o pr~edio da Nestlé é o quinto mais alto de São Paulo
Foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br
As largadas aconteceram em baterias
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Os corredores encararam mais de 700 degraus
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Marco já conhecia o percurso
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Os estrangeiros dominaram o pódio masculino
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Neste domingo (29/08) aconteceu em São Paulo a primeira edição da Corrida Vertical Brasil, prova disputada no prédio da Nestlé, onde os atletas tiveram que encarar 765 degraus de subida. A vitória ficou com o italiano Marco de Gasperi e a neozelandesa Melissa Moon.
São Paulo - O domingo amanheceu ensolarado e com uma leve brisa na capital paulista, mas o ar seco e poluído característico da última semana permaneceram e dificultaram a vida dos competidores. Cerca de 600 pessoas estiveram presentes, entre elas amadores, representantes da elite nacional e internacional, além de alguns convidados Vip.
A prova foi dividida por baterias de acordo com a idade do participante e as largadas aconteceram a cada 15 minutos na parte externa do prédio, que possui 142 metros e é o quinto mais alto da cidade. Após percorrer alguns metros na parte exterior e no lounge do edifício, todos tiveram pela frente 31 andares até cruzar a linha de chegada no heliponto.
Os amadores foram os primeiros a sair, seguidos dos convidados Vip e da elite, que foi autorizada a correr a partir do meio dia. Entre os atletas que brigavam pelo prêmio de dois mil reais, estavam alguns brasileiros de renome, como o ultramaratonista Sérgio Cordeiro, o fundista Naval Freitas e a meio fundista Maria Cristina Bernardo.
A Corrida Vertical é tradição em diversos países, motivo pelo qual a organização trouxe alguns atletas estrangeiros acostumados com esse tipo de competição. O italiano Marco de Gasperi, campeão mundial de corrida em montanha era um dos favoritos, junto com seu compatriota Fábio Ruga, segundo no ranking mundial da categoria, além de outros nomes.
Ao final da disputa, Marco confirmou o favoritismo e foi o primeiro a cruzar a linha de chegada após marcar o tempo de 3min29, seguido por Ruga com 3min31 e pelo tcheco Viktor Novotny com 3min35. “Foi uma prova fantástica. Essa é uma das melhores que já corri nesta modalidade, com boa organização e público incentivando”, conta o campeão. “Apesar de ser uma prova mais curta do que as demais, se você começar muito forte, na segunda metade pode ficar sem fôlego. A chegada no heliponto é um diferencial, já que é a única competição no mundo em que isso acontece”, completa o italiano que esteve no Brasil há 20 dias para o lançamento da prova.
Para o vice-campeão, Fábio Ruga, a prova foi intensa, mas muito boa. “Foi difícil, porque não é uma corrida longa, mas é muito intensa. Fiquei feliz com a minha colocação e espero estar aqui ano que vem”. Já o terceiro colocado, Viktor Novotny, comenta que a organização foi impecável. “Foi uma corrida muito boa, organizada do começo ao fim e num lugar muito bonito. Foi minha primeira prova ao lado de Marco, que para mim é um ídolo, e fiquei contente de ter chegado a apenas seis segundos dele”.