Cruz Nonata foi homenageada pela Federação Paulista e pelo Clube BM&F Bovespa
Foto: Paulo Gomes/ www.webrun.com.br
Piauiense foi um dos destaques do Atletismo brasileiro no Pan
Foto: Wagner Carmo/ Inovafoto/ COB
Cruz Nonata espera estar nos Jogos Olímpicos
Foto: Wagner Carmo/ Inovafoto/ COB
A fundista Cruz Nonata voltou dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, no México, com a mala mais pesada. A piauiense conquistou a medalha de prata nas duas provas que disputou, 10.000m e 5.000m, ambas vencidas pela corredora local Marisol Romero.
“A mexicana já está bem adaptada, eu não, foi a minha primeira vez [competindo] na altitude”, conta Cruz, que comemorou muito suas medalhas. “Me senti bem nas provas e consegui boa colocação, trouxe medalha, foi ótimo!”, diz a corredora.
Em cerimônia de homenagem realizada quinta-feira (03/11) na Federação Paulista de Atletismo, a fundista falou sobre as provas no Pan. “A decisão dos 10.000m foi uma prova tática, todo mundo estava dizendo para eu correr com cautela para não pegar a frente antes do previsto e eu fui mantendo”, explica a medalhista.
“Saí na hora certa para pegar a segunda colocação”, define. Apesar do pouco tempo de adaptação na altitude – a corredora passou cerca de dez dias em San Luis Potosi, 1.800 metros acima do nível do mar – Cruz Nonata afirma que o período fez diferença. “Deu para sentir um pouco, sim. Sabia que ia decidir nas últimas voltas, foi o que eu fiz”, esclarece.
Para conseguir uma vaga em Londres, a atleta terá que bater todas as suas marcas pessoais. A corredora não correu nenhuma prova na carreira abaixo dos índices definidos pela CBAt – Confederação Brasileira de Atletismo – com base nos limites impostos pela IAAF – Associação Internacional das Federações de Atletismo.
“Vou tentar uma vaga, entrar nas provas e tentar o índice para ir para Londres”, diz, confiante. Especialista nos 5.000m e 10.000m, Cruz Nonata surpreendeu em outubro ao chegar na nona colocação da Maratona de Chicago (09/10), sua estreia em maratonas.
Apesar do bom desempenho, a piauiense não definiu ainda qual será a distância apostada – 5.000m, 10.000m ou os 42 quilômetros e 195 metros da Maratona. A escolha será feita com base em seu desempenho nos treinos. “Vou treinar, depois vamos ver em quais provas vou entrar para conseguir o índice”, conclui a atleta do Clube de Atletismo BM&F Bovespa.