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Conheça a história do atleta de elite Marcos Alexandre Elias


Por Alexandre Koda | 25/08/2009 - Atualizada às 13:11

Marcos não gosta de provas com subidas
Marcos não gosta de provas com subidas
Foto: Danilo Belmonte/ www.webrun.com.br
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Marcos Alexandre Elias, de 29 anos, hoje desponta como um dos principais fundistas da equipe do Cruzeiro e ostenta no currículo alguns títulos importantes, como o da Meia Maratona A Tribuna-Praia Grande em 2007, a Maratona de Porto Alegre, a Meia das Águas em Poços de Caldas esse ano, entre outros. Mas nem sempre foi assim. Há cerca de cinco anos ele resolveu abandonar o trabalho na lavoura de café para se dedicar ao atletismo.

Ele confessa que não levava uma vida saudável, mas se empolgou em começar no esporte depois de assistir a algumas corridas pela televisão. “Eu gostava de uma cachaça e fumava”, admite o competidor. “Mas depois de incentivo de amigos, que disseram que eu levava jeito para ser corredor, comecei a me dedicar aos treinos e hoje graças a Deus tenho colhido bons frutos”, conta animado.

Para obter os bons frutos, porém, ele encontrou uma certa resistência dentro de casa. “Faz três anos que eu estou no profissional e quando comecei minha mulher Beatriz achou que era brincadeira, que era coisa de vagabundo”, lembra Marcos. Para mostrar que a ‘patroa’ estava errada ele a convidou para fazer um treino de 10 quilômetros ao lado dele. “Ela ficou uns 30 dias de cama depois disso e eu tive que lavar, cozinhar e passar. Eu me arrependi depois”, brinca o atleta.

Depois do trauma ela mudou a concepção sobre o novo trabalho do marido e passou a acompanha-lo regularmente nos treinos. “Hoje ela é minha grande parceira, me acompanha todos os dias, mas vai de moto levando água”, conta o atleta que é paranaense, mas atualmente mora e treina em Poços de Caldas (MG).

Treinos - Há dois anos ele treina sob orientação de Alexandre Minardi com a equipe do Cruzeiro, clube no qual obteve grande parte de suas conquistas. No último dia 16 ele participou das Dez Milhas Garoto, entre Vitória e Vila Velha (ES) e sofreu com uma subida no meio do trajeto, fato que o deixou apenas com o 10º lugar na colocação geral.

“Eu estava no grupo da frente antes da ponte, mas o pessoal abriu e eu fiquei para trás”, explica Marcos que não gosta de competições que tenham grandes variações de altimetria. “Eu me sinto confortável com corridas planas, as ladeiras não são meu forte, pois são onde justamente eu perco posições”, complementa. Apesar da dificuldade, ele não desanima e promete vir forte para a edição 2010 da competição. “Vou fazer uns treinos em ladeira em Poços de Caldas para enfrentar essa subida”.

Por morar no sul de Minas, ele não treina junto com os outros atletas da equipe em Belo Horizonte, mas tem boas histórias para contar dos companheiros, principalmente nas concentrações antes das provas. “O ambiente é bem descontraído e o mais piadista é o Giomar Pereira”, delata Marcos sobre o colega que é baiano natural de Jacobina. “Ele faz a gente rir demais com as histórias. Diz, por exemplo, que se a corrida der um frango como prêmio ele está dentro mesmo se for a 300 quilômetros da casa dele”.

Ele finaliza dizendo que para continuar sempre em frente, se espelha em dois grandes atletas da atualidade no Brasil: Marílson Gomes e Vanderlei Cordeiro. “Eles têm um exemplo de vida muito bom e todos deveriam segui-los”.


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