Vivemos num país tropical e os meses de novembro a março trazem um aspecto muito importante que devemos considerar em nossos treinos: o calor. Por isso, é necessário que consideremos algumas informações básicas antes de sairmos correndo por aí com os termômetros elevados. Confira:
1- O exercício prolongado no calor provoca uma perda de dois a três litros por hora de atividade de água através do suor. Em um treino de duas horas, por exemplo, o atleta poderá perder até seis litros de água. Por isso não deixe de se hidratar
2- O suor só refresca o nosso corpo quando ele EVAPORA da pele, ou seja, enxugar o suor não nos ajuda em nada. Viseiras, munhequeiras e toalhas têm excelente apelo visual, mas o ideal é deixar o suor evaporar naturalmente da pele, mesmo que a sensação de corpo molhado não seja agradável;
3- Realizar treinos muito intensos (intervalados, ritmo, etc.) ou prolongados (acima de uma hora) no calor fragiliza nosso sistema imunológico, deixando-nos mais vulneráveis a resfriados, gripes, etc. Dica: em dias muito quentes, opte por um treino mais curto e leve. Se isto não for possível, então dobre os cuidados com a hidratação;
4- Não devemos confiar em nossa sede para monitorarmos o grau de hidratação. Os estudos mostram que quando sentimos sede, é porque já estamos desidratados em pelo menos 2% do nosso peso corporal. Uma dica: tenha sempre uma garrafa de 500ml de água por perto e, sempre que esvazia-la, levante para enche-la novamente. O esforço compensa. Uma boa hidratação melhora a sua disposição e também a recuperação dos treinos mais pesados.
Enfim, durante os meses mais quentes do ano temos que tomar cuidados especiais se nosso objetivo é treinar com saúde. De nada adianta seguir uma planilha se formos negligentes com o nosso organismo. Não somente o treinamento não exercerá o efeito desejado, como poderemos desenvolver a síndrome do excesso de treinamento (overtraining) com muito mais facilidade. Em resumo, é possível treinar no calor, mas não de qualquer jeito! Bons treinos!