Motorzinho logo depois de completar o Internacional
Foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br
Eliziário dos Santos, mais conhecido como Motorzinho, é uma figura carimbada nas provas de triathlon, principalmente as disputadas em Santos, cidade onde ele mora e treina. Competindo em cadeira de rodas desde 1998, após uma bala de revólver ficar alojada em sua medula espinhal, resultado de um assalto à sua loja em 1995, Elizário pede mais apoio dos governantes ao esporte adaptado.
Depois de completar sua sétima edição do Triathlon Internacional de Santos, no último dia oito, o atelta comenta que o desgaste de sua cadeira adaptada é muito grande e muitas vezes ele precisa fazer grandes esforços financeiros para se manter nas disputas. “Eu tenho o apoio de algumas pequenas empresas, mas não é o suficiente. Às vezes tenho até que fazer dívida em banco”, lamenta.
Para tentar amezinar o problema, Elizário faz um apelo ao poder público para ajudar mais os deficientes. “Na verdade não seria nem ajudar, seria uma parceria, já que daríamos a nossa colaboração para servir como exemplo às crianças e outras pessoas com deficiências”. Segundo ele, muitas pessoas às vezes reclamam da falta de apoio das empresas, mas o governo é quem deveria ter essa preocupação. “Qual empresa ganha mais do que o Governo Federal no Brasil?”, questiona.
Além da areia que corrói os componentes da cadeira, as ruas esburacadas dos municípios também contribuem para o desgaste do equipamento. “Não estou pedindo nada demais, apenas a resposição de equipamentos”, finaliza o competidor que por onde passa é muito aplaudido pelo público.