A partir de hoje você confere o diário de corrida da nossa repórter Donata Lustosa. Quinzenalmente relatos dela estarão no ar. O mais curioso é que ela nunca havia praticado esse esporte que encanta tantos. E o desafio dela será participar de uma prova de no mínimo 10km no fim do ano. Alguns amigos querem que ela participe da São Silvestre. Será que a Donata vai conseguir?
São Paulo - Começar a correr não é uma tarefa fácil. Principalmente quando você está afastado dos esportes a mais de um ano. E esse é o meu caso. No final de 2003 eu comecei a trabalhar no
WebRun e confesso que o pique dos corredores, principalmente aqueles com mais de 40 anos, me fez parar e pensar sobre o meu sedentarismo.
No auge dos meus 21 anos, trabalhando em um veículo de esportes, eu estava completamente parada. O máximo que eu fazia no dia era uma caminhada do estacionamento da faculdade até a sala de aula. O que não é uma tarefa tão simples assim, porque para chegar na sala às duas horas da tarde, os alunos são obrigados a subirem uma rampa enorme.
E de repente numa das minhas saídas da redação para entrevistar a galera saudável do Parque do Ibirapuera (Ibira), em São Paulo, eu tive uma idéia. Vou começar a correr e até o fim do ano eu participo de uma prova.
Levei a idéia para o pessoal do
WebRun e eles adoraram. Só que eu não imaginei que iria começar a treinar tão rápido. Após uma semana estava eu no Ibira fazendo um teste com a assessoria esportiva 4any1.
Logo de cara enfrentei um percurso de 3km para ver como estava minha resistência. Meu irmão foi me acompanhar sem acreditar que eu iria mesmo começar a correr. E lá fui eu.
Quando cheguei no Parque uma surpresa, a luz do Ibira tinha acabado. E eu, que sempre morei perto do parque e nunca tinha ido lá de noite, comecei a entrar em pânico. Pensei que aquela escuridão era normal.
Na hora até achei que iria desistir dos treinos. Mas encontrei uns amigos que me falaram que a luz tinha acabado. Só que isso não atrapalhou o meu teste, que foi aplicado na única parte clara do parque, perto da praça do Porquinho.
O teste era assim: eu tinha que andar 1km, depois andar 1km mais rápido e por fim trotar 1km. Na hora que a Gabi, treinadora, me falou isso eu imaginei, que seria fácil.
E foi tranqüilo até eu começar a trotar. Porque nessa hora minhas pernas passaram a se movimentar automaticamente. E no final os meus pés e minhas pernas doíam um pouco. Mas até que não foi ruim para a primeira vez.