado, pq da primeira vez eu pastei uns 10 minutos até conseguir colocar tooodos os dedinhos em seus respectivos espaços – o dedao é fácil, mas os ultimos 3... Mas depois que vc consegue, é super confortável. Realmente, é o mais próximo ao andar descalço que eu já experimentei. Também é engraçado ver seus pés vestidos com ele. Eu gostei, mas as pessoas vao apontar e cochichar na rua – o que pode ser um ótimo quebra gelo para conhecer gente ou o inferno na terra, dependendo da sua personalidade. Eu, que sou mais caminho do meio, só me divirto.
Como eu gosto de ler historinha, achei bacana descobrir que a Vibram existe desde 1937 e que esse conceito FiveFingers veio do neto do fundador, que comprou a idéia assim que foi apresentado a ela. Tbm adorei saber que vc lava na máquina e seca no varal. E o nome do modelo, em homenagem ao maratonista etíope que corria descalço Abebe Bikila, tbm foi uma ótima sacada.
Mas isso era só p/ dividir a novidade com vcs, pessoas amigas. Porque esse teste vai demorar um pouco, que vou seguir as sugestoes da empresa e começar com o básico: andando, aiás andando por no mínimo 1h com a Mindoca, a simpática modelo que mostra o meu par de Bikilas neste post. A partir daí eu começo a arriscar um trotinho, ver o que acontece – e conto para vcs aqui, lógico.
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Corredora Zen testou: Booster polaina de compressão


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 28/07/10 às 13:14 na(s) categoria(s) produtos
Polaina é um nome péssimo, né? Mas fazer o quê se eu escolhi a polaina e não a meia para testar? Eu comprei a Booster, que é da francesa BV Sports  no final do ano passado, pensando no Cruce de los Andes, que fiz em fevereiro deste ano.  

Eu já vinha companhando essa ascensão das meias de compressão, o pessoal mais pró dos treinos usando e dizendo que era bacana e, claro, quis dar meu pitaco também. Mas optei pelo modelo polaina e não meia por um motivo simples: em uma prova como o Cruce, usar a mesma meia nos 3 dias é impensável, já que no final de cada dia ela vai estar molhada e emporcalhada. Já a polaina é que nem o manguito, dá para usar mais de um dia se quiser.

A primeira impressão foi da leveza do tecido, bem diferente de alguns modelos que eu tinha provado e que davam uma sensação de lycra ou de meião de futebol. A qualidade do material ficou comprovada no Cruce: secava super rápido e não deixava marcas (vi algumas que deixavam a pele marcada no lugar da costura).

 

Faz diferença usar? Faz, mas sem exageros. Penso que quanto mais atleta performance vc é, mais diferença faz. Mas as pernas cansam menos e dá uma sensação de que vc consegue fazer mais força sentindo menos. Ou seja, se vc é um corredor não-elite, vulgo pessoa normal, vale usar quando for fazer muuuuuita força e nas provas mais casca.

Prós: material leve e resistente, seca rápido, compressão confortável, alivia cansaço durante as provas.

Contras: esquenta, deixa você com aquele look jogador de futebol e não tem para vender no Brasil.
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Corredora Zen testou: Nike Free 5.0


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 29/06/10 às 10:56 na(s) categoria(s) produtos
Vocês sabem que eu curto um tênis mais pé no chão, de preferencia daqueles que vc consegue dobrar no meio facinho. Foi leve e bem flexível eu já gostei, porque para ter uma sola tao dobrável não tem como ter aquele amortecimento todo – que apesar de ser o que as pessoas normalmente mais gostam, me incomoda muito.

Como foi algo que eu fui descobrindo instintivamente, variando sempre as marcas e os modelos, foi uma surpresa agradável descobrir essa tendência de correr de forma mais natural, mais próxima ao correr descalço (eu já falei um pouco disso NESSE POST AQUI).  Foi por isso que resolvi comprar e testar o Nike Free 5.0. Porque quando fui na loja e peguei o modelo na mão e ele dobrou sem resistências, fiquei muito interessada em saber como seria treinar com ele.

 

Mas antes de falar do teste em si, preciso pontuar algumas coisas. A primeira é que essa linha Free da Nike tem exatamente essa proposta de simular a corrida descalça. Eles criaram uma graduação, que vai de 0 a 10, onde 0 é vc correr descalço total e 10 é usando aqueles tênis deles mega acolchoados com amortecimento master.

