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Marily faz recorde pessoal em Frankfurt, mas não obtém índice olímpico


Por Gilmário Mendes, especial para o Webrun | 03/11/2011 - Atualizada às 19:43

Em 2008 Marily obteve o índice na Maratona de Floripa
Em 2008 Marily obteve o índice na Maratona de Floripa
Foto: Ricardo Leizer/ www.webrun.com.br
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Gilmário Mendes, treinador da maratonista brasileira Marily dos Santos, escreve um breve relato sobre a participação da alagoana na Maratona de Frankfurt, no último dia 30 de outubro.

Terminamos a Maratona de Frankfurt. Marily fez a sua melhor marca pessoal com 2h35min32, um excelente tempo mesmo ainda um pouco distante do atual índice olímpico. Se valesse o índice da Federação Internacional de Atletismo (2h37) já teríamos carimbado o passaporte, mas como a CBAt decidiu individualizar nacionalmente em 2h30min07 estamos ainda a trabalhar visando esta marca para 2012.

Tínhamos dois objetivos ao vir a Europa: primeiro a 'possibilidade' de índice. Mas se não viesse agora, com paciência poderá vir com um trabalho mais especifico até abril. Isso porque treinamos ainda em cima de um cansaço das maratonas desse ano - SP e Recife - (mas que não nos arrependemos

Também queríamos melhorar a marca e, arriscando no bloco de 18 africanas e 16 européias que corriam entre 2h28 e 2h29, corríamos o risco de nem conseguir recorde pessoal, pois apesar de plana (95% da prova), tem umas poucas subidinhas chatas principalmente uma no quilômetro 38, umas partes em paralelepípedo. Também tinha um frio de oito graus que incomodava quem estava acostumada ao clima mais confortável. Mas ainda assim uma excelente maratona, tanto que o queniano Wilson Kipsan ficou a quatro segundos do recorde mundial e fez a segunda melhor marca de todos os tempos.

A prova - Um pouco de empolgação inicial fez Marily quebrar seu próprio recorde em meia maratona, passando os 21,1 quilômetros em 1h13min56, melhorando em um minuto a sua marca pessoal na distância. Esse ritmo daria não só abaixo de 2h30, como seria recorde sul americano de todos os tempos. Até o quilômetro 35 estava dentro do índice previsto para 2h30, mas o cansaço final e o ritmo forte do inicio deixaram para outra oportunidade esse feito.

A Maratona é fantástica, mas com 46 africanos entre homens e mulheres, todos em busca de prêmios por recorde e poucos interessados em ritmar em bloco, muitas atletas da Europa que buscavam índice olímpico de seus países com 2h26 a 2h28 caíram para 2h35. Entre elas as húngaras Aniko Kalovics e Beata Rakonzai e a britânica Liz Yelling, todas atletas olímpicas em Pequim 2008. Houve bastante variação de ritmo de atletas do bloco entre 2h24 a 2h30. As quatro primeiras já saíram pra 3h06 o quilômetro um e passaram em 32min52 os 10 quilômetros.

Foi um excelente contato com o Primeiro Mundo das maratonas, essa que foi a terceira prova internacional e melhor marca pessoal, baixando dos 2h39min45 na Maratona de Padova em 2007 e 2h38min10 de Pequim 2008 para estes 2h35min31 em Frankfurt. Vamos seguindo em frente, pois temos até 29 de Abril para tentarmos em outras duas provas internacionais melhorar ainda esta marca e quem sabe atingir o almejado índice olímpico.

Como dizem os sábios chineses: "não existem atalhos para a experiência".


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