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Corredor de montanha, José Virgínio disputa Maratona da Disney


Por Paulo Gomes | 05/01/2012 - Atualizada às 13:20

José Virgínio (direita), com Giliard Pinheiro: rostos conhecidos nas provas de montanha
José Virgínio (direita), com Giliard Pinheiro: rostos conhecidos nas provas de montanha
Foto: Raquel Hoefel/ Divulgação
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O corredor José Virgínio de Morais embarca nesta quinta-feira (05/01) para os Estados Unidos, onde disputará a Meia Maratona e a Maratona da Disney, no final de semana (07 e 08/01). Rosto conhecido nas provas de montanha brasileiras, como XTerra, K42 e o Circuito de Paranapiacaba (SP), José Virgínio conta que começou a correr nas ruas.

“Eu saí da rua para a montanha. Sempre treinei cross country, mas comecei a correr em montanha só em 2008 [quando foi campeão brasileiro, título que repetiu em 2009 e 2010]”, diz o fundista. Desde então, a corrida de rua não tem feito parte do calendário do atleta, que as utiliza mais como treino de velocidade.

Em 2011, houve uma reaproximação de José Virgínio com o asfalto. “Comecei a pensar em voltar um pouco, mesclar mais. Corri três meias e a Gonzaguinha (15 km), como treinamento para o Desafio do Pateta [Meia Maratona e Maratona da Disney]”.

O atleta explica que o principal objetivo nos EUA é obter um bom resultado na menor prova. “Vou buscar a Meia, a Maratona é uma incógnita. O nível da Meia não é baixo, os primeiros fazem em 1h06min30. Já na Maratona são tempos altos para a elite internacional [como disse Adriano Bastos, heptacampeão na Disney]”.

Montanha versus rua- A principal diferença entre um fundista de montanha e um de rua, segundo José Virgínio, é a força. “Quem corre em montanha é um atleta mais forte”. A constatação pode ser feita visualmente. “Dá para perceber que o corredor de montanha tem o tibial anterior (músculo na canela) e a panturrilha mais acentuados do que um corredor de rua. O cara da rua não trabalha tanto esses músculos”, explica.

Outro aspecto diferente apontado pelo corredor é a estratégia e o ritmo de prova. “Na montanha não tem ritmo, é impossível. O que existe é estratégia de prova, saber onde dá para descansar, onde precisa ser mais técnico”, ilustra. De acordo com o atleta, a característica de velocidade constante que as corridas de rua apresentam colabora no desenvolvimento de sua aceleração na montanha. “Tenho ido um pouco mais rápido”, revela, acrescentando que a dificuldade na transição para as ruas não é na resistência, mas na velocidade.

63 quilômetros em dois dias - Correr uma meia em um dia e uma maratona no dia seguinte pode parecer inadequado, se levada em consideração a convenção de “treino em um dia, descanso no outro”. José Virgínio acredita que é tudo questão de costume.

“Existe uma regra no treinamento que funciona da seguinte forma: quanto mais treinado você está, mais rápido você se recupera”, afirma. “A ideia é fazer uma prova forte e estar recuperado em 24 horas para poder correr a Maratona”.

Em fevereiro, o fundista vai correr o Cruce de Los Andes (2 a 5/02), na cordilheira entre a Argentina e o Chile. “São 100 quilômetros. No primeiro dia são 40, no segundo 32. Então na teoria meu corpo vai responder bem [na Disney]”, conclui.


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