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nataliay
São Paulo, SP

Corredora Zen :-)

Corredora Zen :-)


Histórias de corrida e um pouco sobre qualidade de vida, yoga, saúde e alimentação e, claro, provas. Para mim, corrida é um tipo de meditação e escrever um tipo de diversão. Muito prazer, eu sou a Natalia Yudenitsch, mas pode me chamar de Nat.

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Doe seu presente do ano passado


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 28/01/10 às 19:08 na(s) categoria(s) produtos
Você já ouviu falar que corrida é um esporte super econômico que não precisa de equipamento nenhum, basta um tênis e sair correndo, né? Então você também sabe que isso é uma cascata deslavada. Porque sair correndo de All Star não é exatamente uma boa idéia, apesar de que, dependendo do modelo, pode até ficar fashion.
Então começa a somar na maquininha: tênis de corrida. E isso não vai te custar R$50. Vamos dizer que você conseguiu uma super promo e comprou um modelo-ano-passado por R$200. Aí você vai querer ter um mínimo de controle do seu treino, ou seja, precisa de um relógio com cronômetro - ou, se você estiver podendo, um desses Amigos Eletrônicos que marcam seu pace, calorias queimada, passadas, velocidade, distância, frequência cardíaca, têm GPS, deixam subir seus treinos para o site, syncam com ipod e ainda elogiam sua performance incrível. Mesmo se você comprar um relógio genérico, ou "Mickey", como minha amiga Ceci diz, vai sair, sei lá, uns R$50. Se for um relógio bacanudo, pode colocar uns R$ 1.500 fácil.

Aí ainda tem que ter meia, boné, óculos escuros, protetor solar, camiseta, shorts, top se vc for mulher.. Enfim, na soma final não sai tão grátis assim.

Com essa continha em mente, olhe para seu armário. Aposto que tem tênis de corrida que você não usa mais. Aliás, aposto que tem VÁRIAS coisas que você não usa mais. Sabe aquele tocador de MP3 que vc aposentou? O celular velho (ups, VINTAGE) que está desmaiado na gaveta? O computador que foi trocado por uma engenhoca mais rápida? Pois é.

Então vamos combinar: ganhou ou comprou algo novo? Doe seu presente do ano passado. Ou retrasado. Ou da semana passada mesmo. Que tal entrar numa corrente do bem e reciclar, passando para outras pessoas? Por exemplo, este post é reciclado , seguindo uma iniciativa bacana da rede Ecoblogs. Vamos somar esforços? Vaaa-mooooossss (isso vocês respondem em estilo jogral, pessoas bacanas).

Então aí vão algumas sugestões de para onde enviar suas doações:

Seu tênis pode ir para:
Seu celular, computador, impressora, cabos, videogame e coisas tech podem ir para:
  • Comitê para Democratização da Informática CDI –  cuja missão é transformar vidas e f ortalecer comunidades de baixa renda através da capacitação nas tecnologias da informação e comunicação e de um aprendizado complementar voltado à prática da cidadania e do empreendedorismo
  • Liga Solidária - faz manutenção e triagem para que a doação seja encaminhada às unidades sociais que estiverem precisando do material doado.
  • Museu do computador - os equipamentos são revisados e reformados, para seguirem para exposição no Museu do Computador. Já software e publicações relacionadas à informática são destinados à biblioteca do museu, ficando disponíveis para consulta dos visitantes.
-- veja mais opções AQUI  ---












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Brasil - Itália


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 29/12/09 às 21:55 na(s) categoria(s) produtos
Gente, um post rápido, quase um twitter. É que acabei de chegar de uma grande loja de produtos esportivos. Entre as cositas, trouxe 3 meias para minha mãe. Ela queria pretas, do tipo invisível (que especialmente em preto são mais do que visíveis), confortáveis. Achei, cor certa, material OK, preço incrível. Levei. Serviram, ela adorou. 

MAS como eu sou aquela pessoa que tem mania de ler TUDO, manuais, bula de remédio e, segundo um amigo meu fotógrafo a única pessoa do mundo que lê todas as legendas em exposição de fotos, li tudo o que tinha na embalagem das meias. Uma das partes que eu mais gosto é de ver as coisas transcritas em várias línguas. Eu sei, gosto não se discute.

