Giomar e Gilmar duelam pelo topo do Ranking Caixa/ CBAt
Foto: Luiz Doro/ adorofoto
O ano se aproxima do fim e a briga no topo do Ranking Caixa/CBAt de Corredores de Rua ainda está aquecida. Das 23 provas de 2011 válidas para a classificação, 20 já foram realizadas e a distância entre os dois líderes continua pequena.
Apenas 15 pontos separam o veterano Giomar Pereira , de 39 anos, da jovem revelação Gilmar Silvestre, de 22. Com três provas ainda por disputar – Meia Maratona de Blumenau (SC),Volta da Pampulha (MG) e São Silvestre (SP) – a disputa está sujeita a qualquer espécie de reviravolta.
Entenda o ranking - Criado pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) e com o patrocínio da Caixa, o Ranking Caixa/CBAt classifica os 20 melhores brasileiros nas corridas válidas para a contagem de pontos.
São 30 pontos concedidos ao primeiro colocado, 26 ao segundo, 22 ao terceiro e 18 para o quarto. A partir do quinto, que ganha 16, a diferença é de apenas um ponto por colocação até o 20º, que ganha um ponto.
Além das 11 provas de dez quilômetros do Circuito Caixa, 12 outras corridas são consideradas.
Ao final do ano, os dez primeiros de cada categoria (masculina e feminina) são contemplados com patrocínio da Caixa para o ano seguinte.
Pontos de vista diferentes - Enquanto na categoria feminina a líder Conceição Oliveira tem o título praticamente assegurado, entre os homens a diferença é mínima. Um primeiro lugar de Gilmar e um sexto de Giomar é o suficiente para empatar a competição.
“O Gilmar está hoje entre os dez melhores fundistas do Brasil”, afirma o treinador Henrique Viana, da equipe do corredor, a carioca Pé de Vento. Henrique chama atenção para a diferença de idade dos atletas. “A faixa etária deles é de 28 a 32 anos, o auge de um fundista. O Gilmar ainda tem 22 anos”, comenta.
Segundo Henrique, apesar da disputa pela vitória no Ranking, há um planejamento de desenvolvimento para Gilmar que deve ser respeitado. “Ele está em um ‘degrau’ e não pode pular etapas”, explica o treinador.
“Vamos trabalhar dentro da sua capacidade, mas se vencer neste ano será pela circunstância do momento, não é nosso objetivo final”, conta o técnico da Pé de Vento, franco. “Meu objetivo é descobrir e desenvolver atletas. A meta estabelecida com o Gilmar são os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro – 2016”, revela.
Do lado do líder, o treinador Alexandre Minardi, do Cruzeiro, vê a diferença como perigosa. “A briga está apertada e é contra um atleta jovem. O Giomar vai ter que abrir o olho se quiser conquistar o tetracampeonato”, afirma.
O técnico ressalta a importância dos treinamentos, descansos e preparo psicológico para aguentar a sequência de provas. “O Circuito Caixa é muito cansativo, o atleta tem que descansar devidamente e trabalhar o aspecto psicológico”, conta Minardi.
Giomar se recupera de uma fisgada na coxa esquerda, que, segundo o treinador, o incomoda desde outubro. “Ele ainda está complementando o tratamento na cidade dele, Jacobina (BA). Está quase bom, nas duas últimas provas do Circuito Caixa (Porto Alegre e Brasília, em 30/10 e 6/11) ele correu bem demais, venceu os quenianos e o corredor português do Benfica”.
Assim como Henrique Viana chama atenção para idade de seu atleta, Minardi destaca o mesmo aspecto em Giomar, mas sob outro ponto de vista. “O Giomar está com quase 40 anos, tem que valorizar muito o rendimento dele”, afirma. “Em Brasília ele passou tão rápido no final que nem consegui entregar a bandeira do Cruzeiro para ele”, relembra, orgulhoso.
Ambos os corredores confirmaram a participação na Volta Internacional da Pampulha (4/12) e na Corrida de São Silvestre (31/12). A dúvida segue para a Meia Maratona de Blumenau (27/12). “Creio que o Ranking só vai ser definido na São Silvestre”, encerra Minardi.