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Uma equipe de 93 atletas paraolímpicos está embarcando para Mar del Plata na próxima segunda-feira, 1º de dezembro, onde disputará a última competição internacional antes de Atenas: o
Parapanamericano. O evento acontece entre os dias 3 e 10 de dezembro, na Argentina, e contará com a participação de 1.200 atletas de 30 países que competirão nove modalidades.
O
Parapanamericano é a última chance que o País terá para a conquista de mais vagas para os
Jogos Paraolímpicos de Atenas. A equipe brasileira irá participar em sete modalidades: atletismo, basquete em cadeira de rodas, equitação, esgrima, natação, ciclismo e vôlei. Além dos atletas, o Brasil levará uma delegação composta por mais 93 pessoas, entre técnicos, guias, especialistas, médicos, fisioterapeutas, interpretes, membros da área de comunicação e apoio.
A primeira edição desta competição aconteceu em 1999, no México. Na ocasião, o Brasil foi representado por 148 atletas e sagrou-se vice-campeão da competição com 212 medalhas, sendo 107 de ouro, 69 de prata e 36 de bronze. A participação brasileira nos Jogos é de grande importância para o esporte paraolímpico nacional, não só pela conquista das medalhas e/ou aumento de vagas.
Na Austrália, o Brasil foi representado por 64 atletas em nove modalidades esportivas e entrou para a história com o expressivo número de 22 medalhas (seis de ouro, dez de prata e seis de bronze) e a conquista do reconhecimento da sociedade.
Depois da Paraolimpíada de 2000, o crescimento do esporte tem sido surpreendente. Com a criação da lei 10.264/01 conhecida como Lei Piva, que repassa recursos financeiros oriundos das loterias da Caixa Eonômica Federal, o Brasil vem estruturando e qualificando o esporte paraolímpico.
As expectativas são de que os números de atletas brasileiros e modalidades sejam superados em 2004. O País já garantiu sua participação em: natação, atletismo, judô, futebol-7 PC (paralisados cerebrais), ciclismo, goalball feminino (esporte específico para cegos); e tem plenas chances de classificar nesta próxima competição o basquete em cadeira de rodas, o adestramento paraolímpico, o halterofilismo, o vôlei paraolímpico e a esgrima. Além de poder aumentar as vagas nas modalidades restantes.