Daí que tinha, em inglês: Made in Brazil. Em espanhol, seguia: Hecho en Brasil. (não, não tinha em português, já começa a bizarrice daí). Daí vinha em russo e em japonês, coisa que o tradutor da marca deve ter pensado: ah vá, quem é que vai saber falar russo no Brasil?? Bem, acontece que, para infelicidade dele, eu sei. E ali estava escrito: Produzido na Itália. Oi? Como assim por exemplo?

Será que a máfia russa e a italiana se uniram? Algum boicote ao produto tupiniquim? Ou Brasil e Itália têm um acordo secreto que acaba de ser revelado nesse blog? Mistério. Como não sou tão poliglota assim e não sei lhufas de japonês, fica aqui a dúvida de qual seria o país de origem desta peculiar meia na tradução nipônica. Será que a Interpol lê esse blog?
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Pé no chão


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 28/12/09 às 19:20 na(s) categoria(s) produtos
Antes de mais nada, Ho HO Ho para vcs! Espero que Papai Noel tenha sido generoso, que a ceia tenha sido deliciosa e que ainda tenha sobrado energia para uma corridinha. Por falar nisso, vcs estão acompanhando esse movimento que promove uma volta ao pé no chão (ou barefoot running)?    

A idéia é que a melhor pisada é aquela que vc faz quando corre descalço -- ou quase. A tese, comprovada facilmente filmando alguém correndo descalço e de tênis, é que descalço vc pisa primeiro com o meio do pé, o que leva o seu arco do pé absorver a maior parte do impacto (o arco meio que se achata e volta para fazer isso). Com os nossos belos, caros e acolchoadíssimos tênis, tendemos a pisar primeiro com o calcanhar - que, aliás, costuma ser a parte mais fofinha do tênis.  
O pulo do gato, diz essa linha de pensamento: o tênis não consegue absorver tanto assim o impacto, que vai direto para as pernas e especialmente para os joelhos, aumentando a propensão a lesões. Isso mesmo, o raciocínio é que quanto mais fofinho e acolchoado o tênis, mais probabilidade de adquirir lesões com ele. 

Absurdo? Gente maluca? Bem, eu tenho que confessar que estou cada vez mais amiga dessa idéia e não por ter lido e acreditado. Na verdade tudo começou uns 2 anos atrás, quando comprei meu primeiro tênis Brooks. Tinha vários modelos, alguns deles do tipo bem fofinho, mas eu provei um que era super leve, confortabilíssimo, lindo e com a sola claramente mais fina que os outros. Eu vesti e senti o pé mais no chão, mais... "solado", tipo dava para os pés ficarem mais abertos, os dedinhos mais felizes. Comprei, com muitas dúvidas do que ia acontecer quando ele encarasse um longão.   

Bem, ele não só passou no teste com louvor como passou a ser meu tênis predileto para provas. Fez meias maratonas, tiros, de tudo. Foi aí que descobri que eu me dou super bem com esse tipo de tênis, mas achei que era só uma esquisitisse minha, como gostar de leite de soja ou ler durante as refeições. Aí agora me deparei com esse povo dizendo algo muito parecido e fez o maior sentido para mim. 
Claro que não vou ser xiita nem dizer que a sua lesão obviamente vem do tênis que vc usa, ou que tênis com muito amortecimento faz mal, até pq não tenho conhecimento técnico ou médico adequado para tanto. Mas vou dizer que talvez seja algo para pensar e testar. 

Fora do Brasil, todas as grandes marcas de tênis já lançaram seus modelos nessa linha, que eles chamam de mais "natural" (arght), que são tênis mais leves, bem flexíveis e finos. Como sempre tem um modelo super ultra mega bold geek, tem até o Vibram FiveFingers, que tem os 5 dedinhos, igual aquelas meias de dedinho que rolam por aí (tem até meia de compressão com dedinhos). 

Todo mundo que testou fala que a aparência é esquizo, vc se sente no Planeta dos Macacos, as pessoas te olham como alienígena, mas a sensação é ótima. Aliás, todo mundo que fez esse teste de passar a usar um tênis mais pé no chao diz que demora entre 1 e 2 semanas para se adaptar, ou seja, durante esse tempo seu pé dói em lugares que vc não sabia que existiam e a corrida fica estranha, mas assim que acostuma com a nova pisada fica melhor que antes. Deem uma sapeada nele no vídeo abaixo:


Eu, que não uso nada super radical como esse Vibram, notei uma mudança de pisada sim e para melhor. Curti mezzz esse mania style de correr. De repente é algo a se investigar mais, sem preconceitos ou radicalismos.
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Brigadeiros energéticos


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 01/12/09 às 18:01 na(s) categoria(s) produtos
Vocês já repararam que eu curto o tema alimentação, né? Gosto de cozinhar, de escolher conscientemente o que como (mesmo que seja uma caixa de língua de gato hmmm), de saber o que cada alimento faz e principalmente de colocar meus valores pessoais na minha alimentação -- como só comer ovos da galinha feliz, que dividi com vcs nesse post aqui.

