Senti fadiga no primeiro quilômetro
Foto: Danilo Belmonte
Um dia antes de qualquer prova de corrida, os participantes devem prestar a atenção na alimentação e nas horas de sono. Pelo menos eu sempre segui algumas dicas como: dormir cedo, comer carboidrato, não ingerir bebia alcoólica, entre outras coisas. E isso aparentemente sempre deu certo.
Porém, nesse último domingo, transgredi uma dessas regras. Um dia antes do revezamento Super 40, em São Paulo, sai com uns amigos e fui para um barzinho.
Pensei que fosse voltar cedo, no máximo meia noite. Mas conversa vai, papo vem e quando vi eram duas horas da madrugada. Acho que dormi, naquela noite, apenas umas quatro horas.
Às 8h da manhã eu já estava pronta para o meu próximo desafio: quatro quilômetros no Autódromo de Interlagos. Na verdade a distância não me preocupava, mas o local da corrida me assustava. Interlagos é um dos percursos mais difíceis de São Paulo, por causa das descidas e das subidas acentuadas.
Comecei a correr às 9h. Os primeiros 500 metros foram tranqüilos, apenas descida. Depois peguei a reta oposta e antes de completar um quilômetro senti fadiga. Minha respiração estava mais pesada e eu não tinha chegado na metade da prova.
Nunca senti tanta fadiga como nessa prova. É claro que o meu treinamento não está cem por cento, mas o fato de não ter dormido o suficiente para repor minhas energias pesou.
Passei na marcação do quilômetro dois, local do posto de água, com dificuldade. Peguei dois copinhos e resolvi andar um pouco. Depois não consegui voltar a correr, a fadiga parecia aumentar. Portanto adotei a estratégia de correr nos trechos de decidas e planos e caminhar nas subidas.