Concentração em NY já começou para pegar o ônibus da organização
Foto: Guilherme Maradei
Ônibus sairam de Manhattam até o local da prova
Foto: Danielle Maradei
Local do show e chegada da prova em NY
Foto: Danielle Maradei
Conhecido por ficar da Broadway sem roupa, o "Nakede Cowboy", também estava presente na prova
Foto:
Danielle e Guilherme no final da prova de NY
Foto: Arquivo Pessoal
Em Xangai, corredores enfrentaram chuva
Foto: Marco Oliveira
Proca chinesa contou com 17 mil pessoas
Foto: Marco Oliveira
Desorganização na hora de retirar o kit final
Foto: Marco Oliveira
Plolícia de Xangai teve que organizar retirada de kit
Foto: Marco Oliveira
Mesmo apoiando a WWF, a prova de Xangai não se preocupou com o lixo local
Foto: Marco Oliveira
A corrida Nike Human Race aconteceu no último domingo (31) em 25 cidades de diversos países. Em São Paulo o evento contou com mais de 20 mil pessoas e show do Seu Jorge. E nos outros lugares, você sabe como foi? Confira o relato de três atletas que estiveram respectivamente na Nike Human Race de Nova York, Xangai e Madrid.
Nova York - O casal de brasileiros, Danielle e Guilherme Maradei, correram a Nike Human Race em Nova York, nos Estados Unidos. Moradores de West Orange, cerca de 20 minutos de Manhattam, os dois estrearam na corrida e gostaram.
“Nos retiramos nossos kits na sexta-feira à tarde. Recebemos vários e-mails nos dias que antecederam a prova com instruções e dicas. O último deles foi com as informações da logística para o dia da prova (como chegar, o que levar, etc.). A organização recomendava que todos utilizassem transporte público, já que estacionamento dentro da Randall Island, local da corrida, é extremamente limitado”, conta.
Com tudo pronto os dois foram de carro até Manhattam e de lá seguiram no ônibus da organização até o local de largada, Randall Island. O início da prova estava marcado para às 18h, mas a corrida só começou às 18h40.
“Pouco antes das 18h eles anunciaram que haveria um pouco de atraso para o início da prova. Mas o atraso acabou sendo bem maior do que o previsto e algumas pessoas demonstraram uma certa impaciência, pois o sol ainda estava bem forte”, revela a brasileira.
Depois da largada todas as 10 mil pessoas seguiram num percurso que contou com certas irregularidades no asfalto e alguns trechos de afunilamento de corredores. “Pessoalmente não gostei muito da escolha do percurso. A superfície era bem irregular, pois a ilha me pareceu estar em obras, então em alguns trechos chegava a ser até um pouco perigoso correr pelos defeitos no asfalto. Mas o pior foi quando todos "entalaram" em uma pequena ponte, atrasando em pelo menos cinco minutos o tempo total da prova”, conta.
Como no Brasil, ao final da competição os corredores se dirigiam para uma área de show, dentro do estádio, Icahn Stadium. Os nova-iorquinos puderam assistir ao show da banda All-American Rejects.
Xangai - Já do outro lado do mundo, na cidade de Xangai na China, cerca de 17 mil pessoas também participaram da Nike Human Race. O treinador Marco Oliveira, que mora atualmente em Xangai, acompanhou a prova.
Segundo ele, a chuva que caiu no dia da competição não intimidou os chineses. Além disso, a participação de estrangeiros foi mínima. A largada da prova foi dada dentro do Century Park (o Ibirapuera de Xangai) e para chegar no local da competição os corredores não tiveram problema. “A estação de metrô, Shanghai Science and Technology Museum, tinha uma das saídas, dentro do parque, isso facilitou o fluxo dos corredores”, conta o brasileiro.
De acordo com Marco, seis quilômetros do percurso foram feitos na parte de fora do Parque, num trecho já conhecido pelos chineses, e os outros quatro foram realizados dentro do próprio parque. “Um dos momentos críticos da prova foi no quilômetro cinco. Lá os tapetes de chip ficaram vendo de longe os primeiros colocados. Isso porque o carro madrinha não entrou na ciclovia que estavam posicionados os tapetes, continuando na Via Expressa, com isso os ponteiros da prova também não entraram na ciclovia e seguiram o Mustang madrinha sem registrar seu tempo”.
Além disso, Marco observou que poucos corredores completaram o percurso correndo. Já no quilômetro quatro muitas pessoas começaram a andar. No final da prova cada inscrito ganhou um kit com fruta, camiseta e isotônico.
“Apesar da prova ter o selo da WWF e difundir a preocupação com o meio ambiente o que foi presenciado na área de dispersão descaracterizava totalmente esse conceito. A área de dispersão foi a mais crítica. As tendas para entregar as camisetas não foram capazes de dar conta do recado proporcionando aglomerações preocupantes dos participantes”, revela. “Foi necessário a intervenção pacífica e extremamente eficiente da Polícia de Xangai para organizar literalmente a desorganização”, acrescenta.