Direto do Rio de Janeiro - Em um dia chuvoso, com temperatura agradável no Aterro do Flamengo, o brasileiro Cláudio Santos se esforçou, fez o seu melhor tempo da temporada, mas terminou os 50km da marcha atlética em sétimo lugar. “A prova foi boa, mas eu estava esperando uma colocação melhor, ser o quarto ou quinto colocado”, conta.
Claudio reclamou do tempo e disse que o calor que fez durante a prova feminina no domingo passado teria ajudado. “Eu acho que se tivesse sol ia ficar mais difícil para todo mundo, mas eu já estou acostumado porque treino com sol. Os estrangeiros estavam torcendo por um tempo como o que fez hoje e eu pelo calor”, diz.
O marchador ficou contente com o apoio da torcida que gritava seu nome toda vez que passava. “O pessoal foi muito acolhedor, acompanhou do começo ao fim. É de arrepiar”. Ele fez questão de antes de ir descansar tirar fotos com todos os torcedores e conversar com eles.
O maior sonho de Cláudio, que faz parte de um clube paulista e precisa trabalhar como cabeleireiro para sobreviver, é conseguir um bom patrocínio se dedicar apenas à marcha atlética. “Eu evito cortar cabelos para poder descansar paras as corridas. Mas ainda vou para algumas casas trabalhar. Os clientes me dão o maior apoio e sou muito conhecido na minha cidade”, contou o potiguar da cidade de Currais Novos.
O título foi para Xavier Moreno, do Equador, que marchou em 3h52min07. O México ficou com a prata e o bronze, Horacio Nava levou a medalha em 3h52min35 e Omar Zepeda de Leon fez um tempo de 3h56min04. E, confirmando o que o brasileiro falou, os três atletas gostaram do tempo nublado.
“O tempo ajudou muito a competição, o clima do México é muito parecido com o clima de hoje e acredito que isto beneficou nós três”, explica Omar Zepeda de Leon. Já Horacio Nava considerou a vitória como um presente de Deus. "Este clima me ajudou muito”.
O outro atleta brasileiro, Mário Santos Junior, foi desqualificado com 20km de prova por ter retirado seus dois pés do chão.