Na corrida, tenho que confessar: curto o gosto do gel (desde que chocolate ou triberry) e amo isotônico (especialmente se for o de frutas vermelhas). Eu sei, um monte de gente acha que o gel tem gosto horrível e revira o estômago, mas para mim tem um efeito igual o de tomar uma daquelas poções de vida de videogame: sinto a barrinha de energia vital recarregando na hora, dá até barato! Quanto ao isotônico, eu só consegui subir a serra de Maresias naquela prova de revezamento pq minha equipe de apoio era THE BEST e sabia que a cenourinha para me fazer seguir em frente era um gator gelado.

MAS um dia desses li uma matéria que me encantou. Era sobre um ultramaratonista que decidiu correr a Sables (nada menos do que uma ultramaratona de 243KM pelo deserto do Sahara) só comendo.. comida. Ou seja, sem suplementos, géis, isotônicos e afins. Aí ele e algum nutricionista montaram um cardápio muito bacana para a prova. Além do café, almoço, jantar, ele tinha criado uma coisa que chamou de Energy Balls, ou seja, algo como bolas energizantes. É uma mistureba de coisas como sementes, castanhas e alimentos em pó, adoçadas com mel e transformadas literalmente em bolinhas. A idéia é deixar pronto e ir consumindo durante a prova para, segundo ele, uma dose de energia e antioxidante.

Eu adorei o conceito das super foods, ou super comidas, e estava louca para experimentar nesse meu momento pré-Curce mas aí... perdi a revista. Estava super triste até que a Camila, que além de correr MUITO ainda trabalha na revista, me salvou. Ela não só lembrava da matéria como ainda tinha o link para o blog do tal ultramaratonista, que compartilha coisas bem bacanas sobre treinos e alimentação --e ainda tem as receitas.

Eu vou testar, quem quiser testar junto é só anotar e montar a sua (com eventuais substituições, pq tem ingredientes que não encontrei). Aí vai a receita desses brigadeiros energéticos, que traduzi do blog dele, mas sempre bom dar uma olhada no original caso eu tenha feito alguma atrocidade:

Energy Balls (ou Brigadeiros Energéticos na minha mais que livre adaptação rsrs)

Moer ou picar um ou dois punhados (punhados = mão cheia) de Gojis, passas, tâmaras, figos, damascos (ou outros frutos ou frutos secos, escolha o que quiser), de preferência orgânicos. Adicione sementes de abóbora, de girassol, gergelim, castanhas de caju ou amendoim picados.

Adicione um pouco de óleo de coco, um pouco de água, sal marinho, proteína em pó Sunwarrior, pó de Maca e, se quiser, farinha de aveia para dar a liga.

Tempere com cacau, baunilha ou canela. Coloque açaí em pó (ou frutas vermelhas em pó) como antioxidantes e para garantir energia extra. Se gostar de um sabor mais adocicado, adoce com mel ou adoçante natural. Você pode adicionar também pós como Spirulina ou Boku.

Misture tudo até formar uma massa lisa e homogênea, enrole em bolinhas e pronto. Leve com vc e consuma durante treinos longos ou provas.

Ah sim, e para quem ainda não cansou do assunto, nas buscas pelos brigadeiros energéticos achei uma edição antiga mas totalmente atual da Go Outside quase que temática, falando exatamente sobre alimentação e treinos, é só clicar AQUI.
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A polaina está de volta


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 23/11/09 às 17:31 na(s) categoria(s) produtos
Não, não é um flashback dos anos 80, também conhecidos como Os Anos Mais Bregas de Nossas Vidas. Você não vai voltar a usar aquela polaina coloridona, nem as tirinhas torcidas na testa, para ficar aquela marca bonita. Se bem que a camiseta gigante com cintinho está quase de volta, dependendo do tamanhos das camsetas de prova que alguns organizadores andam distribuíndo, e a pochete.. bem, essa está de volta na corrida, seja para carregar gel, água ou chaves. Mas divago.