Fora do Brasil, vc consegue achar modelos da linha Free que vão do 3.0 ao 8.0 (fora o 10, lógico), além de opções voltadas a corrida em trilha. Em terras tupiniquins só vi o 5.0. Achei a proposta sensacional, mas vejam só o fail: não é tão fácil ficar sabendo de tudo isso sem ter a curiosidade de ir atrás. Porque nas lojas brazucas o Free está simplesmente na seção de running/corrida e é apresentado como um tênis leve e flexivel mais para treino. Eu fui em umas 5 lojas e em nenhuma ouvi menção a essa proposta de simular corrida descalça, e o mais preocupante: nenhum aviso de que se vc não está habituado a correr com tênis assim é importante começar aos poucos para não se machucar, porque o seu pé não vai estar acostumado a se mover desse jeito e isso demora um pouco a acontecer.

No SITE BRASILEIRO DA MARCA isso está explicado, mas não com a clareza e detalhamento dos sites gringos. Aliás, dizem que na caixa de outros países vem até um manualzinho ressaltando isso e sugerindo como se adaptar a nova pisada sem traumas. Deem uma espiada no SITE AMERICANO DA MARCA  e nessa explicaçao AQUI  Deixar de trazer essa info para cá é uma pena para um conceito tão bacana. Será que isso ainda vai mudar? Porque se alguém mais desavisado (ou seja, quase todo mundo) e que estiver acostumado com tênis com bastante amortecimento simplesmente levar um desses e sair para um treino de 10K assim a seco, a probabilidade de dores no dia seguinte é alta.

Agora, se vc já costuma correr com tênis mais baixos e flexíveis, vai amar. Quero dizer, eu positivamente ADOREI o Nike Free. Achei confortabilíssimo, macio e muito leve mesmo. Onde mais senti diferença foi nos treinos de tiro. A sensação foi a de fazer menos força para alcançar mais veocidade, e como ele te força a uma pisada bem mais leve, pessoas pé de chumbo que correm mais pesado como eu conseguem melhorar bem a passada – com ele eu até virei pé de algodão, uma glória pessoal (para entender leia esse post AQUI).

Eu não senti dor nenhuma – já estou usando há uns 2 meses- mas tem que levar em consideração que não uso os tênis mais altos e fofifnhos, seja qual for a marca, entao meu pé já deve estar meio que acostumado. Mas dá para notar claramente que o Free faz vc repensar sua pisada. Não rola MESMO de correr pisando o calcanhar primeiro, que eu já não fazia antes mas que os tenis com bastante amortecimento meio que te levam a fazer. Com um tênis minimalista como esse, vc tende a pisar com o meio do pé e a correr mais saltado, ou seja, mais leve. Mas com certeza se vc está pensando em fazer essa transição tem que pegar leve no começo.

Não sou expert nem tecnica de nada, mas acredito que começar com trotinhos leves (ou caminhadas se vc for adepto dos fofoes de sola bem estruturada) e especialmente treinos curtos é uma forma de não errar. Eu também não sou médica nem treinadora para dizer com certeza que essa é a melhor forma de correr, até porque acho que não existe A Melhor Forma, acho que existe O Que Funciona Melhor Para Você. Eu tenho o pé bem estreito, mais pro chato (apesar de sempre usar pisada neutra e não me dar bem com modelos pronadores) e preciso super sentir a sola do pé se esparramando e se movimentando ao máximo, assim como tenho que conseguir sentir os dedos do pé se movendo e ajudando na impulsão. Todas as vezes que usei tênis super estruturados e amortecidos, a sola mais inflexivel não deixa meu pé se mexer muito, o que resulta em cansaço e muitas vezes dor.

Se vc é como eu, provavelmente tem boas chances de curtir o Free 5.0. Se não, tente um nem que seja para usar fora dos treinos, so para ver como é uma pisada mais natural. De qualquer forma, bom senso é tudo nessa vida: experimenta bem antes de comprar, dá uma daquelas corridinhas ridiculas na loja com ele e vê o que seus pés dizem.

