O pódio masculino teve domínio de brasileiros
Foto: Sérgio Shibuya/ ZDL
Gladson obteve o melhor resultado na carreira de corredor de rua
Foto: Sérgio Shibuya/ ZDL
Os corredores brasileiros esbanjaram forma física ao vencer a 10k Rio, competição disputada na manhã deste domingo no Aterro do Flamengo (RJ), último teste para a São silvestre. O pódio masculino foi verde amarelo e teve apenas um queniano, que ficou com o terceiro lugar, enquanto entre as mulheres três quenianas e duas brasileiras chegaram nos primeiros lugares. Gladson Silva Barbosa completou os 10k em 29min50, enquanto Chemtai Rionotukei precisou de 34min35 para se sagrar campeã.
No começo da prova masculina o favorito Kiprono Mutai, da Athletic Sports/Luasa, disparou na frente dando a falsa impressão que dominaria a corrida, mas desistiu um pouco depois, dando espaço para a liderança do pelotão de seis corredores que vinha atrás. Francisco Barbosa dos Santos, do Cruzeiro, imprimiu um ritmo mais forte na metade do percurso e, em seguida, deixou a ponta para Raimundo Nonato Aguiar, da equipe Pé de Vento.
No último quilômetro, Gladson Silva Barbosa, do Pinheiros, assumiu a ponta e não foi mais alcançado até cruzar a linha de chegada na primeira colocação, seu principal resultado na carreira de corredor de rua, já que é especialista em corridas de obstáculos em pista. Ele foi seguido por Giomar Pereira da Silva, da Caixa, do queniano Gatheru Daniel Ndiritu, da Fila, e João Ferreira de Lima, o João da Boa, do Cruzeiro.
Bom resultado - “Estou treinando em Campos do Jordão e fiz o ritmo determinado pelo meu técnico, Cláudio Castilho, que era de 2min50 por quilômetro. Sabia que a prova começaria muito rápida e depois o ritmo seria um pouco mais baixo. A estratégia deu certo e forcei bastante no final para dominar o pelotão”, explica emocionado o atleta de 28 anos, que é bicampeão brasileiro nos três mil metros com obstáculos.
Mineiro de Montes Claros, ele se mudou bem pequeno para a região de Ribeirão Preto, no interior do Estado de São Paulo, onde vive até hoje e começou a correr com 15 anos após assistir uma edição da São Silvestre. “Naquele dia decidi ser corredor e me especializei na pista. Encerro minha temporada de rua na São Silvestre e depois me dedicarei aos três mil metros, competindo nos primeiros seis meses do ano na Europa, com o objetivo de obter o índice olímpico para Pequim”, ressalta.