A polaina a que me refiro, é aquela de compressão, tipo a Flets que estava lá no Running Show. Eu provei e gostei, achei que diminui a sensação de cansaço nas pernas. E reparem nas provas e treinos atuais: sempre tem alguém correndo de meião ou de polaina. Ou é um modismo que pegou forte ou o negócio ajuda mesmo, né?

Pensando no Cruce, e nos 90K que nos esperam por lá, estou cogitando seriamente adquirir um par, só estou em dúvida se é mais legal ir de polaina, que talvez tenha mais compressão por não precisar ir até o pé, ou de meião, o que pode ser um plus no Cruce, pq aí não preciso me preocupar com meia normal.

Alguém com experiência em alguma das 2 para palpitar?
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O caso de meia assassina


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 31/07/09 às 17:00 na(s) categoria(s) produtos
Pois é, uma peça de roupa tão pequena e que deu tanto pano para a manga. Estou falando de MEIAS, aquelas coisas que ficam entre seu pé e o tênis. Eu juro que nunca tinha dado muita bola a elas. Eu digo tinha porque durante o Montanholi aconteceu o Caso da Meia Assassina. A vítima foi minha amiga Jacque e, aparentemente, a culpada fui eu.

Vamos reconstituir a cena do crime: uma pessoa, que chamaremos hipoteticamente de J., conta à sua amiga, que chamaremos também hipoteticamente de N., que veio com uma Meia X, que J. acha que talvez não seja adequada para a prova. N. diz que usa essa mesma meia há anos sem problemas, inclusive está com uma igualzinha para correr esta mesma prova. J. segue o conselho de N. e as duas fazem a prova. No final, J. fica com bolhas assassinas terríveis e N. fica sem bolha alguma. O que aconteceu realmente? Terá N. trocado de meia escondido? Terá J. comprado uma meia falsificada? Será o pé de N. feito de material alienígena? Será a Meia X um tipo de meia que só dá bolhas em pessoas cujo nome começa com J.?

Eu não sei. Só sei que eu vou nas lojas esportivas e procuro Meia de Corrida. Aí checo se não tem costura na ponta mesmo e se é do tipo curtinho, que em alguns lugares chama invisível, em outros sapatilha. Juro que não fico super pesquisando se tem superpoderes como compressão, amortecimento ou anti-xulé.

Não é que eu despreze a tecnologia das meias de corrida. Aliás, se tem alguém geek correndo por aí, sou eu. ADORO uma novidade tecnologica. Então se eu for fazer uma dessas provas longas, que levam dias, ou for correr uma maratona, com certeza vou testar várias meias até achar uma perfeita para as condições da corrida. Mas o ponto é que normalmente, minha distância máxima é 21K. E, para essa distância, uma meia básica para mim super funciona.

Eu sei, eu sei, meia de algodão retém a umidade. As mais grossas podem dar atrito. Vc pode ter infecções terríveis. Seu pé vai ficar como uma uva-passa gigante. Ou pode até cair. Mas para mim, nunca deu problema (lembrando novamente que não é para correr aventura ou ultramaratonas). As únicas 2 vezes que eu tive bolhas por causa de meia foi com algumas que chamaremos de Meias Tecnológicas Y, entre elas uma que custou a diária da minha faxineira. Era linda, colorida, super confortável, anti isso e aquilo, um show. E me deu bolha. E muita raiva.

Eu ainda tenho outras Meias Y, que eu ADORO e uso. Mas a Meia X continua dando super certo comigo, fazer o quê! E J., a vítima da Meia Assasina? Ficou com bolhas, mas nem isso a impediu de fazer uma ÓTIMA prova :-D
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Correr ouvindo historinha


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 07/07/09 às 18:49 na(s) categoria(s) produtos
Eu gosto de correr ouvindo alguém me contar alguma coisa. De preferência alguma coisa bem interessante ou divertida, para eu esquecer que estou correndo faz 1h e ainda faltam 40 minutos e achar que a vida é um mar de tulipas. Para muita gente, a música faz isso. Pessoas music oriented, movidas a trilhas sonoras. Meu pai é assim, minha irmã também - mas no Grande Sorteio da Loteria Genética, eu não gritei bingo e fiquei sem esse gene. Porque eu gosto de música, não me entendam mal, mas para outros momentos, como por exemplo enquanto cozinho. Mas para correr, nem tanto. Resumindo: prefiro correr ouvindo historinha do que musiquinha.

