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Perfil: conheça Dean Karnazes, o corredor que nunca se cansa

Dean Karnazes, nascido Constantine Karnazes em 23 de agosto de 1962, é um corredor ultramaratonista americano e autor do livro “O Ultramaratonista”, que detalha sua ultra-durabilidade para os leitores. Karnazes nasceu em Inglewood, em Los Angeles, Califórnia, filho de Nick e Fran Karnazes, pais de ascendência grega. Ele teve dois irmãos, Kraig e Pary, que morreram em um acidente automobilístico aos 18 anos de idade.

Ele pode correr o quanto quiser sem se cansar Foto: Reprodução Facebook/ Dean Karnazes

Ele pode correr o quanto quiser sem se cansar Foto: Reprodução Facebook/ Dean Karnazes

Quando criança, Karnazes começou a correr para casa depois da escola, apenas para se divertir. No início fazia rotas diretas, mais tarde começou a aumentar esse caminho para passar por lugares que não conhecia. Na terceira série, estava participando e organizando eventos de curta duração com outras crianças. Mais velho, começou a testar seus limites: aos onze anos ele havia subido no Grand Canyon e o Monte Whitney, a montanha mais alta nos Estados Unidos. Em seu 12º aniversário, fez um ciclo de 40 milhas (64 km) para a casa dos seus avós para se divertir sem contar a seus pais.

Ainda na escola, Karnazes conheceu Jack McTavish, um treinador de pista que se tornou seu mentor e apresentou-o a corrida de longa distância. Naquela temporada, Karnazes ganhou o Campeonato de Longa Distância de Estado da Califórnia. Uma semana após a corrida, o trabalho do pai de Karnazes foi transferido para São Clemente.

Em 1976, como estudante de ensino médio em San Clemente High, Karnazes juntou-se à equipe cross country treinado por Benner Cummings. Seu lema era “correr com o coração”. Naquela temporada, Karnazes foi premiado com o membro da equipe “mais inspirador”. Ele também realizou seu primeiro evento de resistência naquele ano, uma arrecadação de fundos para crianças desfavorecidas foi executada em uma pista de corrida, os patrocinadores dariam um dólar a cada volta que os alunos dessem na pista, a arrecadação de dinheiro durou apenas seis horas. Enquanto a maioria dos alunos correu apenas 10 ou 15 voltas ao redor da pista, Karnazes correu 105, uma maratona completa. Porém ele não se dava bem com o treinador da escola secundária e parou de correr por quinze anos.

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Em 2006, Karnazes embarcou no Endurance 50: são 50 maratonas, em 50 estados, em 50 dias consecutivos. Começando com a Maratona de Lewis e Clark em St. Louis, em 17 de setembro de 2006 e terminando com a  de Nova York em 5 de novembro. Apenas oito das 50 corridas eram provas convencionais. Um exemplo foi a Maratona de de Boston, ele não poderia esperar até a data da prova para correr o percurso, então percorreu as mesmas ruas e distância do evento fora da data.

Karnazes superou as dificuldades de resistência e logística desse objetivo e terminou a maratona final, a NYC Marathon, no dia oficial da corrida em 3h30. Depois de terminar o 50/50/50, Karnazes decidiu dirigir-se para casa em San Francisco, na cidade de Nova York. Esperava-se que ele terminasse a viagem em janeiro de 2007. No entanto, escolheu terminar esta caminhada 15 de dezembro de 2006, em St. Charles, Missouri, para passar mais tempo com sua família.

A aventura foi o tema principal do filme de 2008 do diretor de cinema JB Benna, intitulado UltraMarathon Man: 50 Marathons – 50 States – 50 Days , primeiro longa-metragem sobre Karnazes. O filme foi produzido por Journeyfilm, teve um lançamento teatral nacional em 300 telas em 2008 e foi lançado em DVD em 2009.

Depois de 15 anos sem correr, sua primeira corrida foi de 48 km Foto: Reprodução Facebook/ Dean Karnazes

Depois de 15 anos sem correr, sua primeira corrida foi de 48 km Foto: Reprodução Facebook/ Dean Karnazes

O homem que não cansa

O que diferencia Karnazes da maioria dos seres humanos é que, para ele, não há limiar anaeróbio que o restrinja, como ocorre mesmo com os melhores dos atletas olímpicos. O limiar anaeróbio é o limite da capacidade do corpo em remover ácido láctico e evitar o seu acúmulo no sangue e nos músculos, o que causa a exaustão do atleta. Em toda sua vida, o ultramaratonista nunca experimentou fadiga muscular ou sofreu câimbras. Para ele, o limite não é físico, mas mental.

Depois de correr mais de 500 km em 81 horas sem parar, ele encontrou seu limite. Passou duas noites sem dormir e estava bem, mas na terceira noite o corredor começou a alucinar e até dormia correndo, foi aí que percebeu que esse era o limite funcional que um humano podia atingir.

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Gabriel Gameiro
Estudante de jornalismo, que caiu no mundo dos esportes por acidente e com o tempo aprendeu a amar. Gosta do que faz e apesar de ainda não ser um corredor ama fazer spinning e cobrir corridas.
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