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Corredora Zen testou - Suum


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 10/05/10 às 19:31 na(s) categoria(s) produtos
Pois é, olha só que coisa tres chic, agora temos review no blog. E podem acreditar, esse blog, assim como eu, é 100% sincericida (sinceridade suicida), ou seja, se eu falar que gostei é porque gostei mezz - e se odiei idem. Vocês também vão ficar sempre sabendo se foi um produto que me mandaram para testes ou se eu resolvi testar por conta, já que transparência é tudo nessa vida.

Neste caso, foi a própria Suum quem enviou a bebida repositora para testes práticos. A grande diferença inicial de um Gatorade da vida é que vem em pastilhas, estilo aquela vitamina C efervescente que é bom tomar antes de big provas como o Cruce. A idéia me parece bem prática pensando em levar para provas: vc joga 1 pastilha na caramanhola, espera dissolver e boa.

Minha 1ª impressão foi de que se vc não gosta da efervescência, vulgo bolhas, vai ter que esperar um pouco antes de beber. Porque assim que dissolve fica com um gostinho de coisa gasosa, o que pode ser bom ou ruim - vc gosta de água com gás? Eu experimentei sempre pós-treinos e só o sabor lima limão, que no geral não é meu super predileto, mas achei bom. Mas aí vai de gosto pessoal mesmo.

Agora, eu não sou nutricionista, então não vou saber avaliar o quão bem ele repõe, mas dando uma sapeada entendi que é um repositor de eletrólitos, ou seja, não vem com carboidratos (como o Gatorade). Por um lado, penso que isso talvez facilite a absorção de eletrólitos, mas por outro vc vai precisar de um gelzinho ou similar para complementar. Mas aí já fica muito avançado para minha humilde análise e prefiro deixar para os universitários.

Mas é sempre legal ver empresas brasileiras lançando novidades na área e dando a cara para bater. Alguém teve mais experiências com o Suum? Usou em provas? Deu certo? Foi bom para você?
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Doe seu presente do ano passado


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 28/01/10 às 19:08 na(s) categoria(s) produtos
Você já ouviu falar que corrida é um esporte super econômico que não precisa de equipamento nenhum, basta um tênis e sair correndo, né? Então você também sabe que isso é uma cascata deslavada. Porque sair correndo de All Star não é exatamente uma boa idéia, apesar de que, dependendo do modelo, pode até ficar fashion.
Então começa a somar na maquininha: tênis de corrida. E isso não vai te custar R$50. Vamos dizer que você conseguiu uma super promo e comprou um modelo-ano-passado por R$200. Aí você vai querer ter um mínimo de controle do seu treino, ou seja, precisa de um relógio com cronômetro - ou, se você estiver podendo, um desses Amigos Eletrônicos que marcam seu pace, calorias queimada, passadas, velocidade, distância, frequência cardíaca, têm GPS, deixam subir seus treinos para o site, syncam com ipod e ainda elogiam sua performance incrível. Mesmo se você comprar um relógio genérico, ou "Mickey", como minha amiga Ceci diz, vai sair, sei lá, uns R$50. Se for um relógio bacanudo, pode colocar uns R$ 1.500 fácil.

Aí ainda tem que ter meia, boné, óculos escuros, protetor solar, camiseta, shorts, top se vc for mulher.. Enfim, na soma final não sai tão grátis assim.

Com essa continha em mente, olhe para seu armário. Aposto que tem tênis de corrida que você não usa mais. Aliás, aposto que tem VÁRIAS coisas que você não usa mais. Sabe aquele tocador de MP3 que vc aposentou? O celular velho (ups, VINTAGE) que está desmaiado na gaveta? O computador que foi trocado por uma engenhoca mais rápida? Pois é.

Então vamos combinar: ganhou ou comprou algo novo? Doe seu presente do ano passado. Ou retrasado. Ou da semana passada mesmo. Que tal entrar numa corrente do bem e reciclar, passando para outras pessoas? Por exemplo, este post é reciclado , seguindo uma iniciativa bacana da rede Ecoblogs. Vamos somar esforços? Vaaa-mooooossss (isso vocês respondem em estilo jogral, pessoas bacanas).