Quando treino com pessoas, beleza. Na hora de fazer força não tem fôlego para conversas, mas na hora de aquecer, soltar ou fazer um longão mais tranquilo, porque não exercitar a língua também, não é mesmo? Em longos longos mesmo, daqueles em que vc não está fazendo ritmo de prova, são 2 terapias em menos de 2h! Uma da corrida mesmo e a outra do bate-papo que rola no grupo. Nas provas, não gosto de ouvir nada que não sejam os sons da corrida mesmo, me atrapalha. Mas quando treino sozinha, sinto falta da voz. E aí? Bem, graças a invenção dos podcasts, meu problema está resolvido.

Porque podcast é como um radinho onde vc pode escolher tanto os programas quanto onde e quantas vezes quer escutar. Obviamente, já virou um vício, vivo assinando podcasts novos. Pensa só: é grátis, é bom e sempre tem novidade. Virei fã. Como tem gosto para tudo nesse mundo, talvez vc também seja uma pessoa meio alienígena que curte ouvir uma historinha, mesmo que em algum outro momento. Se for, talvez vc também goste de um desses aqui:

Podcasts da BBC (em inglês) - os melhores! A BBC realmente manda MUITO bem.
Radio 1 Stories - como o nome diz, histórias! Cobre os mais diversos temas, esporte, comportamento, política, whatever.

Thinking Allowed - os mais diferentes temas, de cães a casamento, de crime a avanços da medicina.

In Our Time - para quem gosta de História, sensacional! O melhor EVER é programa sobre a Peste Negra, na minha humilde opinião.

Podcast da radio KERA (em inglês)
KERA´S Think - esse eu ADORO, discussão dos temas mais malucos com convidados ótimos, inteligente e muito bem humorado.

Nerdcast (em português) - se vc tem um lado nerd e GOSTA do humor nerd vai adorar
Nerdcast - O nerdcast já me fez rir sozinha MUITAS vezes, adoro. O bom é que tem normalmente 1h de duração ou mais, ótimo para correr longo ou para passear com os cães (como eu faço diariamente)
CBN (em português)
Aqui tem a lista dos podcasts da rádio CBN. Eu curto o Fim de Expediente e o da Mara Luquet!

Papo Tech (em português)
Papotech para quem curte tecnologia

Roda e avisa (em português)
Roda e Avisa - Internet, cultura e tecnologia, curto muito as reflexões, mas sou suspeita pq o autor é amigo meu! rsrs

Rádio Eldorado (em português)
Lista de podcast da Eldorado.
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Com que roupa eu vou?


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 04/06/09 às 12:44 na(s) categoria(s) produtos
Pessoas, achei um aplicativo divertidinho chamado What Should I Wear? (ou seja, O Que Devo Vestir?). É simples assim: vc coloca quantos graus está lá fora, se tem vento, se está sol, chovendo, nevando etc, como vc gosta de se sentir durante a corrida e pimba! Ele te sugere roupas para correr. Vejam só:

What Should I Wear?

Só um detalhe: se vc é de uma das partes ensolaradas do mundo, onde neve é algo que nem dá para imaginar e vc pega a blusa de lã assim que baixa dos 20°C é bom dizer que gosta de correr QUENTE e aumente uns graus na temperatura fria, pq o programinha considera que vc vive em lugares onde eventualmente possa fazer frio DE VERDADE.

Uma bobaginha, mas engraçadinha.

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Camiseta do kit corrida - um capítulo a parte


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 14/05/09 às 10:02 na(s) categoria(s) produtos
Se você já participou de alguma corrida de rua, com certeza entrou para o Clube das Camisetas de Prova. Porque hoje em dia, pelo menos em todas as provas que corri, a camiseta faz parte do kit - junto com a medalha, muitos papeizinhos e, se vc tiver sorte, frutas e isotônico no final (pq eu já corri uma meia maratona que não tinha nem uma mísera banana no final ou um copinho de isotônico, só água).


É claro que ninguém corre uma prova por causa da camiseta. Vc acha claro? Pois nem tanto. Já vi algumas dessas enquetes disponibilizadas em sites de provas onde perguntavam o que era mais importante numa corrida. Acreditem ou não a camiseta e um kit bacana ficavam disparados no topo, só depois vinham coisas como água a cada 3K, estacionamento e afins.

