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Em SP, Carlos Dias conta sobre seu Desafio


Por Alexandre Koda | 11/09/2007 - Atualizada às 17:46

Carlos se emocionou durante o evento
Carlos se emocionou durante o evento
Foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br
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O ultramaratonista Carlos Dias correu do Oiapoque ao Chuí, os do norte ao sul do país durante 100 dias e, após retornar conversou nessa terça-feira (11) com algumas pessoas na sede da Crocs, empresa de calçados que o apoiou durante a jornada. Ele comentou um pouco sobre sua experiência, sobre os problemas e aprendizados que enfrentou.

São Paulo - Dias agradeceu muito a sua mãe, sua noiva, seu técnico Herói Fung, a Deus e a todos os apoiadores que acreditaram que ele tinha capacidade para completar os nove mil quilômetros do desafio. “Sempre que chegava a uma lan house e lia as mensagens de apoio eu me reerguia e tinha forças para continuar”, ressalta.

Ele contou alguns casos curiosos, como o dia em que estava na Transamazônica e foi assaltado por um grupo de bandidos que o ameaçaram com uma faca, lembrou o dia em que sofreu discriminação racial e foi comparado a um mendigo e também falou sobre uma cena que o comoveu. “Alguns quilômetros antes de chegar em Florianópolis passei sobre uma ponte, com um rio cheirando a esgoto embaixo e vi um casal de senhores com uma criança, pescando”.

Ao indagar se aquele rio imundo realmente tinha peixes, o senhor respondeu a ele que tinha e que aqueles pescados eram a única forma de alimentação deles, pois não conseguiram ajuda de ninguém. “Eu sou contra dar esmolas, mas dessa vez eu tirei dinheiro do meu bolso e dei para eles comprarem comida”.

Disparidades - Na região norte e nordeste do país ele encontrou mais apoio das pessoas do que no sul, já que o povo se sensibilizava com a história dele, o admirava e convidava para fazer refeições e até oferecia hospedagem. “Eu conheci o povo brasileiro e suas diferenças e, ao mesmo tempo, eu conheci a mim mesmo. Você pode ter um milhão de reais do lado direito, mas se não tiver um milhão de amigos do lado esquerdo, é uma pessoa triste. Eu fiz milhões de amigos”.

Um desses exemplos de amizade foi o prefeito de Chuí, que o parabenizava a todo o momento pela conquista do sonho e até emprestou o celular pessoal para que ele desse a notícia a seus familiares e amigos em São Paulo. “No Espírito Santo foi complicado conseguir uma carta assinada para comprovar que eu estive lá, já em São Vicente fui recebido pelo Exército como Chefe de Estado e até dormi no melhor alojamento do quartel”.

Para Carlos Dias foi um aprendizado, para seu treinado Herói foi uma satisfação ver seu pupilo realizando o feito, para seus familiares e amigos fica o orgulho de ver o “Carlão” chegar aonde chegou. “Eu me incentivei ainda mais com o nascimento do meu filho”.

Nesta Matéria


  1.  Introdução
  2.  Apoio

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