Então aí vão algumas sugestões de para onde enviar suas doações:

Seu tênis pode ir para:
Seu celular, computador, impressora, cabos, videogame e coisas tech podem ir para:
  • Comitê para Democratização da Informática CDI –  cuja missão é transformar vidas e f ortalecer comunidades de baixa renda através da capacitação nas tecnologias da informação e comunicação e de um aprendizado complementar voltado à prática da cidadania e do empreendedorismo
  • Liga Solidária - faz manutenção e triagem para que a doação seja encaminhada às unidades sociais que estiverem precisando do material doado.
  • Museu do computador - os equipamentos são revisados e reformados, para seguirem para exposição no Museu do Computador. Já software e publicações relacionadas à informática são destinados à biblioteca do museu, ficando disponíveis para consulta dos visitantes.
-- veja mais opções AQUI  ---












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Brasil - Itália


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 29/12/09 às 21:55 na(s) categoria(s) produtos
Gente, um post rápido, quase um twitter. É que acabei de chegar de uma grande loja de produtos esportivos. Entre as cositas, trouxe 3 meias para minha mãe. Ela queria pretas, do tipo invisível (que especialmente em preto são mais do que visíveis), confortáveis. Achei, cor certa, material OK, preço incrível. Levei. Serviram, ela adorou. 

MAS como eu sou aquela pessoa que tem mania de ler TUDO, manuais, bula de remédio e, segundo um amigo meu fotógrafo a única pessoa do mundo que lê todas as legendas em exposição de fotos, li tudo o que tinha na embalagem das meias. Uma das partes que eu mais gosto é de ver as coisas transcritas em várias línguas. Eu sei, gosto não se discute.

Daí que tinha, em inglês: Made in Brazil. Em espanhol, seguia: Hecho en Brasil. (não, não tinha em português, já começa a bizarrice daí). Daí vinha em russo e em japonês, coisa que o tradutor da marca deve ter pensado: ah vá, quem é que vai saber falar russo no Brasil?? Bem, acontece que, para infelicidade dele, eu sei. E ali estava escrito: Produzido na Itália. Oi? Como assim por exemplo?

Será que a máfia russa e a italiana se uniram? Algum boicote ao produto tupiniquim? Ou Brasil e Itália têm um acordo secreto que acaba de ser revelado nesse blog? Mistério. Como não sou tão poliglota assim e não sei lhufas de japonês, fica aqui a dúvida de qual seria o país de origem desta peculiar meia na tradução nipônica. Será que a Interpol lê esse blog?
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Pé no chão


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 28/12/09 às 19:20 na(s) categoria(s) produtos
Antes de mais nada, Ho HO Ho para vcs! Espero que Papai Noel tenha sido generoso, que a ceia tenha sido deliciosa e que ainda tenha sobrado energia para uma corridinha. Por falar nisso, vcs estão acompanhando esse movimento que promove uma volta ao pé no chão (ou barefoot running)?    

A idéia é que a melhor pisada é aquela que vc faz quando corre descalço -- ou quase. A tese, comprovada facilmente filmando alguém correndo descalço e de tênis, é que descalço vc pisa primeiro com o meio do pé, o que leva o seu arco do pé absorver a maior parte do impacto (o arco meio que se achata e volta para fazer isso). Com os nossos belos, caros e acolchoadíssimos tênis, tendemos a pisar primeiro com o calcanhar - que, aliás, costuma ser a parte mais fofinha do tênis.  
O pulo do gato, diz essa linha de pensamento: o tênis não consegue absorver tanto assim o impacto, que vai direto para as pernas e especialmente para os joelhos, aumentando a propensão a lesões. Isso mesmo, o raciocínio é que quanto mais fofinho e acolchoado o tênis, mais probabilidade de adquirir lesões com ele. 

Absurdo? Gente maluca? Bem, eu tenho que confessar que estou cada vez mais amiga dessa idéia e não por ter lido e acreditado. Na verdade tudo começou uns 2 anos atrás, quando comprei meu primeiro tênis Brooks. Tinha vários modelos, alguns deles do tipo bem fofinho, mas eu provei um que era super leve, confortabilíssimo, lindo e com a sola claramente mais fina que os outros. Eu vesti e senti o pé mais no chão, mais... "solado", tipo dava para os pés ficarem mais abertos, os dedinhos mais felizes. Comprei, com muitas dúvidas do que ia acontecer quando ele encarasse um longão.   

