Zenaide (ponta esquerda) e Sirlene (ponta direita) agora são companheiras de treino
Foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br
O último dia do ano para muitas pessoas é sinônimo de pressa para aprontar a ceia de reveillon, de correria para comprar o peru e a farofa antes que o supermercado feche e de muita festa e comemoração para o ano que chega. Enquanto isso, para muitos corredores, sejam eles de elite ou amadores, também há correria e comemoração, mas de um jeito diferente: nas ruas de São Paulo para a disputa da São Silvestre.
Duas corredoras de ponta, Sirlene Souza de Pinho e Zenaide Viera, comentam suas impressões sobre a prova e o porquê de tanto glamour e interesse, já que este ano 20 mil pessoas se inscreveram. “É uma prova que todo mundo sonha em correr, já que é uma das mais antigas do Brasil e reúne muitos atletas bons”, conta Sirlene. “Os amadores que eu conheço sempre treinam para chegar na são Silvestre e encerrar o ano com chave de ouro”.
A fundista passou por uma fase complicada este ano, já que trocou de técnico e teve que deixar o calor das ruas de Santos e passou a treinar em São Paulo, a terra da garoa, ou selva de pedra como é conhecida. “Mesmo assim, graças a Deus consegui a liderança do Ranking Brasileiro de Maratona e para a São Silvestre espero chegar entre as 10 melhores colocadas”.
Ao todo são 15 quilômetros de percurso, entre subidas e descidas íngremes, curvas fechadas e outros desafios, que culminam na temida subida da Brigadeiro Luiz Antônio, trecho final da corrida. Temida só se for para os iniciantes, já que Sirlene não se intimida com os 2,5 quilômetros de morro acima e elege outro trecho como o mais complicado. “Acho o começo da prova difícil, pois você larga forte, vem uma descida e logo no quilômetro dois tem uma subida. Se o atleta não estiver bem, vai complicar, tem que dosar para chegar bem ao final”.
Zenaide - Já para Zenaide Vieira, que após a parceria entre o Clube Pinheiros e a Rede Atletismo, passa a ser colega de treinos de Sirlene, a disputa do próximo dia 31 é especial devido ao alto nível técnico. “As melhores corredoras estarão lá. Em algumas provas você encontra uma ou outra brasileira e queniana, mas na São Silvestre todo mundo estará lá”. Ainda segundo ela, a mídia também dá uma atenção maior a este evento.
Especialista em provas de pista, especificamente os 3.000m com obstáculos, ela tem mesclado algumas corridas na rua como complemento dos treinos e até agora obteve bons resultados, como o título da Sargento Gonzaguinha no último dia 13. “Esse período eu faço muita rodagem e aproveito para correr na rua. Vou entrando aos poucos e futuramente devo entrar de uma vez”, relata.
Na Gonzaguinha, uma prova com a mesma distância da São Silvestre, ela chegou com sobra em relação às adversárias, mas sabe que terá um páreo duro pela frente na hora de enfrentar as estrangeiras. “Lá vou encontrar um cenário mais forte, mas vou tentar ir junto até onde agüentar. A expectativa é sempre o pódio, se ele vier, seja em qual lugar for, será bem vindo”.