Os atletas quenianos lideraram os 21 quilômetros
Foto: Juliana Dal Piva/www.webrun.com.br
Rumokol venceu tranquilamente a Meia Maratona
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O colorido das camisetas dos quase sete mil atletas que participaram da 11ª edição da Meia Maratona Internacional da Corpore, em São Paulo, deu o tom da festa neste domingo (11/04) ensolarado na capital paulista. Mesmo assim, comemoração maior fizeram os quenianos que, mais uma vez com ritmo forte, conquistaram o pódio da competição realizada na USP. Mathew Cheboi garantiu o primeiro lugar dos 21 quilômetros seguido por Kiprop Mutai, em segundo.
São Paulo - Cheboi e Mutai saíram no pelotão de elite, pouco atrás do brasileiro Marco Antonio, mas por volta do quilômetro quatro os dois ultrapassaram juntos o brasileiro, assegurando a liderança da competição. Depois disso, os outros fundistas só puderam disputar o terceiro lugar, pois os quenianos abriram grande distância do resto do grupo.
Lado a lado durante quase toda a prova, o companheirismo entre os dois ficou visível quando Cheboi alcançou um copo de água a Mutai durante o percurso. Entretanto, como a corrida era também uma competição, nos três quilômetros finais Cheboi impôs mais ritmo e começou a abrir vantagem, até que Kiprop não teve mais como alcançá-lo.
Mathew fechou a prova em 1h03min49, segundo melhor tempo das onze edições da Meia Maratona da Corpore. Só não foi suficiente para quebrar o recorde de Valdenor Pereira de 1h03min37, que persiste desde 2002. O sorridente queniano, no entanto, continuava feliz. “Foi um dia bom, embora a competição não tenha sido fácil. Eu e Kiprop tentamos aumentar o ritmo”, conta. Mais reservado, Kiprop também afirmou ter gostado da disputa. “Gostaria de ter garantido o bicampeonato, mas infelizmente meu amigo Cheboi foi melhor. Quero competir no ano que vem de novo”, revela o atleta que chegou em 1h04min10.
O primeiro brasileiro a cruzar a linha de chegada foi Solonei da Silva, da equipe Pinheiros. “Os quenianos já largaram na frente e temos que respeitá-los porque de outra forma não aguentaríamos o ritmo, mas o resultado foi bom porque meu objetivo maior é a Maratona de Porto Alegre”, conta. Solonei completou os 21 quilômetros em 1h05min15.
Entre as mulheres, a queniana Elizabeth Rumokol largou liderando e não deu muita chance para quem veio atrás, finalizando o percurso em 1h14min40. Quando questionada sobre o desempenho frente às outras atletas, ela apenas sorriu e confirmou. “Sim, a corrida foi boa”.
A segunda colocada Leah Jerotich, que é sua conterrânea, admitiu que a corredora não deu margem para ninguém alcançá-la. “Ela foi puxando o ritmo e ficando tão longe que nem a víamos”, confessa Leah, que obteve a marca de 1h15min15. Logo depois, na terceira posição, chegou a brasileira Michele das Chagas em 1h15min32. “Acho que o resultado foi muito bom e que a prova hoje foi um sinal de que eu estou bem”, avalia a atleta nacional.
Prova dos cinco quilômetros: A organização da Corpore dispôs para os corredores a opção de disputar apenas cinco mil metros e, ali, o pódio foi completamente verde e amarelo. No masculino, a disputa foi acirrada e definida apenas nos metros finais: Ivanildo de Souza garantiu a primeira posição (14min55) seguido por Ronicesse de Lima (15min) e Benedito Gomes (15min01).
“No segundo quilômetro, um grupo de seis atletas tinha se separado do pelotão e as posições só se definiram no final mesmo. Eu adorei o meu tempo porque a competição foi difícil e estou completando 49 anos” conta Gomes. Souza, no entanto, afirmou que já largou na frente. “Ah, eu já sai liderando, então o primeiro lugar estava garantido sim”. Lima ficou contente com a conquista do vice, mas não aprovou o tempo realizado. “Já tive marcas melhores, mas como o objetivo era o pódio, tudo bem. Eu estava com muita dor de cabeça”, diz.
Jaciane Araujo fechou os cinco quilômetros no feminino em 18min10, chegando à frente de Helena Katiatumari (18min27) e Ana Luiza Garcez, a animal (18min51). Katiatumari, apesar de não ter vencido, estava realizada com a colocação. “Como estou voltando de lesão, o resultado foi tudo de bom”, avalia. “O grupo da elite saiu junto, mas logo depois do primeiro quilômetro eu apertei e nem olhei para trás”, conta a campeã. Já Garcez estava um pouco desapontada com resultado, embora alegre como sempre “Não deu. A Jaci saiu e ficou sozinha lá na frente”.