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Quenianos dominam SP Classic em São Paulo


Por Alexandre Koda | 23/11/2008 - Atualizada às 13:00
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Na manhã desse domingo (23) a cidade de São Paulo recebeu mais uma prova da Corpore, a Samsung 10K São Paulo Classic/ 7º Troféu Zumbi dos Palmares, realizada na região do Ibirapuera. A vitória entre os homens ficou com o queniano Nicholas Koech e entre as mulheres com a também queniana Nancy Kipron.

São Paulo - A capital paulista amanheceu com tempo nublado, mas sem a chuva intermitente da noite anterior e alguns raios tímidos de sol ameaçavam romper a barreira das nuvens por volta das 6h30. A largada estava programada para às 7h50, mas logo cedo os atletas já se dirigiram para a Assembléia Legislativa para retirar o kit e se posicionar no percurso.

Pontualmente às 7h50 largou o pelotão de elite feminino em frente ao Monumento às Bandeiras, em direção à Avenida República do Líbano. Às 7h55 saíram os Portadores de Necessidades Especiais e às 8h a elite masculina e os competidores da categoria geral, num total de 12 mil pessoas.

O percurso de 10 quilômetros já é um velho conhecido dos brasileiros, pois passa pela República do Líbano, 23 de Maio, Moreira Gimarães e arredores do Parque do Ibirapuera. Na prova feminina várias atletas apareciam como destaque, entre elas Sirlene Pinho e a olímpica Marily dos Santos.

Sirlene saiu forte no começo, mas não conseguiu manter o ritmo e passou a correr atrás das africanas, que dominaram a competição. Nancy cruzou a linha de chegada com 33min55, seguida por suas compatriotas Ednah Mukhwana e Jane Kiyara, que fecharam com o mesmo tempo, 34min53. Sirlene cruzou em quarto passando mal e precisou ser atendida pelos médicos, enquanto a quinta posição foi para Rosângela Faria. Marily foi a sexta depois de completar com muito esforço, já que o clima frio e a falta de aquecimento provocaram dores musculares.

“Foi uma ótima prova, com um clima ameno que ajudou bastante”, comenta Nancy que se tornou bicampeã do evento. “Como o clima ajudou, foi mais fácil correr hoje do que no ano passado”, completa. Já a terceira colocada, Jane, se disse contente com a posição, mesmo não conseguindo alcançar o degrau mais alto. “Foi minha primeira prova no Brasil e gostei muito. O clima aqui ajuda muito os quenianos”.

Homens - Já na disputa masculina as esperanças do público estavam depositadas em Franck Caldeira, campeão da Maratona do Pan em 2007, bicampeão da Volta da Pampulha, mas que decepcionou na Olimpíada de Pequim ao desistir no meio do caminho ao ver que não terminaria entre os primeiros. Ele se manteve junto com o pelotão inicial até que o queniano Nicholas Koech se desvencilhou dos adversários na passagem do quilômetro 2,5.

Neste momento Nicholas, Franck e outro queniano, Daniel Too, apareciam como líderes da competição com uma boa distância para o pelotão de trás. Na passagem pelo quilômetro quatro Franck mais uma vez desapontou os fãs ao abandonar a competição e deixou o caminho aberto para o domínio dos africanos.

Nicholas cruzou com 29min15, o brasileiro Damião Ancelmo de Souza conseguiu uma boa recuperação para cruzar em segundo com 29min38, enquanto Daniel foi o terceiro com 29min40. “Essa foi a primeira vez que eu competi contra os brasileiros, então não sabia como era o nível deles”, conta o campeão que veio administrando o ritmo até os quilômetros finais. “No momento em que eu vi que não tinha ninguém mais correndo comigo resolvi acelerar”, completa o atleta que pretende disputar a Volta da Pampulha e a São Silvestre.

O segundo colocado, Damião, era um misto de alegria por estar no pódio, mas decepção por não ter conseguido nenhuma vitória este ano nas provas que disputou. “Fui vice na Wolksvagem Run, na Meia de São Bernardo, na Meia da Praia Grande, entre outras, mas espero até o final do ano vencer alguma”. Ele disse que foi muito difícil superar os atletas do Quênia, mas que no final conseguiu forças para ultrapassar Daniel.

Após a prova Franck Caldeira ainda permaneceu na arena do evento e aproveitou para comentar sobre a sua desistência antes da metade dos 10 quilômetros. “Depois do ciclo olímpico eu fiquei fora das competições e um pouco lento, então é difícil ir junto com esse pessoal que está no alto nível e fazendo força”, comenta o mineiro que antes de Pequim fez um trabalho na altitude.

“Tive que ter paciência durante um mês treinando sem competir e a partir de agora é que os resultados vão aparecer”, completa ele já visando a Volta da Pampulha e a São Silvestre. “Para mim é importante fazer uma prova forte, então como isso não ia acontecer, preferi abandonar e me dedicar a uma competição em que eu possa soltar mais e chegar forte, como a Pampulha”, finaliza.

Os campeões Nicholas e Nancy receberam, além do troféu de campeão, a sétima edição do Troféu Zumbi dos Palmares e premiação em dinheiro. Essa foi a 14ª edição da SP Classic, prova que começou de forma tímida: reunindo aproximadamente 600 pessoas para a primeira prova de 10 quilômetros da Corpore.

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