Eduardo e Aranha representarão o Brasil no Mundial de Handbike
Foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br
Jaciel teve problemas com a aderência da cadeira
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No ultimo domingo (18/07) a Maratona Caixa da Cidade do Rio de Janeiro reuniu cerca de 18 mil pessoas, tanto na modalidade principal, quanto na meia maratona e na family run. Dentre os milhares de participantes, a categoria cadeirantes foi um dos destaques, com a modalidade handbiker e a tradicional.
Rio de Janeiro - A handbikers consiste em um triciclo pedalado com a mão utilizado por pessoas com deficiência nos membros inferiores. Este ano foi a primeira vez que a competição abriu espaço para essa disputa, que teve uma briga acirrada durante a meia maratona.
Fernando Aranha, Eduardo Camara e Ezequias Prado travaram ótimos duelos desde o tiro de partida na Praia do Pepê, até a chegada no Aterro do Flamengo. Aranha, atual campeão brasileiro da modalidade em sua categoria, foi o primeiro colocado ao marcar 46min07 e foi seguido por Eduardo (52min58) e Ezequias (58min25).
Nem mesmo a chuva que caiu no início da prova e as pistas molhadas, desanimaram o campeão, que como sempre esbanjava simpatia durante a premiação. “Competir no Rio é o máximo, eu me divirto”. Segundo o atleta, o recapeamento do asfalto em algumas vias da cidade foram sentidos durante o percurso. “O asfalto estava perfeito se comparado aos locais onde costumo treinar, como a USP”, lembra sobre os buracos das ruas da Cidade Universitária.
Aranha conta ainda que a disputa serviu como preparação para o seu grande objetivo na temporada, que acontece em agosto. “Vou disputar o mundial de handbike no Canadá”. Ele revela ainda quais são seus planos futuros. “Meu objetivo é conquistar uma vaga para os Jogos Paraolímpicos de 2012, em Londres”.
Se o detentor do caneco dourado afirma não ter tido problemas com buracos, o vice-campeão, Eduardo, discorda do colega. “Tinham vários buracos na Avenida Niemayer, além tampas de bueiros soltas”. Ele revela ainda outro problema, ocasionado pelas chuvas. “Tinham muitas poças d’água que podiam esconder buracos”.
Adversidades à parte, o carioca conta sobre a disputa com Aranha. “Ele é um exemplo para mim no esporte. Estou há um ano competindo e espero daqui há uns dois anos conseguir vencê-lo”, brinca em tom de provocação. Assim como o colega, Eduardo também representará o Brasil no mundial do Canadá.
Categoria convencional - Na categoria tradicional os cadeirantes competiram a prova principal, que largou no Recreio dos Bandeirantes. Eles saíram junto com a elite feminina e, assim como os atletas andantes, enfrentaram problemas com o percurso molhado e o vento contra.
De acordo com Jaciel, segundo lugar na disputa entre os cadeirantes, ele e os demais brasileiros se surpreenderam com a participação do ‘Hermano’. “Nós não o conhecíamos, então durante os primeiros quilômetros o estudamos”.
Passada a fase de reconhecimento do adversário, Jaciel conta que resolveu ir para cima por volta do quilômetro 14, chegou a ultrapassá-lo, mas um pequeno detalhe fez a diferença para que o argentino vencesse. “Devido à chuva, a cola da luva acabou e começamos a patinar muito, principalmente nas subidas. Aí olhei para o Eduardo e vi que ele levava uma cola extra em sua cadeira”.
A categoria cadeirantes, muito comum em provas internacionais de peso, ganha cada vez mais adeptos no Brasil, que passam a treinar e competir rigorosamente por resultados. “As pessoas às vezes acham que somos coitados, mas pelo contrário, temos obrigações e somos cobrados pelos nossos patrocinadores”, finaliza Jaciel, que possui o apoio da marca esportiva Fila.