No momento da largada chovia no RJ
Foto: Ricardo Cassiano/ Fotocom.NET
A prova passou por diversas praias da cidade
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Adriana conseguiu superar a queniana no fim da disputa
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Os quenianos dominaram a prova no masculino
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Para Celso, essa é a prova mais charmosa que acontece na cidade
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Há anos Luciana esperava correr essa prova
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Leandro correu a prova pela quinta vez
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Em paralelo à Maratona da Cidade do Rio de Janeiro, aconteceu uma disputa de Meia Maratona, com largada na Paraia do Pepê e chegada no Aterro do Flamengo. Adriana Aparecida e Kipkemei Mutai foram os vencedores da disputa.
Rio de Janeiro - Ainda chovia na Cidade Maravilhosa às 7h, horário em que largaram os competidores da Meia Maratona, na Praia do Pepê. A grande quantidade de pessoas inscritas complicou o trânsito local, mas nada que tirasse o bom humor e a vontade de encarar os 21 quilômetros da disputa.
A elite feminina tinha nomes de peso, como Marily dos Santos, Adriana Aparecida, Conceição Oliveira, além da queniana Chantai Rionotukei, enquanto no masculino João da Bota, Kipkemei Mutai, Emmanuel KBett e Solenei dos Santos eram apontados como favoritos. O vento contra, que muito atrapalhou os competidores da prova principal, também foi um problema na meia.
Chantai correu de cara para o vento durante praticamente todo o trajeto, mas faltando 3,5 quilômetros para o final, Adriana a ultrapassou e não deu chances para uma possível recuperação da africana. A brasileira fechou com 1h16min17, seguida pela queniana com 1h17min e por Michele Chagas, com 1h17min25.
“Consegui acompanhar as meninas até a primeira metade da prova e, como o segundo trecho foi mais rápido, consegui abrir uma vantagem e ultrapassar a queniana”, conta a campeã. “Eu cheguei nela no quilômetro 18 e consegui a vitória”, completa a fundista que representa o Esporte Clube Pinheiros.
Entre os homens, a dupla de quenianos não deu chance aos atletas canarinhos, já que Kipkemei Mutai liderou desde o começo e faturou a disputa com o tempo de 1h04min20, seguido por Emmanuel Bett (1h04mion26). O atleta do Cruzeiro, João da Bota, foi o melhor brasileiro, na terceira colocação (1h04min46).
“Realmente o vento complicou um pouco no começo, mas depois do quilômetro sete ficou um pouco melhor”, relata o campeão. “Fui sétimo colocado em 2008, então a vitória representou muito para mim”, completa o queniano.
Amadores - Após a festa dos primeiros colocados, foi a vez dos amadores curtirem a sensação de completar a distância. As expressões eram as mais diversificadas: uns abriam largos sorrisos, outros erguiam os braços em forma de vitória, enquanto outros simplesmente continuavam a caminhar como se finalizar 21 quilômetros fosse algo corriqueiro.
Talvez competir essa distância seja algo que Celso Rodrigues faça com freqüência, já que costuma participar de várias provas no Rio. “Semana passada corria a Meia da Barra, vou para a Meia Internacional e essa já fiz três vezes”. Mas, apesar da assiduidade, ele não cansa de admirar as belezas da prova. “Ela é a mais charmosa. Sai da Barra e acaba no Flamengo, enquanto a internacional sai de São Conrado, então você passa pela linha de chegada para depois voltar, o que acaba com o psicológico”. Ainda segundo o competidor, nem mesmo o tempo encoberto estragou a beleza da competição. “O Rio é lindo de qualquer forma”, finaliza com um sorriso no rosto.
Quem também pode se considerar experiente no trajeto é Leandro Farias, que correu pela quinta vez a prova. “Como o frio diminuiu e não estava chovendo, deu para apertar o ritmo e fiz um tempo bom, 1h45”, conta o corredor que também participa de outras provas da modalidade na cidade. “Essa prova a cada ano tem mais inscritos e é legal ver o crescimento da modalidade”. Indagado se em 2010 pretende correr a prova inteira, ele prefere não fazer promessas antecipadas. “Nunca fiz uma maratona, mas quem sabe ano que vem”.
A gaúcha radicada no Rio de Janeiro, Luciana Cremer, relata que a prova foi emocionante. “Há muito tempo eu esperava por essa corrida. Treinei bastante e adorei o percurso, a paisagem, a atenção do pessoal da organização, enfim, foi tudo fantástico”. Ela conta ainda que nem a baixa temperatura desanimou o pessoal na hora da largada. “Estava frio, mas o calor humano da galera compensou”. Depois da meta cumprida em correr a tão sonhada prova, ela já traça novas metas. “Com certeza ano que vem vou para a maratona”.