Bem, ele não só passou no teste com louvor como passou a ser meu tênis predileto para provas. Fez meias maratonas, tiros, de tudo. Foi aí que descobri que eu me dou super bem com esse tipo de tênis, mas achei que era só uma esquisitisse minha, como gostar de leite de soja ou ler durante as refeições. Aí agora me deparei com esse povo dizendo algo muito parecido e fez o maior sentido para mim. 
Claro que não vou ser xiita nem dizer que a sua lesão obviamente vem do tênis que vc usa, ou que tênis com muito amortecimento faz mal, até pq não tenho conhecimento técnico ou médico adequado para tanto. Mas vou dizer que talvez seja algo para pensar e testar. 

Fora do Brasil, todas as grandes marcas de tênis já lançaram seus modelos nessa linha, que eles chamam de mais "natural" (arght), que são tênis mais leves, bem flexíveis e finos. Como sempre tem um modelo super ultra mega bold geek, tem até o Vibram FiveFingers, que tem os 5 dedinhos, igual aquelas meias de dedinho que rolam por aí (tem até meia de compressão com dedinhos). 

Todo mundo que testou fala que a aparência é esquizo, vc se sente no Planeta dos Macacos, as pessoas te olham como alienígena, mas a sensação é ótima. Aliás, todo mundo que fez esse teste de passar a usar um tênis mais pé no chao diz que demora entre 1 e 2 semanas para se adaptar, ou seja, durante esse tempo seu pé dói em lugares que vc não sabia que existiam e a corrida fica estranha, mas assim que acostuma com a nova pisada fica melhor que antes. Deem uma sapeada nele no vídeo abaixo:


Eu, que não uso nada super radical como esse Vibram, notei uma mudança de pisada sim e para melhor. Curti mezzz esse mania style de correr. De repente é algo a se investigar mais, sem preconceitos ou radicalismos.
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Brigadeiros energéticos


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 01/12/09 às 18:01 na(s) categoria(s) produtos
Vocês já repararam que eu curto o tema alimentação, né? Gosto de cozinhar, de escolher conscientemente o que como (mesmo que seja uma caixa de língua de gato hmmm), de saber o que cada alimento faz e principalmente de colocar meus valores pessoais na minha alimentação -- como só comer ovos da galinha feliz, que dividi com vcs nesse post aqui.

Na corrida, tenho que confessar: curto o gosto do gel (desde que chocolate ou triberry) e amo isotônico (especialmente se for o de frutas vermelhas). Eu sei, um monte de gente acha que o gel tem gosto horrível e revira o estômago, mas para mim tem um efeito igual o de tomar uma daquelas poções de vida de videogame: sinto a barrinha de energia vital recarregando na hora, dá até barato! Quanto ao isotônico, eu só consegui subir a serra de Maresias naquela prova de revezamento pq minha equipe de apoio era THE BEST e sabia que a cenourinha para me fazer seguir em frente era um gator gelado.

MAS um dia desses li uma matéria que me encantou. Era sobre um ultramaratonista que decidiu correr a Sables (nada menos do que uma ultramaratona de 243KM pelo deserto do Sahara) só comendo.. comida. Ou seja, sem suplementos, géis, isotônicos e afins. Aí ele e algum nutricionista montaram um cardápio muito bacana para a prova. Além do café, almoço, jantar, ele tinha criado uma coisa que chamou de Energy Balls, ou seja, algo como bolas energizantes. É uma mistureba de coisas como sementes, castanhas e alimentos em pó, adoçadas com mel e transformadas literalmente em bolinhas. A idéia é deixar pronto e ir consumindo durante a prova para, segundo ele, uma dose de energia e antioxidante.

Eu adorei o conceito das super foods, ou super comidas, e estava louca para experimentar nesse meu momento pré-Curce mas aí... perdi a revista. Estava super triste até que a Camila, que além de correr MUITO ainda trabalha na revista, me salvou. Ela não só lembrava da matéria como ainda tinha o link para o blog do tal ultramaratonista, que compartilha coisas bem bacanas sobre treinos e alimentação --e ainda tem as receitas.

Eu vou testar, quem quiser testar junto é só anotar e montar a sua (com eventuais substituições, pq tem ingredientes que não encontrei). Aí vai a receita desses brigadeiros energéticos, que traduzi do blog dele, mas sempre bom dar uma olhada no original caso eu tenha feito alguma atrocidade:

Energy Balls (ou Brigadeiros Energéticos na minha mais que livre adaptação rsrs)

Moer ou picar um ou dois punhados (punhados = mão cheia) de Gojis, passas, tâmaras, figos, damascos (ou outros frutos ou frutos secos, escolha o que quiser), de preferência orgânicos. Adicione sementes de abóbora, de girassol, gergelim, castanhas de caju ou amendoim picados.

