Cerca de 90 atletas irão para as Paraolímpiadasde Atenas
Foto: Fernanda Paradizo
Ontem o Comitê Paraolímpico Brasileiro inovou e fez um Workshop especial para a mídia. A iniciativa aproximou os veículos de comunicação com o esporte para deficientes. O WebRun foi o único veículo da internet que compareceu no Workshop.
São Paulo, Faltando um pouco mais de 200 dias para começar a Paraolimpíada de Atenas o Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB) organizou ontem, dia 03 de fevereiro, um Workshop para a mídia. Este evento abriu o calendário de Atenas 2004 do CPB e teve como objetivo esclarecer e informar os jornalistas sobre o esporte paraolímpico.
Diversos veículos de comunicação da capital paulista participaram do workshop. O Presidente do CPB, Vital Severiano Neto, abriu o evento e confiante disse: “Nós vamos ter um resultado superior que Sydney nessa Paraolimpíada”.
Além disso, o secretário-geral do CPB, Andrew Parsons e o diretor-técnico, Kleber Veríssimo, também da CPB deram explicações sobre a estrutura do esporte para deficientes e sobre as modalidades paraolimpícas.
Eles divulgaram que irão para Atenas cerca de 90 atletas em 10 modalidades. No ciclismo o Brasil garantiu duas vagas e no atletismo 25. Mas esse número não é maior porque o esporte para deficientes, segundo Veríssimo, é caro. “A maior dificuldade do esporte é o equipamento, uma cadeira especial para corrida custa cerca de 15 mil dólares”, conta.
O CPB também convidou dois jornalistas que já foram cobrir uma Paraolimpíada para contarem aos colegas de profissão as experiências que tiveram nos jogos.
O jornalista José Cruz do Correio Braziliense falou que se emocionou o ver um nadador chinês competir sem ter os dois braços e as duas pernas. “Nossa foi incrível ver aquele atleta nadar tão rápido e pensar que eu não sei nadar. Fiquei tão emocionado que até chorei”, revela Cruz.
O jornalista da rádio CBN, Calos Eduardo Eboli, narrou diversos episódios que aconteceram com ele na Paraolimpíada de Sydney. Ele também alertou que o Brasil deve olhar para os outros esportes que não seja o futebol. “Se o futebol tivesse metade da garra dos atletas paraolímpicos eles iriam para Atenas", disse Eboli fazendo comparação com a seleção pré-olímpica de futebol, que não conseguiu se classificar para os Jogos Olímpicos.