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Crianças ingressam no mundo da corrida


Por Alexandre Koda e Donata Lustosa | 11/10/2007 - Atualizada às 12:23

Sofia, filha do triathleta Galindez, durante competição
Sofia, filha do triathleta Galindez, durante competição
Foto: Divulgação
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12 de outubro é o dia das crianças e nessa onda de comemorações para os pequenos, os organizadores de corridas de rua no Brasil anunciam diversas competições infantis. Mas diferente de uma corrida para adultos, a disputa dos pimpolhos deve ser mais cuidadosa, tanto na atenção dos organizadores dos eventos quanto o incentivo dos próprios pais.

Segundo Cristiano Barbosa, responsável pelo departamento de Corridas de Rua da Federação Paulista de Atletismo, numa prova infantil os pais acabam sendo um grande problema. “Um adulto às vezes espera de uma criança o que ele não consegue fazer nas corridas. Então fala, por exemplo, que se seu filho não ganhar do outro garoto, ele vai levar uma bronca”, conta. Para não acontecer esse tipo de situação, Cristiano enfatiza que a corrida infantil deve ser encarada pelos pais como uma maneira de socialização e não de competição.

Renata Gomide, gerente de marketing esportivo do Grupo Pão de Açúcar, confirma que o objetivo dessas provas é a socialização. “Na corrida Pão de Açúcar Kids temos a preocupação de incentivar a participação e não a competição. Por isso todos os participantes recebem medalhas e não fazemos premiação para os primeiros colocados”, explica.

De acordo com a gerente de marketing, o cuidado para montar uma prova infantil é igual à de uma corrida adulta, mas há ainda uma logística maior para evitar que as crianças fiquem perdidas no evento. “Nossa preocupação extra é com a segurança das crianças. Elas precisam encontrar seus responsáveis assim que terminam a corrida”, conta. A prova PA Kids, por exemplo, normalmente reúne em média 2.100 crianças, num total de seis mil pessoas no evento, entre pais e parentes.

Dicas - O triathleta Oscar Galindez, tricampeão do Ironman Brasil, é pai do garoto Thomas, de 11 anos, e da menina Sofia, de sete, que costumam participar de algumas competições. Com toda sua experiência profissional ele revela que antes de inscrever uma criança na competição é preciso avaliar algumas coisas para ver se o evento será organizado e não um caça níquel.

“A primeira coisa que eu avalio é o preço das inscrições, pois tem eventos que são muito caros. Eu não coloco meus filhos em provas que são lucrativas apenas para os organizadores e chegam até ser mais caras do que um triathlon convencional fora do país”, revela.

Além disso, o triathleta aconselha que os pais também devem sempre buscar eventos que deixem a criança à vontade. Ele diz ainda que nas competições a pressão deve ser zero. “O principal é não colocar pressão. Eu os deixo bem à vontade, mas como eles crescem num mundo esportivo e como me vêem treinando, ficam empolgados”, conta Galindez.


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