Arlindo se fantasia de Papa há mais de 10 anos
Foto: Patrícia Serrão/ www.webrun.com.br
Seu Francisco participa de provas em várias cidades do Brasil com fantasia
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Sérgio e Cenira formam a dupla (quase dinâmica) de Batman e Mulher Maravilha
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Para um grupo de corredores, a Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro não é apenas uma prova para testar a resistência, mas também uma oportunidade de tirar a fantasia do armário e se divertir, animando e incentivando os outros corredores. Apesar do calor na prova do último domingo (22/08), eles não perderam a pose durante os 21,1 quilômetros.
Rio de Janeiro - Estes corredores possuem as mais diversas idades e o que eles têm em comum é alegria com que cumprimentam todos os participantes da prova. Arlindo Ribeiro da Silva, ou Papa Brasileiro como é conhecido, com 72 anos é um dos mais antigos a se fantasiar. “Eu venho fantasiado porque é um esporte muito afetivo, eu venho e as pessoas me apoiam. Já me fantasiei de índio, mendigo e um personagem do Casseta&Planeta”, lembra. “O traje de Papa uso há mais de 10 anos, desde que João Paulo Segundo veio ao Brasil”, explica Arlindo, que “abençoa” os corredores que o cumprimentam durante a entrevista.
Outro que participa de provas há bastante tempo é Francisco de Assis Ribeiro, mais conhecido como “O Jamaica”, ou “África”. Aos 68 anos, e usa estas duas fantasias nas corridas há mais de 10 anos. Seu Francisco explica o porquê do traje: “Sou descendente de índio, lá é muito colorido então eu me visto assim. Eu participo de corridas no Rio, São Paulo, Minas Gerais, Porto Alegre e Espírito Santo.”
Dupla (quase) dinâmica - Sérgio Santos de Souza, de 45 anos, o “Batman”, e Cenira dos Santos Pereira, de 42 anos, a “Mulher Maravilha”, fazem parte da nova geração dos fantasiados. Os dois, que são amigos, se fantasiam juntos desde 2003. Cenira, ou melhor, Mulher Maravilha, brinca ao declarar que eles pretendem montar uma Liga da Justiça. “Já juntamos até oito pessoas fantasiadas. Temos o Robin também, mas hoje ele não pode vir porque estava fazendo concurso”, comenta.
Sérgio, ou Batman, explica como escolheu a fantasia. “O Batman era o herói da minha infância. Eu gosto muito dele e não penso em mudar. Já apareceram outros Batmans, mais eu ganhei deles no cansaço”, brinca o astuto homem morcego.
O grupo de pessoas fantasiadas, que já é tradição na São Silvestre, em São Paulo e na Volta da Pampulha, em Belo Horizonte, vem aos poucos se popularizando também em terras cariocas, contando com cada vez mais adeptos nas corridas.