Aglomeração antes da largada da São Silvestre
Foto: Harry Thomas Jr./ www.webrun.com.br
Como de costume, reservo o último texto do ano para dedicar a corrida mais tradicional do país, pois enquanto alguns já fizeram diversas provas durante o ano, das mais variadas distâncias e nos mais variados formatos, já estando inclusive pensando nas merecidas férias e na próxima temporada, cerca de 20 mil corredores ainda tem um grande compromisso a cumprir, e justamente no último dia do ano, a Corrida Internacional de São Silvestre!
Com largada congestionada, percurso difícil, e temperatura normalmente muito elevada, a São Silvestre é daquelas corridas que costuma causar o famoso “friozinho na barriga” do corredor, seja ele profissional ou amador, experiente ou não, justamente pelas suas grandes dificuldades, por toda a sua enorme tradição, e sobretudo, pelo fato do país inteiro praticamente parar para ver a grande festa nas ruas de São Paulo.
Desafio, projeto, sonho, tradição, promessa, aposta, são muitos os motivos que levam milhares de corredores à Avenida Paulista. Se você é corredor e não estiver entre os inscritos para os 15km, vá ensaiando uma justificativa convincente, pois com toda certeza, será abordado por muita gente, perguntando se o “amigo corredor” estará lá ou não.
Se já estiver inscrito, ou ainda na dúvida, segue abaixo um resumo dos principais trechos e das principais dificuldades da prova, que passa por tradicionais pontos culturais da cidade.
Largada: O primeiro desafio para a maioria dos corredores é a largada que acontece às 17h na Av. Paulista, em frente ao Masp. Como disse anteriormente, são cerca de 20 mil corredores aglomerados tentando um bom tempo, uma boa colocação, ou simplesmente completar a prova e realizar um sonho antigo.
Por isso é recomendado chegar no máximo 1h30 e no mínimo 40 minutos antes da largada para poder realizar um bom aquecimento, alongar a musculatura e esperar o início com tranqüilidade. É comum ver alguns corredores chegarem muito cedo, mas estes acabam ficando em pé por muito tempo e conseqüentemente têm seu desempenho final comprometido.
1º e 2º km: se o corredor não sair no pelotão de elite, é muito difícil que ele consiga correr no ritmo desejado até o final do primeiro quilômetro. É muito provável que ele seja atrapalhado pela grande massa e por todo aquele monte de gente fantasiada e com faixas. É impressionante como se vê de tudo por ali. Este ano provavelmente teremos muitos “Obamas” e outros personagens mais!
Completa-se o primeiro quilômetro já na famosa Av. Consolação, bem em frente à Faculdade de Belas Artes. Começa então a descida de dois quilômetros entre ela e a também tradicional Av. Ipiranga.
O velho ditado diz que, “para baixo todo santo ajuda”, mas deve-se descer com bastante cuidado para evitar o desgaste excessivo que poderá sentir mais para frente.