Adicione um pouco de óleo de coco, um pouco de água, sal marinho, proteína em pó Sunwarrior, pó de Maca e, se quiser, farinha de aveia para dar a liga.

Tempere com cacau, baunilha ou canela. Coloque açaí em pó (ou frutas vermelhas em pó) como antioxidantes e para garantir energia extra. Se gostar de um sabor mais adocicado, adoce com mel ou adoçante natural. Você pode adicionar também pós como Spirulina ou Boku.

Misture tudo até formar uma massa lisa e homogênea, enrole em bolinhas e pronto. Leve com vc e consuma durante treinos longos ou provas.

Ah sim, e para quem ainda não cansou do assunto, nas buscas pelos brigadeiros energéticos achei uma edição antiga mas totalmente atual da Go Outside quase que temática, falando exatamente sobre alimentação e treinos, é só clicar AQUI.
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A polaina está de volta


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 23/11/09 às 17:31 na(s) categoria(s) produtos
Não, não é um flashback dos anos 80, também conhecidos como Os Anos Mais Bregas de Nossas Vidas. Você não vai voltar a usar aquela polaina coloridona, nem as tirinhas torcidas na testa, para ficar aquela marca bonita. Se bem que a camiseta gigante com cintinho está quase de volta, dependendo do tamanhos das camsetas de prova que alguns organizadores andam distribuíndo, e a pochete.. bem, essa está de volta na corrida, seja para carregar gel, água ou chaves. Mas divago.

A polaina a que me refiro, é aquela de compressão, tipo a Flets que estava lá no Running Show. Eu provei e gostei, achei que diminui a sensação de cansaço nas pernas. E reparem nas provas e treinos atuais: sempre tem alguém correndo de meião ou de polaina. Ou é um modismo que pegou forte ou o negócio ajuda mesmo, né?

Pensando no Cruce, e nos 90K que nos esperam por lá, estou cogitando seriamente adquirir um par, só estou em dúvida se é mais legal ir de polaina, que talvez tenha mais compressão por não precisar ir até o pé, ou de meião, o que pode ser um plus no Cruce, pq aí não preciso me preocupar com meia normal.

Alguém com experiência em alguma das 2 para palpitar?
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O caso de meia assassina


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 31/07/09 às 17:00 na(s) categoria(s) produtos
Pois é, uma peça de roupa tão pequena e que deu tanto pano para a manga. Estou falando de MEIAS, aquelas coisas que ficam entre seu pé e o tênis. Eu juro que nunca tinha dado muita bola a elas. Eu digo tinha porque durante o Montanholi aconteceu o Caso da Meia Assassina. A vítima foi minha amiga Jacque e, aparentemente, a culpada fui eu.

Vamos reconstituir a cena do crime: uma pessoa, que chamaremos hipoteticamente de J., conta à sua amiga, que chamaremos também hipoteticamente de N., que veio com uma Meia X, que J. acha que talvez não seja adequada para a prova. N. diz que usa essa mesma meia há anos sem problemas, inclusive está com uma igualzinha para correr esta mesma prova. J. segue o conselho de N. e as duas fazem a prova. No final, J. fica com bolhas assassinas terríveis e N. fica sem bolha alguma. O que aconteceu realmente? Terá N. trocado de meia escondido? Terá J. comprado uma meia falsificada? Será o pé de N. feito de material alienígena? Será a Meia X um tipo de meia que só dá bolhas em pessoas cujo nome começa com J.?

Eu não sei. Só sei que eu vou nas lojas esportivas e procuro Meia de Corrida. Aí checo se não tem costura na ponta mesmo e se é do tipo curtinho, que em alguns lugares chama invisível, em outros sapatilha. Juro que não fico super pesquisando se tem superpoderes como compressão, amortecimento ou anti-xulé.

Não é que eu despreze a tecnologia das meias de corrida. Aliás, se tem alguém geek correndo por aí, sou eu. ADORO uma novidade tecnologica. Então se eu for fazer uma dessas provas longas, que levam dias, ou for correr uma maratona, com certeza vou testar várias meias até achar uma perfeita para as condições da corrida. Mas o ponto é que normalmente, minha distância máxima é 21K. E, para essa distância, uma meia básica para mim super funciona.

