Maratona de NY reúne 30
Foto: Donata Lustosa/ www.webrun.com.br
Dessa vez vou falar de como combater este mal que atualmente tem sido o grande destaque em jornais, revistas, programas de TV, pesquisas, debates e etc. Não, não vamos ressaltar sua força, nem os muitos impactos negativos que ele tem provocado em nossa sociedade, pois isto já tem sido explorado com muita propriedade por todos os meios de comunicação. Aliás, não espere ler esta palavra muitas vezes, pois ao invés disto vamos falar da corrida, um dos esportes que mais cresce em nosso país, e que tem ajudado em muito nossa população e nosso país no combate contra vários males!
O crescimento da corrida de rua no Brasil e no mundo é cada vez maior e com isso aumenta também o percentual de pessoas que são beneficiadas com esta prática tão salutar. Segundo dados da FPA (Federação Paulista de Atletismo) somente em São Paulo, no ano de 2008, tivemos 372.352 corredores inscritos em provas, sendo 263.117 pertencente ao sexo masculino e 109.235 do sexo feminino. Além disso, o estado teve provas com distâncias variadas de cinco a 100 km, em ruas, estradas, parques e praias, individuais ou de revezamento. Números bem significativos!
Considerando estes inscritos em provas e estipulando um valor médio de R$40 por inscrição, apesar de termos corridas que visam o público “A”, com valores que chegam a até R$150, chegaremos ao bruto de quase R$ 15 milhões por ano, somente com esta receita.
Se calcularmos que cada um destes corredores participa em média de 10 provas por ano, teremos aproximadamente 37.352 pessoas diferentes, utilizando o mínimo de três pares de tênis por ano. Não é à toa que temos mais de 15 grandes marcas esportivas disputando este mercado. E o melhor, ainda temos um mercado gigantesco considerando-se Rio de Janeiro, Minas Gerais, Brasília, região sul, nordeste, e toda extensão do país.
O número de concluintes nas seis principais maratonas no Brasil passou dos oito mil e o número de brasileiros que correram as quatro mais importantes maratonas do mundo (Paris, Berlim, Chicago e Nova York) chegou próximo a mil pessoas, cada uma dessas ao custo de R$5 mil a R$7 mil por pessoa. Sem contar que temos muitas outras maratonas pelo mundo, cada vez mais exploradas pelos nossos maratonistas.
Embora tenhamos cada vez mais corridas por todo Brasil, ainda não há nenhum estudo do impacto positivo financeiro que elas geram em cada cidade. A Maratona de Nova York, por exemplo, uma das mais importantes e tradicionais maratonas do mundo, com 30.000 corredores oriundos de diversas partes do planeta, gera na cidade um impacto positivo em torno US$500 milhões. É um retorno maior do que o gerado no SuperBowl, também em Nova York.
Isso porque, são milhares de pessoas que se hospedam nos hotéis da cidade, que fazem compras, que almoçam e jantam em seus restaurantes, vão a shows, cinemas, museus, usam táxis e etc, muitas delas, além de correr, levam parentes e amigos.
A explosão da prática da corrida no Brasil, de 15 anos para cá, é cada vez mais impactada pelo fenômeno das assessorias esportivas. São equipes de corridas uniformizadas e dirigidas por profissionais de educação física, formadores de opinião, que orientam seus alunos em parques da cidade. Só na cidade de São Paulo elas já passam das 180, que acompanham cerca de 15 mil corredores. Cada uma emprega de dois a cinco treinadores e funcionários, algumas chegando a 10, 20 e até 30, gerando entre 700 e mil empregos diretos, além de indicarem mais de 500 profissionais como, nutricionistas, fisioterapeutas, médicos, massagistas, contadores, e de alavancar tradicionais serviços como telefonia, serviços bancários, internet e etc.
Além dos corredores que contratam suas assessorias, assim como se matriculam em um clube ou em uma academia, é cada vez mais crescente o número de empresas que oferecem estes serviços para seus funcionários.
Mídia - No país tínhamos somente a tradicional São Silvestre transmitida pela TV, e hoje temos mais de 10 provas nacionais, além das muitas internacionais, em tv aberta ou paga. São quatro revistas específicas de corrida, e mais duas ou três cujo foco principal é a corrida. São grandes e dinâmicos sites, movimentando notícias diárias, comercializando anúncios dos mais variados produtos, desde fotos, saches energéticos a carros e apartamentos. Programas de TV, rádio, e-mails, e muitas outras ferramentas de marketing, atingem tanto o público geral, quanto o tão desejado público segmentado.
Mas quais seriam os motivos que levam tantas pessoas a praticar a corrida de rua? Diria que são os mais diversos, como, a não necessidade de depender de terceiros para praticá-la, a possibilidade de praticá-la em quase todos os lugares, a não dependência de muitos equipamentos, a melhoria da saúde, da estética, a diminuição do estresse, a melhoria da disposição física e mental, o fato de ser um ótimo desafio pessoal e principalmente, a facilidade que gera de novos relacionamentos, sendo a palavra “ Network ” cada dia mais relacionada ao mundo da corrida!
Enquanto antigamente a maioria das pessoas que corriam era movida pela melhoria da estética e da performance, hoje não resta dúvida que o que mais as mantém treinando em seus grupos, são os muitos relacionamentos que adquirem, e a enorme possibilidade da captação de clientes e negócios. Os treinadores que orientam amadores, e que obtêm grande sucesso hoje em dia, são aqueles que além de venderem saúde e forma física, embutiram em seu “mix” de produtos, a mudança de comportamento e a possibilidade de novos relacionamentos!
Não resta a menor dúvida que a corrida é um grande aliado pessoal e profissional no combate à crise. Se você quer melhorar sua qualidade de vida e ampliar sua rede de relacionamentos, pratique corrida. Se for um empresário, investidor, ou tem objetivo de divulgar qualquer produto, para as mais diversas classes sociais, duvido que não tenha retorno através da corrida!