A violência não afetou a participação dos corredores
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Andrea não se preocupou com os conflitos e encarou a prova
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Paulo diz que a rotina não pode ser alterada
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A largada da prova foi na mesma hora da invasão do Complexo do Alemao
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O clima de guerra que assola o Rio de Janeiro desde a última semana, parece não ter afetado os competidores que cruzaram a linha de chegada da corrida 10k Rio Corrida Pan Americana. Realizada no último domingo (28/11) no Aterro do Flamengo, a disputa teve mais de 2.500 concluintes.
O tiro de partida da corrida aconteceu às 8h, quase na mesma hora em que o Bope (Batalhão de Operações Especiais da Polícia) iniciou a invasão de uma das favelas, fato curioso na opinião de Andreia Nogueira. “Estava ouvindo pelo rádio que na hora que largamos o Bope invadiu o Alemão”. Apesar disso, ela não cogitou ficar em casa. “A bagunça está mais para o outro lado da cidade, aqui está sossegado”.
Com os conflitos concentrados na zona norte da cidade, as pessoas que foram ao Aterro, na zona sul, não se intimidaram e o esporte provou ser mais forte do que a violência. “A vida continua e vamos torcer para que isso acabe logo”, relata Paulo Jorge Barão, que marcou 53min30. “A prova foi um pouco cansativa por conta do calor, mas vim bem preparado”, completa.
Os problemas na cidade parecem não ter afetado a rotina da carioca radicada em Niterói, Elisabete de Almeida. “Não me passou pela cabeça não vir correr hoje. A confusão está toda na zona norte e por aqui ficou mais tranquilo. Mas, nada que faça interromper uma prova como essa”, ressalta a competidora que está acostumada a correr na região. “Sempre participo de corridas aqui no Aterro e achei essa prova muito boa. Quem não veio perdeu”.
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Essa matéria teve a colaboração do Editor de Vídeo do Webrun, Emílio Pedrosa, responsável por colher os depoimentos.