Eu sei, eu sei, meia de algodão retém a umidade. As mais grossas podem dar atrito. Vc pode ter infecções terríveis. Seu pé vai ficar como uma uva-passa gigante. Ou pode até cair. Mas para mim, nunca deu problema (lembrando novamente que não é para correr aventura ou ultramaratonas). As únicas 2 vezes que eu tive bolhas por causa de meia foi com algumas que chamaremos de Meias Tecnológicas Y, entre elas uma que custou a diária da minha faxineira. Era linda, colorida, super confortável, anti isso e aquilo, um show. E me deu bolha. E muita raiva.

Eu ainda tenho outras Meias Y, que eu ADORO e uso. Mas a Meia X continua dando super certo comigo, fazer o quê! E J., a vítima da Meia Assasina? Ficou com bolhas, mas nem isso a impediu de fazer uma ÓTIMA prova :-D
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Correr ouvindo historinha


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 07/07/09 às 18:49 na(s) categoria(s) produtos
Eu gosto de correr ouvindo alguém me contar alguma coisa. De preferência alguma coisa bem interessante ou divertida, para eu esquecer que estou correndo faz 1h e ainda faltam 40 minutos e achar que a vida é um mar de tulipas. Para muita gente, a música faz isso. Pessoas music oriented, movidas a trilhas sonoras. Meu pai é assim, minha irmã também - mas no Grande Sorteio da Loteria Genética, eu não gritei bingo e fiquei sem esse gene. Porque eu gosto de música, não me entendam mal, mas para outros momentos, como por exemplo enquanto cozinho. Mas para correr, nem tanto. Resumindo: prefiro correr ouvindo historinha do que musiquinha.

Quando treino com pessoas, beleza. Na hora de fazer força não tem fôlego para conversas, mas na hora de aquecer, soltar ou fazer um longão mais tranquilo, porque não exercitar a língua também, não é mesmo? Em longos longos mesmo, daqueles em que vc não está fazendo ritmo de prova, são 2 terapias em menos de 2h! Uma da corrida mesmo e a outra do bate-papo que rola no grupo. Nas provas, não gosto de ouvir nada que não sejam os sons da corrida mesmo, me atrapalha. Mas quando treino sozinha, sinto falta da voz. E aí? Bem, graças a invenção dos podcasts, meu problema está resolvido.

Porque podcast é como um radinho onde vc pode escolher tanto os programas quanto onde e quantas vezes quer escutar. Obviamente, já virou um vício, vivo assinando podcasts novos. Pensa só: é grátis, é bom e sempre tem novidade. Virei fã. Como tem gosto para tudo nesse mundo, talvez vc também seja uma pessoa meio alienígena que curte ouvir uma historinha, mesmo que em algum outro momento. Se for, talvez vc também goste de um desses aqui:

Podcasts da BBC (em inglês) - os melhores! A BBC realmente manda MUITO bem.
Radio 1 Stories - como o nome diz, histórias! Cobre os mais diversos temas, esporte, comportamento, política, whatever.

Thinking Allowed - os mais diferentes temas, de cães a casamento, de crime a avanços da medicina.

In Our Time - para quem gosta de História, sensacional! O melhor EVER é programa sobre a Peste Negra, na minha humilde opinião.

Podcast da radio KERA (em inglês)
KERA´S Think - esse eu ADORO, discussão dos temas mais malucos com convidados ótimos, inteligente e muito bem humorado.

Nerdcast (em português) - se vc tem um lado nerd e GOSTA do humor nerd vai adorar
Nerdcast - O nerdcast já me fez rir sozinha MUITAS vezes, adoro. O bom é que tem normalmente 1h de duração ou mais, ótimo para correr longo ou para passear com os cães (como eu faço diariamente)
CBN (em português)
Aqui tem a lista dos podcasts da rádio CBN. Eu curto o Fim de Expediente e o da Mara Luquet!

Papo Tech (em português)
Papotech para quem curte tecnologia

Roda e avisa (em português)
Roda e Avisa - Internet, cultura e tecnologia, curto muito as reflexões, mas sou suspeita pq o autor é amigo meu! rsrs

Rádio Eldorado (em português)
Lista de podcast da Eldorado.
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Com que roupa eu vou?


