Terezinha Guilhermino (esquerda) foi um dos destaques da competição
Foto: Reginaldo Castro/ Sportalent
A terceira edição dos Jogos Mundiais de Cegos termina oficialmente hoje, com a partida das delegações e o Brasil encerra com a melhor participação na história do evento. A delegação tupiniquim obteve a terceira colocação no quadro de medalhas, com 17 ouros, 22 pratas e 19 bronzes.
O primeiro posto ficou com a Rússia, que obteve 28 medalhas de ouro, 15 de prata e 11 de bronze e o segundo com a Bielorússia, com 18 ouros e 38 medalhas no total. A competição foi disputada em São Paulo e São Caetano do Sul.
O esporte que teve melhor atuação foi o atletismo, com 17 medalhas no total, sendo 12 de ouro, além de seis recordes mundiais. Os destaques ficaram por conta de Terezinha Guilhermino e Lucas Prado, que venceram os 100, 200 e 400 metros e são hoje os velocistas cegos mais rápidos do mundo.
Pequim - Diferente das outras modalidades em disputa, o atletismo não classificou os atletas diretamente para as Paraolimpíadas de Pequim 2008, apenas somou pontos para o ranking mundial classificatório para essa competição. Participaram dos jogos cerca de 1.600 atletas de 63 países.
O Mundial foi criado pela Federação Internacional de Esportes para Cegos (IBSA – do inglês International Blind Sports Federation) e a primeira edição foi em 1998 na Espanha. A segunda foi realizada em 2003, no Canadá, sempre com o objetivo de divulgar o esporte e promover a integração de atletas deficientes visuais do mundo inteiro.