Informação por baciada
Foto: stock.xching
São Paulo -
(Run Pinochio Run) - Internet é ótima e ao mesmo tempo nos trás tantas surpresas, né não? Quando a surpresa é boa, quem não fica contente? Agora, ler manchetes e textos com palavras com duplo sentidos – não estou falando de trocadilhos -, e sim de escrever uma informação que o leitor comum não possa discernir é o mais rasteiro do jornalismo.
Jornalismo, não. Marketing de engodo. Vende gato por lebre, e infelizmente, quem compra são pessoas não iniciadas no assunto.
E vejam essa manchete, mas, leiam o que as palavras dizem e não o que o escriba escreveu (a esmo, claro). “Confira a melhor cobertura dos Jogos Olímpicos de Pequim 2008!”. Globo?...hum...BBC Brasil? ...hum... Record?...hum...UOL? ...hum...Folha de São Paulo... hum... Terra? ...hum... NY Times?...hum ... Estadão?...`
Realmente é fantástico, farão a auto-intitulada "melhor cobertura", sem ter nenhum profissional credenciado pelo COI, nenhum fotográfo, nenhum jornalista...
Vou poupá-los da fonte, pois o texto inicial da “melhor cobertura” ("em" Pequim), que além de conter algumas pérolas impagáveis, informa logo de cara que o Brasil conquistou em Atenas quinze, repetindo, quinze medalhas.
Mas acho que o Comitê Olímpico Brasileiro, que certamente não tem a pretenção de ser o melhor, mas sim confiável, informou que ganhamos 10 medalinhas.
Como diz o sambinha: “palavras ao vento voltam jamais!”