Cláudio concordou com os organizadores no fim das contas
Foto: Monique Barleben/ www.webrun.com.br
Francisco (segundo da direita para a esquerda) acredita que a mudança de percurso descaracteriza a prova
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Logo após os corredores cruzarem a linha de chegada da São Silvestre no dia 31 de dezembro, o espírito de confraternização tomou conta da Av. Paulista e poucos pareciam insatisfeitos com alguma coisa. A questão da medalha, assunto que dias antes da competição gerou bastante discórdia no universo da corrida, acabou passando despercebida no último dia do ano para alguns participantes.
Alguns corredores trouxeram de casa a medalha e, ao término da disputa, colocaram no pescoço, como Cláudio Chpouto, que reconhece a atitude da organização como correta. “Em termos de logística, a alternativa encontrada pelos organizadores foi ótima. Claro que a emoção não foi a mesma. Mas às vezes é preciso abrir mão de alguma coisa”, acredita o corredor.
Outro atleta que também concorda com a mudança foi Silvério dos Santos Júnior. Ele garante que ano retrasado teve que esperar 40 minutos para conseguir devolver o chip e pegar a medalha. “Esperei tanto tempo que quase fui embora sem entregar nada. Acho que agora ficou mais organizado e a volta para casa mais rápida”, analisa.
Alteração na chegada - Ainda segundo o atleta, o local não pertence só aos corredores, muita gente passa o réveillon no local. Já sobre a
Mudança de Percurso de percurso, tanto Cláudio quanto Silvério afirmam ser contra o projeto. “A Av. Paulista é a marca registrada da cidade e se mudar a chegada acho o evento não será mais o mesmo”, considera Cláudio.
Para Silvério, o que torna a prova mais interessante e mais desafiadora é a subida da Av. Brigadeiro. “Além disso, se o percurso final acabar no Ibirapuera acredito que a São Silvestre perderá o charme, acho que vai se transformar em uma corrida qualquer, como as outras que acontecem durante o ano”.
O cearense Francisco Sampaio, participante do evento pela terceira vez, classifica a alteração do trajeto como uma forma de descaracterizar a disputa. “É claro que eu vou continuar participando, mas não talvez sem tanta empolgação”, reclama. Entre os entrevistados, o único que não se opôs a idéia foi João Marciel, do Rio de Janeiro.
“Corredor que é corredor não vai se preocupar com essa história do percurso. Para ele o que vale é correr e compartilhar a alegria com os milhares de outros participantes”, diz o carioca, que veio sozinho à capital paulista para competir a prova. “Todos os anos eu passo o ano-novo sozinho, em São Paulo, longe da família, mas acho que pela São Silvestre vale apena”, relata.