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Amadores celebram diferentes provas da Maratona de Curitiba


Por Paulo Gomes | 22/11/2011 - Atualizada às 15:23



Francisco Pinheiro veio do Rio de Janeiro para alegrar os competidores
Francisco Pinheiro veio do Rio de Janeiro para alegrar os competidores
Foto: Paulo Gomes/ www.webrun.com.br
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Direto de Curitiba - A Maratona de Curitiba atraiu pessoas de todas as faixas etárias e de diferentes estados para o evento da capital paranense, no domingo (20/11). No ato da inscrição, os participantes puderam escolher entre três diferentes percursos: A caminhada de cinco, a corrida de dez, ou a Maratona, de 42,195 quilômetros.

Cerca de três mil competidores participaram do evento. Como a largada da Maratona foi mais cedo do que as outras, os participantes das provas da caminhada e da corrida puderam assistir das arquibancadas a disputa dos primeiros metros entre os maratonistas.

Foi o caso de Francisco de Assis Pinheiro, 70, que veio do Rio de Janeiro para participar da caminhada. Enquanto os maratonistas se concentravam para a largada, Francisco assobiava alto nas arquibancadas, acompanhando o ritmo das músicas que tocavam nos alto-falantes.

A cena tornava-se ainda mais divertida quando identificado que o dono dos assobios era um senhor todo fantasiado: dois exagerados óculos, peruca com tranças simulando dreadlocks, pulseiras, camisa e calça com estampa de temática tropical, gorro, meião e tênis coloridos.

“Corri os dez quilômetros no ano retrasado, mas meu joelho ficou ruim então desta vez fiz a caminhada. Vim só para ver a animação”, conta. Além da prova paranaense, Francisco confirmou que sairá do Rio de Janeiro para mais duas tradicionais provas brasileiras, ainda em 2011. “Vou para a Pampulha (Belo Horizonte, 04/12) e para a São Silvestre (São Paulo, 31/12)”.

Dez quilômetros - Entre os amadores na prova dos dez quilômetros, chamou atenção a corredora local Natália Cordeiro da Cruz, também de 70 anos. A veterana cruzou a linha de chegada em 1h32min54, carregando uma bandeira do Brasil.

Muito aplaudida pelo público, Natália revelou que corre há cerca de trinta anos. “Já fiz bastante a Maratona, mas hoje o percurso já é muito pesado para mim”. A fundista não encontrou dificuldades para completar a prova. “Fui devagarzinho e sempre, o clima também ajudou”, conta.

Paulistanos na Maratona - O desafio de vencer a maior distância e as célebres ladeiras da Maratona atraiu corredores de outros estados, como a Equipe de Corredores Tavares, de São Paulo, que levou cerca de 40 atletas.

Entre os membros da Tavares estava Andrea Cavallini Fernandes, vencedora na categoria por faixa etária de 25 a 29 anos. “Achei a prova ótima, bem organizada e não faltou hidratação. O clima foi excelente e fiz um tempo bom (3h32min)”, conta.

O percurso foi outro ponto comentado por Andrea. “Não é dos mais fáceis, mas eu fiz a Maratona de Londrina (28/08), que acho mais difícil. Ter passado por ela me ajudou psicologicamente hoje”.

Maria Zavadzki, também da Tavares, comentou sobre os trechos mais duros. “Foi difícil até o quilômetro 25 porque tem muita subida, aí a perna pesou. Depois fica mais fácil, mas já estava cansada. Mas foi bom, o que eu queria mesmo era chegar”, diz.

“A organização chamou bastante atenção, foi o ponto positivo”, elogia Paulo Sérgio Sakomoto, outro atleta da Tavares. “Penso seriamente em voltar aqui no ano que vem”, pondera.

Casal corredor - De Curitiba, o casal Carlos Alberto da Fonseca Gomes e Flávia Navolar tem uma história de superação ligada ao esporte. Flávia perdeu 38 quilos com ajuda da corrida. Não correu no domingo, mas apoiou o marido, que disputou sua primeira maratona e enfrentou problemas de saúde em sua preparação.

“Minha hérnia de disco atacou a poucas semanas da competição”, conta Carlos Alberto, que é treinador na assessoria esportiva 40es. Como parte do treinamento, correu a Corrida Serra da Graciosa, no Paraná, com 20 quilômetros de subida.

“Ele fez vários ‘longões’ durante a semana, fez dieta e emagreceu”, diz Flávia. O resultado foi positivo. Carlos Alberto não teve problemas em completar o percurso em cerca de 3h30min. “Para a primeira maratona foi ótimo. A dosagem do ritmo é totalmente diferente de uma corrida de dez quilômetros ou de uma meia”, explica.

O treinador confirma a dificuldade da prova, mas ressalta que o período de preparação é essencial. “Todo mundo fala que aqui é uma das maratonas mais difíceis do Brasil, só atrás de Foz do Iguaçu e Londrina. As subidas são muito longas, acentuadas. Tem que estar bem preparado”, conclui.


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