Noel teve que correr um pouco mais devagar para acompanhar um amigo
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A grande massa não se dispersou nem no trecho sobre o Minhocão
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Cada um passa sua mensagem durante a competição
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A 84ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre teve vitória de James Kipsang entre os homens e Yiemer Wude, mas a grande festa ficou por conta dos atletas amadores que tomaram a Avenida Paulista e as ruas do percurso da prova. Ao todo este ano foram 20 mil participantes, confira algumas histórias.
São Paulo - Camila Brasil, que participou pela quinta vez da competição, afirma que esse ano foi especial. “Eu fiquei machucada durante todo o ano e treinei apenas dois meses. Para piorar, na ultima semana peguei uma virose”. Ainda extasiada por ter completado, ela comenta o clima sem chuva e sem o calor forte. “Foi abafado como toda a São Silvestre, mas foi ótimo”.
Noel Conceição, com seu traje preto representando um esqueleto, antes da prova comentou que iria correr devagar, pois tem um problema no joelho e avalia sua participação. “Fiz 1h46, mas queria ter feito 1h30. Tive que acompanhar um colega meu que cansou no meio do percurso”, lamenta. “O clima ajudou por não estar quente, hoje foi legal mesmo”, ressalta.
Destacando-se na multidão com uma grande placa, Fernando Crnkovic, de São Carlos (SP), homenageava sua conterrânea Maurren Maggi. “Vim fazer uma homenagem à primeira medalhista olímpica individual, foi muito emocionante”, lembra. “Não venho preocupado com o tempo, a minha preocupação é terminar, porque a São Silvestre para mim é um ritual de passagem do ano novo, uma missão que tenho comigo mesmo”.
O calor forte do início deu lugar a um tempo encoberto e São Pedro não trouxe chuva para alegria dos corredores. Não para Daniela Rodrigues, que fez figas para que uma água caísse do céu. “Competir hoje foi maravilhoso, muito gostoso. Eu queria que chovesse, mas foi ótimo”. A estreante na competição adorou participar e espera voltar ano que vem.
Devoto de Nossa Senhora, Manuel da Silva correu os 15 quilômetros com uma réplica da santa em suas costas. Enquanto alguns poderiam pensar ser um fardo ter que carregar peso extra, ele não pensa assim. “É só ter força de vontade e um pouco de treinamento para vir à luta. A melhor virada do ano é a São Silvestre”.
Mais histórias - Grande parte dos corredores, principalmente aqueles que nunca participaram desta tradicional prova, acredita que a subida final, a da Avenida Brigadeiro Luiz Antônio, é a pior do percurso. Não é a opinião de Demetrius Orças. “O pessoal tem medo desta subida, mas existem outras piores”, admite. Sobre a prova em si, ele diz que a organização foi boa, e “com bastante postos de hidratação”.
Esta corrida além de contar com muitas pessoas fantasiadas, com placas, faixas e outras formas de expressão, traz muitas famílias. Pais e filhos, bebês nos carrinhos com seus pais e também tia e sobrinha, como o caso de Hidi e Catherina Schmidt. “A prova foi maravilhosa, ainda mais com essa sombra excelente”, conta Hidi dona de um belo sorriso. “A prova em si foi nota 10, ainda mais por ela ter me acompanhado”, comenta a tia Catherina.
Os últimos corredores cruzavam o pórtico de chegada no momento em que o sol já se punha e a noite começava a cair. De forma eficiente e rápida os staffs desmontavam a estrutura de mais uma edição desta tradicional prova, já que a Avenida Paulista começava a receber o público para o show da virada. Em 2009 muitos começarão a correr e outros treinarão ainda mais para a última corrida do ano.