Folia está liberada, mas com moderação
Foto: Bia Alves/ Fotoarena
O Carnaval é a maior festa nacional e uma das datas mais ligadas à identidade brasileira. São cinco dias de pura folia, seja nos blocos, trios elétricos ou sambódromos. O colunista de Nutrição do
Webrun, Professor Danilo Balu, dá dicas básicas para os pierrôs e colombinas corredores que querem aproveitar o feriado sem prejudicar o progresso nos treinamentos.
Para Balu, o principal problema do Carnaval é o consumo excessivo de bebidas alcoólicas. “O álcool reduz a capacidade do atleta, que já terá dificuldade para treinar no feriado – seja por estar tudo fechado, seja pelos seus próprios exageros”.
O alerta é principalmente para quem tem como meta a disputa de provas de longa distância ainda no primeiro semestre. “Quem vai disputar uma meia ou uma maratona em abril ou maio está em momento crucial do treinamento”, alerta. “Pode curtir o Carnaval, mas tem que estar em lugar que consiga treinar e tem que ser comedido com a bebida”, complementa o nutricionista.
Segundo Balu, diferente do final de ano, em que os excessos são com a comida, no Carnaval os excessos são com o álcool. “Tem que consumir sem exageros para poder treinar no outro dia. Uma dica antiga é alternar um copo de bebida não alcoólica com o de bebida alcoólica, como cerveja e água. Vai manter a pessoa hidratada e inibir um pouco o consumo do álcool”.
Sucos, refrigerantes e isotônicos também são uma boa pedida. “São bebidas com carboidrato, então ajuda o organismo a lidar com o álcool. Gera um consumo calórico grande, mas o corpo se recupera mais rápido”, diz.
Pule ou corra menos- Você pode até se fantasiar de Clark Kent, mas o nutricionista reforça: “ninguém é o Super Homem. Não dá para treinar depois de passar a noite correndo atrás do trio, dormindo só três horas”, afirma.
Se você for do tipo que coloca o Carnaval acima de tudo, não tem problema. “Mas tem que pensar isso com antecedência, quando estiver montando o treino, e considerar que nessa semana não vai dar para treinar. Tem que alinhar”, explica Balu.
“É questão de bom senso. Não se pode cortar tudo, exigir que a pessoa não se divirta. Mas tem que haver moderação. Pode beber, mas se hidrate. Quem tem prova importante nos próximos meses tem que pegar um dia para treinar, não pode ignorar isso”, esclarece.
Não tenha ressaca- Balu é contra o uso de remédios para curar os excessos da ressaca, partindo do princípio que se ela existe, algo já está errado. “A pessoa que toma um medicamento como o Engov já passou dos limites. Se ela precisa remediar os efeitos da ressaca já significa que não estará 100% para fazer um treino bom”, comenta Balu.
A solução, nestes casos, é diminuir a carga do treino. “Se já passou do ponto é melhor mudar o treino, reduzindo a intensidade”, conclui.