Considerando esse amor dos corredores por uma camiseta, os organizadores começaram a caprichar, fato que me deixou bem feliz. Sim, pq eu uso camsieta P. Aquele tamanho que parecia não existir p/ os organizadores. Eles se davam ao trabalho de perguntar a vc via site que tamanho vc queria. Vc se dava ao trabalho de responder. Sim senhor, camiseta P feminina faz favor. E na hora de pegar o kit vinha.... adivinha? Uma camiseta M ou então uma P masculina. O que, para mim, equivale a uma camiseta de dormir, pq não vai dar para usar mesmo.

Se vc reclama, o pessoal fala "ah, mas a M é a mesma coisa!". Bem, se fosse a mesma coisa não precisava ter 2 tamanhos né? Agora melhorou, pq descobriram que existe a camsieta baby look, que normalmente serve em quem usa tamanho P e não se importa se de vez em quando aparecer a barriga.


"Ah, mas é só uma camiseta", vcs podem dizer. É, mas alguém ja reparou no quanto corredores a-do-ram usar uma camisetinha de prova? Não usam só para correr não. Até pq nos treinos normalmente usam a camiseta da assessoria que dá o treino. Usam no supermercado, para ir ao parque com o filho, no final de semana... É quase como o cumprimento secreto de clube, só quem corre vai apreciar a camiseta de alguém pq significa que aquele ser correu a maratona de SP. Ou que aquela garota provavelmente estava na meia do Rio que vc sofreu tanto, logo é quase sua amiga, mesmo que vc nunca tenha visto a pessoa antes.

Mas mesmo com camisetas bacanas e outras nem tanto, em algum momento vc passa a ter MUITAS delas. Muitas mesmo. E vc tem um carinho por todas, mesmo as que dá para usar de minivestido. Pq cada uma tem uma HISTÓRIA. Ok, seres apegados, mas o que fazer com elas? Eu separo as que realmente uso e as outras dou. Mas tem gente muito mais criativa que eu.

Minha amiga Márcia, por exemplo, guarda todas intocadas para fazer uma colcha, na minha imaginação uma coisa meio patchowrk só que com os nomes das provas que vc correu no lugar dos retalhos.

Tem gente que vende. Isso mesmo, VENDE. O que me surpreende não é esse ser que tenta recuperar parte do dindin da inscrição e sim o ser que COMPRA. Pq vc compraria uma camsieta de uma prova que vc não correu? Para sentir a endorfina por osmose? Para se gabar que vc, que ninguém nunca viu treinar, corre pra caramba e olha só a minha camiseta para provar que eu corri uma ultramaratona? Mistério. Se alguém souber, por favor me conte, ok?




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Qual é a do meião?


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 08/05/09 às 15:53 na(s) categoria(s) produtos
Vcs andam reparando na quantidade de meiões desfilando no podium? Sim, porque se vc acha que para correr basta um tênis e pronto, está vivendo na ilusão. Não vou nem entrar na discussão do tênis IDEAL nesse post, nem do relógio CERTO, o top mais ADEQUADO, o shorts mais CONFORTÁVEL, o óculos mais EFICIENTE e por aí vai. Corrida tem um componente fashion sim, só que tem que vir acompanhado de eficiência e aumento na performance. Por exemplo, a russa naturalizada alemã Irina Mikitenko, que venceu a Maratona de Londres, usava um par. A inglesa Paula Radcliffe não abre mão do seu.

Mas afinal, qual é a do meião? Perguntando para os meus oráculos (alô Vivi? alô Google?), descobri que trata-se de uma meia elástica de compressão. Igualzinha àquela daquele comercial brega que falava de varizes e inchaços e recomendava uma meia com "suave compressão".

O pulo do gato dessa meia de colegial japonesa é que ela promete melhorar e estimular a circulação sanguínea nas pernas e, teoricamente, ajuda a drenar o ácido lático. Por via das dúvidas, o povo está usando - e aprovando. Se realmente ajuda? Há controvérsias, já li médicos dizendo que não há comprovações de que correr de meião ajuda na performance e outros dizendo que sim. Onde tem? Dá apra comprar online na Oxysox.

De qualquer forma, se eu, uma super corredora, quase uma queniana (é PIADA gente, meu tempo é normalmente o dobro do pelotão de elite) fosse usar meião, saria esse modelo aqui ó:

E, para ficar realmente por dentro do modelito Sou Corredora de Elite ainda precisaria colar aquele negócio no nariz para respirar melhor, usar manguito e um tênis lindo de cor berrante feito para durar só aquela competição. Ia ficar o máximo.


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