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Por Dr. Milton Miszputen (Arquivo) | 16/12/2008 - Atualizada às 10:57

Saiba mais sobre a dor lateral no joelho

  • Síndrome do trato ílio-tibial Crédito: www.radiologiadoesporte.com.br
  • Lesão do menisco lateral Crédito: www.radiologiadoesporte.com.br
  • Lesões na cartilagem articular Crédito: www.radiologiadoesporte.com.br

A dor lateral em atletas é relativamente comum em esportistas e pode ocorrer em ciclistas, corredores, triathletas, entre outros. Existem várias lesões diferentes que podem causar a dor lateral no joelho.

As lesões mais comuns são: síndrome do trato ílio-tibial (imagem 1), lesão do menisco lateral (imagem 2), tenossinovite do poplíteo, osteoartrose fêmuro-tibial lateral e lesões na cartilagem articular (imagem 3). Cada uma destas lesões tem aspectos clínicos, e, portanto, tratamentos, completamente diferentes. Dessa forma é fundamental obter o diagnóstico definitivo do atleta.

Após uma consulta médica e exame físico, geralmente o ortopedista ou médico do esporte tem informações suficientes para diagnosticar o problema. Porém, como a dor lateral no joelho pode ser proveniente de estruturas anatômicas bem diferentes, freqüentemente é solicitado ao atleta um exame complementar de imagem (radiografias, ultra-sonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética) para fazer o diagnóstico diferencial.

Após as radiografias iniciais, o melhor exame para fazer este diagnóstico diferencial, em casos de dor lateral no joelho, é a ressonância magnética. Esse é o exame que possui a melhor diferenciação entre as estruturas e tecidos do joelho e que permite uma análise global desta articulação, ou seja, com apenas um exame é feita uma avaliação excelente de ossos, cartilagem, meniscos, tendões, ligamentos, etc.

Dentre as lesões acima descritas, destaca-se a síndrome do trato ílio-tibial por ser diagnosticada mais freqüentemente em atletas e praticantes de atividade física do que em não-atletas. Essa lesão é causada por um atrito do trato ílio-tibial (ou banda ílio-tibial) na saliência óssea lateral do fêmur, chamada de epicôndilo lateral. Isso ocorre ao se estender completamente o joelho. Quando uma determinada modalidade esportiva exige extensões totais repetitivas do joelho, com o tempo, surge uma inflamação adjacente às fibras do trato ílio-tibial, e conseqüentemente a tal dor lateral.

A corrida é uma destas modalidades. Variações anatômicas do esportista, tipos de pisada ou mesmo de terreno (terrenos desnivelados, como o asfalto das ruas, perto da guia) também são fatores que podem contribuir para ocorrer a síndrome do trato ílio-tibial. Ciclistas que tem o pedal e/ou o selim incorretamente ajustado, de forma que os joelhos "esticam" totalmente a cada pedalada, também podem apresentar esta lesão.

O exame de ressonância magnética diagnostica claramente a síndrome da banda ílio-tibial e dá informações essenciais ao médico do atleta. Recomenda-se os esportistas com dor no joelho que procurem um médico especialista. Os métodos de diagnóstico por imagem, especialmente a ressonância magnética, são excelentes aliados para um diagnóstico preciso, que é o ponto de partida para um tratamento adequado.

Dr. Milton Miszputen (Arquivo)


Consultor Webrun da seção Radiologia Esportiva. É Médico radiologista músculo esquelético, com graduação e residência de Radiologia na UNIFESP/Escola Paulista de Medicina. Título de especialista em Diagnóstico por Imagem pelo Colégio Brasileiro de Radiologia. É membro do Setor de Músculo-Esquelético do Depto. de Diagnóstico por Imagem e do CETE, ambos da UNIFESP/Escola Paulista de Medicina. Atende na Clínica CURA. Tel.: (11) 3056-4707. Site Radiologia do Esporte: www.radiologiadoesporte.com.br

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