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Dicas para não quebrar na São Silvestre


Por Donata Lustosa | 16/12/2009 - Atualizada às 07:30



A São Silvestre é uma prova que reúne pessoas de todas as idades
A São Silvestre é uma prova que reúne pessoas de todas as idades
Foto: Alexandre Koda/ Webrun
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As condições da tradicional Corrida de São Silvestre, que acontece no próximo dia 31 em São Paulo, são peculiares. Ao todo 20 mil pessoas participam da prova, além disso, a largada é por volta das 16h, o evento acontece no último dia do ano e dezembro é um dos meses mais quentes no Brasil. Por isso a prova paulista requer um pouco mais de estratégia se comprada com outras provas de 15 quilômetros.

O treinador Aulus Sellmer, da assessoria esportiva 4any1, já correu a São Silvestre na época em que a largada era noturna, e para ele toda cautela antes e durante a competição é válida. Por isso o participante deve fazer uma boa alimentação e hidratação antes e durante a prova.

Outro fato que acontece na São Silvestre é a longa espera pela largada. Muitos atletas chegam cedo à prova para garantirem um lugar bom na largada. Mas para isso, eles ficam muito tempo embaixo de sol e calor, algumas vezes sem necessidade.

“O pelotão vai se formando na largada em função do ritmo. Quanto mais rápido você for fazer a prova, mais cedo você deve chegar lá. Mas para um iniciante e para alguém que não se preocupa muito com tempo, o ideal é chegar mais próximo da hora e deixar a muvuca passar. Até porque o chip dele só vai ser marcado quando ele passar pelo pórtico de largada”, conta.

Depois de iniciada a prova, geralmente começa a euforia da corrida. Esse é outro ponto, que segundo o treinador, deve ser contido. “A largada é num período de muito calor e umidade, por isso tem que ter cuidado com o ritmo que vai fazer a prova”, explica. “Eu dividiria a São Silvestre em três partes. Os cinco primeiros quilômetros faria de forma conservadora. A metade da prova correria um pouco mais rápido e os últimos cinco quilômetros faria mais lento, porque tem a subida da Av. Brigadeiro”, acrescenta.

O miolo da prova também não é fácil. De acordo com Sellmer, lá o corredor encontra muitas subidas e descidas. Já a subida da Brigadeiro, o bicho papão da São Silvestre, deve ser feita também com cautela. “A Brigadeiro acaba sendo difícil para quem não faz uma estratégia correta. Por isso eu sempre falo que o último trecho da São Silvestre deve ser feito mais leve”, alerta.

Como conseguir bom tempo na São Silvestre? Para os atletas mais experientes, que buscam melhorar o tempo na corrida paulista, é importante estar ciente que lá não é possível manter o mesmo ritmo durante toda a prova. E esse é o segredo para se dar bem.

“Não dá para você correr 5min/km, por exemplo, do começo ao fim, porque tem muitos aclives e declives e na subida o corredor não vai conseguir manter o ritmo”, revela o treinador. O interessante, para ele, é além de dividir a prova em três partes, o corredor deve fazer os trechos de subida de forma mais lenta e compensar esse tempo nos trechos planos.

Indagado se a São Silvestre funciona como uma espécie de batismo para o corredor iniciante, Sellmer acredita que sim. “Todo corredor deve participar da São Silvestre pelo menos uma vez na vida. É muito difícil, o calor é forte, tem gente que só quer fazer festa e acaba te atrapalhando. Mas ou mesmo tempo tem a torcida, gente incentivando, o desafio da Brigadeiro. Além de ser uma é uma prova tradicional”, finaliza.


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