Camila estava nervosa antes da prova
Foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br
Para Ana Carolina faltou fôlego no fim do percurso
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Rodrigo subestimou a dificuldade do percurso
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A corrida Vertical, prova que reuniu cerca de 600 atletas na manhã e tarde do último domingo (29/08) no Prédio da Nestlé, contou com a participação de atletas de todas as idades, que não tiveram medo de encarar os 765 degraus. A animação tomou conta da disputa, que começou às 9h30 com a largada da primeira bateria.
Os “pelotões” com cerca de 10 atletas saía a cada 15 minutos em média rumo aos 31 andares do edifício. Uns já disparavam logo no começo para não perder tempo, outros começavam de forma mais vagarosa, mas todos abriam um largo sorriso ao cruzar a linha de chegada no heliponto, local de onde se pode avistar boa parte da cidade de São Paulo.
Camila Brasil, que afirma gostar de subidas, confessa que estava nervosa antes da competição. “Eu não treinei, mas na sexta-feira à noite resolvi fazer um teste. Corri em 8min10 e mantive um ritmo constante”. A corredora, que costuma usar o elevador nos prédios que visita, se apaixonou pela modalidade vertical. “Se houver mesmo um circuito na cidade eu sou forte candidata a participar”, enfatiza.
Ana Carolina Carregaro conta que não adianta se preparar muito em termos de força. “Não tive problema com as pernas, mas sim com o fôlego. Os lances de escada são muito altos e se você não condiciona a respiração desde o começo, o ar começa a faltar”, comenta. “O legal é que tinham staffs em quase todos os andares para incentivar. Faltavam 20 andares e eles diziam que estava chegando, o que deu muito ânimo”, completa a participante que há cinco meses começou a treinar na academia e estreou em provas na Corrida Vertical.
Já Rodrigo Almeida confessa que esperava mais facilidade no percurso, mas encontrou muitas dificuldades. “A partir do vigésimo andar eu já estava com a língua para fora, mas no trigésimo tinha muita gente incentivando e isso me deu forças para chegar”. Afastado das corridas há algum tempo, a disputa do último domingo serviu para ele se animar novamente. “Certamente foi um grande incentivo e pretendo voltar a correr”.
O zelador Angelísio silva dos Reis aproveitou as horas vagas para treinar no edifício de 13 andares em que trabalha e não decepcionou: completou o 765 degraus em 5min23. “Na terça-feira fiquei sabendo que havia sido aprovado, então no dia seguinte subi 12 vezes o prédio. Foram quatro de manhã, quatro na hora do almoço e quatro à tarde. Na quinta foram mais seis vezes de manhã, dez ao meio dia e cinco à tarde”.
O atleta, que possui 32 maratonas no currículo, ostenta como melhor tempo 2h40 e afirma ainda que se tivesse que correr mais uma vez os 31 andares do prédio da Nestlé faria um tempo ainda melhor. “Aqui é moleza, fazer maratona é muito mais complicado”.