Para Juraci, a parte mais difícil foi o manuseio das armas
Foto: Arquivo Pessoal
O Sargento Temporário Juraci Moreira vai representar o Exército nas competições
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O triathleta brasileiro Juraci Moreira e outros 71 atletas de alto rendimento foram convidados para integrar o Exército Brasileiro como sargento temporário, com o objetivo de representar a corporação nos Jogos Mundiais das Forças Armadas. A competição acontece em 2011 no Rio de Janeiro.
Nesta sexta-feira ele se forma no curso intensivo, depois de passar por testes de campo na Academia das Agulhas Negras (AMAN), em Resende (RJ), local destinado ao treinamento dos militares. “Não há diferença alguma de uma instrução normal do Exército. E tivemos de aprender tudo em três semanas. Isso deixou as coisas por aqui muito corridas e puxadas”, cometa o paranaense que possui no currículo três olimpíadas disputadas.
Ele conta que não há regalias por eles serem atletas olímpicos, pelo contrário, diz que a exigência é muito maior, já que há uma expectativa muito grande em relação aos resultados. “Todos, sem exceção, estão conseguindo realizar as instruções com êxito, desde a parte física, que acaba sendo mais fácil para nós acostumados com as atividades, até a parte de tiro, que ninguém tinha experiência”, conta Juraci.
Para Jura, a experiência com o esporte de alto rendimento trouxe muitos benefícios na hora de encarar a dura disciplina e a hierarquia que existe no Exército, já que eles estão acostumados à pressão no dia a dia. “Seguir ordens dos oficiais durante o estágio é como seguir as orientações dos nossos técnicos. Então nada que nos assuste”.
Ele também não reclama de ter que acordar às 6h para encarar os treinos, já que costuma acordar nesse horário para competir, e conta um pouco do que viveu na Academia das Agulhas Negras. “Realizamos tarefas em campo, acampamento com caminhada e pernoite na selva, travessia de rio, exercícios de rapel, tirolesa e o tiro de fuzil, com pontuação mínima para nos formarmos”.
Para ele, a experiência de conviver e aprender com os militares tem sido muito gratificante e ele acredita que a instituição tem muito a ensinar para os civis. “A forma de ensino rígida é necessária e o sistema de hierarquia e respeito pelos companheiros é um exemplo que deveria ser seguido em toda a nossa vida”.
Após os Jogos Militares de 2011, ele vai iniciar a preparação para a Olimpíada de 2012 em Londres, local onde pretendia encerrar sua carreira como profissional. Mas, após o anúncio do Brasil como sede da competição intercontinental de 2016, os planos mudaram um pouco. “Quero a vaga para competir no meu país. Será uma emoção sensacional”.