Marily foi muito aplaudida peo público
Foto: Guilherme Dionízio/ Divulgação FMA Notícias
Os amadores fizeram uma grande festa no evento
Foto: Guilherme Dionízio/ Divulgação FMA Notícias
Mais uma vez as atletas do Quênia mostraram sua força ao fazerem dobradinha na quarta edição da AT Revista Guarujá 8K, prova exclusiva para mulheres disputada no último domingo na Praia da Enseada. A competição reuniu cerca de 800 pessoas, num misto de atletas amadoras e de elite.
Nancy Kipron foi a primeira com 26min09 e bateu o recorde da competição em 47 segundos, seguida por Eunice Kirwa dois segundos depois e Marily dos Santos com 26min56. As africanas ocuparam cinco das oito primeiras posições no evento e, desta forma, o país obteve o segundo título consecutivo, já que Chemtai Rionotukei venceu em 2007.
“Foi uma corrida maravilhosa, a organização perfeita. O único problema para mim foi o calor, mas adorei correr aqui”, comenta Nancy, que é professora de inglês e se prepara para faturar o bicampeonato da Volta da Pampulha. “Eu saí forte e quando olhei para o lado a Eunice estava lá me empurrando”, completa a atleta de 29 anos. A vice-campeã também avalia como positiva a participação. “Foi uma corrida muito forte e esse público foi lindo”.
Marily foi muito aplaudida pelo público ao cruzar a linha de largada e, logo depois chegou Conceição de Maria Oliveira, atual líder do Circuito Caixa de Corridas de Rua com 27min22 e Adriana A. da Silva, com 27min32. A santista Andréa Celeste Benites foi a melhor atleta da região, enquanto Sirlene Pinho, bronze na maratona do Pan Rio e vice-campeã nas duas edições iniciais da prova de Guarujá, parou no quilômetro três sentindo dores no estômago.
“Foi emocionante a chegada. Faltando 200 metros já tinha o pessoal gritando o meu nome e me deu vontade de correr mais, mesmo cansada. Isso é muito legal”, relata Marily. “Tinha muita queniana e é normal perder para algumas. Só chegaram duas na minha frente e está bom demais”, completa.
Ela diz ainda que pretende voltar ano que vem para lutar pela vitória e aproveita para relatar a estratégia utilizada no percurso plano de oito quilômetros. “É uma corrida para fazer sem respirar. Sair e chegar na pauleira. Não tem essa de aliviar. Só depois da chegada”.
Amadores - Além dos competidores de elite, a prova contou com muitos amadores, que promoveram uma verdadeira festa. Na chegada, todas foram recepcionadas com tapete vermelho, flores, medalha e contaram com uma massagem especial.
O público compareceu em massa, formado por maridos, namorados, pais, avôs, etc, que aplaudiam todos os atletas. A melhor amadora foi a professora santista Maria das Graças de Oliveira, 34 anos, que concluiu o percurso em 30min55. “Esperava mais. Queria chegar na casa dos 29 minutos”, lamenta.
O diretor-presidente de A Tribuna, Marcos Clemente Santini avalia o evento como positivo e já pensa na organização do ano que vem. “Foi um sucesso. Quando as mulheres se juntam, elas se soltam um pouco mais e então fazem uma festa muito maior do que o normal. Até na roupa elas prepararam um colorido especial. Isso abrilhanta muito mais a prova”.