Levi quer conscientizar as pessoas
Foto: Thiago Padovanni/ www.webrun.com.br
Todos queriam uma foto com o campeão Marilson
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Milhares de pessoas lotaram a Praça Charles Miller
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São Paulo - A Praça Charles Miller ficou lotada na manhã deste domingo (27). Mais de 10 mil atletas enfrentaram o forte calor da capital paulista na disputa da 5ª Meia Maratona Internacional de São Paulo, que teve a
vitória de Marilson Gomes dos Santos, no masculino, e Agnes Jepkosgei Cheserek, no feminino.
A disputa contou com provas de duas distâncias: seis e 21 quilômetros. Além da Praça Charles Miller, os atletas percorreram a Av. Pacaembú, o Elevado Costa e Silva, Av. Duque de Caxias, Av. Rugde, entre outros.
Dentre as milhares de pessoas que lotaram as ruas, um grande mosquito da dengue chamava a atenção. Mas esse não faz mal a ninguém, muito pelo contrário. "Corro há 15 anos caracterizado dessa forma", diz o ambientalista e professor de skate, Levi Charles, de Osasco (SP). "Estou fazendo minha parte, todos tinham que ter a conscientização para não deixar água parada", completa, dizendo que toda a fantasia foi feita com objetos recicláveis, retirados do lixo.
O forte calor da cidade de São Paulo foi um adversário a mais para os competidores. O céu encoberto na hora da largada (8h) prometia temperatura amena, mas em poucos minutos as nuvens se dissiparam e o sol surgiu com toda sua força, elevando a temperatura.
Mas há quem não reclame do calor, como o cobrador de ônibus Ademilson Santos, que participou da prova de 21 quilômetros e marcou o tempo de 1h23. "Está bom o calor, treino sempre nesse horário", revela. Ele veio na companhia do motorista Sebastião Vidal, que disputou a prova de seis quilômetros. Logo após a prova, Ademilson ainda correu para não perder o horário do trabalho. Mas antes, ainda teve tempo para um desabafo: "O pessoal da Copa do Mundo tinha que pensar mais no atletismo. Os vencedores ganham muito menos que um jogador de futebol."
Na linha de chegada da prova de 21 quilômetros, um grupo de cerca de 10 pessoas olhava ansiosamente em direção aos competidores que cruzavam o pórtico. "Treinamos todos os sábados no parque Villa Lobos. Disputamos a prova de seis quilômetros e agora estamos aguardando nosso professor, que disputou a prova de 21", comenta Eliane Maluf. "Foi ótimo, maravilhoso. Foi minha primeira vez aqui, mas corri a prova de seis."
Duas provas - Após vencer a Meia Maratona, Marílson enfrentou um outro desafio: conseguir caminhar, tamanho era o assédio do público, que queria tirar uma foto, ou simplesmente desejar sorte para o vencedor.
Apesar do cansaço, o atleta foi muito solícito com as pessoas, tirou várias fotos e agradeceu todo o carinho.
Durante o trajeto, os atletas que corriam e as pessoas que foram assistir à disputa, vibravam ao ver Marilson e gritavam palavras de incentivo. Na linha de chegada, muitos aplausos para o campeão.