Uma das mais comuns patologias de quem pratica corrida de rua é a dor no polo inferior da patela, que geralmente ocorre devido a um esforço demasiado, além do normal. O atleta consegue exatamente apontar o local da dor, quando ele sobe ou desce escadas, estende a perna após longos períodos com ela dobrada ou quando a pessoa agacha e levanta.
Esta patologia é conhecida como tendinite patelar ou runners knee, encontrada também em indivíduos que apresentam alteração da fomoropatelar, o que possibilita o aparecimento da tendinite, mesmo com atividade física moderada. O local mais comum da patologia é o pólo inferior da patela (65%), mas pode haver patologia no pólo superior (25%) e na inserção tendinosa no tubérculo (10%). As mulheres estão mais susceptíveis a este incomodo.
Saiba diferenciar a dor - A classificação da manifestação clínica da tendinite do tendão patelar é útil para uma graduação da gravidade do quadro.
Grau 1 - dor apenas após atividade, sem limitação funcional
Grau 2 - dor no início da atividade, desaparecendo após o aquecimento e retornando após atividade/ fadiga.
A diferença anátomo-patológica entre os graus três e quatro é a ruptura, por isso é importante as manifestações clínicas no grau 2 para 3 e, principalmente, no grau 3 para 4, que servem como um alerta
Diagnostico - Feito através da historia clinica do atleta e tempo de dor, avaliação clinica também consegue esclarecer o caso.
Tratamento - Uso de antiinflamatórios orientado por médico; alongamentos; interromper atividade esportiva, caso exista dores crônicas; fisioterapia; gelo por 20 minutos, várias vezes ao dia, e fortalecimento muscular quando a dor diminuir.
David Homsi
Consultor Webrun da seção Fisioterapia. Ministra cursos e palestras em diversas universidades e congressos no Brasil. Fisioterapeuta com experiência internacional e especialista em fisioterapia esportiva pela Sonafe (Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva) e FMU, além de ser mestrando em Ciências da Reabilitação. Professor da pós-graduação da FAGAMMON em reabilitação músculo esquelética esportiva. Hoje está na equipe de medicina esportiva Dr. Osmar de Oliveira. Site: www.davidhomsi.com.br