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 04/06/09 às 12:44 na(s) categoria(s) produtos
Pessoas, achei um aplicativo divertidinho chamado What Should I Wear? (ou seja, O Que Devo Vestir?). É simples assim: vc coloca quantos graus está lá fora, se tem vento, se está sol, chovendo, nevando etc, como vc gosta de se sentir durante a corrida e pimba! Ele te sugere roupas para correr. Vejam só:

What Should I Wear?

Só um detalhe: se vc é de uma das partes ensolaradas do mundo, onde neve é algo que nem dá para imaginar e vc pega a blusa de lã assim que baixa dos 20°C é bom dizer que gosta de correr QUENTE e aumente uns graus na temperatura fria, pq o programinha considera que vc vive em lugares onde eventualmente possa fazer frio DE VERDADE.

Uma bobaginha, mas engraçadinha.

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Camiseta do kit corrida - um capítulo a parte


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 14/05/09 às 10:02 na(s) categoria(s) produtos
Se você já participou de alguma corrida de rua, com certeza entrou para o Clube das Camisetas de Prova. Porque hoje em dia, pelo menos em todas as provas que corri, a camiseta faz parte do kit - junto com a medalha, muitos papeizinhos e, se vc tiver sorte, frutas e isotônico no final (pq eu já corri uma meia maratona que não tinha nem uma mísera banana no final ou um copinho de isotônico, só água).


É claro que ninguém corre uma prova por causa da camiseta. Vc acha claro? Pois nem tanto. Já vi algumas dessas enquetes disponibilizadas em sites de provas onde perguntavam o que era mais importante numa corrida. Acreditem ou não a camiseta e um kit bacana ficavam disparados no topo, só depois vinham coisas como água a cada 3K, estacionamento e afins.

Considerando esse amor dos corredores por uma camiseta, os organizadores começaram a caprichar, fato que me deixou bem feliz. Sim, pq eu uso camsieta P. Aquele tamanho que parecia não existir p/ os organizadores. Eles se davam ao trabalho de perguntar a vc via site que tamanho vc queria. Vc se dava ao trabalho de responder. Sim senhor, camiseta P feminina faz favor. E na hora de pegar o kit vinha.... adivinha? Uma camiseta M ou então uma P masculina. O que, para mim, equivale a uma camiseta de dormir, pq não vai dar para usar mesmo.

Se vc reclama, o pessoal fala "ah, mas a M é a mesma coisa!". Bem, se fosse a mesma coisa não precisava ter 2 tamanhos né? Agora melhorou, pq descobriram que existe a camsieta baby look, que normalmente serve em quem usa tamanho P e não se importa se de vez em quando aparecer a barriga.


"Ah, mas é só uma camiseta", vcs podem dizer. É, mas alguém ja reparou no quanto corredores a-do-ram usar uma camisetinha de prova? Não usam só para correr não. Até pq nos treinos normalmente usam a camiseta da assessoria que dá o treino. Usam no supermercado, para ir ao parque com o filho, no final de semana... É quase como o cumprimento secreto de clube, só quem corre vai apreciar a camiseta de alguém pq significa que aquele ser correu a maratona de SP. Ou que aquela garota provavelmente estava na meia do Rio que vc sofreu tanto, logo é quase sua amiga, mesmo que vc nunca tenha visto a pessoa antes.

Mas mesmo com camisetas bacanas e outras nem tanto, em algum momento vc passa a ter MUITAS delas. Muitas mesmo. E vc tem um carinho por todas, mesmo as que dá para usar de minivestido. Pq cada uma tem uma HISTÓRIA. Ok, seres apegados, mas o que fazer com elas? Eu separo as que realmente uso e as outras dou. Mas tem gente muito mais criativa que eu.

Minha amiga Márcia, por exemplo, guarda todas intocadas para fazer uma colcha, na minha imaginação uma coisa meio patchowrk só que com os nomes das provas que vc correu no lugar dos retalhos.

Tem gente que vende. Isso mesmo, VENDE. O que me surpreende não é esse ser que tenta recuperar parte do dindin da inscrição e sim o ser que COMPRA. Pq vc compraria uma camsieta de uma prova que vc não correu? Para sentir a endorfina por osmose? Para se gabar que vc, que ninguém nunca viu treinar, corre pra caramba e olha só a minha camiseta para provar que eu corri uma ultramaratona? Mistério. Se alguém souber, por favor me conte, ok?




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